Faltando apenas dois dias para o segundo turno da eleição para prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior continua indiferente ao processo eleitoral, sem dá a mínima importância para quem o sucederá no comando da Prefeitura a partir de janeiro de 2021.
O chefe do Executivo municipal mantém-se em silêncio, evita qualquer aproximação com os dois candidatos e mesmo sendo constantemente assediado pela imprensa a manifestar sua posição sobre a sucessão, continua focado apenas em sua gestão.
Bem avaliado e com respaldo para interferir e fazer a balança pender para um dos lados, o prefeito se mantém distante, quer aproveitar os dias que ainda restam de sua administração para acompanhar obras em fase de conclusão, trabalha para não deixar pendências para quem vier lhe suceder.
Já no primeiro turno foram muitos os apelos do grupo pelo qual Edivaldo se elegeu e reelegeu para participar do pleito. O candidato do PCdoB, Rubens Júnior, por exemplo, esperou até o última momento por uma declaração de apoio que lhe ajudasse chegar ao segundo turno, mas não veio.
Desde que foi desencadeado o processo eleitoral, o prefeito Edivaldo preferiu o silêncio e assim se manteve ao longo da campanha, tanto no primeiro como no segundo turno, se prepara para fazer a transição para o sucessor sem trauma e com a consciência de que estará entregando uma cidade bem melhor do que recebeu.
Sem se envolver ou colocar a máquina a serviço de candidato, Edivaldo desenvolve uma administração exitosa, com obras em todas as regiões da cidade, uma gestão saneada que lhe permite até antecipar salários de servidores, algo muito raro em administrações anteriores. O prefeito que lhe antecedeu, por exemplo, deixou o décimo terceiro e a folha de dezembro para ele pagar.
Ao manter-se afastado do processo eleitoral, Edivaldo pode ter desagradado muita gente, pois pela primeira vez um prefeito se abstém de participar de sua própria sucessão e de querer eleger um aliado, mas certamente deixará o cargo com o reconhecimento da população por ter se preocupado única e exclusivamente em trabalhar pelo bem da cidade.
Que sirva de exemplo para o seu sucessor.
Portal R7 – O candidato Eduardo Braide (Pode) lidera o 2º turno da corrida eleitoral pela prefeitura de São Luís, capital do Maranhão. Braide aparece com 47% das intenções de voto e o candidato Duarte (Republicanos), 41%. O cenário foi apontado pela pesquisa do RealTime Big Data, encomendada pela Record TV, divulgada nesta quinta-feira (26). Com a margem de erro de três pontos, o cenário é de empate técnico.
Durante o levantamento, 7% dos entrevistados disseram que votariam branco ou nulo nas eleições do próximo domingo (29) e 5% não sabem ou não responderam.
A pesquisa também levou em consideração apenas os votos válidos, excluindo brancos e nulos. Nesse cenário, Braide aparece com 53% e Duarte, 47%.
A pesquisa também perguntou qual o nível de rejeição dos candidatos à prefeitura de São Luís. O candidato Duarte tem 34% de rejeição e o candidato Eduardo Braide, 30%. Além disso, 10% dos entrevistados não votaria em nenhum deles e 21% poderia votar em ambos, 5% dos entrevistados não sabem ou não responderam.
A pesquisa realizada pelo RealTime Big Data, encomendada pela Record TV, divulgada nesta terça-feira (26), ouviu 850 pessoas, tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 3 pontos. Ela está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o n° MA-00951/2020.
Acusado de lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e de ter cometido crime de responsabilidade, Eduardo Braide (Podemos), candidato à Prefeitura de São Luís, teve o início do seu julgamento incluído na pauta do Tribunal Regional Federal, que no dia 9 de dezembro deve decidir se encaminha o processo para o Supremo Tribunal Federal ou para o Tribunal de Justiça do Maranhão.
Existe uma dúvida sobre quem deve julgar o caso, pois os crimes teriam acontecido antes de Braide se tornar deputado federal, função que possui foro privilegiado. Por sua vez, o agendamento desconstrói o argumento utilizado pelo candidato em programas eleitorais e nas redes sociais, onde afirma que não é investigado.
“E aí, o Braide vai continuar mentindo? A máscara caiu por completo. Vai recorrer de novo à censura? Mentiroso, cinicamente mentiroso. Braide debochou do povo com sua grave mentira. Perdeu qualquer condição ética de ser prefeito”, disse Márcio Jerry.
O documento sigiloso que revelava a investigação foi publicado inicialmente pelo jornal Folha de São Paulo no dia 7 de novembro. Dois dias depois, Braide surpreendeu ao conseguir, a partir da juíza Cristiana de Sousa Ferraz Leite, da 76ª Zona Eleitoral do Maranhão, censurar a reportagem. No mesmo dia ele faltou de um debate pela primeira vez.
A Folha rebateu a decisão da juíza e no dia 12 publicou uma certidão emitida pelo Ministério Público Federal confirmando que Braide é alvo de investigação. Com isso, a justiça acabou revogando a censura. Porém, mesmo com os documentos publicados por um dos principais jornais do Brasil, o candidato Braide insiste no argumento de que não é investigado.
