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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 22/jul/2012

Reportagem da ISTOÉ mostra relação de Sarney com grupo que desviou cerca de R$ 1 bi nas obras da ferrovia Norte-Sul

A ferrovia da corrupção

ISTOÉ teve acesso a sete inquéritos abertos pela Polícia Federal para apurar os superfaturamentos na Ferrovia Norte-Sul que provocaram rombo de até R$ 1 bilhão

Claudio Dantas Sequeira

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Os desvios de verbas na ferrovia norte-sul somam R$ 1 bilhão 
só no trecho entre Palmas (TO) e Anápolis (GO) foram superfaturados 
R$ 400 milhões a obra já consumiu R$ 8 bilhões
No início do mês, a Polícia Federal prendeu o ex-presidente da Valec José Francisco das Neves, o Juquinha, acusado de enriquecimento ilícito. Segundo os autos do inquérito da Operação Trem Pagador, ele teria comandado um esquema que desviou mais de R$ 100 milhões de obras da Ferrovia Norte-Sul, a mais extensa via férrea do País. ISTOÉ revela agora que o rombo provocado pelo esquema de Juquinha, que comandou a estatal de ferrovias por oito anos, pode chegar à escandalosa cifra de R$ 1 bilhão, dinheiro que teria abastecido não só as contas pessoais do ex-presidente, familiares e ex-integrantes da cúpula da Valec, mas também o caixa de partidos como PR e PMDB. A estimativa é da própria PF, com base numa série de investigações em andamento. Só na Delegacia de Crimes Financeiros da Polícia Federal em Goiás foram abertos sete diferentes inquéritos que abarcam os quase 4,5 mil quilômetros de extensão da ferrovia. Ao longo da Norte-Sul, que já consumiu R$ 8 bilhões, correm suspeitas de superfaturamento em materiais, como trilhos e dormentes, nas ações de terraplanagem, escavações e aterros. A PF encontrou ainda indícios de conluio entre empreiteiras, direcionamento de licitações e subcontratação de empresas ligadas a políticos. As investigações, que tiveram origem em fiscalizações do TCU, da CGU e denúncias do Ministério Público, estão longe de terminar.

As investigações indicam que só no trecho entre Palmas (TO) e Anápolis (GO), justamente o que ajudou a enriquecer Juquinha e sua família, foram desviados mais de R$ 400 milhões. Laudos técnicos que compõem os inquéritos mostram que a estrada de ferro consumiu todo o orçamento previsto nos contratos com as construtoras Andrade Gutierrez, SPA Engenharia, Constram, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa. A Valec de Juquinha autorizou aditivos que atingiram o limite legal de 25% e mesmo assim a obra chegou ao fim infestada de problemas estruturais, como a falta de proteção vegetal de taludes e canais de drenagem superficial. O resultado é a erosão de áreas que estão provocando a desestabilização dos trilhos, inviabilizando o uso da ferrovia. Não foram construídos oito pátios intermodais que estavam previstos em contrato. Isso significa que, mesmo os trens sendo liberados para transitar na estrada de ferro, eles simplesmente não têm onde ser carregados e descarregados.

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INFLUÊNCIA
De acordo com delegado ouvido por  ISTOÉ, o senador José Sarney
e o deputado Costa Neto dividiam cargos na cúpula da Valec
As construtoras reclamam que a obra ali consumiu mais que o previsto, por conta de desvios e da existência de aterros moles, que acabam consumindo mais horas de trabalho das máquinas e do orçamento. Daí, segundo a PF, chega-se a outro problema: não há medição confiável, os métodos utilizados são os mesmos de 40 anos atrás. Essa falha foi explorada não só pelos empreiteiros, mas pela própria Valec, segundo a PF. O escamoteamento de custos, de acordo com os relatórios de investigação obtidos por ISTOÉ, era processado em Brasília, no 20º andar do edifício-sede da estatal, e se estendia ao campo de trabalho. Laudos da Perícia Criminal indicam sobrepreço tanto no orçamento de referência da estatal como nas propostas das empreiteiras. A análise de centenas de planilhas de preços feita pelos peritos apontam uma variação entre 6,5% e 48% de sobrepreço nos orçamentos.

