Deputado de primeiro mandato, eleito distribuindo milhares de convênios, Hildo Rocha (PMDB), uma espécie de pau mandado da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), tem se notabilizado em boicotar o Estado, a começar pela BR-135, onde colocou no cargo de superintendente do Denit no Maranhão um tal de Maurício Itapary, cuja a única credencial é ser afilhado do ex-presidente José Sarney (PMDB).
É este cidadão Itapary, um mero desconhecido, que entende de sistema rodoviário tanto quanto o professor Wellington do Curso de administração pública, o responsável pelo caos que tomou conta da BR-135, única porta de entrada da capital via terrestre, a ele pode ser creditado todos os buracos e crateras que fizeram com que milhares de condutores de veículos levassem até dez horas em trecho percorrido normalmente em menos de quatro horas, no domingo de Páscoa.
O Denit no Maranhão, sob o comando do atual superintendente simplesmente não existe, não serve para nada, nunca mexeu uma palha em favor do reinício das obras de duplicação da BR–135, não se preocupou com as operações tapa buraco e sequer tem se dado ao trabalho de justificativa o abandono da principal rodovia federal que corta o Estado.
Sou testemunho do sofrimento de dezenas de motoristas no último domingo (27) sob forte chuva trocando pneus estourado ou rasgados pelos buracos que o Denit do senhor Itapary deveria tapar, mas nada faz. O engarrafamento começou em Entroncamento se estendendo até o Estreito dos Mosquitos. O trecho entre Miranda e São Mateus totalmente esburacado se constituiu em mais um tormento para os motoristas, para completar uma Polícia Rodoviária Federal sem dar a mínima para o trânsito tumultuado por motoristas que se arriscavam pelo acostamento.
Enquanto a população padece com o que restou da BR-135, o deputado Hildo Rocha festeja com seu pupilo incompetente e despreparado para ocupar um cargo de tamanha importância e que requer conhecimento técnico. Agora já imaginaram o retrocesso que será para o Maranhão o país sob o comando da velharia do PMDB e tendo Sarney como conselheiro? Entendo ser melhor Dilma Rousseff sangrando que o ex-senador do Amapá com o pé no pescoço do Estado.
Ao lançar nesta segunda-feira (28) o edital de licitação do Sistema de Transporte Urbano da Capital, o prefeito Edivaldo Holanda dar um largo passo para melhorar a qualidade do serviço prestado aos mais de 760 mil usuários, na medida que prevê maior quantidade de coletivos circulando, o maior oferta de viagens e utilização de tecnologia de ponta, comoa implantação da biometria facial.
A licitação, conforme o prefeito, servirá para que a prefeitura de São Luís abra uma livre concorrência entre empresas para administrar o Sistema de Transporte da cidade, o que representa o cumprimento de mais um compromisso de campanha da gestão Edivaldo, que não tem medido esforços para oferecer à população um serviço eficiente e de qualidade.
Pelo novo serviço de transporte que será oferecido aos usuários, serão substituídos imediatamente cerca de 200 ônibus que estão com idade média fora do prazo estabelecido do edital, assim como haverá acessibilidade em toda frota, inserção de ônibus biarticulados e substituição gradativa de toda frota convencional por ônibus com ar condicionado. Já no primeiro ano de vigência do contrato serão disponibilizados 180 veículos coletivos climatizados.
O lançamento do edital, inédito na gestão municipal, trata-se de marco importante na história da cidade, uma vez que pesquisas realizadas junto aos usuários indicam que apenas 30 da população reclama da qualidade do serviço e não do valor da tarifa, uma das mais baixas do país. Outro ponto importante do edital é que a idade média dos veículos em circulação ser[á reduzido para apenas 3,5 anos, quando já chegou a ser de 10 anos.
