O partido Cidadania, comandado no Estado pela senador Eliziane Gama, declarou nesta tarde de terça-feira (17) apoio ao candidato Duarte Junior (Republicanos) no segundo turno da eleição para prefeito de São Luis. Em videoconferência, Eliziane, que esteve ao lado de Rubens (PCdoB) no primeiro turno, aderiu ao ex-presidente do PROCON.
“O Cidadania assume o compromisso com a cidade de São Luís para ajudar na gestão do próximo prefeito que será Duarte. Somos um grupo forte e eu tenho certeza que você vai ganhar essa eleição. Política se faz em grupo, e nós estamos no mesmo grupo desde 2006. No segundo turno vamos com Duarte, um jovem e proativo candidato do grupo do governador Flávio Dino. Vamos fortalecer nosso campo democrático progressista. Agora eu e o Cidadania Maranhão somos todos 10”, declarou Eliziane Gama.
A live contou com a participação de membros do Cidadania no Maranhão como Eliel Gama, entre outros membros do partido que aderiram à campanha. Duarte agradeceu o apoio, reafirmando a parceria já iniciada ainda na campanha para deputado estadual, em 2018.
“Eliziane é uma senadora que tem bons projetos para a cidade de São Luís. Fico muito honrado com o apoio e confiabilidade do segmento religioso que está ao seu lado. Além disso, é o apoio de uma senadora que nos ajudará a trazer mais recursos para a cidade, trazendo desenvolvimento. Conto com vocês não apenas na campanha, mas também na administração da cidade. Não sou um prefeito de oposição, mas um prefeito de ação”, frisou Duarte.
Além da senadora, já aderiram à campanha o vice-prefeito de São Luís, Júlio Pinheiro; os deputados federais Rubens Pereira Jr. e Márcio Jerry; os secretários de estado Rogério Cafeteira, Felipe Camarão, Jefferson Portela, Simplício Araújo, Cleyton Noleto, Rodrigo Lago, Ted Lago, Carlos Lula, Murilo Andrade, Anderson Lindoso, Cyntia Mota, Diego Galdino e Bruno Loredo; o ex-secretário municipal de Esportes de São Luís Rommeo Amin; o diretor do Teatro Arthur Azevedo, Waldemir Nascimento Souza; o presidente do PT de São Luís, Honorato Fernandes; e o presidente do PROS Maranhão, Gastão Vieira.
O deputado federal Rubens Júnior, ex-candidato a prefeito de São Luís pela coligação do Lado do Povo, quarto colocado no primeiro turno com mais de 10% dos votos válidos, manifestou seu apoio ao candidato Duarte Júnior no segundo turno.
“O candidato Duarte pediu desculpas publicamente pelo episódio acontecido entre a gente na campanha. Bola pra frente. Disse e reitero: na política eu tenho lado, o lado do povo, o lado de Flávio Dino. Por isso sigo orientação do governador e no segundo turno o 65 e agora é 10”, postou Rubens em sua página no Twitter nesta tarde de terça-feira (17).
Junto com Rubens Jr uma enxurrada de mensagens de apoio de auxiliares do governo Dino inundou as redes sociais numa clara demonstração de que a iniciativa do governador em declarar apoio a Duarte logo após o resultado da eleição de 15 de novembro sensibilizou a base governista.
O ex-deputado Gastão Vieira, presidente do PROS, partido que cedeu a legenda para o deputado estadual Yglésio Moisés disputar a eleição, também postou no Twitter mensagem de adesão à candidatura de Duarte.
“Temos responsabilidade com o povo de nossa São Luís e compreendemos o cenário nacional. No Maranhão, somos aliados e apoiamos o governo Flávio Dino. Como não é hora de omissão, o PROS/MA apoia a candidatura de Duarte Jr no segundo turno a prefeito da capital”, disse Gastão.
O PSDB, que já foi considerado um dos maiores partidos do Maranhão até 2017 quando o comando estadual foi tomado do vice-governador Carlos Brandão e entregue ao senador Roberto Rocha, logo após o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin assumir o comando nacional da legenda, saiu do pleito municipal desde ano com pinta de legenda nanica e tendência de ser varrida do mapa político estadual.
