Pelos números da última pesquisa do Data Ilha, a eleição na capital, apesar do favoritismo do candidato do Podemos Eduardo Braide, permanece aberta. A grande maioria do eleitorado ainda não entrou em clima de campanha, apenas observa à distância a movimentação de dos políticos que pretendem se submeter ao crivo das urnas em outubro próximo.
É mais do que natural que o deputado Eduardo Braide (Podemos), que disputou a última eleição para prefeito e foi eleito deputado federal em seguida com a maior votação de São Luís, esteja liderando por conta do recall, mas daí dizer que a eleição está decidida a seu favor e muito temerário.
Ninguém discute o favoritismo de Braide e alguns políticos até acreditam que se ele não cometer nenhum erro até o final da campanha poderá encomendar a faixa de prefeito, mas estes mesmo observadores do cenário municipal advertem que um escorregão no calor do embate com adversários poderá fazer com o pleito aponte em outra direção.
O fato dos pré-candidatos aliados aos governos estadual e municipal não terem pontuado bem na primeira pesquisa contratada pelo blog do jornalista Clodoaldo Corrêa para as eleições de 2020 não significa dizer que estão fora do páreo. São políticos novos na idade, mas com preparo extraordinário, com discurso afinado e potencial para cativar o eleitorado.
O governador Flávio Dino (PCdoB) e o prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT), que foram fundamentais para as eleições dos três senadores do Estado, devem também influenciar muito na eleição da capital e deverão está juntos no palanque do candidato do grupo que passar para o segundo turno.
Conhecedor do poder de influencia do governador e do prefeito, é que o senador Roberto Rocha (eleito com o apoio dos dois governantes), já profetizou que se o pleito for o segundo turno, a eleição complica Braide.
A pesquisa espontânea, aquela em que o entrevistado já sabe em que vai votar e responde sem que lhe seja apresentada a relação dos pré-candidatos, apenas 18,7% responderam que votarão em Braide, ou seja, há todo um universo de eleitores a ser conquistado ao longo dos 45 dias de campanha, que promete ser bastante acirrada.
Para muitos, é inusitado que Flávio Dino tenha optado por Rubens Junior, preterindo alguém que, hoje, aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de votos, muito embora a escolha do governador não seja uma surpresa.
Ao apontar para Rubens Junior, o governador escolhe alguém que tem relação íntima com seu projeto político, conhecendo com profundidade suas ideias e programas. É de se considerar também que Rubens é um aliado de longa data, que demonstrou inúmeras vezes fidelidade e compromisso com o Flávio Dino.
Não há também por que duvidar do potencial de Rubens Junior para esta eleição, embora ainda patine nas pesquisas, ter a simpatia do Leões é rotineiramente um fator determinante em disputas eleitorais. E o apoio do governador costumar ser levando em conta pelos ludovicenses.
Em 2012, o apoio de Flávio Dino foi determinante para a vitória sobre João Castelo que tentava a reeleição. Em 2016 pesquisas apontavam que Edivaldo Holanda capengava nas intenções de votos, mas isso não o impediu de chegar ao segundo turno e, com apoio de Dino, ser reeleito prefeito, derrotando o favorito Eduardo Braide.
Rubens Junior é um nome leve, não carrega um histórico de crises, é carismático. Tem identificação natural com a esquerda, afinidade com presidente Lula, são predicados importantes e que agradam grande parte do eleitorado de São Luís.
Contra os votos dos deputados César Pires (PV) e Wellington do Curso (PSDB), a Assembleia Legislativa aprovou nesta manhã de quinta-feira o projeto de lei do Poder Executivo que reajusta os salários dos professores de 40h no Maranhão para R$ 6,3 mil, mais que o dobro do piso nacional, que é de R$ 2,8mil.
Foram os dois únicos parlamentares presentes em plenário a se posicionarem contra o aumento. Até parlamentares que também fazem oposição ao governo, a exemplo de Adriano Sarney (PV) votaram pelo a provação da matéria que reajusta os salários da categoria.
O deputado Wellington do Curso, a exemplo de vezes anteriores, passou dos limites nas criticas ao governo do Estado. Mesmo se rotulando de professor, ele atacou o aumento salarial concedido por Flávio Dino que mantém o Maranhão como a maior remuneração do país.
Saia justa – Após a aprovação da matéria pela grande maioria do plenário, o líder do governo, deputado Rafael Leitoa pediu à Mesa Diretora da Casa que fosse registrado que os dois parlamentares votaram contra o reajuste para os professores.
César se justificou alegando que não seria contra o aumentos, mas contra a forma como foi encaminhado sem haver discussão, mas o fato é que ele se posicionou e votou contra, apesar de ter sido Reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).
