“Eu acredito que a
história surgiu muito antes do embate político local. O que acontece nessas
delações muito grandes é que quando você abre a investigação, vai um monte de
gente que não tem nada e tem o nome prejudicado. Ainda mais nesses casos de
delação em que não tem controle, a pessoa fala o que quer, de quem quer, como
quer”, argumenta o criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakaya.
“Esse precatório não furou
a fila. Ele era o primeiro da fila. Ela não participou em nenhum momento do
pagamento de precatório, nem é função de uma governadora participar. Tudo isso
foi levado pela parte técnica. Tinha sempre a Procuradoria junto e foi uma
questão homologada pelo juiz”, disse Almeida Castro. “Se nesse caminho,
houve alguma coisa irregular, é uma surpresa enorme. Ela acredita que o João é
um cara sério, tanto é que foi secretário da Casa Civil dela, não tem porquê
duvidar dele”, disse o advogado.
Atualmente, Roseana passa
temporada nos Estados Unidos com o marido, os filhos e netos. Ela está fazendo
um curso de inglês com seis meses de duração. Acompanha de forma tranquila o
andamento das investigações, segundo o criminalista.
Na delação, Youssef
afirmou ainda que Adarico Negromonte, irmão do ex-ministro de Cidades Mário
Negromonte, e Rafael Ângulo Lopes – carregadores de malas do esquema
desbaratado na Petrobrás – e uma terceira pessoa levaram duas parcelas de R$
800 mil reais do montante.
Sucessor. Na
terça-feira, 27, a Secretaria de Transparência e Controle do Estado do Maranhão
decidiu interromper o pagamento do superprecatório das empreiteiras do cartel
alvo da Operação Lava Jato. Em ofício à Justiça Federal no Paraná, o órgão
pediu compartilhamento das informações referentes às supostas irregularidades
cometidas pelo governo de Roseana Sarney (PMDB) – que deixou o cargo 21 dias
antes do fim de sua gestão, em dezembro do ano passado alegando problemas de
saúde – “no que diz respeito à irregular quitação de um precatório devido à
empresa UTC/Constran”
Ao autorizar o
compartilhamento dos documentos, o juiz federal Sérgio Moro, que conduz os
processos da Lava Jato, ressaltou que Roseana não desfruta mais de foro
privilegiado. O magistrado afirma ainda que o compartilhamento dos dados poderá
servir tanto ao governo do Maranhão como à Justiça Estadual do Maranhão. Hoje,
o governo do Maranhão, hoje sob gestão de Flávio Dino (PCdoB) – que derrotou
Edison Lobão Filho (PMDB), candidato da família Sarney.
Por
Othelino Neto*
*Othelino Neto é
deputado estadual
de ‘zelo’ com o erário atacam o
único governador que em 50 anos demonstra respeito pelas leis e pela população.
O governador Flávio Dino, através de nota oficial
encaminhada à imprensa nesta tarde de sexta-feira, lamentou que o sonho dos
maranhenses em ter uma refinaria para impulsionar o desenvolvimento
tenha se transformado num amontado de notícias negativas envolvendo ex-gestores
do Estado em escândalos de corrupção.
![]() |
| Francisco Gonçalves, secretário de Direitos Humanos e Participação Popular |
O Governo de Estado, por meio da Secretaria de
Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP), garantiu a
suspensão temporária do despejo de cerca de 400 famílias de baixa renda que
moram no Araçagy II, em São José de Ribamar. A intervenção garantiu o direito à
propriedade de terra das famílias que há dois anos vivem na região.
O deputado estadual Othelino Neto
(PCdoB) reagiu, por meio das redes sociais, ao anúncio de confirmação do fim do
projeto da refinaria Premium I, em Bacabeira, no Maranhão e afirmou que
tudo não passou de um “golpe eleitoral”. Ele disse que o Tribunal de
Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF) precisam se
posicionar diante da questão para esclarecer onde foram parar mais de R$
2 bilhões gastos com o empreendimento que nunca saiu do papel e consumiu
todo esse recurso dos cofres públicos.