Com Brandão no comando na eleição municipal de 2016, o PSDB conseguiu eleger 28 prefeitos, enquanto em 2020, sob a direção de Roberto Rocha, o partido foi vitorioso em apenas quatro prefeituras. Seu principal escudeiro ao assumir o comando da sigla, ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira, ao tentar este ano voltar ao comando do município, segundo maior colégio do Estado, acabou em terceiro lugar.
A derrocada dos tucanos começou em 2018, a partir do rompimento da aliança vitoriosa com o PCdoB feita em 2014 quando cedeu o então deputado federal Carlos Brandão para compor como vice a chapa de Flávio Dino que derrotou o candidato do MDB, Edinho Lobão, pondo fim ao reinado do grupo Sarney no Maranhão
Como consequência do rompimento, se desligaram do partido o vice-governador Carlos Brandão, 28 prefeitos, dois deputados estaduais (Sérgio Frota e Neto Evangelista) e dezenas de vereadores, dentre eles dois da capital (Gutemberg Araújo e Josué Pinheiro).
Sob a liderança de Roberto Rocha, hoje um fiel aliado do presidente Jair Bolsonaro, o PSDB trocou lideranças de peso e com mandato por nomes inexpressivos que ajudaram a afundar o partido. Um ato de filiação promovido pela legenda em 2018 acabou virando piada por constar nas relação de filiados figuras como João Câncio e João Bentivi, dois personagens folclóricos.
Para completar a agonia no ninho dos tucanos, em 2018 Rocha lançou sua candidatura ao governo e foi rejeitado nas urnas obtendo votação humilhante; apenas 2% dos votos válidos. De lá pra cá, a legenda dos tucanos só definhou. Nesta eleição de 15 de novembro, aliado a Bolsonaro, acabou de naufragar.
O prefeito Edivaldo Holanda Junior, dono de uma popularidade incomum para chefes de Executivo em final de segundo mandato, continua em silêncio e até o momento não deu o menor sinal de que pretenda se envolver na disputa em que está em jogo sua própria sucessão.
O governador Flávio Dino, que esteve neutro no primeiro turno, já declarou apoio ao candidato Duarte Júnior (Republicanos), o que motivou vários secretários a seguirem o chefe postando mensagens nas redes sociais, mas Edivaldo continua focado apenas em concluir as obras de sua administração para não deixar pendências para quem o suceder no cargo.
Depois que o governador se posicionou, todas as atenções se voltam para o prefeito Edivaldo. No primeiro turno, embora filiado ao PDT, que disputou o pleito com vice chapa encabeçada por Neto Evangelista (DEM), o prefeito se manteve distante e não participou da campanha.
Até o momento, Edivaldo se mantem indiferente, se recusa falar sobre eleição, mantém o foco apenas na administração, aumentando assim a expectativa sobre sua postura em relação ao pleito faltando pouco mais de dez dias para o embate final entre Duarte Júnior e Eduardo Braide.
Duarte pertence ao partido do vice-governador e sua eleição representa o fortalecimento do projeto de Carlos Brandão para 2022, enquanto Braide, que faz oposição ao governador, caso eleito, significará o triunfo dos adversários de Dino, entre os quais o presidente Jair Bolsonaro e o senador Roberto Rocha.
Nos bastidores da sucessão, as apostas dão conta de que ele se manterá distante da disputa, mas vale esperar, pois seu posicionamento pode ser fundamental para as pretensões de um dos candidatos.
Um dia após os resultados das urnas, na votação de 15 de novembro, terem confirmado Duarte (Republicanos) no segundo turno para concorrer ao cargo de prefeito de São Luís, várias manifestações de apoio têm acontecido.
A primeira e já esperada foi a do governador Flávio Dino, logo após a votação de domingo ter sido sacramentada. “Com convicção, votarei nele, disse Dino, em postagem em rede social.
