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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 24/fev/2026

Deputado terá que explicar à CPMI do INSS quinta-feira (26) origem da forturna encontrada em sua conta bancária

Suspeito de participar do esquema mafioso que fraudou o INSS e roubou cerca de R$ 6 bilhões dos aposentados, o deputado Edson Araújo (sem partido) terá que depor, na quinta-feira (26), na CPMI que investiga a quadrilha alvo de operação da Polícia Federal e encontrou na conta bancária do parlamentar maranhense R$ 56 milhões de origem suspeita.

Na manhã de sexta-feira (20), a Polícia Federal, cumprindo determinação do Supremo Tribunal Federal foi até o condômino de luxo onde reside Edson Araújo, em São Luís, e adornou seu tornozelo com uma tornozeleira eletrônica, instrumento que permite seu monitoramento para as medida restritivas que, lhes foram impostas.

As medidas restritivas foram aplicadas pelo ministro André Mendonça diante da evidente participação do esquema de lavagem de dinheiro. Pela decisão, Edson Araújo não pode manter contato, por qualquer meio (inclusive telefônico ou telemático), com os demais investigados, testemunhas dos autos e com o Deputado Federal Duarte Junior, que acusa de ameaça; E em relação especificamente ao parlamentar, Araújo deverá manter a distância mínima de 500 metros.

Após a quebra do sigilo bancário do parlamentar, que ficou constada o recebimentos de R$ 56 milhões em sua conta pessoal em apenas um mês, Araújo entrou num verdadeiro inferno astral. Ele terá que explicar como conseguiu a proeza de movimentar mais de R$ 73 milhões em um ano. Esses valores podem está diretamente ligados aos desvios de recursos do aposentados do INSS.

Diante do que vem sendo exposto sobre a participação do parlamentar no maior escândalo de fraude contra a previdência social, a direção estadual do PSB o expulsou dos quadros do partido. Hoje o deputado encontra-se sem legenda e corre risco de ficar inelegível, caso seja comprovado sua participação na máfia quer assaltou velhinhos desprotegidos.

  • Jorge Vieira
  • 24/fev/2026

Iracema Vale destina emenda parlamentar para criação do Observatório de Feminicídio no Maranhão

Na tarde desta segunda-feira (23), a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (MDB), reuniu-se com representantes da Defensoria Pública do Estado do Maranhão para formalizar a destinação de emenda parlamentar que viabilizará a criação do Observatório de Feminicídio do Maranhão. Participaram do encontro o defensor-geral do Estado, Gabriel Furtado; a 1ª subdefensora pública-geral, Cristiane Marques; e os defensores públicos do Núcleo da Mulher, Isabella Miranda e Bruno Antônio.

Durante a reunião, foi ressaltado que o Maranhão registrou, em 2024, o segundo maior aumento percentual de feminicídios no país. Embora tenha sido observada redução de 27,5%, em 2025, nos casos consumados, as tentativas cresceram 60%, evidenciando o agravamento do cenário de violência contra a mulher.

“Esses números demonstram a necessidade de atuação responsável, técnica e estratégica. Não basta reagir; é fundamental prevenir. Hoje, cada instituição atua com seus próprios bancos de dados. O Observatório permitirá consolidar, compartilhar e transformar essas informações em políticas públicas mais eficazes”, ressaltou Iracema Vale.

Atualmente, o estado dispõe predominantemente de dados estatísticos quantitativos. Segundo a defensora Isabella Miranda, há lacunas na análise qualitativa das informações. “Sabemos quantas mulheres perdem a vida, mas ainda carecemos de dados sobre o contexto em que viviam, como: escolaridade, raça, renda, dependência econômica e acesso ao mercado de trabalho. A qualificação dessas informações é essencial para fortalecer a prevenção”, destacou.

Proteção à mulher – O Observatório será resultado de articulação institucional entre a Assembleia Legislativa e órgãos da rede de proteção à mulher, como a Defensoria Pública, o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e a Secretaria da Mulher. A iniciativa prevê a integração de boletins de ocorrência, processos judiciais, medidas protetivas e dados da rede de atendimento.

