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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 6/ago/2013

Denúncia do prefeito de Viana tem forte repercussão

Denúncia de Chico Gomes repercute na Assembleia

Repercutiu
fortemente, ontem (5), no plenário da Assembleia Legislativa, a denúncia do
prefeito de Viana, ex-deputado Chico Gomes (DEM), publicada, com exclusividade,
na edição de domingo do Jornal Pequeno,
sobre a existência de obras fantasmas do governo do estado no município.
Segundo denunciou o prefeito, as obras contratas com uma associação de São Luís
nunca foram construídas e que o dinheiro teria sido desviado para a campanha
eleitoral de 2012.
Parlamentares
da oposição e do governo consumiram praticamente toda a sessão debatendo sobre
a gravidade da acusação em torno do convênio, no valor de R$ 1 milhão, firmado
entre o governo do estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e
Agricultura Familiar com a ACEMA – Associação Cultural e Educacional do
Maranhão – “para recuperação de caminhos de
acesso aos povoados Bacurizeiro, Enseada das Pintas, Santa Maria, São Cristóvão
e São Pedro”.
O
líder da oposição, deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB), sugeriu a criação de
uma CPI e perguntou: “Para que vale a SEDES?” E respondeu: “Tivemos a
confirmação da resposta nesse final de semana na palavra do ex-deputado Chico
Gomes, que já foi líder do governo, um aliado incondicional do grupo Sarney,
respeitado pelos governistas e oposicionistas. Ele veio em uma entrevista
afirmar que o dinheiro que a SEDES mandou para Viana foi efetivamente todo
gasto em campanha eleitoral. Quem está afirmando isso não é a oposição e sim o
prefeito de Viana”, observou.
Para
Rubens Júnior, o Ministério Público tem que investigar e punir quem desviou
recursos públicos. “Esse dinheiro e muito mais do que isso foi empregado na
campanha eleitoral. O Diário Oficial publicou que os povoados eram em São Luís
para ninguém tomar conhecimento. A governadora, segundo o prefeito Chico Gomes,
nem tem conhecimento desse convênio. É uma casa da mãe Joana. O que falta,
senhoras e senhores deputados, efetivamente é vergonha na cara desse governo
que prefere pegar o dinheiro que era para combater a pobreza e gastar com
eleições no interior do Estado, que prefere condenar os maranhenses a ter a
pior expectativa de vida do país”, criticou o líder oposicionista.
Para
o deputado Othelino Neto (PPS), estranho é a governadora do estado não ter
tomado providências. “Dessa vez não foi um deputado de oposição que fez a
denúncia, foi um ex-titular da pasta, ex-deputado Chico Gomes, que acusou que
no seu município tem obra fantasma do governo. Ele entra em detalhes dizendo
que cerca de um milhão de reais, segundo consta no extrato do Diário Oficial,
teria sido disponibilizado para o município de Viana e as obras simplesmente
não existem”, enfatizou Othelino.
No
entendimento do deputado Marcelo Tavares (PSB), tem algo gravíssimo na denúncia
do ex-deputado Chico Gomes. “Pode ser que ele esteja denunciando um crime, ele
falou ao jornal que comunicou à governadora Roseana. O ex-deputado Chico Gomes
disse textualmente que ele comunicou à governadora Roseana Sarney que houve
desvio de dinheiro no convênio do estado na cidade de Viana. A governadora,
funcionária pública que é, ao tomar conhecimento de uma denúncia de que
dinheiro foi desviado do município de Viana, tem a obrigação legal de apurar.
Quando ela não apura, ela comete um crime e eu desconfio que após a denúncia do
deputado Chico Gomes, a governadora não tomou nenhuma atitude, possivelmente
cometendo um crime previsto na nossa legislação chamada prevaricação”, advertiu
Tavares.
Reação – O líder do bloco governista, deputado Roberto Costa
(PMDB), reagiu em defesa do governo, questionando a veracidade da
denúncia do prefeito.
“Ele não
falou a verdade nessa história, ele está usando uma articulação política do
município de Viana, uma questão municipal para criar um problema onde não
existe, porque a estrada foi feita. Agora eu faço inclusive um desafio se
querem para eu acreditar no Chico Gomes no que ele disse sobre Viana, eu quero
também acreditar no que o Chico Gomes falou dos governos que V. Ex.ªs
participaram”, disse numa referência ao governo Jackson Lago.
“Vamos
saber se ele é o dono da verdade, eu não sei, agora se ele faltou com a verdade
eu vou pegar os discursos do deputado Chico Gomes aqui, quando acusava os
governos da oposição. É da mesma forma quando vocês se empolgam, quando olha o
Estado de São Paulo, o Fantástico, então, vamos pegar o Estado de São Paulo. A
Veja, quando falava da oposição. Eu aqui já subi nesta Casa com duas capas de
revista, uma que acusava o nosso grupo e outra que acusava o ex-governador e
que eu disse inclusive que eu não acreditava na revista, quando fez o ataque ao
ex-governador da oposição, não acreditava e eu disse se eu tiver que acreditar
nesta, eu vou ter que acreditar nesta aqui. Então, mais uma vez a oposição faz
o papel dela, ela que ver realmente o circo pegando fogo”, finalizou Roberto
Costa.

