O pré-candidato a prefeito de São Luís, Jeisael Marx (Rede) não descuidou da pré-campanha nem durante a semana dedicada à folia de Momo. Marx esteve ativo no período nos Retiros da igreja Assembleia de Deus e até em mutirão comunitário para a construção de uma ponte ligando a Vila Itamar e o Recanto Verde, na zona rural de São Luís.
Diante da destruição da única via de legação entre os dois bairros, a comunidade fez esforço para recuperá-la. Todo o material foi pelos comerciantes do bairro, vizinhos, vaquinha, e a mão de obra dos comunitários.
“Há vários dias, a comunidade trabalha em regime de mutirão para construir uma ponte entre a Vila Itamar e o Recanto Verde, que é uma ligação fundamental. O tripé Sociedade – Iniciativa Privada – Poder Público tem um pé quebrado e isso exige um grande esforço da comunidade para resolver questões fundamentais. Estamos ajudando como podemos”, afirmou Jeisael.

Em franco processo de recuperação de imagem de sua administração, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), em reunião com o governador Flávio Dino (PCdoB) antes do período carnavalesco, provocado pelo chefe do Executivo estadual a se manifestar sobre o candidato à sua sucessão, pediu um tempo e até hoje se mantém em silêncio sobre o nome de sua preferência.
O tempo solicitado pelo prefeito ao governador, segundo fontes o blog, teria por finalidade esperar a repercussão do “São Luís em Obras”, programa que executa um conjunto de serviços que visam a recuperação de feiras, mercados e principalmente asfaltamento nos bairros mais atingidos pelos últimos invernos e que estão sendo urbanizados novamente, para depois se manifestar.
A iniciativa de Edivaldo ao pedir um tempo para o governador para avançar com seu programa de obras faz parte da estratégia de recuperação de sua imagem para que possa, de fato, aumentar seu cacife para coordenar a sua sucessão na Prefeitura de São Luís. O prefeito tem visitado diariamente obras em companhia apenas da primeira dama Camila e do secretário Antônio Araújo para não tirar o foco sobre sua presença no local.
Embora pertença ao PDT, partido que já firmou aliança com o DEM e que tem como candidato o deputado estadual Neto Evangelista, o prefeito em nenhum momento deixou escapar preferência por nenhum dos seis nomes da base do governo que já confirmaram pré-candidaturas e muito menos se vai acompanhar a decisão da cúpula nacional pedetista.
Neste momento, ao que parece, a principal preocupação do prefeito não é com a indicação do nome que receberá seu apoio, mas com a recuperação da sua gestão para, a partir daí, ter condições não apenas influenciar, mas de coordenar todo o processo que envolve a sua sucessão.
Agora que a folia terminou e os poderes voltam à vida ao normal, é provável que o prefeito comece ensaiar os primeiros passos para a definição daquele que terá seu apoio na eleição de quatro de outubro. E opções é que não falta dentro do grupo liderado pelo governador Flávio Dino.
Blog do Clodoaldo – Muita especulação surgiu sobre um estremecimento da relação do deputado Bira do Pindaré com o governador Flávio Dino por conta da saída do aliado de Bira, Jhonatan Almada, da reitoria do IEMA. Para por fim a especulações, o deputado federal fez questão de ir ao circuito da Beira Mar e acompanhar o show de Margareth Menezes ao lado governador.
Na agenda oficial de Bira, nesta segunda ele estaria no Parque Vitória e Laborate. Após comparecer ao Parque Vitória, preferiu ir ao circuito oficial e foi muito bem recepcionado por Flávio.
Considerado um dos maiores partido do Maranhão antes das duas derrotas do grupo Sarney para o governador Flávio Dino em 2014 e 2018, o MDB passa hoje por uma das piores crises de sua história ao ponto de não ter um nome para disputar o pleito em condições de igualdade com a concorrência.
A ex-governadora Roseana Sarney, tida como a “salvação da lavoura”, diante da performance nas pesquisas (sempre na faixa do 10%), não mostrou muita empolgação com o apelo do deputado estadual Roberto Costa para que assumisse a pré-candidatura e o partido voltou à estaca zero no assunto sucessão municipal na capital.
Com a desistência de Roseana, alguns nomes chegaram ser avaliados, entre os quais Kátia Bogéa, Victor Mendes e Roberto Veloso, mas as conversações não avançaram. O anti-sarneysismo que ainda reina em São Luís serviram para desmotivar os nomes que estavam sendo pretendidos.
Na falta de um político em condições de levar alguma esperança de vitória, nos bastidores da sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) já são fortes os comentários de que o MDB deverá abrir mão de lançar candidato próprio para apoiar candidatura de outra legenda.
E ao que tudo indica, após o carnaval, os caciques do MDB deverão definir em qual palanque se farão presentes na campanha. Internamente existe uma forte corrente defendendo aliança com Eduardo Braide (Podemos), mas Adriano (PV) conta com a simpatia do avô, José Sarney.
O fato é que enquanto a grande maioria das legendas, inclusive as principais, já estão com seus pré-candidatos anunciados e prometem colocar o “bloco na rua” após a folia de Momo, o velho MDB definha e permanece indeciso quanto a sua participação no pleito.
