O ex-presidente Lula, após a visita que fez ao Rio de Janeiro esta semana, pretende visitar o Maranhão e outros quatro estados do estados do Nordeste entre o fim deste mês e início de julho. A informação é da jornalista Juliana Dal Piva (UOL).
Pré-candidato à eleição presidencial, Lula conta no estado com o apoio irrestrito do governador Flávio Dino, que inclusive é cotado para ser vice em sua chapa.
Em entrevistas recentes, Dino manifestou o desejo de disputar a eleição para o Senado, mas sem descartar a possibilidade de alçar voo mais alto.
Além da visita que fará ao Maranhão, Lula visitará mais os estados da Bahia, Pernambuco, Ceará e Piauí. Falta apenas confirmar as datas.
No Maranhão, o ex-presidente deve consolidar participação do PT na aliança liderada por Dino para 2022.
O partido faz parte da equipe de governo e o presidente estadual Augusto Lobato defende participação dos petistas na chapa majoritária como vice ou primeiro suplente de senador.
Em coletiva, nesta sexta-feira (11), no Palácio dos Leões, o governador Flávio Dino anunciou a abertura de mais postos de vacinação contra a Covid-19 durante o mês de junho, ampliando o Arraial da Vacinação. A idade também diminuiu, sendo agora pessoas com 29 anos já liberadas para imunizar. Serão 41 horas de vacinação ininterrupta, no Shopping Pátio Norte, além de mais um posto aberto na cidade de Timon, que começa a funcionar na próxima semana. O governador também atualizou o cenário da doença no Maranhão.
Desta sexta (11), a partir das 19h, até o meio dia de domingo (13), o Arraial da Vacinação prossegue no Shopping Pátio Norte, para pessoas com 29 anos ou mais. Em Timon, o arraial será no sábado (12), das 8h às 18h, no Shopping Cocais (drive thru); e no Ginásio Francisco Jansen. O público é de 50 anos ou mais.
“O arraial possibilita que as pessoas possam ser atendidas no final de semana. Agradecemos a parceria das prefeituras, que nesse caso, a ação irá para Timon e durante todo o mês de junho, teremos mais arraias, além de premiar os esforços dos municípios que mais avançaram na vacinação”, frisou o governador Flávio Dino.
As medidas restritivas foram prorrogadas para até dia 21 de junho. Sendo assim, eventos com até 100 pessoas são permitidos até 23h; comércio e indústria podem funcionar das 9h às 21h; bares e restaurantes, até as 23h; supermercados, das 6h às 0 horas. Administração pública estadual, igrejas, supermercados, academias, salões, bares e restaurantes devem funcionar com 50% da capacidade. Grupos de risco imunizados podem retornar ao trabalho, exceto gestantes. Eventos do Governo do Estado permanecem suspensos; eventos privados e municipais são decididos pelos prefeitos; e prossegue a fiscalização diária dos protocolos sanitários.
Flávio Dino se manifestou sobre orientação nacional de desobrigar o uso de máscaras para quem já vacinou ou já teve Covid-19. “Um gesto ofensivo ao bom senso, tal qual tirar o colete salva-vidas enquanto se está no meio do oceano. Sublinho a irresponsabilidade que é, nesse momento, falar em retirar o uso de máscaras. O Brasil não chegou a esse patamar de condição sanitária. A máscara é, nesse momento, o nosso colete salva-vidas. Independentemente de eventuais orientações nacionais, no Maranhão, permanece e permanecerá em vigor, enquanto necessário for, a norma que determina o uso de máscaras em locais de aglomeração pública”, enfatizou.
Ocupação hospitalar
A ocupação hospitalar continua em alta, sendo a média de 89% dos leitos de UTI e de 72% de leitos clínicos. “Vários estados têm fila de 500 mil pessoas esperando leito e nós estamos conseguindo evitar o colapso, apesar da taxa de ocupação. Porém, temos um indicador que essa ocupação tem uma tendência de declínio nas próximas semanas”, observa o governador. Por outro lado, a taxa de contágio baixou para 0,94% e o Maranhão se mantém como o estado do país com o menor número de óbitos pela doença.
Vacinação
O Maranhão recebeu 300 mil doses extras e incluiu novos grupos na vacinação – comunicação, construção civil, arquitetos e outros. Mais 90.700 doses da Pfizer chegarão ao estado, até 14 de junho. Com o mutirão de vacinação, entre 1º e 6 de junho, foram aplicadas 242 mil doses da vacina. No Arraial da Vacinação, no Pátio Norte, somaram cinco mil doses aplicadas em 28 horas. Nos municípios, 700 profissionais do governo estadual prosseguem auxiliando em suas campanhas de vacinação contra a Covid-19. Até o momento, 166 cidades estão com taxa de aplicação da vacina acima de 85%.
