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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 21/abr/2022

A tragédia e a farsa

*Por Chico Gonçalves

Duas coisas aprendi lendo O 18 Brumário, de Karl Max. A primeira, os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado. Mas, Marx, retomando o pensamento de Hegel, adverte: todo os fatos e persongens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes: a primeira como tragédia, a segunda como farsa. Foi exatamente o que me veio à memória vendo foto do encontro dos petistas (que andei catando na imagem) com o senador Weverton, pré-candidato ao Governo do Maranhão.

Em 2010, eu e centenas de outros companheiros decidimos apoiar a candidatura de Flávio Dino ao Governo do Maranhão contra a candidatura de Roseana Sarney, com o propósito de derrotar o grupo Sarney e implantar um programa de mudanças, de enfrentamento às diferentes formas de desigualdades existentes em nosso estado. Quatro anos depois, mantivemos o apoio a Flávio Dino — desta vez contra a candidatura de Edinho Lobão — , quando foi eleito pela primeira vez governador.

Hoje (20/04), reuniu com o senador Weverton um grupo de petistas liderado, entre outros, por alguns destes filiados do PT que cederam os símbolos do PT para Roseana e Edinho, filhos diletos do grupo Sarney/Lobão e por pessoas que acreditam piamente na oposição radical do senador maranhense ao bolsonarismo, embora não consigam explicar porque ele não assinou a lista da CPI do MEC. “Mistério…”, diria dona Bilú.

Esses e outros se reuniram na FETAEMA, que lançou recentemente uma carta de rompimento com o PT, para lançar agora um movimento contra a candidatura de Carlos Brandão ao governo do Estado, apoiada por Flávio Dino, contra a candidatura que já tem o apoio da ampla maioria do PT e terá Felipe Camarão como vice. Ou seja, a primeira vez é tragédia, a segunda é farsa.

Importante destacar: a tragédia é uma forma de drama, que trata dos destinos de uma sociedade. E a farsa? A farsa? É outra coisa.

*Chico Gonçalves é professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), pré-candidato a deputado estadual PT/MA; foi secretário de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular do Maranhão de 2015 a abril de 2022.

  • Jorge Vieira
  • 20/abr/2022

Fracasso: Weverton reúne três petistas em ato de apoio

O ato de apoio de petistas ao projeto de poder do senador Weverton (PDT), que deseja chegar a qualquer custo ao Palácio dos Leões, foi um retumbante fracasso. O evento, ocorrido hoje na Fetaema, reuniu apenas três petistas, todos insignificantes do ponto de vista de votos para o pedetista.

Na foto oficial, apenas Ângela da Fetaema, o sociólogo Paulo Romão e o ex-vereador de São Luís Honorato Fernandes representam o partido do ex-presidente Lula. Weverton teve que chamar o reforço de nomes caricatos como Waldir Maranhão e Jefferson Portela para encher o dispositivo de autoridades. Que foi completado com outros desconhecidos.

Além disso, pelas imagens divulgadas do local, mais da metade do auditório da Fetaema estava vazio, em clara demonstração de fraqueza da pré-candidatura de Weverton ao governo do Estado.

Talvez seja por isso que os diretórios estadual e nacional do PT tenham optado por apoiar o governador Carlos Brandão nas eleições de 2022.

  • Jorge Vieira
  • 20/abr/2022

PT marca Encontro de Tática Eleitoral para os dias 28 e 29 de maio

A Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores marcou para os dia 28 e 29 de maio a realização do Encontro de Tática Eleitoral para oficializar a decisão de participação na aliança que apoiará as candidaturas de Carlos Brandão (PSB) ao governo, Flávio Dino ao Senado, assim como a indicação do ex-secretário de Educação do Estado, Felipe Camarão (PT) como candidato a vice. Segundo o comunicado feito através de redes sociais nesta quarta-feira (20) estão aptos a participar do encontro 160 delegados.

A decisão de compor a aliança articulada pelo ex-governador Flávio Dino foi anunciada pelo presidente estadual do PT, Francimar Melo, em 31 de janeiro, quando usou a rede social do partido para informar que a maioria das forças que compõe a direção estadual e de acordo com a direção nacional, decidiu apoiar o ex-governador Flávio Dino para o Senado e Carlos Brandão para o governo e o pleito de indicar o vice.

Sem impor qualquer obstáculo, a aliança governista aceitou a reivindicação do PT, assim como o nome de Felipe Camarão para compor a chapa como vice, portanto o encontro será apenas para oficializar participação na aliança e confirmar Camarão como representante do partido na chapa majoritária.