O TCU agiu em alguns casos, como nas obras de Aguiarnópolis (TO) e Anápolis-Uruaçu (GO). Em ambos, determinou-se a suspensão cautelar de 10% do valor dos contratos, muito pouco, considerando o volume de recursos utilizados. O tribunal instaurou tomadas de contas especiais em contratos como o da SPA Engenharia, que se recusou a seguir as determinações de repactuação do orçamento. Um relatório interno da consultoria jurídica da Valec, obtido por ISTOÉ, mostra que só em dois contratos os fiscais encontraram sobrepreços de R$ 42 milhões e R$ 40 milhões, respectivamente. Desde o início da obra, a Valec tem comprado dormentes, fabricados pelas próprias empreiteiras, a valores 40% superiores ao de outros fornecedores. Esses dados, além de abastecerem os inquéritos da PF, levaram o atual presidente da Valec, José Eduardo Castello Branco, a criar uma força-tarefa para melhorar a fiscalização das obras da Norte-Sul e passar um pente fino nas obras em andamento. Talvez por isso, desde que assumiu no lugar de Juquinha no ano passado, Castello Branco tem sofrido pressões de partidos e empresários para deixar o cargo.

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O perfil técnico do atual presidente da Valec causa desconforto para um grupo de políticos que se acostumou a gerenciar o orçamento bilionário da empresa. Escutas telefônicas feitas pela PF com autorização judicial mostram como se articularam os dirigentes da estatal às vésperas da faxina determinada pela presidenta Dilma Rousseff, diante das denúncias de pagamento de propina no Ministério do Transportes. Em conversa gravada no dia 19 de outubro de 2011, Juquinha, ciente da iminente dança das cadeiras na Valec, telefona para seu advogado, Heli Dourado, e pergunta se ele conversou com o “presidente”, segundo a PF numa referência ao senador José Sarney. Heli diz que “Sarney conversou com o ministro duas vezes e não tem mais o que falar com ele; que ele sabe que a pessoa é sua indicada”. Na conversa, Heli diz ainda que foi até a casa de Sarney para tentar evitar a queda dos apadrinhados. Segundo a PF, o presidente do Senado foi atropelado pela decisão do Palácio do Planalto.

Além de “presidente”, Sarney é citado por Juquinha e outros integrantes do grupo pelas alcunhas de “velhinho” e “chefe”. Para a PF, não há dúvidas de que o grupo usava constantemente o nome de Sarney. De acordo com um delegado ouvido por ISTOÉ, as investigações demonstram que o presidente do Senado e o deputado Valdemar da Costa Neto (PR) dividiam os cargos na cúpula da Valec. A Ferrovia Norte-Sul, no entendimento dos investigadores, era uma espécie de “menina dos olhos” dos parlamentares. Quem cuidava dos interesses de Sarney nos contratos da ferrovia, de acordo com a PF, era Luiz Carlos Oliveira Machado, o então diretor de engenharia da estatal. Responsável por acompanhar diretamente todas as obras da Valec, Oliveira Machado é um dos principais alvos dos inquéritos. Pelas investigações iniciais, ele estaria ligado às empresas CMT Norte-SUL e Trilha Engenharia, que foram subcontratadas nos lotes 2 e 11 para fornecer maquinário. Sarney informou, por meio de sua assessoria, que Oliveira Machado não é sua indicação e nem sequer lembra “se conhece essa pessoa”. Costa Neto, por sua vez, admitiu sua relação com Juquinha e a indicação para a presidência da Valec, mas disse que não tinha nenhuma “ascendência administrativa” sobre ele.

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Não é a primeira vez que o nome de Sarney surge em escândalos envolvendo a Ferrovia Norte-Sul. Seu filho Fernando Sarney, citado na Operação Faktor (Boi Barrica), é investigado por conta de contratos suspeitos da Valec com a empresa Dismaf para o fornecimento de trilhos. A empresa, mesmo denunciada pelo Ministério Público por fraude no fornecimento de fardamento para o Exército, conseguiu entrar na Valec. Quem intermediou o negócio, segundo a PF, foi o senador Gim Argello (PTB) e o filho de Sarney. Um dos sócios da Dismaf é Basile Pantazis, que até estourar o escândalo no ano passado era tesoureiro do PTB. Entre 2008 e o início de 2011, a Dismaf recebeu mais de R$ 410 milhões, segundo levantamento das ordens bancárias da Valec feito pela ONG Contas Abertas. A empresa quase conseguiu um segundo contrato de R$ 750 milhões, mas a licitação foi suspensa por determinação do TCU.  
fotos: Adriano Machado/AG. ISTOÉ; Wildes Barbosa/O Popular/Folhapress

  • Jorge Vieira
  • 20/jul/2012

Pesquisa aponta crescimento de Edivaldo Holanda Júnior e queda de Tadeu; Castelo lidera

O candidato a prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PTC), alcançou a marca dos 21,1% de intenções de voto, de acordo com o resultado da pesquisa divulgada nesta sexta-feira (20). A prévia foi realizada pelo Instituto Perfil  Pesquisas e Projetos, entre os dias 15 e 17 de julho, que entrevistou 800 pessoas.