E para que não paire nenhuma dúvida quanto a lisura da licitação, tudo está sendo feito na mais absoluta transparência, visto que foi discutido com os mais diversos setores da comunidade, inclusive em duas audiências pública realizada na Câmara Municipal. Um dado interessante neste item transparência, o estudo técnico e o projeto do edital foram apresentados ao Tribunal de Justiça do Estado, ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público.
A solenidade que colocou o edital na praça foi prestigiada por políticos, lideranças comunitárias e secretários municipais. O vereador Pavão Filho (PDT) representou a Câmara Municipal de São Luís.
Vejam a opinião de professoras sobre reformas das escolas do ensino médio feitas pelo gov @FlavioDino. #Dignidade pic.twitter.com/mPLj9JvRPl
— Robson Paz (@robsonpaz) 27 de março de 2016
Professores aprovam investimentos do gov @FlavioDino para melhorar educação. Gestão democrática e transparente. pic.twitter.com/AkcqGUjhH0
— Robson Paz (@robsonpaz) 27 de março de 2016

A mando de Sarney, deputado Hildo Rocha impôs a nomeação de Itapary para o Dnit
É pule de dez nos bastidores políticos que a paralisação das obras de duplicação da BR-135 atende a interesses inconfessáveis do grupo Sarney. Explica-se: ainda no ano passado, o PMDB exigiu a exoneração do competente engenheiro Gerard Fernandes. Assumiu o imberbe Mauricio Itapary, cuja principal credencial é ser afilhado de Sarney.
Ao deputado federal Hildo Rocha, coube assumir a paternidade da indicação do ex-servidor do Instituto de Patrimônio Histórico Nacional (Iphan).
Pois bem, depois que Itapary assumiu não foi colocado mais um metro de asfalto na rodovia. Aliás, as pistas antigas também foram abandonadas e sem a manutenção devida se transformaram em crateras, que ameaçam e tiram a vida de motoristas que trafegam pela BR.
Além de não ser do ramo, Itapary segue à risca o script traçado por sarneysistas empedernidos que visa impedir a conclusão da rodovia, nos próximo dois anos. O tosco plano tem como meta desgastar a imagem do governador Flávio Dino, pois a população desinformada cobra do governo do Estado a conclusão da obra.
Pode parecer maquiavélico, mas em se tratando de Maranhão e do grupo Sarney nada é tão ruim que não possa piorar. Basta lembrar dos anos em que até ministros eram proibidos de vir ao Maranhão para prejudicar os ex-governadores Zé Reinaldo e Jackson Lago.
Pior é ver que este mesmo PMDB conspira dia e noite para apear Dilma do Palácio do Planalto. Pobre Brasil… Pobre Maranhão…
Após meses de cobrança junto ao governo federal pela recuperação e conclusão da obra de duplicação da BR-135, o governador Flávio Dino decidiu entrar na Justiça para garantir reparos emergenciais na rodovia. A medida foi anunciada na noite deste sábado (26) em sua conta no Twitter.
Com a responsabilidade que me cabe, na segunda-feira o Estado do Maranhão ingressará na Justiça contra o Governo Federal.
— Flávio Dino (@FlavioDino) 26 de março de 2016
Dino disse compreender e ser solidário com o governo federal, mas não compactuará com a negligência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) com o único acesso rodoviário existente para São Luís.
O pedido é que o Gov. Maranhão seja autorizado pela Justiça a efetuar recuperação emergencial BR 135, cobrando ressarcimento do Gov Federal
— Flávio Dino (@FlavioDino) 26 de março de 2016
Os serviços de duplicação da BR-135 começaram em 2012 e deveriam ter sido entregues no ano passado. Mas, de lá para cá as obras foram paralisadas. Até as máquinas sumiram do canteiro de obras.
Flávio Dino disse ser justo a cobrança pela recuperação de rodovias estaduais, mas legalmente está impedido de cuidar de obras federais.