*Jornal Pequeno

  • Jorge Vieira
  • 6/ago/2013

Oposição lamenta ‘vergonha’ do Maranhão em reportagem da Rede Globo

Os
deputados Othelino Neto (PPS), Rubens Pereira Júnior (PCdoB), Marcelo Tavares
(PSB) e Bira do Pindaré (PT) ocuparam a tribuna, na tarde desta segunda-feira
(5), para manifestar sua indignação em relação à denúncia levada ao ar pela
Rede Globo, domingo à noite, em uma reportagem do programa ‘Fantástico’, que
enfoca duas cidades do Maranhão – Fernando Falcão e Marajá do Sena – como detentoras
dos piores IDHs do Brasil, com a agravante de suspeitas de corrupção.
De acordo
com a matéria do ‘Fantástico’, os municípios de Fernando Falcão e Marajá do
Sena estão entre os piores lugares pra se viver no Brasil. “E sabe o que eles
têm em comum, além da pobreza? Suspeitas de corrupção!”, afirma a matéria do
‘Fantástico’.
Ohtelino
Neto foi o primeiro deputado a abordar o assunto e manifestar sua indignação.
Ele disse que já se acostumou a assistir a programas jornalísticos veiculados
em rede nacional na televisão e deparar com notícias quase sempre
depreciativas, que causam vergonha ao povo do Maranhão.
“Já
estamos cansados de saber, o que é concretamente o fruto dos 50 anos de mando
do grupo Sarney no Maranhão. Transformando o Maranhão num exemplo de pobreza,
num exemplo dos piores indicadores, fazendo uma disputa acirrada agora com
Alagoas para ver quem é o pior nos indicadores sociais”, afirmou Othelino Neto.
O líder
da Oposição na Assembleia Legislativa, deputado Rubens Júnior, frisou que os
recentes indicadores sociais e econômicos divulgados por órgãos como o Ipea
condenam o Maranhão a situações vergonhosas em relação ao restante do país.
“O nosso
sentimento, infelizmente, é de vergonha. Todos nós que conhecemos as
potencialidades do nosso Estado, segundo litoral mais extenso do país, terras
férteis, rios perenes, povo trabalhador, muito dinheiro, Estado rico sendo
achincalhado, fazendo com que os maranhenses, de certa forma, se sintam
humilhados em relação ao que constantemente é divulgado na mídia nacional”,
declarou Rubens Júnior.
Ao
contestar alegações feitas durante a sessão por deputados governistas, o
deputado Bira do Pindaré foi enfático ao dizer que não há como esconder o sol
com a peneira.
“A
verdade é que o Maranhão é abençoado pela natureza, mas é amaldiçoado pela
malvadeza de quem governa este Estado, há quase 50 anos. E não se trata de quem
foi governador ou deixou de ser governador, se trata de quem comanda, de quem
chefia, de quem lidera uma oligarquia, que é um conceito científico, não é um
conceito inventado pela Oposição. A Oposição não inventou oligarquia. Ela
existe, de fato, porque aqui o comando político é feito por poucos e para
poucos”, enfatizou Bira do Pindaré.
O
deputado Marcelo Tavares também contestou argumentos apresentados na tribuna
por deputados governistas, diante da reportagem veiculada pela Rede Globo no
‘Fantástico’.
“Uso esta
tribuna com a única intenção de deixar claro aos deputados que defendem o
governo, que não há explicação para que o Maranhão, novamente seja escolhido
pelos indicadores apresentados no IDH, como o pior Estado da Federação para se
viver. O governo da senhora Roseana Sarney, indiscutivelmente, é o pior governo
da história recente do Maranhão. O Maranhão regrediu em todos os aspectos no
governo de Roseana Sarney”, afirmou Marcelo Tavares.
Ele disse
que ficou indignado mais ainda porque deputados governistas foram à tribuna,
nesta segunda-feira à tarde, tentar defender o governo em relação à reportagem
levada ao ar pela Rede Globo para todo o Brasil.
“Hoje, no
Maranhão, a segurança pública não existe: homicídios, assaltos, fugas em massa
das Penitenciárias, fuga em massa da Penitenciária, de todas elas. A cidade de
Viana, agora neste final de semana, vive um pavor pela fuga em massa naquela
delegacia regional. Em São Luís, não respeitam mais ninguém, um carro bate no
portão na Penitenciária, derruba o portão e os presos fogem. Virou bagunça. E
agora estão aí os números do IDH, que desmoralizam esse governo fracassado. A
governadora Roseana Sarney se tivesse o mínimo de bom senso, se tivesse o
mínimo de afeição ao povo do maranhense, renunciava este mandato, por
incapacidade administrativa deveria renunciar o mandato. Ela não tem condições
de submeter por mais tempo a população do Maranhão a um governo tão pífio
quanto esse. Mas ela continua”, enfatizou Marcelo Tavares.

