O deputado Neto Evangelista, que disputou a Prefeitura de São Luís pelo DEM, partido que se fundiu com o PSL e deu origem ao União Brasil, disse nesta manhã de quarta-feira (23) no comitê de Imprensa da Assembleia Legislativa que sua permanência vai depender dos rumos que o partido tomar no Maranhão.
O parlamentar deixou claro que existe uma disputa pelo comando do partido no estado entre os deputados Juscelino Filho e Pedro Lucas, ambos com projetos políticos propirio para a eleição de governador, e que dependem da decisão da direção nacional sobre com quem ficará a direção da legenda.
“Nosso projeto segue a orientação do deputado Juscelino Filho de apoio à candidatura de Weverton Rocha, mas se o partido for entregue ao deputado Pedro Lucas, que defende outra candidatura, com certeza vamos procurar outro partido para disputar a eleição”, observou Evangelista.
O parlamentar disse esperar que a situação esteja resolvida até o dia 31 próximo já que o prazo para filiação expira dia primeiro de abril e ele precisa decidir se fica ou sai do União Brasil, ou seja, ao contrário do que especulam os aliados de Weverton, o partido pode ficar com Pedro Lucas e declarar apoio a Carlos Brandão.
Ao se filiar nesta quarta-feira (23) ao PSB, o vice-governador Carlos Brandão consolida a aliança com o PT para a disputa do Governo do Estado ao mesmo tempo em que põe fim as esperanças do senador Weverton Rocha (PDT) aliar seu nome ao ex-presidente Lula, líder nas pesquisas para presidente da República no Maranhão.
Aliados do senador pedetista que ainda insinuavam a possibilidade de uma reviravolta dos petista estão convencidos que a aliança PSB/PT no Maranhão é fato consumado, prego batido, ponte virada, sem a menor condição de retrocesso. Brandão deixa o PSDB e filia-se ao PSB em ato que será realizado em Brasília junto com o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
O ingresso do vice-governador no Partido Socialista Brasileiro é mais um passo em busca da consolidação da aliança que está se firmando em torno de sua candidatura, que ganhou musculatura a partir do momento em que o governador Flávio Dino declinou sua preferência e comunicou aos grupo de presidentes de partidos que apoiam seu governo sua opção por Brandão.
Portanto, o ato em Brasília representa mais um duro revés no projeto político do senador do PDT, que insiste em querer colar sua imagem a Lula, mas já sabe em qual palanque o ex-presidente estará pedindo votos. E isso assombra o pedetista do foguete que continua perdendo tripulação.
Estadão — Um dos pastores que controlam um gabinete paralelo no Ministério da Educação pediu pagamentos em dinheiro e até em ouro em troca de conseguir a liberação de recursos para construção de escolas e creches, disse ao Estadão o prefeito do município de Luís Domingues (MA), Gilberto Braga (PSDB). Segundo o prefeito, o pastor Arilton Moura solicitou R$ 15 mil antecipados para protocolar demandas da prefeitura e mais um quilo de ouro após a liberação dos recursos.
“Ele (Arilton) disse: ‘Traz um quilo de ouro para mim’. Eu fiquei calado. Não disse nem que sim nem que não”, afirmou Braga, que diz não ter aceitado a proposta.
O prefeito afirmou que a conversa ocorreu em abril de 2021 durante almoço no restaurante Tia Zélia, em Brasília, logo após uma reunião com o ministro Milton Ribeiro no Ministério da Educação. A reunião no MEC, fora da agenda oficial do ministro, foi uma das diversas solicitadas pelos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos.
“Ele disse que tinha que ver a nossa demanda, de R$ 10 milhões ou mais, tinha que dar R$ 15 mil para ele só protocolar (a demanda no MEC). E, na hora que o dinheiro já estivesse empenhado, era para dar um tanto, X. Para mim, como a minha região era área de mineração, ele pediu 1 quilo de ouro”, afirmou Braga ao Estadão. Na cotação desta terça-feira, 22, um quilo de ouro valia R$ 304 mil.