Entre os sete candidatos à prefeitura de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior passou a ocupar o segundo lugar na pesquisa. O atual prefeito João Castelo (PSDB) lidera com 27,1%. Tadeu Palácio (PP), ex-prefeito, tem 15,3%; Eliziane Gama (PPS), 6,4%; Washington Oliviera (PT), 2,9%;  Marcos Silva (PSTU), 1,4%; Haroldo Saboia (PSOL), 0,5%; e Ednaldo Neves (PRTB) 0,4%.

Do total de eleitores entrevistados, 25% não sabiam ou não quiseram opinar, alegando a possibilidade de votar em branco ou nulo no dia 7 de outubro. A margem de erro da pesquisa é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Ao lado da segunda colocação na pesquisa de intenção de votos divulgada pela TV e Rádio Cidade, Edivaldo conta com baixo índice de rejeição. Apenas 5,4% dos entrevistados o citaram neste quesito.

  • Jorge Vieira
  • 20/jul/2012

Edivaldo vai ao Anil e propõe melhoria na educação pública

Edivaldo Holanda Júnior (PTC) participou de caminhada, na tarde desta quinta-feira, 19, no bairro do Anil. Acompanhado de militantes , lideranças comunitárias e da população que mora no bairro, o candidato percorreu ruas do Anil e cumprimentou moradores, destacando que o diálogo é fundamental para fazer a cidade com a cara do povo.

O candidato do PTC  mostrou-se preocupado com a atual situação dos alunos da rede pública municipal de ensino, que passaram mais de setenta dias sem aula por atraso nas obras de recuperação das sedes de ensino, que só aconteceram no ano da eleição. “A educação precisa ser tratada com seriedade pelo prefeito de São Luís. Nós temos um projeto ousado que é de implantar a escola em tempo integral”, afirmou.

A insatisfação com as condições em que a capital se encontra é uma constante observada nas caminhadas de Edivaldo. A funcionária pública Maria Francisca Amorim desabafa: “Nada funciona em São Luís. Nas escolas do município, por exemplo, só fizeram uma pintura, mas continua tudo péssimo”.

O pintor Gilmar Fonseca Lima aponta a educação como o setor de serviços públicos que merece maior atenção do próximo prefeito. “Na educação, é preciso melhorar o salário dos professores para que as paralisações acabem”, indignou-se.

Edivaldo  pretende resgatar o modelo de ensino idealizado por Anísio Teixeira na década de 1930, em que as escolas passariam a funcionar em tempo integral: “Infelizmente, o nosso país abandonou esse modelo. Mas o Chile abraçou essa política, com 90% da rede pública com ensino integral. Hoje, as escolas de lá têm qualidade. E nós podemos fazer São Luís crescer com qualidade de educação”.

Sobre políticas públicas para a juventude, Edivaldo disse que a educação é um dos principais eixos desse setor. “Proporcionar  educação pública de qualidade também é falar de juventude. O poder público municipal não tem o direito de roubar o futuro dos jovens e dos cidadãos”, frisou.

  • Jorge Vieira
  • 19/jul/2012

Unidades do Maranhão podem perder verbas, afirma ministério

Folha de S. Paulo

O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, afirmou que vai investigar a situação das UPAs no Maranhão. Se elas não estiverem integradas à rede de urgência, disse, poderão deixar de receber verbas federais.

“Como essa situação nos parece excepcional, vamos, evidentemente, tomar providências. Em tese, [as UPAs] podem ser descredenciadas.”

Das cinco UPAs da Grande São Luís, três foram construídas em parceria com o ministério, que arcou com 30% dos investimentos. Recebem R$ 600 mil por mês da União -cerca de 20% do custeio.
De acordo com Magalhães, as UPAs podem reencaminhar pacientes para outras unidades em casos específicos -por exemplo, quando estão superlotadas.

“Pode ter essa possibilidade em um dado momento, mas não pode ser um acerto definitivo”, explicou.
Isso quer dizer que, se a Prefeitura de São Luís e o Estado tiverem feito um acordo que impeça o Samu de levar seus pacientes às UPAs, a situação é irregular.

