Os deputados suplentes Fábio Braga (SD), Toca Serra (PCdoB) e Pastor Ribinha (PMN) foram empossados, nesta terça-feira (28), pelo presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB). Eles assumem no Parlamento Estadual em substituição aos titulares Fernando Pessoa e Rildo Amaral, ambos do Solidariedade, e Wendell Lages (PMN), que saíram de licença.
Após o ato de posse, Pastor Ribinha, que é líder da Igreja Batista de Pinheiro, estreou na tribuna da Alema fazendo um pronunciamento de agradecimento aos seus familiares e eleitores e destacando as qualidades do presidente Othelino Neto à frente da Casa do Povo.
“Quero parabenizar o presidente deste Parlamento, deputado Othelino, detentor de uma rara qualidade, que é a de saber ouvir com atenção e de lidar com as pessoas de pensamentos divergentes. É uma habilidade que considero fundamental, o que prova a sua capacidade política e justifica o fato de ter sido eleito por duas vezes consecutivas para a Presidência desta Casa, sempre por unanimidade”, afirmou o parlamentar.
Pastor Ribinha, que no último pleito obteve 14.638 votos como candidato pelo PMN, também agradeceu à classe evangélica, que, segundo ele, sempre o apoiou. Ele destacou ainda sua admiração pelo padre Luís Risso, da Paróquia de Pinheiro, a quem tem como um grande amigo. Finalizou acrescentando que vai exercer o mandato pelo bem do Maranhão, reforçando seu compromisso especialmente com as cidades de Pinheiro, Presidente Sarney e demais municípios da região da Baixada.
Fortalecimento
Por sua vez, Toca Serra, que é natural de Pedro do Rosário, também na Baixada maranhense, disse que retorna ao Parlamento Estadual com o firme propósito de continuar seu trabalho em prol dos menos favorecidos. “Estamos com o pensamento focado em discutir as políticas públicas estaduais que visem ao fortalecimento de toda a nossa região”, frisou.
Na última eleição, Toca Serra obteve 22.805 votos. Sua carreira política começou em 2007, quando filiou-se ao PTC para ingressar na política do seu município. Atualmente, o parlamentar está filiado ao PCdoB.
Fábio Braga, também empossado na manhã desta terça-feira, declinou de se pronunciar no plenário. Natural de Vargem Grande, Braga é advogado e político filiado ao Solidariedade (SD). Já exerceu diversas funções na sua trajetória de vida pública, entre elas a de deputado estadual por três vezes e de secretário de Estado.
Como parlamentar já exerceu também a função de presidente da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia, assim como da de Assuntos Municipais e Desenvolvimento Regional da Assembleia. Foi ainda vice-presidente da Comissão de Orçamento e da Comissão de Meio Ambiente da Casa.
Sem obras oriundas de suas emendas parlamentares, mesmo com quase seis anos como senador, Roberto Rocha vai tentando faturar com o chapéu alheiro. E vale tudo para aparecer, até mesmo se locupletar de apartamentos construídos pelo governo de Flávio Dino.
Na manhã de hoje, o senador esteve na Ilhinha, conversando com moradores e ludibriando a população com a história de que os apartamentos são frutos de esforços dele em conjunto com o governo Bolsonaro. O que ele não conta é que o dinheiro para a construção do Residencial José Chagas foi liberado quando a presidente ainda era Dilma Rousseff, por meio do ‘Programa Minha Casa, Minha Vida’.
Sem nunca ter pisado no local, nem mesmo ter mencionado em suas redes sociais a construção dos apartamentos, Roberto Rocha aparece na maior desfaçatez para assumir a paternidade da obra.
Além de construir os apartamentos, coube ao governo Dino pagar o aluguel social para as famílias mais vulneráveis durante o período de construção. A obra foi concluída em função da resiliência do governo, com muitos entraves e gargalos. Nenhum desses políticos deu algum apoio no sentido de acelerar liberação de recursos e tudo o mais.
Agora que a obra está pronta, os oportunistas querem a paternidade. Lamentável a postura do senador Roberto Rocha.
“É um preguiçoso, além de negligente e irresponsável. Por isso reage assim. Nem aí para trabalhar por emprego para a população”, pontuou o vice-líder da bancada.
Um dia após receber o documento apresentado por Dino, Bolsonaro ironizou a proposta que tem o objetivo de amenizar os danos provocados pela pandemia do novo coronavírus.
“Tem governador agora que quer que eu faça um pacto pelo emprego. Mas ele continua com o estado dele fechado“, disse o Bolsonaro durante conversa com apoiadores na saída do Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência.
No ofício, Dino pede que o presidente convoque governadores, entidades empresariais e organizações de trabalhadores para buscar saídas para o desemprego que já afeta 12,9% dos brasileiros.
No momento em que o Brasil experimenta quebras e demissões, com o fechamento de mais de 700 mil empresas até a primeira quinzena de junho, o pedido também reforça a necessidade de um planejamento urgente de medidas para evitar o cenário projetado pelo secretário de Política Econômica do Governo Federal, Adolfo Sachsida.
Em entrevista à Folha de S. Paulo nesta segunda, Sachsida antecipou que “os índices de desemprego vão dar um repique grande” no segundo semestre e que “o desemprego já aumentou, os dados é que não mostram isso, sendo bem franco”.