O bom desempenho do pré-candidato Jeisael Marx na pesquisa contratada pelo blog do Clodoaldo Corrêa e divulgada no início da noite de ontem no programa Ponto Continuando, da Rádio Mais FM, continua causando polêmica está incomodando. Alguns pré-candidatos espernearam e colocaram em dúvida o resultado da primeira sondagem.
O comunicador, no entanto, manteve praticamente o mesmo percentual encontrado pelo Instituto DataM no final do ano passado. O que surpreendeu, na realidade, foi a pífio desempenho dos pré-candidatos da base do governo e dos representantes do PT com índices irrisórios.
Diante da reação de alguns políticos, que consideram “estranha” e “bizarra” a sondagem junto ao eleitorado, o pré-candidato Jeisael Marx publicou em sua página no Twitter uma espécie de desabafo sobre a tentativa de menosprezar sua performance na pesquisa que revelou a baixa popularidade de alguns pretendentes com mandato.
“É estanho para a classe política que um “cara comum” esteja pontuando a frentes dos filhos da política numa pesquisa. Situação bizarra para aqueles que acham que a política pertence à elite, escreveu o pré-candidato Jeisael.
Pelos números apresentados, Eduardo Braide lidera com folga, enquanto Jeisael aparece em quinto lugar, bem na frente de alguns pré-candidatos que estão no exercício de mandato de deputado ou vereador. A sondagem envolveu dezesseis candidatos.

A proposta do governador Flávio Dino de reajustar o piso dos professores do Maranhão para até R$ 6.358,96 foi destacada pelo deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), na tarde desta quarta-feira (5), na Câmara dos Deputados.
No Plenário da Casa, o vice-líder do PCdoB afirmou que em um momento em que educação tem sido maltratada pelo Governo Federal, o Maranhão se tornou um exemplo da priorização da área. “A equipe de Jair Bolsonaro não consegue sequer organizar o Enem, com uma trapalhada atrás da outra, comprometendo seriamente a educação brasileira e o ensino superior, mas no Maranhão o governador Flávio Dino acaba de fazer um novo reajuste salarial para os professores”.
Os reajustes anunciados na segunda-feira pelo Governador Flávio Dino deveriam variar entre 5% e 17,5%, fazendo com que o professor de 40 horas no Maranhão passe a ter o maior salário do Brasil. “Isso é um exemplo claro, inequívoco, da importância estruturante que tem a educação. Isso também é um chamado ao Brasil, é a força do exemplo. É possível, necessário e urgente dar um tratamento adequado, correto, para a educação brasileira”, completou Jerry.
O governador Flávio Dino (PCdoB) usou a sua página no Twitter para se solidarizar com a cineastra Petra Costa, que entrou na alça de mira dos bolsominions nas redes sociais por conta do documentário indicado para o Oscar “Democracia em Vertigem”. Além de Dino, a diretora do filme tem recebido solidariedade dos mais diferentes segmentos sociais.
“É uma grande vitória para o cinema do Brasil termos, mais uma vez, um filme brasileiro selecionado para concorrer ao Oscar. Independentemente do resultado final, tenho orgulho patriótico da capacidade de Petra Costa e da sua equipe. Parabéns”, escreveu o governador.
O ataque mais visível contra Petra partiu do próprio governo Bolsonaro. A página oficial no Twitter da Secretaria de Comunicação Social (Secom) publicou um vídeo da cineastra criticando o governo com os dizeres de que ela assumiu o “papel de militante anti-Brasil e está difamando a imagem do país no exterior”.
O deputado estadual Wellington do Curso parece ter passado de todos os limites quando o assunto é criticar o governo do Estado. Agora, ele ataca até o aumento salarial concedido por Flávio Dino que mantém o Maranhão como a maior remuneração do país.
Em discurso atabalhoado, ontem, na Assembleia, o próprio Wellington admitiu que um professor de 40h no Maranhão ganha R$ 6,3 mil, mais que o dobro do piso nacional, que é de R$ 2,8mil. Mas a sanha em atacar o governo fez o parlamentar utilizar um malabarismo incompreensível para macular o aumento.
Sem ações para mostrar ao povo do Maranhão, e sem iniciativas parlamentares que influenciam, de fato, a vida dos maranhenses, resta a Wellington do Curso tentar aparecer atacando o governo do Estado. E, para isso, usa de todos os mecanismos possíveis para a sua sobrevivência política.
Até fazer uma oposição doentia. Que critica até aumento salarial. Descolado da realidade, o deputado parece nem saber o que ocorre, atualmente, no Brasil em meio a uma quadra de aguda crise financeira.