“Ele (Arilton) falou, era um papo muito aberto. O negócio estava tão normal lá que ele não pediu segredo, ele falou no meio de todo mundo. Inclusive, tinha outros prefeitos do Pará. Ele disse: ‘Olha, para esse daqui eu já mandei tantos milhões, para outro, tantos milhões’”, declarou, se referindo a verbas do MEC. “Assim mesmo eu permaneci calado, não aceitei a proposta”, disse o prefeito. Braga afirmou que até hoje não recebeu os recursos que solicitou no MEC.
Também nesse encontro, segundo o Estadão apurou, o pastor repassou o número da sua conta-corrente para que prefeitos anotassem e pudessem fazer os repasses da taxa de R$ 15 mil, apenas para dar entrada nas demandas ao ministério. Um dos presentes relatou que, após deixar “as demandas na mão” de Arilton, recebeu a conta do pastor para que o dinheiro fosse transferido. Como não efetuou a transferência, o pedido “não foi protocolado”.
No encontro que antecedeu o almoço, o ministro teria afirmado que havia muitos recursos no MEC e estimulou prefeitos a buscarem verbas para seus municípios.
Um vídeo postado no perfil da prefeitura de Luís Domingues no Instagram comprova que Braga esteve em Brasília e se reuniu com Ribeiro em abril de 2021. “O prefeito Gilberto Braga está nesse (sic) momento em Brasília na reunião dos prefeitos maranhenses com ministro da Educação, Milton Ribeiro, senador Roberto Rocha e a equipe do MEC”, diz trecho da legenda do vídeo.
O Estadão revelou com fotos, vídeos e documentos públicos que os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura têm livre acesso ao gabinete do ministro Milton Ribeiro e participaram de 22 reuniões no MEC.
A reportagem procurou os pastores para questionar sobre o relato de pedido de pagamento. Arilton não quis se manifestar. “Não, não vou comentar”, disse. Gilmar Santos não atendeu. O jornal não conseguiu contato com o MEC. Em conversas anteriores com o Estadão, os pastores confirmaram que usaram a relação com Ribeiro para abrir as portas do MEC aos prefeitos. E negaram ter pedido contrapartida
Para o deputado federal Bira do Pindaré, líder do bancada do PSB na Câmara, a revelação da existência de gabinete paralelo também no Ministério da Educação e mais uma prova de que a corrupção corre solta no governo de Jair Bolsonaro.
Segundo revelou o jornal O Estado de São Paulo, o gabinete paralelo formado pelos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, controlam a agenda do ministro Milton Ribeiro e intermediam encontros de prefeitos no MEC que já resultaram em pagamentos de empenhos milionários.
“A corrupção corre tão solta no governo Bolsonaro que mais parece enredo da @NetflixBrasil”, diz o parlamentar socialista, através de sua rede social. Bira observa que “em áudio vazado, o ministro Milton Ribeiro confirma a existência de gabinete paralelo também na Educação; cujo objetivo/prioridade é favorecer ‘amigos do Bolsonaro”.
Conforme o Estadão, ao menos 48 prefeituras, dentre as quais cinco prefeituras do Maranhão (Rosário, Bom Lugar, Anajatuba, Cenro Novo do Maranhão e Amapá do Maranhão) tiveram recursos liberados em prazo recorde após reunião com os pastores.
A prefeita de Bom Lugar, por exemplo, conforme a reportagem do Estadão, teve pedido de dinheiro atendido em apenas 16 dias, prazo fora dos padrões da distribuição de recursos federal, segundo especialistas.
É muito estranho que prefeitos para terem verbas liberadas no Ministério da Educação tenham que marcar entrevista primeiro com pastores amigos de Bolsonaro para depois serem levados à presença do ministro, que tem ordens do presidente para atender os relegiosos.
“Essa gente não tem escrúpulos”, arremata o deputado!
Ainda pré-candidato ao governo do Estado, o senador Weverton Rocha (PDT) tem enfrentado uma série de dificuldades no atual momento da sua pré-campanha. A deserção em massa de aliados, que tem marcado os últimos dias das suas movimentações, acende um alerta no pedetista: a dificuldade para montar uma chapa competitiva.