O ministro Alexandre Padilha esteve em São Luís há duas semanas. Em visita à UPA Araçagi, ele fez elogios ao modelo no Estado.

Questionado sobre o episódio, o secretário disse que o ministro não sabia do impasse local. “[Padilha] Foi informado apenas de que havia negociações”, afirmou.

Segundo Magalhães, mais de 20 Estados já apresentaram ao ministério a proposta de funcionamento de suas redes de urgência -em todos, UPAs e Samu trabalham de forma integrada.O Maranhão, segundo o secretário, ainda não apresentou sua proposta.

  • Jorge Vieira
  • 19/jul/2012

Deu na Folha: Em São Luís, Estado recusa doente levado pela prefeitura

Unidades estaduais estão proibidas de atender pessoas socorridas pela prefeitura

Promotoria diz que impasse, que contraria portaria do Ministério da Saúde, ocorre por disputa política

Folhapress
Pacientes em pronto-socorro municipal de São Luís
Pacientes em pronto-socorro municipal de São Luís

REYNALDO TUROLLO JR.
DE SÃO PAULO
Em junho, uma mulher que sofria de obesidade mórbida, hipertensão e diabetes foi levada com dores a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) administrada pelo governo estadual em São Luís, no Maranhão. Esperou uma hora na porta e só entrou após intervenção da Polícia Militar.

O impasse ocorreu porque ela havia sido encaminhada em uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), gerido pela Prefeitura de São Luís.

Na cidade, pacientes transportados pelo serviço estão proibidos de ser atendidos nas UPAs. Quem precisa de atendimento de urgência tem de chegar por meios próprios, como carro ou mesmo a pé.
O veto contraria portaria do Ministério da Saúde, segundo a qual as UPAs têm de trabalhar em conjunto com o Samu.

Para o Ministério Público, a proibição é resultado de disputa política: o prefeito João Castelo (PSDB) é adversário da governadora Roseana Sarney (PMDB) -o secretário estadual de Saúde, Ricardo Murad, é cunhado de Roseana.

CARREGADOS
A situação, diz a Promotoria, já motivou casos de pacientes deixados pelo Samu perto de unidades estaduais, para depois seguirem de táxi ou carregados por parentes.

“[O impasse] Tem causado um transtorno muito grande ao sistema”, disse o promotor Herberth Figueiredo, que deve entrar com ação contra o Estado pedindo a abertura das UPAs ao serviço municipal.
O governo do Maranhão diz que acertou a proibição com a prefeitura, que nega.

“A gente é proibido de entrar nas UPAs. Se tentarmos colocar a ambulância, o guarda fecha o portão. É assim desde a inauguração [no último ano]”, afirma o diretor do Samu, Rurion Meneses.
O serviço tem 12 ambulâncias para socorrer urgências. O Estado dispõe apenas de veículos para transferir pacientes entre unidades.

REGULAMENTO
Segundo a portaria do ministério que define as diretrizes para as UPAs, elas têm de atuar com o Samu.
Em geral, devem atender casos menos graves -como pressão alta e cortes-, medicar, fazer exames, deixar o paciente em observação por até 24 horas e, depois, decidir se ele precisa ser transferido para outro local, como pronto-socorro.

Há cinco unidades na Grande São Luís.

Hoje, todos os pacientes transportados pelo Samu, inclusive os de menor complexidade, são levados diretamente aos dois prontos-socorros municipais.

Os Socorrões, como são chamados, sofrem há anos com a superlotação. O modelo de UPA idealizado pelo ministério pretendia justamente desafogar os prontos-socorros.

Em São Luís, afirma o Ministério Público, ocorre o contrário. A recusa do atendimento de pacientes do Samu faz as UPAs operarem “de forma tranquila”, deixando os Socorrões lotados.

OUTRO LADO
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde afirmou que Estado e município fizeram um acordo para que as UPAs “se abstivessem de receber pacientes do Samu, devido à superlotação das mesmas, decorrente da precária situação dos serviços da prefeitura”.

“A decisão vale até que a prefeitura invista nas suas unidades”, afirmou.
A prefeitura negou ter feito qualquer acordo.

