Ao contrário do presidente Jair Bolsonaro que prefere fazer gracinha com o momento delicado que vive o país por conta da Covid-19, os presidentes da Câmara Federal e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), respectivamente, decretam, neste sábado (9), luto oficial de três dias no Congresso Nacional em razão da marca de dez mil óbitos oficiais provocados pela pandemia do coronavírus no país.
O ato foi publicado em edição extraordinária do Diário Oficial do Congresso Nacional de hoje.
Leia a íntegra da nota enviada pelas Casas:
No momento em que o país atinge a triste marca de dez mil mortes oficiais da Covid-19, o Congresso Nacional também sofre a dor de tantas famílias brasileiras que perderam seus entes queridos, sem poder render-lhes as justas homenagens.
É uma tragédia que nos devasta mais a cada dia. Dez mil pessoas, amadas e importantes para outras pessoas, cheias de sonhos, tiveram suas vidas interrompidas.
Solidários a essa dor, em respeito à morte desses dez mil brasileiros, o Congresso Nacional decreta luto oficial de três dias. Este Parlamento, que representa o povo e o equilíbrio federativo desta Nação, não está indiferente a este momento de perda, de tristeza e de pesar.
A situação que estamos vivendo é lamentavelmente singular. Nossas cidades paradas, nossas crianças sem aulas, nosso povo assustado. O combate a um inimigo tão invisível quanto mortal, que ataca sem respeitar fronteiras ou aviso prévio, é sacrificante e cruel.
O Congresso Nacional tem feito sua parte ao tomar medidas legislativas de suporte às pessoas, aos governos e às empresas. É um momento difícil para todos.
Quando se trata de proteger a vida dos brasileiros, que é o valor maior, não há dúvida quanto ao caminho a ser trilhado; não há hesitação possível.
O Brasil sairá dessa pandemia machucado, enlutado, entristecido, assim como outras Nações. Mas sairá também com um desafio igualmente grande pela frente, de retomada, de reconstrução.
Mesmo chorando a morte dos nossos irmãos e irmãs brasileiros, conclamamos todos a
manter as recomendações das autoridades de Saúde, diminuindo o ritmo dessa terrível
doença, enquanto nos preparamos para um retorno seguro e definitivo à normalidade.
Senador DAVI ALCOLUMBRE
Presidente do Senado Federal
Deputado RODRIGO MAIA
Presidente da Câmara dos Deputados
Após repercussão negativa, o presidente Jair Bolsonaro desistiu o churrasco que havia prometido realizar neste sábado (9) para 30 convidados, no Palácio da Alvorada.
O presidente, que não perde oportunidade de desdenhar do Covid-19 mas se recusa a apresentar o teste para se saber se ele contraiu a doença, pelo visto, se especializou em notícia falsa.
O anuncia de que faria confraternização quando o país ultrapassa os cem mil mortos pela Covid-19 foi considerado tão fora de hora que fez com que o próprio Bolsonaro publicasse em suas redes sociais afirmando que se tratava de um “churrasco fake”.
As família das vítimas do coronavírus e aquele que estão em quarentena para resguardarem da doença merecem respeito e não molecagem de quem deveria dá exemplo.
Uma polêmica em relação a testes rápidos enviados pelo governo Federal tomou conta das redes sociais desde ontem. Catapultada pelo deputado Wellington do Curso, que ocupa seu tempo durante a pandemia apenas para tentar macular a imagem do governador Flávio Dino, a pauta vem sendo bastante abordada em grupos de WhatsApp, sobretudo.
Os 117 mil testes que Wellington do Curso imputa somente ao governo do Estado é uma inverdade, já que eles foram partilhados com os municípios maranhenses, por meio de parceria com a Federação dos Municípios do Maranhão (Famem). Portanto, eles estão ajudando na identificação de casos em todas as regiões do estado.
Destes 117 mil, 59.700 foram entregues no mês passado e 57.720 chegaram essa semana a São Luís, e já estão sendo distribuídos para vários outros municípios maranhenses.
A recomendação do próprio Ministério da Saúde é de que esses testes sejam usados, prioritariamente, para profissionais da saúde e da segurança. Está sendo assim em todos os estados brasileiros, sobretudo pela escassez mundial que existe desses testes.