  • Jorge Vieira
  • 20/abr/2022

“Acabou o treino, nosso time entra em campo para vencer” diz Márcio Jerry sobre eleição

Em reunião realizada nesta terça-feira (19), a executiva estadual do PCdoB do Maranhão deu o pontapé inicial na organização da pré-campanha eleitoral para presidente da República, governador, senador, deputados federais e estaduais. Segundo o presidente do partido, deputado Márcio Jerry, acabou o treino, agora é entrar em campo para vencer.

Através de sua rede social, o dirigente comunista comunicou o encontro e mandou o recado: “Acabou o treino, nosso time entra em campo para vencer. Eleger (deputados) federais, estaduais, Flávio Dino senador, Carlos Brandão governador e Lula presidente”.

Partido que elegeu Flávio Dino em 2014 e reelegeu em 2018, o PCdoB faz parte da federação com o PT e PV e vai colocar toda a sua experiência a serviço da aliança com o PSB, partido alinhado com a candidatura de Lula para presidente e quem tem como candidato ao governo e Senador no Maranhão Brandão Dino, respectivamente.

  • Jorge Vieira
  • 20/abr/2022

Cleber Verde terá Rubens Jr. como subcoordenador da bancada federal

A bancada de deputados federais do Maranhão se reuniu, nesta terça-feira (19), na Câmara dos Deputados, para escolha do novo coordenador. Na ocasião, foi eleito por unanimidade o deputado Cleber Verde (Republicanos/MA). E, como subcoordenador, o deputado Rubens Jr (PT/MA).

Esta é a primeira vez que Cleber Verde vai coordenar a bancada após quatro mandatos. Para Rubens Jr, o parlamentar está mais que pronto e o Maranhão só tem a ganhar. “Quero parabenizar o deputado Cleber Verde. A escolha unânime do seu nome para a coordenação demonstra maturidade política e preparo para este desafio”, afirmou Rubens Jr.

Ao parabenizar o ex-coordenador, deputado Pedro Lucas (UB/MA), Rubens Jr ressaltou que seu ofício foi realizado com maestria. “Coordenar os dezoito deputados e os três senadores é uma tarefa difícil, mas sem dúvida você deixa sua marca registrada de muito trabalho”, frisou.

De acordo com Rubens Jr, a bancada maranhense demonstra maturidade ao instituir rodízio na coordenação do grupo. “É muito salutar que pessoas diferentes e de partidos diferentes possam contribuir com os trabalhos. Essa oxigenação é muito importante”, finalizou o parlamentar.

Rubens na liderança – Em 2017 Rubens Jr (PT) foi eleito coordenador da Bancada do Maranhão no Congresso Nacional e contribuiu para a liberação de verbas federais para importantes obras para o estado.

Foram R$ 100 milhões junto ao Governo Federal para duplicação das BRs 135 e 010 (Travessia Urbana de Imperatriz), além da pavimentação de trecho da BR 226 (Presidente Dutra até Timon). “Dentre as ações que mais me orgulho enquanto coordenador foi a conclusão da duplicação do Campo de Perizes, na BR 135, e o início do asfaltamento da BR 226″, disse Rubens.

O deputado também destacou a garantia de emenda impositiva para o Governo do Estado. “Pela primeira vez o Governo do Maranhão recebeu esses repasses diretos da bancada, que serão aplicados na saúde dos municípios. Um pleito feito pelos prefeitos”, complementou.

O parlamentar também articulou verba para a revitalização da Rua Grande, no Centro Histórico de São Luís. O resultado é fruto de sua capacidade de diálogo e articulação entre os poderes legislativo, executivo e judiciário.

  • Jorge Vieira
  • 20/abr/2022

Banda do PT de São Luís faz movimento a favor de Weverton; partido já definiu apoio a Brandão

Comandado pelo presidente municipal do PT, ex-vereador Honorato Fernandes, um pequeno grupo dissidente do partido faz hoje manifestação em favor do pré-candidato do PDT, senador Weverton Rocha. A direção estadual, com apoio da executiva nacional, no entanto, já bateu o martelo e definiu apoio à reeleição do governador Carlos Brandão (PSB), de Flávio Dino para o Senado e até já indicou o ex-secretário de Educação do Estado, Felipe Camarão, para compor a chapa como vice.

O encontro desta quarta-feira promete fazer barulho e passar para a população que o partido estaria rachado, a exemplo de eleições passadas quando o braço maranhense da legenda tomou posição de aliar-se ao grupo Sarney e a grande maioria da militância preferiu fazer campanha para Jackson Lago e Flávio Dino. Para as eleições de 2022, porém, o clima é de fortalecer a aliança PT/PSB em torno de Lula, Dino e Brandão no Maranhão; não existe racha, apenas a dissidência de um pequeno grupo localizado em São Luís.