A Defensoria Pública ficará responsável pela coordenação técnica do projeto e pela prestação de contas da aplicação dos recursos oriundos da emenda parlamentar, assegurando transparência e efetividade. Para o defensor-geral Gabriel Furtado, a parceria representa um marco institucional. “Com dados consolidados e qualificados, será possível direcionar políticas públicas com maior precisão e embasamento técnico”, afirmou.

O Observatório de Feminicídio do Maranhão se propõe a ser uma ferramenta estratégica para subsidiar decisões, fortalecer ações preventivas e ampliar a proteção às mulheres. “O enfrentamento ao feminicídio exige integração, conhecimento técnico e compromisso permanente. Nosso mandato está comprometido em transformar informação em ação e ação em proteção efetiva”, concluiu a presidente da Alema, Iracema Vale.

  • Jorge Vieira
  • 23/fev/2026

“Pouca vergonha”, diz coautora de pedido sobre negociata entre Centrão e bolsonaristas para barrar CPI do Master

Coautora, com Heloísa Helena (Rede-RJ), do pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar o escândalo do Banco Master, Fernanda Melchionna (PSOL-RS) classificou como “pouca vergonha” as negociatas que envolvem lideranças do Centrão no Senado e na Câmara para barrar a instalação da comissão, usando como chantagem a derrubada do veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria, que busca tirar Jair Bolsonaro (PL) da Papudinha.

Na prática, Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB) ameaçam convocar uma sessão conjunta entre Câmara e Senado para o início de março para tentar derrubar o veto integral de Lula ao PL da Dosimetria. Aliados do presidente do Senado já foram alvo de ao menos duas operações da Polícia Federal sobre o escândalo financeiro do Master.

“Não querem que haja uma investigação séria. E eu, como coautora junto com Heloísa Helena de uma CPMI para investigar do quem doer, custe o que custar, a roubalheira e a corrupção do Banco Master temos que alertar vocês, de que eles querem votar os vetos do Lula em troca de não ter investigação. Nós precisamos de mobilização de ruas e de redes contra essa pouca vergonha”, afirmou à Fórum.

Segundo a deputada gaúcha, a investigação a fundo sobre o banco Master pode “desmoronar os podres poderes e a lógica de funcionamento corrupto do sistema financeiro, com tentáculos em vários em várias esferas”.

“Nós sabemos também que vários bolsonaristas estão envolvidos nisso, embora de forma demagógica, eles dizem que queiram investigar”, afirma Fernanda sobre a proposta de criação de uma CPMI feita pelo bolsonarista Carlos Jordy (PL-RJ), que já foi alvo da Polícia Federal.

“A gente sabe, por exemplo, que o Ibaneis Rocha [governador do Distrito Federal, do MDB] tentou comprar com o banco público os títulos podres do Banco Master. E graças à atuação, à denúncia do [deputado distrital do PSOL] Fábio Félix, dos movimentos sociais populares e depois de uma negativa do Banco Central, isso não aconteceu. Nós também sabemos que a Rio Previdência usou dinheiro da aposentadoria dos servidores cariocas para comprar títulos podres do Banco Master. E agora querem repassar essa corrupção para o bolso do povo brasileiro”, afirmou a deputada, que denuncia a “vergonha completa”.

“A cúpula do congresso, o centrão fisiológico, negocia com bolsonarismo, o silêncio no caso do Master, abafar qualquer investigação, CPI, CPMI em troca da anistia para os golpistas”, explica no vídeo enviado à Fórum.

Blindagem

Apavorados com o escândalo do Banco Master, parlamentares do Centrão e da base bolsonarista colocaram em marcha um plano para barrar – ou, ao menos, retardar – a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a instituição de Daniel Vorcaro no Congresso. Para isso, a aliança entre Centrão e bolsonaristas vai chantagear governistas e o próprio governo ameaçando convocar a sessão conjunta entre Câmara e Senado para derrubar os vetos de Lula ao chamado PL da Dosimetria, negociata para reduzir a pena e tirar Jair Bolsonaro (PL) da cela na Papudinha onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe.

Na última semana, o novo relator do caso, o terrivelmente evangélico André Mendonça, alçado por Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF), desobrigou o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, de prestar depoimento à CPMI do INSS, que estava marcado para acontecer nesta segunda-feira (23).

Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo e confirmadas pela Fórum com mais de três fontes no Congresso, lideranças do Centrão das duas casas negociam com bolsonaristas a amenização da pressão para criação das CPI sobre o Banco Master em troca da colocação em pauta dos vetos de Lula ao PL que reduz a pena de Bolsonaro para pouco mais de dois anos.

O que mais tem no rolo do Banco Master é bolsonarista e pessoal do Centrão. E o que eles querem é anistiar Bolsonaro, diminuir a pena, mandar o Bolsonaro para casa, enfim, para continuar aí essa expectativa golpista. Agora querem os dois se juntar para rejeitar o veto do presidente Lula da dosimetria e ainda derrubar os vetos do presidente Lula que protege o meio-ambiente. E com isso não fazer a leitura da CPMI do Banco Master. Ou seja, melão com açúcar para bolsonaristas e centrão. É claro que nós vamos lutar para que essa chantagem ao governo não se estabeleça”, afirmou o vice-líder do PT na Câmara, Rogério Correia.

Em vídeo nas redes sociais na manhã desta segunda-feira (23), o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) denunciou a manobra, classificada por ele como “uma vergonha”, que precisa ser respondida com a “mobilização da sociedade”.

“Para você ter uma ideia, Bolsonaro foi condenado a 27 anos, 6 a 8 em regime fechado, cairia para 2 anos e 4 meses. É para proteger também os generais que estão presos lá com Bolsonaro. Nós vamos lutar e vamos precisar de você se mobilizando nas ruas e nas redes”, afirmou.

“Agora o interessante é que eles dizem o seguinte: ‘olha, para colocar em votação, vão ter que diminuir o movimento de pressão pela instalação da CPI do Banco Master’. Porque em tese, para o presidente do Congresso Alcolumbre, chamar a sessão do congresso, ele vai ter que ler a instalação da CPI do Master. Estão costurando um acordo com o bolsonarismo. Pessoal, essa turma bolsonarista, o que eles não querem é saber de investigação do banco Master. Você sabe que o [Daniel] Vocaro surge da igreja Lagoinha. Aquela do Nikolas [Ferreira (PL-MG)], do [André] Valadão. O cunhado dele [Vorcaro], aquele Fabiano Zettel, foi o maior doador individual da campanha tanto do Tarcísio [Gomes de Freitas], quanto do Bolsonaro”, diz Lindbergh, sobre os R$ 5 milhões doados pelo pastor da Lagoinha aos dois extremistas em 2022.

Lula vetou PL da Dosimetria na íntegra

Parte do grande acordo entre bolsonaristas e Centrão – que incluiria até uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) – O PL da Dosimetria foi vetado integralmente pelo presidente Lula no dia 8 de janeiro de 2026, data que marcava três anos do quebra-quebra na Praça dos Três Poderes em meio à tentativa de golpe liderada por Jair Bolsonaro.

Em meio a gritos de “sem anistia” e “abaixo a dosimetria”, a assinatura ocorreu durante o ato simbólico contra os ataques golpistas de 2023, realizado no Salão Nobre do Palácio do Planalto.

Lula usou seu discurso para falar ainda sobre os ataques de 8 de janeiro de 2023, enaltecendo que o ato simbólico deste dia ocorre como uma espécie de memória da democracia. “8 de janeiro está marcado na história como o dia da vitória da nossa democracia. Vitória contra os que tentaram tomar o poder pela força, desprezando a vontade popular expressa nas ruas, os que sempre defenderam a ditadura a tortura e o exterminio de adversarios e pretendiam submeter o brasil a um regime de exceção. Os que planejaram o assassinato do presidente, do vice, e do então presidente do TSE”, disse Lula.

Após o acordão com os bolsonaristas para aprovar o PL, Alcolumbre e Motta não compareceram a cerimônia. (Revista Fórum)