Por meio de sua conta no Twitter, Othelino lembrou que, quando o
então Bloco de Oposição denunciava o golpe eleitoral da refinaria, o grupo
Sarney dizia que os deputados torciam contra o Maranhão. “O embuste da
Refinaria Premium de Bacabeira, tantas vezes denunciado, foi desmascarado de
uma vez por todas pelo Governo Federal”, disse.
Muito dinheiro consumido
A companhia atribuiu a desistência dos projetos das refinarias à
falta de parceiros e à revisão das expectativas de crescimento do mercado de
combustíveis. A decisão de descontinuar os projetos, segundo a companhia, foi
tomada no último dia 22 de janeiro.
“Fico imaginando quantas escolas, quantos hospitais poderiam ter
sido construídos com esse dinheiro todo (mais de R$ 2 bilhões) gasto para a
“implantação” da Refinaria Premium I, em Bacabeira, no Maranhão. Recursos que
poderiam formar cidadãos e salvar vidas, simplesmente, desperdiçados”, frisou
Othelino Neto.
if(typeof mailImgs!=’undefined’) mailImgs.push({
name:”fampage.png”,
alt:”fampage.png”,
readeable:false,
size:”171.18 KB”,
src:”src=’http://wm.imguol.com/v1/blank.gif’ url=’/thumbnail?msg_id=MzQxMTc&ctype=fampage.png&folder=INBOX&attsize=241872′”,
url:”/attachment?msg_id=MzQxMTc&ctype=fampage.png&disposition=inline&folder=INBOX&attsize=241872″,
download:”/attachment?msg_id=MzQxMTc&ctype=fampage.png&disposition=attachment&folder=INBOX&attsize=241872″,
downloadLabel:”Baixar”
});
Bom Dia Brasil
As refinarias seriam construídas no
Ceará e no Maranhão, bem perto das capitais. A equipe do Bom Dia Brasil
percorreu nos dois estados 120 quilômetros. Juntas, elas deveriam produzir 900
mil barris por dia. Um investimento seria no total de R$ 40 bilhões em cada
uma. A Petrobras chegou a gastar R$ 2,7 bilhões nas obras que já foram feitas
até agora.
Não foi só a Petrobras que saiu
perdendo. O prejuízo também foi grande para quem mora nas regiões do Maranhão e
do Ceará onde as refinarias seriam construídas.
A promessa era a criação de 25 mil
empregos diretos e indiretos. E quando as obras pararam, muita gente que veio
de longe atrás de uma vaga ficou de braços cruzados, sem saber o que fazer.
Alguns empresários pretendiam
investir alto na região, com a chegada da refinaria. Uma grande rede de hotéis
projetou um resort, moderno, com 150 apartamentos, mas, com a paralisação das
obras da refinaria, o hotel de seis andares se transformou em uma obra
abandonada no meio do mato. Um retrato da decepção de quem esperava lucrar com
o crescimento da economia local.
Outros empreendimentos também foram
construídos, com a previsão de um comércio mais aquecido. Mas dona Iracilda
segue, como antes, na cadeira de balanço, à espera de clientes. “Muita
expectativa e na hora não aconteceu nada”, diz.
Os portões agora cercam um grande
terreno sem qualquer utilidade. Localizada estrategicamente no Complexo
Portuário do Pecem, a refinaria era uma das maiores promessas de
desenvolvimento para o Ceará.
Algumas perdas são impossíveis de
calcular. Por volta de 80 famílias que moravam no terreno da refinaria tiveram
as casas desapropriadas e foram distribuídas para assentamentos e vilas. Hoje
estão ainda mais inconformadas por terem de ceder espaço para uma refinaria que
nem vai sair do papel.
O governo do Ceará já disse que vai
pedir indenização e que não desistiu da refinaria.“É claro que a própria
resolução do balanço da Petrobras diz isso que todos os prejuízos do estado
serão ressarcidos, mas não é isso que nós queremos, queremos é que a refinaria
venha para o estado do Ceará”, diz o governador do Ceará, Camilo Santana.
No entendimento do Ministério de Minas e Energia, o
cancelamento dos projetos está associado ao momento delicado por que passa a
Petrobras.