Resposta de Flávio Dino – No Twitter, Flávio Dino respondeu a Bolsonaro. “Considero que o desemprego não é assunto a ser tratado com ironias. Espero que o presidente da República leve a sério a urgência de ações efetivas. É impossível tratar do tema no “cercadinho” do Alvorada. Por isso, insisto na ideia do Pacto Nacional pelo Emprego“, rebateu o governador maranhense.
Para ele, além de “ironizar indevidamente o tema do desemprego”, Bolsonaro está desinformado sobre o Maranhão. “Estamos com praticamente 100% das atividades econômicas funcionando há muitas semanas“, destacou.
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O Município de São Luís já tem nova secretária de Saúde. Neste final de manhã de terça-feira (28), o prefeito Edivaldo Holanda Júnior anunciou Natália Ribeira Mandarino como a nova titular da pasta, em substituição a Lula Fylho.
Natália Ribeiro foi diretora do Hospital da Mulher de 2013 a 2017, quando saiu para assumir a secretaria-adjunta da Semus, cargo que ocupava até o momento. Ela é graduada em enfermagem, Doutora em Ciências da Saúde (UFMA), Mestre em Saúde Materno Infantil (UFMA), entre outras pós-graduações e especializações.
Lula Fylho caiu após uma operação da Polícia Federal que constatou suposto superfaturamento da compra de máscaras de proteção contra a pandemia do coronavírus.
O governador Flávio Dino (PCdoB) bem que tentou colaborar com o Governo Federal apesentado como sugestão ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) um pacto com governadores, presidente de federações empresariais e sindicais para amenizar o desemprego no país, mas acabou não sendo incompreendido por conta da arrogância do chefe da Nação.
Bem ao seu estilo, Bolsonaro recusou a proposta e ainda a considerou contraditória. “Tem governador agora que quer que eu faça um pacto pelo emprego. Mas ele continua com o estado dele fechado”, disse o presidente durante sua costumeira conversa matinal com apoiadores, na residência oficial da Presidência.
A resposta do presidente revela seu total desconhecimento sobre o estado comandado por Dino. O Maranhão, de forma gradual, vem abrindo setores da economia e só ainda não permite aqueles que causam aglomerações para evitar que a pandemia do novo coronavírus volte com força.
Como forma de colaborar para a questão do desemprego que deve se acentuar nos próximos meses, Flávio Dino encaminhou nesta segunda-feira (27) uma carta ao presidente sugerindo o pacto pelo emprego, mas pelo visto Bolsonaro prefere fazer política e tenta jogar para cima dos governadores a responsabilidade pela crise que é do seu governo.
A não pontuação da deputada estadual Detinha na pesquisa divulgada pelo Jornal Pequeno no último domingo representa um duro golpe nas pretensões do deputado federal Josimar de Maranhãozinho concorrer ao Governo do Estado nas eleições 2022, quando estará em jogo a sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB).
Em recente entrevista ao programa “Questão de Ordem”, da Mais FM, o parlamentar não deixou dúvida quanto a sua decisão de concorrer ao Palácio dos Leões, tendo como base forte de sua caminhada a Prefeitura de São Luís, maior colégio eleitoral do Estado.
Maranhãozinho, que se disse disposto a conversar ate com o grupo Sarney para colocar em prática seu projeto político para 2022, bem a seu modo interiorano, falou com empolgação sobre as possibilidade de crescimento da esposa, mas acabou tendo que se confrontar com a realidade.
A pesquisa mostrou total falta de sintonia da pré-candidata do PL com a cidade. Não teve sequer uma indicação de voto, ficou zerada junto com outros dois concorrentes da esquerda radical: O jornalista Franklin Douglas (PSOL) e o sindicalista Saulo Arcangeli (PSTU).
Os números apresentados pelo JP não deixaram a menor dúvida que não se faz uma liderança da noite para o dia numa cidade com mais de 1 milhão de habitantes e nem tão pouco se pode recorrer aos mesmo métodos utilizados em municípios dominados pela carência para angariar apoio e votos.
Fica a lição.
O presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão, Eric Costa, pretende mobilizar outras federações e associações de gestores do país para que o Tribunal Superior Eleitoral mantenha a identificação biométrica no processo eleitoral. No entendimento de Eric Costa, não deve haver retrocesso na conquista da lisura do processo, garantido com auxílio da biometria e de outras ferramentas tecnológicas.
“Nós não podemos abrir mão agora dessas ferramentas, desses mecanismos, que traz segurança para o processo eleitoral. É preciso que a Justiça Eleitoral reconheça se há ou não condições de realizar as eleições”, afirma o presidente da Famem, prefeito de Barra do Corda.
A identificação biométrica afasta qualquer possibilidade de fraude com utilização de título de eleitor por terceiros no processo. Por meio da impressão digital o eleitor comprova ao mesário ser dele o título que apresenta na secção eleitoral da zona em que exerce seu direito inalienável.
A exclusão da biometria foi decidida pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, a partir da elaboração de uma equipe de médicos dos hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein e da Fundação Fiocruz. Segundo o protocolo de segurança, a biometria apresenta elavado risco de contágio pelo fato do leitor digital não permitir higienização frequente.
“O mesmo dedo da biometria vai tocar nas teclas do urna eletrônica, vai pegar na caneta para assinar. Observamos isso com muita preocupação e lamentamos fragilizar. Queremos um processo eleitoral com todas as garantias e menor probabilidade de fraudes, que traduza a vontade da maioria”, argumenta Eric Costa.