  • Jorge Vieira
  • 5/ago/2013

Prefeitura abre processo seletivo para estágio na Semdel

A Secretaria de Desporto e Lazer (Semdel) abre na próxima segunda-feira (12) inscrição para o processo seletivo simplificado visando preencher 21 vagas de estágio curricular não obrigatório. Os interessados devem realizar a inscrição até o dia 19, na Superintendência de Desporto, Lazer e Mobilização Social da Semdel.
O seletivo será dividido em duas etapas: na primeira será feita uma análise do histórico e do currículo escolar e na segunda etapa será feita uma entrevista. Poderão participar da seleção estudantes regularmente matriculados a partir do terceiro período.
Ao todo foram disponibilizadas 21 vagas sendo 13 para estudantes do curso de Educação Física e oito vagas para graduandos de outros cursos superiores. As outras vagas estão disponíveis para as áreas de Administração, Ciências Contábeis, Direito, Letras, Nutrição, Pedagogia, Psicologia e Serviço Social, sendo uma para cada curso.
“A abertura do edital visa reforçar os projetos da Semdel, como o São Luís Saudável que funciona no Parque Bom Menino, é também uma oportunidade para que os acadêmicos possam aperfeiçoar seus conhecimentos e adquirir experiência. Assim, atendemos uma antiga reivindicação dos estudantes, que solicitam espaços para estágio, lembrando que não temos registro que a Semdel, em algum momento anterior, tenha propiciado esse espaço”, destacou o secretário de Desporto e Lazer, Raimundo Penha.
Os candidatos devem comparecer à Superintendência de Desporto, Lazer e Mobilização Social, localizada na Avenida Alexandre Moura, s/n, no Parque do Bom Menino, no horário de 8h às 18h. O resultado da seleção será divulgado no dia 28 de agosto na Superintendência de Desporto, Lazer e Mobilização Social.
Mais informações poderão ser prestadas pela comissão do processo seletivo simplificado pelo telefone 3232-5934 no horário das 14h às 18h.
DOCUMENTOS NECESSÁRIOS
Para participarem da seleção, os candidatos deverão apresentar declaração pessoal, em formulário específico a ser assinado no ato de inscrição, de que não possuem vínculo empregatício ou recebem bolsa de qualquer natureza e, ainda, de que possuem tempo disponível para dedicar-se às atividades do estágio.
Além disso, também é necessária a apresentação dos seguintes documentos: ficha de inscrição devidamente preenchida; currículo comprovado (cópia autenticada ou cópia acompanhada dos originais); cópia do documento de identidade (RG, Carteira Nacional de Habilitação); declaração da Instituição de Ensino Superior comprovando em que período o candidato está matriculado; extrato acadêmico (histórico escolar) emitido pela instituição de ensino do candidato, em papel timbrado e assinado pelo coordenador/diretor do curso.