Sobre a aquisição da Sputnik, o Governo do Maranhão busca atender 28 exigências da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que o procedimento seja concluído. “Estamos lutando para que, até o final de junho, haja o reconhecimento da Anvisa e, no mês de julho, possamos receber a primeira remessa da vacina”, avalia Flávio Dino.
Novas medidas
O Governo do Estado realiza o Arraial da Cirurgia, mutirão ortopédico no Hospital de Traumatologia e Ortopedia (HTO) para 350 pacientes, ainda este mês de junho. Deste total, 50 são pacientes do Socorrão 2, que serão alcançados com a medida. E ainda, retorno das cirurgia eletivas no Hospital Aquiles Lisboa. Na área social, na segunda-feira (14), serão distribuídas 11.533 cestas de alimentos e famílias nos municípios de Alto Alegre do Maranhão, Cantanhede, Matões do Norte, Peritoró, Pirapemas, São Mateus do Maranhão, Timbiras e Paço do Lumiar.
Fonte ligada ao PSD disse nesta manhã de sexta-feira (11) ao titular deste blog que a direção estadual do partido, com o aval do presidente nacional, ex-ministro Gilberto Kassab, ainda sonha em ter o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior, como seu representante ao governo do estado nas eleições de 2022
Sem partido desde que deixou o PDT, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo continua analisando os vários convites de dirigentes de legendas antes de se definir por qual sigla pretende se candidatar ao governo do estado. “Com o aval do nosso presidente nacional, estamos de portas abertas e esperamos que ele aceite ingressar no PSD”, disse a fonte.
Ativo nas redes sociais, mas sem dá a menor indicação sobre filiação partidária, sua assessoria diz apenas que as conversações continuam, porém, advertem que o ex-prefeito não tem a menor pressa de decidir faltando ainda tanto tempo para expirar o prazo.
Embora seu nome continue sendo especulado como pré-candidato, Edivaldo nunca se pronunciou sobre o assunto, mas é fato que existem algumas legendas interessadas em sua candidatura, entre as quais o PSD de Kassab e Edilázio,
O governador Flávio Dino, em mensagem em sua página no Twitter, sem citar nome, questionou o pedido de parecer solicitado pelo presidente Jair Bolsonaro ao Ministério da Saúde para desobrigar o uso de máscara por pessoas que já estejam vacinadas ou se curraram após contrair Covid-19.
“O barco afundou no meio do oceano. Você está com colete salva-vidas. O comandante diz que tem um “parecer” orientando a que todos tirem o colete. Alguém obedeceria? “Parecer” não é maior do que o bom senso. E nem do que as leis. USAR MÁSCARAS salva a sua vida e a do próximo”, observou Dino.
Nesta quinta-feira (10), durante cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente voltou a surpreender ao anunciar que conversou o ministro Marcelo Queiroga e solicitou dele um parecer visando a desobrigar o uso de máscara por parte daqueles que estejam vacinados ou que já foram contaminados e se curraram, decisão essa bastante questionada por infectologistas.
A obrigação do uso de máscara em espaços e ambientes públicos, entre outras medidas sanitárias, é definida em decretos estaduais e municipais, por iniciativa de prefeitos e governadores, conforme decisão vigente do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com epidemiologistas, a população vacinada ou que já teve a doença deve continuar usando máscaras porque, mesmo imunizada, ainda pode transmitir o vírus para outras pessoas. Segundo especialistas, a desobrigação do uso de máscara só seria recomendável quando o país alcançar um número expressivo de pessoas completamente vacinadas.
O papel das lideranças regionais na proteção da Amazônia foi tema de debate no evento de lançamento da revista Americas Quartely – Virtual, nesta quinta-feira (10). O governador Flávio Dino participou do momento, onde tratou sobre o Consórcio da Amazônia Legal, do qual é presidente, e ações dos nove estados pela preservação da Amazônia. Flávio Dino acompanhou o evento do Palácio dos Leões.
Na ocasião, palestrantes debateram sobre iniciativas para promover a conservação e o desenvolvimento sustentável. No cenário de pandemia, governos estaduais e municipais têm tido papel de liderança na luta pela conservação da floresta e o desenvolvimento sustentável. Os direcionamentos dos líderes locais, apoio mútuo entre setor privado e comunidade internacional e o papel das lideranças na construção de uma economia verde e sustentável.
Flávio Dino citou medidas ambientais executada pelo Consórcio, a exemplo do Plano de Recuperação Verde, que será lançado ainda este mês. “Articulamos metodologia de projetos, na dupla compreensão que comando e controle são importantes, mas também o estímulo econômico”, frisou, referindo à políticas públicas que garantam trabalho e renda à população da Amazônia – urbana e rural. “Isso, para que tenhamos objetivamente, o desestímulo à devastação ambiental como meio de vida”, enfatizou
Flávio Dino frisou essa garantia do trabalho e renda à população amazônica como aspecto central dos debates. “O Plano de Recuperação Verde traz essa ideia de união. Transformamos os compromissos internacionais em plataforma de oportunidades à população. A sustentabilidade é indissociável ambiental e social. Não se pode separar essas duas faces do conceito de sustentabilidade”, avaliou.