A diferença entre o número de testes entregues e o número de testes aplicados, segundo o boletim da Secretaria de Saúde (SES), tem razão de ser, já que é de responsabilidade dos municípios lançá-los no sistema do Ministério da Saúde, fato que não está ocorrendo a contento e, por isso, a informação não está constando no boletim diário da SES.
Só para se ter ideia da situação nacional, no mesmo site do Ministério que Wellington do Curso propaga, São Paulo recebeu quase um milhão de testes, e ainda não utilizou nem metade. E essa lógica segue em todos os estados brasileiros. Os testes rápidos estão sendo feitos gradativamente, em todo o país.
Querer usar esse número para fazer politicagem é mais um jogo sujo do deputado Wellington do Curso. O Maranhão segue entre os primeiros no ranking de transparência no combate ao coronavírus. A hora agora é de união e compaixão, de respeito às famílias dos mortos por essa doença que se alastra perigosamente no Brasil.

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) mostrou indignação com a afirmação de Jair Bolsonaro (sem partido) de que fará um churrasco, neste final de semana, para cerca de 30 convidados, apesar da crise econômica, social e sanitária causada pelo coronavírus.
“Após 9 mil mortes pela Covid-19, Bolsonaro diz que fará churrasco. Churrasco para comemorar o quê? O Brasil no sábado terá, talvez, 11 mil mortos. E Bolsonaro o que faz?”, questionou o parlamentar.
Desde a decretação do estado de emergência, Bolsonaro tem desobedecido, repetidas vezes, as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) de isolamento social durante o período de pandemia. Além de visitas ao comércio, o mandatário esteve em manifestações, causando aglomeração na capital federal.
“Estou cometendo um crime. Vou fazer churrasco sábado aqui em casa. Vamos bater um papo, quem sabe uma ‘peladinha’. Devem ser uns 30 convidados. Não vai ter bebida. Vai ter vaquinha, R$ 70”, afirmou o presidente, em tom irônico, durante entrevista no Palácio da Alvorada.
Enquanto isso, as mortes pela doença não param de aumentar em todo o país. O último levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde aponta 135.106 casos confirmados de covid-19, sendo 9.146 óbitos, colocando o Brasil como novo epicentro global do coronavírus. Os números devem aumentar nesta sexta, quando novo boletim diário será publicado.
“Conseguimos impedir que o governo federal confiscasse o patrimônio das universidades públicas. O destaque do governo foi retirado na MP 915. Nem a pandemia conseguiu cessar os ataques do governo às instituições que formam profissionais e pesquisadores que são essenciais nessa luta”, comemorou o maranhense.
Para Bira uma vitória extremamente importante e correta, sobretudo nesse momento difícil e que prejudicaria as universidades públicas brasileiras no momento que o país mais precisa da ciência, da pesquisa, da tecnologia e da inovação para enfrentar a pandemia do coronavírus. E, ainda em defesa das universidades, lembrou que o Brasil trava uma batalha paralela, neste momento, contra a ignorância de um ministro da educação que não tem sensibilidade ou qualquer qualificação para o cargo em que se encontra.
Segundo o deputado, um negacionista. Uma pessoa sem o menor compromisso com a ciência, com a pesquisa, com a tecnologia e que tem o claro objetivo de destruir as universidades públicas. Algo que ficou provado, de acordo com ele, desde o ano passado. ‘Um sujeito desqualificado, que briga e xinga todo mundo, inclusive os ministros do Supremo’.
O parlamentar defendeu que Weintraub não tem a menor condição de continuar no comando do Ministério da Educação, porque é uma vergonha para a população brasileira.
“Esse sujeito (Weintraub) não tem a menor sensibilidade com o momento que o país está vivendo. Não aceita nem o adiamento das provas do Enem. Quer dizer, há um clamor forte de todos os educadores e estudantes que estão com dificuldade de manter o calendário escolar porque não estão tendo aula. As aulas estão suspensas. Portanto, não tem o menor condições de manter o calendário do Enem. Mas ele insiste em manter o calendário.
Bira disse ainda que isso mostra mais uma vez a insensibilidade do ministro que, na opinião dele, não tem a menor condição de continuar no cargo. “Há processos no supremo tribunal Federal para impedi-lo de continuar no cargo, movido por denúncia feita pelo PSB, que ainda tramita no STF, e espero que trâmite o mais rápido possível e que a gente possa afastá-lo do cargo porque ele faz mal para a educação pública brasileira”, concluiu.