Duarte fez parte do governo Dino, de 2015 a 2018, presidindo o PROCON e o VIVA Cidadão, além de fazer parte da base aliada do governo estadual ao se filiar ao partido do vice-governador Carlos Brandão, o Republicanos.
Outras alianças já se propuseram a fortalecer a candidatura de Duarte e fizeram publicações de apoio em redes sociais, a exemplo do secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão. “Se tem uma coisa que sou é fiel e grato ao meu governador. Sou de grupo. Sigo com ele. Estou com Duarte Jr no segundo turno”, declarou em sua conta no Twitter.
Ao declarar apoio, o secretário de Saúde do Estado, Carlos Lula (PSDB), destacou como ponto negativo aliados do governo Bolsonaro em torno da candidatura do adversário no segundo turno. “Se você, assim como eu, discorda do projeto político de Bolsonaro, Edilázio, Roberto Rocha e Ricardo Murad, você não pode votar em Braide. Por isso, meu voto no segundo turno é Duarte Jr”, disse.
O secretário de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos, Rodrigo Lago, também confirmou adesão a Duarte. “O 2º turno de São Luís tem dois candidatos. Duarte, aliado de Flávio Dino, x Braide, aliado de Bolsonaro. Ninguém pode ter dúvida de escolher o lado certo. É Duarte 10. Bora resolver!”, manifestou.
Na mesma linha, seguiu o secretário de Estado de Cultura, Anderson Lindoso. “Assim como o governador, no segundo turno em São Luís, estou com Duarte Jr. Tenho convicção que é a melhor opção e que terá o melhor grupo para governar nossa capital”, publicou.
Secretária de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplan), Cyntia Mota também destacou o alinhamento com Dino em torno da candidatura do atual deputado estadual. “Sempre estive ao lado do governador Flávio Dino, e sempre estarei, por isso no 2º turno estou com Duarte Jr”, disse.
Outro a manifestar apoio foi o secretário de Estado de Esporte e Lazer (Sedel), Rogério Cafeteira. “Se antes tínhamos várias opções boas para São Luís, agora temos uma única, que é Duarte Jr”, garantiu.
O secretário de Estado de Governo, Diego Galdino, também aderiu à campanha. “Somos um grupo unido que vem mudando a história do Maranhão. Por isso, nesse segundo turno, sigo com o governador Flávio Dino e declaro apoio com convicção em Duarte Jr, na certeza que, com nosso grupo, fará a melhor gestão na nossa capital”, pontuou.
Nas próximas horas, novas adesões devem ser manifestadas.
Os partidos da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e do senador Roberto Rocha (PSDB) saíram da eleição municipal sem conseguir eleger um único representante na Câmara Municipal de São Luís.
O MDB, que já foi o maior partido do Maranhão e esteve no comando do Maranhão ao longo de décadas, pela segunda eleição consecutiva não consegue colocar representante no parlamento municipal.
Sob a liderança de Roseana, a quem sempre cabe a última palavra, ainda que a legenda seja comanda oficialmente em São Luís pelo deputado Roberto Costa, tende cada vez mais ao esvaziamento.
Mesmo com 31 vagas em disputa, o que permitiu que partido sem expressão, a exemplo de Avante, Patriota, DC, PSC, entre outros, conseguissem ter representante, o MDB se mostrou incapaz de ocupar uma cadeira no plenário da Casa.
Outra decepção foi o PSDB do senador Roberto Rocha. O partido obteve resultado ridículo para quem já foi considerado uma das maiores legendas no Estado, com forte representação na Câmara Federal até 2014 quando era comandado pelo atual vice-governador Carlos Brandão.
Desde que Roberto Rocha tomou a legenda da Brandão bajulando a direção nacional do PSDB após ser eleito senador pelas mão do governador Flávio Dino, o partido murchou e vem definhando a cada eleição.
Ao transformar os tucanos numa legenda familiar, a primeira consequência foi o afastamento de várias lideranças, parlamentares e vereadores e o resultado vem sendo o esvaziamento a cada eleição.
No ritmo que vai, acaba se transformando em mais um partido nanico no Estado.