O primeiro obstáculo é escolher um vice que agregue votos e apoio político. Hoje, no seu pequeno arco de alianças, não existe um nome forte o suficiente que desponte como favorito, diferente do que acontece com o seu principal adversário, o vice-governador Carlos Brandão (PSB), que deve ter o secretário de Educação Felipe Camarão (PT) como companheiro de chapa.
Com confirmação de apenas Republicanos, Rede e PROS ao seu lado, Weverton não vê, nesses três partidos, ninguém com o perfil que ele deseja. E talvez seja por isso que o debate em torno do candidato a vice na chapa pedetista ainda não tenha surgido. Caindo nas pesquisas e perdendo apoios, a tendência é que a vaga fique cada vez mais sem valor em uma possível negociação.
Para o Senado, por hora, Weverton achou uma boa solução: bancar que apoiará Flávio Dino (PSB). Mas é sabido por todos que dificilmente isso vai se concretizar. E, diferente do que ocorre com a vice, a vaga de senador na chapa pedetista já teve alguns nomes lembrados.
O mais comentado até o momento é o do prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier. Mas existem dois problemas se o seu nome for escolhido. O primeiro deles é o fato de que ele terá que abrir mão do mandato, faltando ainda mais de dois anos como gestor municipal. O segundo é enfrentar Flávio Dino, de quem Erlânio fala bem há sete anos nos quatro cantos do Maranhão.
O atual governador, aliás, é a grande pedra no sapato de Weverton quando o assunto é ter que colocar um candidato ao Senado. A maioria dos nomes ventilados que são ligados ao projeto pedetista já foram umbilicalmente ligados a Dino nos últimos anos. Além disso, é consenso entre todos eles que a eleição do socialista para o Senado são favas contadas.
E assim segue Weverton na luta para viabilizar seu nome e conseguir montar uma chapa forte para disputar a eleição ao governo do Estado. As dificuldades para o senador parecem só aumentar.
Com o intuito de ter o PSOL em diversos municípios do Maranhão, o presidente estadual e pré-candidato a governador nas eleições de 2022, Enilton Rodrigues, participou da fundação da comissão provisória do partido em Barra do Corda, no último sábdo (19)
A atividade partidária faz parte da estratégia de expansão da legenda pelo estado. Com mais esta fundação, o partido já está presente atualmente em cerca de cinco dezenas de cidades pelo Maranhao. Para Enilton Rodrigues, este é um passo muito importante, para a ampliação da legenda pelo interior do estado.
A solenidade contou com a presença do pastor Assis Brito, professor Roberto e outras lideranças locais, que se somam ao partido neste momento importante de fortalecimento do PSOL pelo Maranhão.
“Temos um projeto de crescimento do nosso partido para que esteja cada vez mais presente no meio do povo e suas organizações, queremos um PSOL popular. Para isso, temos feito diversos encontros com lideranças que podem integrar os nossos quadros partidário para a construção do partido em mais municípios e também ter uma chapa de deputados estadual e federal forte nas eleições de 2022, construindo também o dia seguinte a eleição. Nosso campo político defende o campo democrático e popular, para que as conquistas de nosso povo não retroceda nem um milímetro ”, disse o presidente estadual do PSOL/MA e pré-candidato a governador.
Enilton Rodrigues fez questão de enfatizar que o PSOL estar conectado com a atual conjuntura nacional, que aponta a necessidade urgente da unidade da esquerda e do campo popular para derrotar Bolsonaro e que o enraizamento do partido onde o povo estar é condição necessária para sustentação de um futuro governo popular que vai revogar todas as medidas anti-povo implementada no Brasil desde o golpe de 2016.
Durante a fundação da comissão provisória do partido em Barra do Corda, pastor Assis Brito, uma das fortes lideranças da região, ressaltou que é por meio da união de forças e idéias em torno de um propósito comum, que fazem a luta pela democracia e direitos do povo se legitimem diante da sociedade. “É uma grande alegria poder estar fazendo parte da fundação do partido do prefeito de Belém-PA, Edimilson Rodrigues, em minha cidade. Quero destacar que militei durante anos com Edimilson Rodrigues nos anos 1980 no Pará”, afirma pastor Assis Brito.