Vítima de campanha caluniosa por parte de alguns setores da imprensa, o governador Flávio Dino (PCdoB) usou sua página no Twitter para rebater matéria do site The Intercept, em que é acusado de ser conivente com os chineses em detrimento do trabalhador.
Na matéria com título “Negócios da China”, o site de Glenn Greewald, responsável pela “Vaza Jato”, destaca: “Como a grana da China desaloja pobres no Maranhão – com o aval de Flávio Dino”, numa referência as despropriações de uma área na zona rural, na comunidade do Cajueiro para a construção de um porto.
Dino rebateu: “insistem em uma campanha difamatória contra mim por fictícia ligação com chineses. E dizem que sou responsável até por obras que aconteceram em décadas passadas. É realmente a “esquerda” que a direita gosta, financiada com “grana” oriunda dos Estados Unidos”.
Conforme o próprio governador explicou em suas redes sociais as reportagens que vem sendo publicadas “misturam casos diferentes, em regiões diferentes, para passar a ideia de que são milhares de indígenas e quilombolas perseguidos por “chineses”. Misturam portos, ferrovias, linhas de energia em locais diferentes e que não tem nada a ver com “chineses””, declarou.
Flávio Dino lembra que, como governador, não tem “poderes para impedir projetos privados ou para descumprir decisões judiciais.” Adiciona que “como é um projeto privado, quem paga indenizações é a empresa, não o governo”.
O prefeito Edivaldo Holanda Junior determinou que todas as secretarias municipais responsáveis pela prestação de serviços públicos essenciais à população trabalhem com esforço redobrado durante o período carnavalesco para garantir a tranquilidade dos foliões e o bom funcionamento da cidade. E uma das principais medidas adotadas será a circulação de 100% da frota de ônibus.
O reforço ocorre a partir das 12h do sábado (22) e segue até as 12h da Quarta-feira de Cinzas (26). As rotas das linhas que circulam pelo Centro de São Luís serão alteradas durante os dias de folia para em razão da programação carnavalesca. A medida é para garantir que o folião possa se deslocar com tranquilidade do seu bairro até os circuitos oficiais e também consiga voltar para casa sem transtornos.
O reforço no transporte urbano foi um grande acerto de Edivaldo, pois facilitará a vida da população, facilitando a mobilidade no período. Quem tem carro próprio também é beneficiado com a medida, pois com a frota operando em sua totalidade o folião poderá deixar o carro em casa e se locomover com maior segurança.
Como já era esperado, os pré-candidatos a prefeito de São Luís aproveitaram a semana que antecede a folia momesca para acelerarem conversações visando composições de alianças para a disputa da eleição majoritária na capital. Após o deputado Eduardo Braide (Podemos) acertar coligação com o PSD, PSC e estreitar negociações com o PSDB, na noite desta quinta-feira (20) foi a vez do pré-candidato do PCdoB, deputado Rubens Júnior, sentar com o presidente do PP, deputado federal André Fufuca, para tratar sobre eleição.
Com o quadro de pré-candidatos praticamente definido, resta apenas saber qual partido servirá de abrigo para o deputado Wellington do Curso (tenta convencer Roberto Rocha a lhe conceder a legenda tucana ou a carta de anuência), os que já estão consolidados aproveitam o período para avançar nos entendimentos com dirigentes de outras siglas que não irão participar da sucessão com candidato próprio.
Em encontro realizado nesta quinta-feira (20), por exemplo, Rubens Júnior e e André Fufuca, dialogaram sobre o fortalecimento da pré-candidatura do comunista à prefeitura de São Luís. Segundo Fufuca “esse diálogo é muito importante para alinharmos visões comuns, fortalecer ideias e programas”, avaliou.
No diálogo, Rubens destacou que as conversas com lideranças para formalização de alianças levam em consideração a construção de um consenso sobre agenda de desenvolvimento para São Luís. “Tivemos uma conversa muito proveitosa com o deputado federal André Fufuca. Avanço para uma agenda de diálogo à favor de São Luís”, comentou.
“Mesmo os meus adversários reconhecem que sou uma pessoa que valoriza o diálogo, acredito muito que vamos avançar nessa agenda de alianças neste momento da pré-campanha em que mais do que pessoas, precisamos discutir projetos viáveis”, observou Rubens Júnior.
O candidato do DEM, deputado estadual Neto Evangelista saiu na frente consolidando aliança com o PDT do senador Weverton Rocha, mas continua trabalhando nos bastidores para ampliar apoios que possam ajudá-lo na corrida pela Prefeitura de São Luís. Assim como Neto, outros pré-candidatos também estão à procura de apoios, a exemplo de Jeisael Marx (Rede), Bira do Pindaré (PSB), Yglésio Moisés (Pros), Duarte Júnior (PRB) e o ex-juiz José Carlos Madeira (Solidariedade).
A última pré-candidata a se apresentar para o público de São Luís, deputada estadual Detinha (PL), já conta como certo em seu palanque com o Avante e Patriota, duas legendas controladas pelo seu esposo, deputado federal Josimar de Maranhãozinho, mas buscar ampliar o leque de apoios.
A intenção é concluir o mais rápido possível as conversações para que todos os pré-candidatos estejam em condições de colocar o “bloco na rua” tão logo passe o período momesco, que, diga de passagem, começa para valer nesta sexta-feira gorda.