  • Jorge Vieira
  • 23/fev/2026

Jornalista Rosalvo Junior homenageia a professora aposentada Eniá Monroe

D, Eniá Monroe Franco de Sá, no decorrer de vários, dedicou-se, de forma primorosa, exemplar e talentosa ao magistério, que exerceu com muito amor e com muita competência. Ela é viúva de Marconi Franco de Sá, seu único e grande amor, engenheiro agrônomo, do Ministério da Agricultura, que desenvolveu um excelente trabalho no Maranhão e no Paraná. D. Eniá, à frente de seu tempo, possui espírito jovem, altivo, nobre, brilhante, generoso, dinâmico, moderno, inteligente, atualizado. E está em perfeita sintonia com as novas ferramentas tecnológicas, aberta às novidades. Desta forma, sendo muito atuante e ativa nas redes sociais. D. Eniá, que morou vários anos, em Curitiba/PR, também dedica-se às atividades físicas, ao Pilates, e mantendo, então, a sua saúde em dia. Gosta de se divertir e fazer amizades. Ela ama Deus, a vida, a família, os filhos, os netos, a natureza, os animais, a culinária, os trabalhos artesanais. A sua vida é um grande exemplo e uma luminosa referência. D. Eniá inspira gerações mundo afora…

O jornalista, escritor, modelo fotográfico nacional, Rozalvo Júnior, que é autista com altas habilidades (testes científicos), inicia uma nova fase em sua trajetória nacional vitoriosa, ou seja, de superação e de sucesso. Ele, que vem expandindo suas atividades profissionais mundo afora, está há mais de 40 anos no ar. Uma história nacional inspiradora, de alto-astral e de muita sorte. Rozalvo já passou por vários veículos de comunicação e, com seu talento, com sua sensibilidade, criatividade e competência, prima pelo perfeccionismo em tudo o que faz em suas atividades pessoais e profissionais, e uma atenção especial de valorização para as mulheres em todos os segmentos sociais.

A bela voz de Rozalvo Júnior, segundo a crítica especializada, possui um padrão e uma referência nacional. Rozalvo já realizou vários shows e gravações nacionais e já foi premiado pela Academia Maranhense de Letras, com uma Medalha, em razão de seu trabalho literário e histórico, onde entrevistou também personalidades locais e nacionais, tais como: José Sarney, José Chagas, Arlete Nogueira da Cruz, Josué Montello, Zélia Gattai e Lygia Fagundes Telles, dentre outros. Ele recebe sempre muitos elogios por seu trabalho luminoso dedicado ao Jornalismo, à Literatura, à Internet, à Comunicação.

O conceituado escritor, jornalista e modelo fotográfico nacional (valorizando os Lençóis Maranhenses, o Nordeste, o Brasil, o mundo), Rozalvo Júnior, proveniente de uma família de políticos, está escrevendo também uma biografia, onde vai relatar vários fatos marcantes e especiais sobre sua trajetória, como, por exemplo: o método que utilizou para alcançar o sucesso por meio da superação, do talento, da perseverança e da resiliência. A história de Rozalvo Júnior é muito inspiradora. Sua trajetória brilhante revela que é possível se reinventar na maturidade, ou seja, inspirando gerações mundo afora…

  • Jorge Vieira
  • 20/fev/2026

Brandão deve reunir com Edinho Silva na próxima semana para definir situação do PT no Maranhão

O governador Carlos Brandão (sem partido) prepara viagem à Brasília para tratar com o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, sobre a posição real da legenda no Maranhão para o pleito majoritário que se aproxima e que exige definições. O dirigente petista, assim como o presidente nacional do MDB, deputado Baleia Rossi, já descartaram aliança das duas siglas no estado, mas o mandatário maranhense quer saber se a situação é irreversível

A partir de próxima semana, quando já deve ter passado a ressaca do carnaval, a classe política, provavelmente, retornará às articulações políticas visando as eleições de 2026 e o assunto mais urgente, sem dúvida, será a definição sobre a possibilidade de aliança do PT com o MDB da família do governador Carlos Brandão e que tem como candidato ao Governo do Estado o secretário de Assuntos Municipalistas de governo, Orleans Brandão.

O mandatário maranhense quer definir com Edinho Silva se ainda é possível juntar os dois partidos no mesmo palanque de Lula no Maranhão, após a crise que abalou as estruturas da aliança articulada em 2014 pelo ex-governador Flávio Dino, vencedora das últimas três eleições. Segundo comentam nos bastidores da sucessão, em caso do dirigente petista manter o veto à candidatura de Orleans, o governador deverá propor a neutralidade do presidente.