  • Jorge Vieira
  • 5/ago/2013

Sarney recebe alta da UTI, mas permenece internado em São Paulo

O senador José
Sarney (PMDB-AP) recebeu alta na manhã desta segunda-feira (5) da Unidade de
terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

De acordo com o
último boletim médico, ele apresenta contínua melhora do quadro clínico e, por
isso, foi encaminhado para a unidade semi-intensiva do hospital. Não há
previsão de alta.
Os médicos
continuam administrando antimicrobianos por via venosa. Sarney foi transferido
para a UTI na última quinta-feira (1º), quando apresentou “febre
acompanhada de tremores”.
A assessoria do
senador informou, no entanto, que a decisão de levá-lo à UTI estava
relacionada, sobretudo, à necessidade de preservar o paciente, pois ele estaria
recebendo muitas visitas em São Paulo.
Sarney está
internado no Sírio-Libanês desde o dia 31 de julho. Ele chegou ao hospital
vindo de São Luís (MA), onde estava internado no Hospital UDI para tratamento
de uma infecção pulmonar.

Agência Brasil

  • Jorge Vieira
  • 5/ago/2013

Direção nacional do PPS ameaça tomar mandatos de Othelino Neto e Simplício Araújo

O jornal Folha de São Paulo, coluna Painel, trás
nesta segunda-feira a informação de que “a direção do PPS está fazendo um
levantamento para identificar os
políticos que tentam aproveitar o fracasso da fusão com o PMN para migrar para
outros partidos”.

Segundo
releva a Folha, “a legenda vai tentar recuperar os mandatos na Justiça. A
maioria, segundo dirigentes, é de deputados estaduais e vereadores”.
No
Maranhão, a fim de evitar perda do mandato, o deputado federal Simplício Araújo
ingressou com uma ação no TSE solicitando autorização para mudar de legenda, enquanto
o deputado estadual Othelino Neto aguarda a mesma resposta do TRE.  
Os
dois parlamentares resolveram pedir autorização à Justiça Eleitoral desde que o
presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire, promoveu intervenção no
partido e entregou a direção para a deputada Eliziane Gama contra a vontade da
grande maioria da militância, que acusa a parlamentar de não participar da vida
partidária  e usar a legenda em benefício
próprio.