A SAÚDE EM SÃO LUÍS (MA)


REDE MUNICIPAL
2 prontos-socorros
1.100 atendimentos/dia*


REDE ESTADUAL
5 UPAs na região metropolitana de São Luís
2.256 atendimentos/dia*


O PAPEL DO SAMU
Fazer o primeiro atendimento ao paciente e encaminhá-lo para o local mais adequado -uma UPA (em casos menos graves) ou um hospital


*Em média


Fontes: prefeitura, Secretaria de Estado da Saúde e Ministério da Saúde

  • Jorge Vieira
  • 19/jul/2012

PCdoB / MA cresce nas eleições municipais de 2012

O crescimento do PCdoB já é visível em todo o Maranhão. Participando formalmente das eleições em 189 municípios do estado, o Partido Comunista do Brasil já figura como um dos principais protagonistas entre os partidos políticos do Maranhão.

A atuação do PCdoB com candidatos majoritários nas eleições municipais atingiu, em 2012, um número superior a 60. Os dados parciais do levantamento feito pela equipe de coordenação política do partido apresentam o PCdoB com 24 candidatos a prefeito e 37 candidatos a vice-prefeito.

O número de candidatos a vereador espalhados pelo Maranhão é superior a 800. As candidaturas proporcionais contabilizadas até o dia 17 de julho somam 878 postulantes às Câmaras Municipais de 182 cidades. A média parcial é de 4,8 candidatos a vereador por município.

O resultado final do levantamento feito pela coordenação política do PCdoB do Maranhão ainda aguarda alterações feitas pelo sistema do site do Tribunal Superior Eleitoral.

Da Redação Vermelho / Maranhão

  • Jorge Vieira
  • 18/jul/2012

Entrevista – Flávio Dino

Blog do Klamt

Clique na imagem para aumentar

A última visita do presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), a São Luís gerou fatos interessantes. Ele vem espalhando na capital e pelo estado uma mensagem de mudança que ainda vemos tímida, mas que tende a crescer, em especial a partir de 2012, com a eleição de prefeitos alinhados com o processo de transformação de vida na população.

A idéia de Flávio é que esse sentimento existente nas pessoas se torne realidade. Ninguém quer mais ficar desacreditado da vida, esperando por mudanças trazidas por grandes projetos que nunca se realizam. Ninguém quer deixar o acontecer no amanhã ou em 2018 (como ficou a Refinaria Premium prometida para o ano passado). Os fatos necessários estão no presente e todo dia a gente quer mais.

Em uma conversa franca, com partes movidas pelo emocional, e, descontraída com Flávio Dino, o Blog do Klamt tratou de diversos assuntos com esta peça-chave na política maranhense. Vamos divulgar a partir de hoje vários trechos da conversa com a figura que está no coletivo popular como o político capaz de gerar a mudança no Maranhão. Vale acompanhar para entender a força de sua decisão.

REALIDADE DO MARANHÃO

Perguntei a Flávio Dino o que ele sentia quando via, durante suas andanças pelo estado, tantas pessoas em situações subumanas. Flávio contou uma história emocionante que ele presenciou na eleição de 2010 (mas que vamos deixar para o final de nossa série de postagens… Não se preocupem, é logo ali, na sexta-feira) e refletiu sobre a difícil realidade em que vivem muitos dos nossos conterrâneos:

“Sinto uma indignação cívica, de quem não naturaliza a barbárie. A humanidade não foi subordinada ao sofrimento, à dor, à perda. Ao contrário, o ser humano tem dentro de si a esperança e eu também tenho isso comigo. Sou movido pela esperança e sempre trabalhei em nome dessa esperança. Sou um homem movido pela convicção, pela fé de que o Maranhão vai encontrar um caminho diferente.”

A TÃO ESPERADA MUDANÇA…

Conversando sobre as eleições municipais e estaduais, Flávio Dino expôs o que ele entende por mudança política no Maranhão.

“Em primeiro lugar, fazer um governo por aquelas pessoas que mais precisam. Hoje o modelo oligárquico faz o contrário: concentra riqueza na mão de poucos. Em segundo lugar, um governo que ouça muito a população, que esteja perto do povo. Que tenha humildade para aprender com a população e saber ouvir as demandas da população. Em terceiro, governar com competência e honestidade. O orçamento do governo do estado, de mais de R$ 12 bilhões, é mais que suficiente para dar conta das tarefas fundamentais de governo. Eu tenho dimensão da responsabilidade que é fazer isso, mas tenho a certeza que se Deus quiser e se a população nos der essa confiança, a gente vai conseguir fazer aquelas três mudanças fundamentais a que me referi.”

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