Edinho Silva e o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, já declararam que os partidos não estarão no mesmo palanque, ao contrário de eleições anteriores em que a junção das duas legendas motivou até intervenção no diretório estadual, como ocorreu em 2010, quando os petistas foram obrigados a coligar com Roseana Sarney após o congresso do partido ter aprovado aliança com Flávio Dino. Em 2018, oficialmente o PT se aliou a Edinho Lobão (MDB) e Lula se manteve neutro. Lobão foi triturado nas urnas por Dino, que venceu no primeiro turno.

Durante festa que comemorou os 46 anos de fundação do PT, em Salvador, Edinho Silva comunicou ao militantes maranhenses o veto da direção nacional à candidatura de Orleans, hoje considerada irreversível pelo governador e aliados mais próximos e motivo da discórdia que abalou a aliança entre aliados do ex-governador Flávio Dino e apoiadores do governo.

O PT tem como pré-candidato o vice-governador Felipe Camarão, que conta com o apoio dos partidos de centro esquerda e esquerda, a exemplo de PSB e PCdoB, e exige o cumprimento de um suposto acordo que teria sido firmado em 2022 no qual Brandão teria se comprometido a passar o governo para o PT e concorrer ao Senado, promessa que estaria sendo ignorada agora pelo governador.

Diante do impasse que coloca hoje em campos opostos PT e MDB no Maranhão, a alternativa que está sendo ventilada no Palácio dos Leões será propor a neutralidade do presidente, oferendo em troca o apoio de prefeitos, deputados, doze partidos e todas a estrutura do grupo que forma a base de sustentação do governo. Em contrapartida Lula se absteria de declarar voto e fazer campanha para candidato a governador no Maranhão.

È bom lembrar, no entanto, que esta solução pretendida pelo Palácio dos Leões em nada agrada uma ala do PT e dirigentes dos partidos que estão engajados na pré-campanha de Felipe Camarão.

  • Jorge Vieira
  • 19/fev/2026

Lula atribui repercussão negativa de desfile a impulsionamento pago e orienta equipe a não alimentar polêmica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ministros e integrantes do governo federal avaliam que a repercussão negativa sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói foi intensificada por meio de impulsionamento pago de conteúdos digitais. Durante a apresentação, no último domingo (15) na Marquês de Sapucaí, a escola apresentou um enredo em homenagem ao petista. A agremiação foi rebaixada do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro.

De acordo com informações publicadas nesta quinta-feira (19) pela coluna da jornalista Nathalia Fruet, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) repassou ao presidente Lula dados indicando pagamento para ampliar a circulação de críticas ao desfile nas redes sociais.

A ordem do presidente Lula é para que ministros e auxiliares evitem reproduzir a polêmica sobre o desfile. Conforme integrantes do Palácio do Planalto, o episódio foi explorado por adversários políticos e por grupos organizados para atacar o governo, com uso de ferramentas digitais que aumentaram artificialmente o alcance das publicações críticas. A avaliação interna é de que houve uma estratégia coordenada para transformar a apresentação carnavalesca em um tema de desgaste político.

Auxiliares de Lula também demonstraram preocupação com a forma como parlamentares do PT poderiam reagir ao caso. Segundo pessoas próximas ao presidente, seria um equívoco tratar o episódio como um fator capaz de ampliar a distância entre o governo e a comunidade evangélica, sobretudo diante da leitura de que a polêmica teria sido potencializada por campanhas digitais patrocinadas.

A controvérsia surgiu após a Acadêmicos de Niterói apresentar elementos que fizeram críticas a setores identificados como “neoconservadores”. Durante o desfile, representantes do agronegócio, evangélicos e da oposição ao governo Lula foram descritos como “neoconservadores em conserva”, em uma metáfora visual que chamou atenção pela estética provocativa.

A escola levou para a avenida uma representação de famílias dentro de latas de conserva, com imagens que remetiam ao modelo de família tradicional — pai, mãe e dois filhos — associando esse conceito a segmentos do neoconservadorismo, ao agronegócio e a grupos religiosos. A encenação gerou forte reação de oposicionistas e de setores religiosos, que acusaram a apresentação de desrespeitar a fé cristã.

Apesar de o desfile ter sido planejado como uma homenagem política e simbólica ao presidente, o conteúdo apresentado passou a ser utilizado como combustível para disputas ideológicas nas redes sociais, ampliando o alcance do debate para além do universo carnavalesco. No entendimento do governo, o uso de impulsionamento pago teria sido decisivo para aumentar a repercussão negativa.