  • Jorge Vieira
  • 5/ago/2013

Estadão mostra legado de Sarney depois de meio século de poder no Maranhão

Cidade do Maranhão faz ‘vaquinha’ para morador comer carne

Estado não acompanha melhorias sociais e concentra municípios com menor renda
LEONENCIO NOSSA, ENVIADO ESPECIAL, SÃO LUÍS (MA) – O Estado de S.Paulo
Perto de completar meio século sob o domínio do grupo do senador José Sarney (PMDB-AP), com poucos intervalos de governos opositores, o Maranhão não teve fôlego para acompanhar os demais Estados na melhoria dos índices sociais. O Atlas do Desenvolvimento Humano da ONU mostrou que, das 50 cidades brasileiras com menor renda per capita, 28 são maranhenses.
Nas últimas três décadas, a expectativa de vida na terra da oligarquia mais antiga em atividade passou de 54 para 68 anos, mas o crescimento foi menor que no restante do País. Nesse ranking do IBGE, o Estado caiu de 23.º para o último lugar, ocupando espaço que antes era de Alagoas, terra da seca e pistolagem.
Um dos exemplos mais dramáticos da situação do Estado está em Fernando Falcão, a 542 km de São Luís. A cada oito dias, moradores fazem “vaquinha” para comprar e matar um boi. Esse “luxo” não é compartilhado por quem vive em situação ainda pior nos casebres de palha afastados do interior, que não podem contar nem mesmo com serviços temporários e de baixa remuneração da prefeitura. Para a maioria dos 9 mil habitantes do município que aparece em segundo lugar no ranking de pior renda per capita do País, o único alimento possível no prato é a fava. A vagem que garante proteína é comum na região.
O município só perde em renda para Melgaço, no Pará, e ocupa ainda a segunda pior colocação no Índice de Desenvolvimento Humano nacional, atrás de Marajá do Sena, também no Maranhão.
A lavradora Laiane Alves Lima, de 22 anos, se queixa da falta de um pediatra no município. Quando a filha Adriele, de 1 ano, passa mal, ela tem dificuldades de levar a criança ao hospital de Barra do Corda, a 95 km de estrada de chão – Fernando Falcão não tem acesso por asfalto. “Aqui, quando adoece, o posto médico não dá remédio. Não tem uma pomada para micose”, relata. Laiane prepara a comida, geralmente uma mistura de fava, num fogão improvisado em uma lata de tinta.
Ostentação. A política maranhense está longe de recorrer ao crime de mando como outros Estados do Norte e do Nordeste, mas a miséria de um lugar de mata de cocais e chuvas amazônicas, a ostentação de riqueza e poder e as suspeitas de corrupção, temas dos discursos da primeira campanha de Sarney ao governo estadual, em 1965, estão por toda a parte. Dados do Portal da Transparência do Estado mostram que o governo de Roseana Sarney (PMDB), filha do senador, gastou no ano passado R$ 17,8 milhões com aluguel de helicópteros. Só para comparar o uso do dinheiro público a um exemplo recriminado nas ruas, o governo do Rio, comandado por Sérgio Cabral (PMDB), gastou no mesmo período R$ 9,5 milhões com o uso dessas aeronaves.
Nos 216 municípios maranhenses sobram denúncias de convênios irregulares. Ao longo de 2013, o governo pagou a uma associação comunitária R$ 3,5 milhões para melhorar as estradas de acesso ao povoado de Trecho, no município de Raposa, Região Metropolitana de São Luís. O povoado não existe. “Houve um equívoco do sistema, que foi corrigido”, explica o secretário de Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar, Fernando Fialho, responsável pela licitação.
Quem sentiu a sensação de estar fora do mapa político foi a comunidade de Pirangi, um povoado real do município de Humberto de Campos. No começo do ano passado, Neide Saboya, candidata do PMDB e do clã Sarney à prefeitura, apareceu no lugarejo para recolher assinaturas e prometer a construção de banheiros em 57 casas. Mesmo com a derrota da aliada no município, o governo estadual repassou R$ 300 mil para construir fossas, chuveiros e vasos sanitários. Os moradores esperam até hoje pelo início das obras.
Desde os anos 1970, o grupo de Sarney se sustenta com anúncios de obras “salvadoras” da economia. Foi assim com a construção dos trilhos do Complexo de Carajás, a fábrica de alumínio da Alcoa e a base espacial de Alcântara. “Os projetos não agregaram valor nem garantiram a diversificação da cadeia produtiva. O Maranhão é um rico que virou miserável”, observa o presidente da Embratur, Flávio Dino.
Principal nome da oposição ao grupo de Sarney, ele observa que, na primeira metade do século 20, o Maranhão contou com os ciclos do algodão e das fábricas de tecido, do arroz, e do babaçu. “A economia tradicional foi desestruturada. Essa modernização não deu certo e explica esses indicadores sociais vergonhosos”, afirma.
Aliança. Em 2010, Roseana e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançaram a pedra fundamental da refinaria Premium da Petrobrás, em Rosário, a 40 km da capital. A previsão era iniciar a primeira etapa de produção agora em 2013. Roseana foi reeleita, a candidata de Lula ao Planalto, Dilma Rousseff, teve a maioria dos votos do Estado e associações de garimpeiros e quilombolas ligados à família Sarney e ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, receberam recursos públicos para capacitar os “operários” de uma refinaria que ficou no discurso.
Num Estado onde mais da metade da população vive em pequenos municípios, o grupo de Sarney é acusado de fazer convênios de obras fantasmas com prefeituras comandadas por aliados ou associações formadas por correligionários derrotados. O Tribunal de Contas do Estado, que analisa a distribuição de verbas, tem seis dos sete conselheiros ligados ao clã. Para empresários locais, o grupo sufocou a economia do Maranhão a ponto de investidores e industriais optarem por negócios em outros Estados, o que explicaria avanços sociais obtidos por Piauí e Rio Grande do Norte.
Atraso. As cidades dependem exclusivamente do Fundo de Participação dos Municípios, do benefício dos aposentados e do Bolsa Família. O programa de transferência de renda do governo federal despeja na economia local R$ 173 milhões por mês. O secretário adjunto de Educação do Maranhão, Tadeu Lima, inclui entre as causas do atraso do Estado a vinda de migrantes da seca. “De 1960 para cá, a nossa população passou de 1,5 milhão para 6,5 milhões. Já no Piauí, que melhorou os índices sociais, o número de habitantes cresceu de 1,2 milhão para 3 milhões”, avalia.