O governador defendeu a arrecadação de recursos públicos, privados e internacionais considerando a sociobiodiversidade. Dino enumerou os quatro eixos do Plano Recuperação Verde que incluem o freio ao desmatamento ilegal, economia verde, tecnologia verde/capacitação e infraestrutura verde. “O plano vai avançando, com a pretensão de ser algo regional, garantindo a perenização de políticas na direção correta e rompendo com visões fiscalistas e, eventualmente, oportunistas”, enfatizou Flávio Dino.
Flávio Dino reforçou a necessidade da agenda dos compromissos internacionais e a agenda concreta do povo da Amazônia andarem de mãos dadas. “A proximidade do conhecimento das realidades concretas, contribuem para que, no diálogo, possamos fortalecer a cooperação. Às vezes, o discurso negacionista climático se lastreia no falseamento do conceito de soberania nacional, como se houvesse contradição entre estes elementos e é justamente o contrário. Penso que devemos diversificar os interlocutores, ter atitude cooperativa e se aproximar da realidade da Amazônia, que acredito que os resultados apareçam”, concluiu.
Participaram ainda do evento, o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues; a secretária executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas, Tatiana Schor; e a chefe de redação da revista Americas Quarterly, que atuou como moderadora, Cecilia Tornaghi.
Ativa participante na Comissão Parlamentar de Inquérito que apura omissões do governo federal no alastramento da pandemia do novo coronavírus, a senadora Eliziane Gama (Cidadania) desconfia dos reais interesses do presidente Jair Bolsonaro em defender uso da cloroquina, medicamentos comprovadamente sem eficácia no tratamento da Covid-19.
“É fundamental q/a CPI aprofunde as investigações e revele os interesses econômicos por trás da obsessão do governo com a cloroquina. O Brasil precisa saber pq autoridades intercederam a favor de laboratórios produtores do medicamento. Siga-se o dinheiro”, defende Eliziane através de sua rede social.
Desde o início da pandemia, o presidente insiste em propagandear esse medicamento que foi objeto de estudo pela Organização da Saúde e descartado para tratamento contra a Covid-19, o que leva a senadora a desconfiar da existência de interesses financeiros, o que justifica o pedido para que a CPI apure com profundidade o que realmente move essa obsessão do governo.
O uso deste medicamento, recomendado para tratamento de malária e descartado pela OMS para Covid-19, tem sido tema de muita discussão na CPI. Neste momento é o fórum apropriado para investigar se tem alguém levou ou está levando vantagem.
A Comissão de Educação (CE) recebeu, nesta quarta-feira (09), o ministro da educação, Milton Ribeiro, chamado para explicar os cortes orçamentários no Ministério da Educação (MEC). Em sua fala, o chefe da educação do governo Bolsonaro cometeu erros e fez confusão quanto a definições de termos como ao falar de ‘minoria social’, reduzindo o significado ao quantitativo. O deputado federal Bira do Pindaré (PSB) foi obrigado a corrigi-lo.
O parlamentar recomendou que Milton Ribeiro estudasse mais. “O conceito de minoria não está associado à quantidade, mas a oportunidades. As minorias que nós tratamos são as que estão historicamente excluídas da sociedade; é o caso, por exemplo, da população negra, que em termos quantitativos é maioria em nosso país, mas em termos de oportunidades é minoria”, explicou.
Ele acrescentou que a tentativa do ministro de fundamentar a defesa do homeschooling em cima do conceito de minoria está completamente equivocada. O maranhense lembrou que esta modalidade de ensino, em que os pais assumem a função de professores na educação dos filhos, só atende os privilegiados.
“Quem tem as condições de educar os filhos em casa, são os privilegiados. A população trabalhadora, pobre e preta do Brasil, não tem esse privilégio. Nós precisamos de escolas, com professores e professoras valorizadas, com equipamentos e estrutura digna. Essa é a nossa prioridade”, defendeu.
Outro ponto levantado por Bira, que é presidente da Frente Parlamentar Quilombola e Combate ao Racismo, foi a Lei de Cotas, que passará por revisão obrigatória no próximo ano. Ele questionou qual a posição do ministro em relação às cotas raciais, da reserva de vagas na pós-graduação e também da Lei 10.639, que trata do ensino de história da África nas escolas brasileiras.
“O ministro Weintraub, que fugiu para os Estados Unidos, deu diversas demonstrações de perseguição à população negra desse país. Tanto que revogou em uma canetada a reserva de vagas em pós-graduações para as minorias”, completou.