O desfile – A Acadêmicos de Niterói desfilou com o enredo “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil”, que buscava retratar a trajetória política do presidente e sua origem ligada ao movimento operário. Mesmo com a proposta temática, a escola terminou a apuração com 264,6 pontos e foi a agremiação rebaixada para a Série Ouro.

O rebaixamento ocorreu em um ano em que a Unidos do Viradouro conquistou o título do Carnaval do Rio de Janeiro em 2026. O resultado foi anunciado na quarta-feira (18), após a apuração realizada na Cidade do Samba, no bairro da Gamboa, na região central do Rio. A Viradouro fechou a disputa com 270 pontos.

A Beija-Flor ficou com a vice-liderança, somando 269,9 pontos, empatada com a Vila Isabel. O restante do grupo que completou as primeiras colocações foi formado por Salgueiro (269,7), Imperatriz (269,4) e Mangueira (269,2). Todas essas escolas garantiram presença no Desfile das Campeãs, marcado para o próximo sábado (21), na Marquês de Sapucaí.

A Viradouro levou para a avenida o enredo “Para cima, Ciça!”, dedicado aos 70 anos de Moacyr da Silva Pinto, mestre de bateria conhecido como Ciça, considerado o mais longevo no posto em atividade no Carnaval carioca. Ele participou do desfile tanto na comissão de frente quanto no último carro alegórico, comandando os ritmistas diante do público.

Com uma trajetória extensa, Ciça já esteve à frente de baterias de escolas como Unidos da Tijuca, Grande Rio, União da Ilha e Estácio de Sá, onde iniciou sua carreira em 1988. Reconhecido pelas paradinhas marcantes e pela condução precisa da percussão, ele participou diretamente de títulos importantes, incluindo vitórias da Viradouro em 2020 e 2024 e o campeonato da Estácio de Sá em 1992.

O título conquistado em 2026 representa o quarto campeonato da Viradouro no Carnaval do Rio. A escola já havia vencido anteriormente em 2024, e agora reforça sua posição entre as agremiações de destaque na história recente do Grupo Especial.

Na lista histórica das maiores campeãs do Carnaval carioca, a Portela permanece como líder absoluta com 22 títulos, seguida pela Mangueira, com 20. A Beija-Flor soma 15 conquistas, enquanto Salgueiro, Império Serrano e Imperatriz Leopoldinense acumulam nove títulos cada.

Com a queda da Acadêmicos de Niterói, a vaga deixada no Grupo Especial será preenchida pela campeã da Série Ouro. A escola que assumirá o posto será conhecida nesta quinta-feira (19), quando será divulgado oficialmente o resultado da apuração da divisão de acesso.

  • Jorge Vieira
  • 18/fev/2026

Advogado mente e tenta imputar crime a Flávio Dino fazendo o “L” em vídeo antigo

O advogado Jeffrey Chiquini utilizou as suas redes sociais nesta terça-feira (17) para acusar o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino de um crime que ele não cometeu.

Chiquini é conhecido por ter sido o defensor de Filipe Martins no julgamento da tentativa de golpe. O cliente foi condenado a 21 anos de prisão por sua participação na trama golpista.

Nas redes sociais, o advogado postou um vídeo do Carnaval de 2023 que retrata Dino pulando e “fazendo o L”.  “Flávio Dino pulando carnaval fazendo o “L”. O nome disso, na legislação vigente, é crime de responsabilidade por atividade político-partidária, o que é vedado aos ministros do STF”, disse.

Dino, à época, era ministro da Justiça do governo Lula. Portanto, a lei que define crimes de responsabilidade para os magistrados da corte não pode ser aplicada contra Dino, um dos responsáveis pela condenação de Martins na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.

Mesmo após ter checagem da comunidade do X revelando o conteúdo desinformativo do post, a publicação segue no ar nas redes de Chiquini, até o momento de publicação desta reportagem.

Em dezembro de 2025, Dino ordenou a retirada de Jeffrey Chiquini da tribuna do Supremo Tribunal Federal. Na ocasião, o advogado solicitou uma questão de ordem, que foi negada pela corte. Ele decidiu insistir e passou a discutir com os ministros. Chiquini, então, foi retirado do local pela polícia.

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