  • Jorge Vieira
  • 4/ago/2013

Zé Reinaldo admite que pode deixar PSB, mas prega unidade para candidatura de Flávio Dino

Entrevista Exclusiva
Por Waldemar Terr (Repórter de Política) / www.waldemarter.com
O ex-governador Zé Reinaldo Tavares admite que pode deixar o PSB, mas prega unidade em torno da candidatura a governador do presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB). O ex-governador diz que “vive-se um momento fantástico em que o sentimento generalizado é de mudança”.
Zé Reinaldo afirma também que “Flávio encarna o avassalador desejo de mudança da maioria do povo maranhense. Ele é um homem preparado para a grande missão que tem pela frente de mudança total na governança e nos seus métodos. O Maranhão anseia por mudar e encontrar o seu destino de ser um grande estado brasileiro e não o produtor de escândalos e de notícias ruins e desalentadoras que é hoje”.
O ex-governador afirma que ainda não decidiu se concorre ao Senado ou à Câmara Federal. “Acredito que para o governo do Estado haverá uma completa união das oposições. Para o Senado pode-se chegar a união desde que o candidato das oposições seja escolhido em consenso por todos os partidos. Se for imposição ou por projeto pessoal poderemos perder esse grande momento e novamente não eleger ninguém para o Senado”, avalia.
A seguir a entrevista.
Jornal Pequeno – Como o senhor avalia o momento político do Maranhão?

Zé Reinaldo Tavares – Vive-se um momento fantástico em que o sentimento generalizado é de mudança. E o mais importante, pela primeira vez permeia todas as camadas sociais e diferentes níveis de renda. Acredito que seja definitivo.
JP – Como analisa o resultado do último IDH dos municípios, no qual três municípios do Estado lideram o lado negativo da lista?

ZRT – Mesmo com a mudança de metodologia feita pelo PNUD que mudou radicalmente a maneira de apuração do IDH, de uma maneira que agora, com o novo método, apareceu um crescimento do IDH em todo o Brasil que chega a mais de 40% e que se houvesse sido mantida a metodologia anterior haveria, na verdade, uma piora no indicador que seria muito ruim para o governo brasileiro. Assim, o Maranhão, embora continue no penúltimo lugar no Brasil, dá a impressão que experimentou um grande crescimento. Pela antiga metodologia teria piorado. Esse assunto precisa de um esclarecimento.
São Luís é a décima quinta entre as capitais e Imperatriz muito bem. Ambas sempre governadas pela oposição há anos. O Maranhão está em penúltimo entre os estados.
JP – O senhor permanece no PSB e o destino do partido?