No PT, conforme corre entre os próprios militantes, quem menos tem é quem mais grita. É o caso do pequeno grupo articulado por Honorato, Márcio Jardim e Paulo Romão, políticos sem expressão eleitoral e muito pouca influência nas decisões partidárias que quer marcar posição declarando apoio a uma pré-candidatura sob suspeita de fazer o jogo do governo Bolsonaro no Congresso e fingir ser amigo de Lula no Maranhão por conta da popularidade do ex-presidente no estado.

Declarar apoio ao candidato do PDT, legenda que tem como candidato a presidente Ciro Gomes, soa como traição ao líder maior do PT, hoje a principal vítima dos insultos do ex-ministro. Weverton tem se revelado um verdadeiro camaleão; posa com ministros de Bolsonaro, atende pedido do governo federal para retirar assinatura da CPI do MEC, jogando o lixo da educação para debaixo do tapete, mas no Maranhão tenta se agarrar com Lula, mesmo com todos os indicativos de que o ex-presidente estará no palanque de Brandão e Flávio Dino.

Dissidência de Márcio Jardim e Honorato pode até fazer barulho, mas não possui peso político e muito menos expressão capaz de fortalecer a candidatura de Weverton em São Luís ou evitar o notório declínio; muito menos fazer com que a direção nacional reveja sua decisão de formar palanque no Maranhão com Flávio Dino e Carlos Brandão.

  • Jorge Vieira
  • 19/abr/2022

Clãs Sarney, Calheiros e Magalhães se reinventam em 2022 para tentar manter poder

Estadão – Em outubro deste ano, três famílias tradicionais da política nordestina terão de adotar novas estratégias para manter um poder que possuem há décadas. No Maranhão, Roseana Sarney (MDB) tentará voltar a Brasília como puxadora de votos de seu partido na disputa pela Câmara dos Deputados; em Alagoas, o ex-governador Renan Filho (MDB) concorrerá ao Senado contra Fernando Collor (PROS), que conta com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), líder de outro clã forte no Estado. A situação mais tranquila é a do ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto (União Brasil), que busca conquistar o governo baiano com recursos milionários de seu partido e sem um oponente de peso no PT, que hoje ocupa o Palácio de Ondina.

Roseana Sarney é filha do ex-presidente e escritor José Sarney (1985-1990). Foi governadora do Maranhão por quatro mandatos (1995 a 2002 e 2009 a 2014) – mas, este ano, deve concorrer a uma vaga como deputada federal. A dificuldade na disputa pelo Senado pesou na decisão, disse ela ao Estadão. A vaga na Casa terá páreo duro este ano, com a entrada na corrida do ex-governador do Estado, Flávio Dino (PSB), e, possivelmente, do atual detentor da cadeira, Roberto Rocha (PSDB).

“Decidi mesmo sair para deputada federal porque eu gostaria de voltar (a Brasília). Já fui deputada federal (1991 a 1994), já fui senadora (2003-2009) e governadora, e queria voltar a ter essa experiência de deputada. E eu também acho que, no Congresso, as coisas começam lá na Câmara. O impeachment, o Orçamento da União. Além da dificuldade também da candidatura para o Senado. Eu preferi ir para a Câmara”, afirmou Roseana Sarney.

A presidência nacional do MDB funciona em uma ampla casa no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. Na sala de reuniões, bandeirinhas dos Estados brasileiros e fotos de caciques como Michel Temer, Jader Barbalho e Romero Jucá. No mês passado, Roseana esteve no local para apresentar ao presidente nacional da legenda, o deputado federal Baleia Rossi (SP), uma parte dos candidatos que tentará trazer para a capital federal em 2023, como puxadora de votos do MDB na eleição para a Câmara dos Deputados.

No momento, ela luta para concluir a lista de candidatos do MDB à Câmara e à Assembleia Legislativa – fechar a nominata é “um aperreio”, nas palavras de Roseana. Para se manter competitivos, os partidos buscam lançar o máximo possível de candidatos aos cargos proporcionais. No Maranhão, são necessários 19 postulantes à Câmara dos Deputados.

“Quando você já tem deputados eleitos (na sua legenda), ninguém quer sair candidato. Dizem que não vão servir para eleger outra pessoa. Em todos os partidos há essa confusão”, disse ela. Roseana afirmou que havia “uma tendência” de o MDB apoiar o candidato de Flávio Dino ao governo do Estado, seu ex-vice e atual governador, Carlos Brandão Junior (PSB). No entanto, as conversas não foram adiante. Uma decisão sobre o assunto só será tomada mais tarde.

Alagoas

Em Alagoas, o ex-governador Renan Filho (MDB) tentará a vaga no Senado, e a disputa promete ser dura: ele enfrentará o ex-presidente Fernando Collor (PROS), que busca a reeleição com o apoio do atual presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas). Nos últimos anos, o comandante da Câmara levou centenas de milhões de reais para Alagoas por meio do orçamento secreto, conquistando o apoio de prefeitos em todas as regiões do Estado. A dupla Lira e Collor vai oferecer no Estado o palanque a Bolsonaro, enquanto o clã Calheiros apoiará o ex-presidente Lula (PT), repetindo a disputa presidencial no âmbito alagoano.