O professor Antonio Alves, presidente municipal do PSOL em Caxias e membro da executiva estadual do PSOL, enfatizou em sua fala a importância da ideologia do partido dentro do campo progressista e seus elementos programáticos relacionados a conjuntura atual. O professor, que também é militar da reserva, lembrou ainda o programa partidário que tem como objetivos a redução da jornada de trabalho, reforma agrária e urbana, maior investimento em saúde, educação e infraestrutura. “Me orgulha muito poder fazer parte deste partido e estar presente neste ato de fundação desta comissão provisório nesta cidade, onde trabalhei quando estava na ativa como policial militar”, enfatiza Antônio Alves.
De acordo com Enilton Rodrigues, o próximo compromisso do PSOL/MA está agendado para quinta-feira em São Luís com representantes da REDE no estado para tratar do processo de federação das legendas, tendo foco as eleições de 2022.
O secretário de Infraestrutura do Estado, Clayton Noleto, que estará se filiado ao PSB durante a realização do Congresso Estadual que será realizado entre os dias 25 e 26 deste mês de março para se candidato a deputado federal, em entrevista ao programa Contraponto, da Rádio Timbira AM, nesta segunda-feira (21) afirmou que o processo de transição no governo já começou por determinação do governador Flávio Dino, em consonância com o vice-governador Carlos Brandão, que assume o governo a partir de primeiro de abril.
“Nós estamos repassando sobretudo informações a respeito do orçamento, dos projetos que estão prontos para entrar em execução para que sejam transformados em obras. As coisas estão fluindo da melhor maneira, como era de si esperar, pois trata-se de um governo só. O vice-governador Carlos Brandão assume dentro do governo Flávio Dino, que sai para ser candidato a senador e eu vou desincompatibilizar para ser candidato a deputado federal”.
Militante antigo do PCdoB, Noleto vai se filiar ao PSB, onde já está o governador Dino e estará Carlos Brandão, levando, segundo ele, os mesmos valores e princípios que norteiam sua vida pública, mas observa que continua nutrindo um carinho muito forte pelo PCdoB e sentimento de gratidão pelo tempo em que passou no Partido Comunista do Brasil, mas que análises conjunturais o levaram a trocar de legenda, embora continue “do mesmo lado do rio”.
Sucessão – O secretário disse não ter dúvida que a decisão do governador em favor de Brandão foi acertada. “A população quer a continuidade dos programas, das ações, das obras, do modelo de transparência e o vice-governador Carlos Brandão naturalmente representa isso. Na medida que Flávio Dino sai para disputar o Senado, ele assume o Governo do Estado e naturalmente a população conta com essa continuidade”, observou Noleto.
“Nós tivemos o senador Weverton Rocha discordando dessa posição, o que também é legítimo, um direito dele, mas ao meu modo de vê não está em consonância com o principal, que é o sentimento da população. E os movimentos que a classe política tem feito, que as lideranças tem feito manifestando apoio a Brandão comprovam isso, mas não somente isso, o mais importante ainda é o crescimento do vice-governador nas pesquisas, porque junto com Flávio Dino eles estão expressando o sentimento da população, que quer a continuidade e quem representa a continuidade é Brandão”.
Segundo Clayton, a governança está ajustada para que o próximo governo, de Carlos Brandão, possa dar continuidade. “A gente não consegue pegar um estado como o Maranhão e retirar da condição de atraso sem que aja continuidade, nós precisamos de mais tempo para seguir no rumo certo, com fé em Deus vai melhorar a situação da economia nacional e nós vamos, além de dar passos firmes no rumo certo, dar salto para conjugar o progresso que gera obras, gera ações com geração de emprego e renda, nível de investimento entre os maiores do país, mas ao mesmo tempo preocupado com a justiça social”.
Para o secretário, “não podemos pensar que um estado seja desenvolvido se não tiver justiça social. É esse o foco da administração Flávio Dino que eu vejo que a população experimentou, gostou e tenho certeza que os próximos governantes, sem dúvida, terão que se adaptar a esse novo momento”.