O deputado Rubens Júnior (PCdoB), que obteve mais de 10% dos votos válidos da eleição para prefeito de São Luis no primeiro turno, mesmo ficando 21 dias isolado em casa sem fazer campanha após contrair covid-19, informou nesta quinta-feira (26) que terá que submeter a intervenção cirúrgica para a retirada de um cisto no rim direito.
Após o resultado do primeiro turno, Rubens declarou apoio oficial ao candidato Duarte Júnior em coletiva de imprensa, mas teve que se ausentar da campanha por conta de uma virose que contraiu e o impediu de participar das caminhadas e carreata do representante do Republicanos.
Segundo Rubens postou em sua pagina no Twitter, ao investigar a virose que lhe afastou das suas atividades presenciais e o impossibilitou que reforçar nas ruas o apoio a Duarte, descobriu com um cisto Bosniak III no rim direito e que será necessária intervenção cirúrgica em data ainda a ser marcada.

Os candidatos a prefeito de São Luís, Duarte Júnior (Republicanos) e Eduardo Braide (Podemos) passaram quase todo o debate realizado na noite desta quarta-feira (25) pela TV Band em parceria com a TV UFMA trocando acusações, dando pouca importância às propostas para resolver os inúmeros problemas da cidade. Foi um acusando o outro sobre quem responde a processo e “tu é mentiroso”.
No primeiro bloco, ao responder pergunta dos convidados sobre diversos temas, os candidatos ainda conseguiram dizer o que pensam sobre desigualdade racial, orçamento e educação, porém, já primeira pergunta do jornalista Raimundo Borges sobre o fosso que separar negros e brancos, Duarte já partiu para o ataque acusado Braide de racista, lembrando uma acusação muita explorada na eleição de 2016 de que no candidato do Podemos teria cometido crime de racismo contra um professor do colégio Reino Infantil.
O clima esquentou quando os candidatos passaram a fazer pergunta um para o outro. Neste bloco o que menos responderam foram as perguntas. Duarte acusou Braide de mentiroso por negar que esteja sendo investigado pelo Ministério Público Federal por suposta corrupção, tendo Braide respondido que quem responde a processo eleitoral é Duarte por ter usado o Procon e que pode levar a perda do mandato de deputado estadual.
Duarte acusou Braide de receber auxílio moradia quando deputado estadual mesmo sendo proprietário de dois apartamentos, sendo um na Península da Ponta D’areia e ter se beneficiado do 18º salário, alvo de matéria do Fantástico da TV Globo. As acusações ficaram sem resposta. Braide apenas disse que votou para acabar com privilégios. Já Duarte não desmentiu que tenha gasto mais R$ 500 mil de verba pública com propaganda pessoal e que teria usado a estrutura do Procon para se eleger deputado.
Além da troca de acusações, o debate, do ponto de vista programático e do que o eleitor esperava dos candidatos foi muito pouco produtivo, pois passaram mais tempo acusando do que debatendo os problemas da cidade e o que pretendem fazer para resolver.
Acompanhados pelo presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), o prefeito eleito de Turilândia, Paulo Curió, e sua comitiva de vereadores reuniram-se, nesta quarta-feira (25), com o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela, para pedir reforço nas ações policiais da cidade, visando ao enfrentamento da violência e à redução da criminalidade no município.
Othelino Neto agradeceu ao secretário que, prontamente, atendeu à demanda. “Como nós percebemos que há investimentos elevados na área da Segurança Pública do Estado, quando acontece uma situação pontual como em Turilândia, passa a ser necessária uma intervenção rápida do sistema e, neste caso, saímos com a tranquilidade de que a Secretaria fará a devida intervenção para garantir o sossego da população turilandense”, disse o parlamentar.
Na reunião, o secretário Jefferson Portela garantiu que a cidade receberá intervenção administrativa na área de segurança. “Ouvimos suas demandas e garantimos que transformaremos a solicitação em ações administrativas de trabalho para a proteção do cidadão e combate ao crime. Continuaremos a parceria com o município de Turilândia e, do ponto de vista do estado, vamos aplicar uma intervenção estadual também em municípios vizinhos da Baixada Maranhense”, explicou.
Ainda segundo Portela, para reforçar o combate à criminalidade em toda a região, serão disponibilizadas viaturas, armamentos e policiais.
O prefeito Paulo Curió considerou positiva a reunião e disse que sai satisfeito com a resposta imediata da Secretaria de Segurança Pública. “Agradeço ao secretário por nos receber e ao presidente Othelino por nos acompanhar também nesse momento para tratar de um problema grave vivenciado na cidade, que é a falta de Segurança. Saímos satisfeitos com a condução que foi dada ao nosso pleito ”, ressaltou.
Participaram também do encontro o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Pedro de Jesus; a vice-prefeita eleita, Janaína Lima, entre outras lideranças políticas do município de Turilândia.