ZRT – A princípio permaneço no partido. Tenho recebido o pessoal dos movimentos sociais do partido que está muito preocupado porque não há um interlocutor confiável para tratar do crescimento do partido. O Luciano Leitoa é um dos melhores quadros do partido, mas suas responsabilidades como prefeito de uma cidade grande como Timon não permitem a ele uma presença cotidiana no partido. É preciso resolver essa interlocução e acalmar o partido.
JP – Como avalia o andamento da pré-candidatura do presidente da Embratur, Flávio Dino, a governador?

ZRT – Acho que Flávio encarna o avassalador desejo de mudança da maioria do povo maranhense. Ele é um homem preparado para a grande missão que tem pela frente de mudança total na governança e nos seus métodos. O Maranhão anseia por mudar e encontrar o seu destino de ser um grande estado brasileiro e não o produtor de escândalos e de notícias ruins e desalentadoras que é hoje.
JP – As oposições caminham para a unidade ou mais uma vez vão disputar o governo do Estado e o Senado, dividas?

ZRT – Acredito que para o governo do Estado haverá uma completa união das oposições. Para o Senado pode-se chegar a união desde que o candidato das oposições seja escolhido em consenso por todos os partidos. Se for imposição ou por projeto pessoal poderemos perder esse grande momento e novamente não eleger ninguém para o Senado.
JP – O senhor vai disputar cadeira no Senado ou na Câmara Federal?

ZRT – Ainda não decidi. A escolha do candidato ao senado ainda está envolta em muita nebulosidade política e a Câmara Federal precisa aglutinar a bancada federal para marchar unida nos projetos de grande interesse para o estado. Esse lado me fascina e atrai. De qualquer modo Flávio vai precisar de muito apoio no Congresso para poder governar. E eu pretendo estar lá para ajudar com minha experiência e disposição. Espero então merecer o apoio dos eleitores para ajudar nesse momento importante de mudança no Maranhão.
JP – O senhor acredita que o PSDB terminará se aliando a Flávio Dino ou a Roseana?

ZRT – O PSDB é oposição e pelo conhecimento que tenho do partido e dos seus líderes acredito que o partido estará unido a todos aqueles que querem mudar o Maranhão.
JP – Como o senhor viu a informação de que o senador José Sarney já articula uma aproximação com Aécio Neves, do qual teria ligações históricas?

ZRT – O senador José Sarney nunca aposta todas as fichas em um só. Mas resta saber se Aécio quer ter ao seu lado o senador e toda a carga pessoal de rejeição nacional que tem e se ele tem condições de abandonar Lula depois de tudo que este fez por ele. Não acredito que isso possa levar a alguma coisa.
JP – O senhor defende candidatura única das oposições para o Senado, mas o senhor só admite a unidade se for em torno do seu nome?

ZRT – Não, claro que não. O que me incomoda é o processo de escolha que querem impor. Temos grandes condições se nos unirmos de eleger o senador, mas temo que se a escolha for imposta por desejo pessoal que esse constrangimento leve a derrota mais uma vez.
JP – Por que o senhor resolveu apostar na reeleição de Castelo a apoiar a candidatura de Edivaldo Júnior em 2012? O senhor se arrepende da posição?

ZRT – Não tenho do que me arrepender e hoje me dedico a unir a oposição desunida pela eleição. O problema com o PSDB, partido que dispõe de mais tempo na propaganda eleitoral e tem a maior estrutura montada em todo o estado é decorrente dessa divisão eleitoral na disputa pela Prefeitura de São Luís. Essa divisão, muito recorrente no passado, deu muitas vitórias eleitorais ao grupo Sarney nas eleições estaduais. Isso ajudou muito e explica o longo domínio do grupo Sarney no estado. Creio nas vantagens que teríamos se estivéssemos unidos naquele momento. Mas acredito que o prefeito eleito possa fazer um bom trabalho e na atitude e na aceitação do Flávio pelos eleitores para superar tudo e cicatrizar as feridas abertas. Iremos unidos, não tenho dúvidas.

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