Renan Filho deixou o cargo de governador no início do mês para disputar a cadeira de senador pelo Estado – a desincompatibilização é uma exigência da lei eleitoral. Até agora, não tem um sucessor: em outubro de 2020, o então vice-governador, Luciano Barbosa (MDB), rompeu com o clã dos Calheiros e se elegeu prefeito de Arapiraca (AL), segundo maior município do Estado. Por isso, caberá à Assembleia Legislativa alagoana escolher o governador e o vice para um mandato tampão, até o fim do ano, numa eleição entre os deputados estaduais.

Há a possibilidade de o Palácio Floriano Peixoto acabar nas mãos do grupo político de Arthur Lira: o chefe da Câmara dos Deputados teria, de saída, pelo menos 9 dos 27 integrantes da Assembleia como aliados, segundo apoiadores. Uma reviravolta do tipo colocaria a máquina do governo estadual nas mãos de adversários do ex-governador, criando uma dificuldade a mais.

O MDB de Renan Filho terminou bem a janela partidária do mês de março: a sigla tem agora 17 dos 27 deputados estaduais, número suficiente para eleger o governador-tampão. O candidato dos Calheiros é o estadual Paulo Dantas (MDB), que nos últimos dias tem rodado o Estado acompanhado de Renan Filho fazendo aparições em eventos.

Apesar das dificuldades, o senador Renan Calheiros se diz tranquilo. “Arthur Lira é um típico caso daquelas pessoas que têm influência em Brasília e não têm voto popular no Estado. Quando você coloca (nas pesquisas) o apoio dele para qualquer candidato a governador, o candidato perde voto. Então, é essa a circunstância. A gente aqui não tem preocupação quanto à participação dele (Lira)”, afirmou Calheiros, que é adversário declarado do deputado.

“O pai dele (Benedito de Lira, o Biu) era senador, perdeu a eleição para o governador Renan Filho no primeiro turno (em 2014). E em 2018 (Benedito) teve a metade dos meus votos na eleição para o Senado. Perdeu. Nós não temos muita preocupação. Ele exagera na coisa do orçamento secreto, mas não tem dinheiro em nenhuma obra estruturante no Estado, que ajude no desenvolvimento local. É tudo custeio para hospitais privados, para prefeituras. Sabe lá Deus a que preço. A eleição dele (Arthur) é provável como deputado federal. Mas a influência dele nas eleições majoritárias é negativa”, declarou Renan Calheiros.

Bahia

Na Bahia, o ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto (União), o ACM Neto, tentará o governo do Estado – posto que seu avô, Antônio Carlos Magalhães, exerceu por três vezes nas décadas de 1970 a 1990. No fim de fevereiro, ACM Neto recebeu uma boa notícia: o senador e ex-governador Jaques Wagner (PT) desistiu de disputar o Palácio de Ondina. Wagner era o segundo colocado nas pesquisas. Em seu lugar, o PT indicou o atual secretário de Educação do governo de Rui Costa (PT), Jerônimo Rodrigues, que mal pontua nos levantamentos mais recentes de intenção de voto.

Pesquisa Genial/Quaest divulgada no dia 22 de março mostra ACM Neto muito à frente dos demais pré-candidatos: o herdeiro do carlismo tem entre 66 e 69% das intenções de voto na pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor. O ex-ministro da Cidadania João Roma (PL) aparece com 5%; Jerônimo Rodrigues tem entre 4 e 6%, e Kleber Rosa (PSOL), de 2 a 3%.

As boas notícias para ACM Neto, no entanto, terminam por aí, diz o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest. “Existem hoje na Bahia dois pólos: um é o do ACM Neto, que está muito bem avaliado e tem um alto recall (reconhecimento) no Estado. Do outro lado tem o grupo político do PT, com o governo do Estado também bem avaliado, e uma força política do Lula gigantesca. Só que essa força do PT não aparece na pesquisa, porque o Jerônimo é um cara altamente desconhecido”, explicou. “ACM Neto aparece com quase 70% no primeiro turno, mas eu não acho que este é o quadro final. O governo bem avaliado de Rui Costa vai transferir votos para o Jerônimo, assim como o apoio de Lula.” Procurado, ACM Neto não respondeu aos questionamentos da reportagem.

A pesquisa espontânea, em que não são fornecidos os nomes dos pré-candidatos, mostra que 59% de eleitores ainda não decidiram o voto. E que 53% dos baianos declaram que preferem um governador “mais ligado a Lula (PT)”, ante 29% que preferem um político que não esteja ligado nem ao ex-presidente petista e nem a Jair Bolsonaro, como é ACM Neto.

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