Já não me basta ter que cuidar de todos buracos, corrupção e desmandos que herdei no Maranhão, ainda tenho que resolver problemas federais
— Flávio Dino (@FlavioDino) 27 de março de 2016
Pedro Lopes* Paulo Whitaker/Reuters
Do UOL, em São Paulo

Prédio onde fica a sede da construtora Odebrecht, em São Paulo
A 26ª fase da operação Lava Jato expôs, na última terça-feira (22), a existência de um “departamento de propina” na empreiteira Odebrecht, que teria sido utilizado para movimentar altas somas de dinheiro em pagamentos ilícitos para agentes públicos e políticos principalmente em 2014. O esquema, no entanto, pode ser muito mais antigo. Documentos mostram que, durante o mandato presidencial de José Sarney (1985-1990), procedimentos bem semelhantes aos apontados pelos investigadores da Lava Jato envolviam 516 agentes públicos, empresários, empresas, instituições e políticos. Entre eles, há ex-ministros, senadores, deputados, governadores, integrantes de partidos como PSDB, PMDB e PFL (atual DEM).
A Odebrecht afirmou “que não se manifestará sobre o tema”. Todos os políticos ouvidos negaram qualquer envolvimento em esquema de propinas com a construtora.
Na documentação chamada “Livro de Códigos”, havia uma lista, batizada de “Relação de Parceiros”, que detalha os codinomes de políticos, agentes públicos e empresários relacionados às obras da Odebrecht nas quais teriam atuado.
Um dos nomes que aparecem é de Antonio Imbassahy, atual deputado federal pelo PSDB – que tinha o codinome “Almofadinha”, e estaria relacionado à obra da barragem de Pedra do Cavalo, na Bahia. Imbassahy presidiu a Desenvale (Companhia do Vale do Paraguaçu) nos anos 1980, quando era filiado ao PFL. A Desenvale foi o órgão público responsável pela obra de Pedra do Cavalo.
Também do PSDB, Arthur Virgílio, atual prefeito de Manaus, recebe o codinome “Arvir”. Do PMDB, são citados Jader Barbalho (“Whisky”), atualmente senador, ligado à obra da BR-163, no Pará, e o ex-ministro de Minas e Energia, senador Edison Lobão (“Sonlo”). Os filhos do ex-presidente José Sarney, Fernando e José Filho, aparecem com os codinomes “Filhão” e “Filhote”; Roseana Sarney, como seu nome de casada, “Roseana Murad”, aparece como “Princesa”.
Na lista, está também o ex-presidente e atualmente senador recém-desfiliado do PTB, Fernando Collor de Mello (“Mel”), relacionado a um emissário submarino construido na década de 1980, quando ele era governador de Alagoas. Há também o nome de Aroldo Cedraz, atual presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), de codinome “Toldo” e ligado à obra adutora do Sesal – ele ocupava na época os cargos de presidente da Cerb (Companhia de Engenharia Rural da Bahia) e de secretário de Recursos Hídricos e Irrigação da Bahia.
O já falecido ex-deputado federal e governador do Mato Grosso, Dante Oliveira (1952-2006), que ficou famoso como o autor do projeto que pedia eleições diretas para presidente nos anos 1980, tinha o apelido “Ceguinho” e estaria relacionado a obras de canais em Cuiabá, cidade onde foi prefeito por três mandatos.
“O esquema naquela época era mais ou menos como esse divulgado essa semana, só não tão organizado assim. Esse esquema de propina, de fraudar licitações, sempre existiu na empresa. Aliás em todas as grandes, o esquema sempre foi esse”, explica Conceição Andrade, ex-funcionária da empresa e que trabalhou no departamento responsável pelos pagamentos – a antecessora de Maria Lúcia Tavares, que delatou o esquema atual na Lava Jato.
“Eram porcentagens de valores das obras. Era feito o fechamento, e determinava um percentual. A partir daí ocorria o superfaturamento e o pagamento. Tudo isso era feito através de transações bancárias e dinheiro. É bem semelhante ao que foi divulgado na Lava Jato, mas hoje tem um departamento específico para isso. Naquela época era feito em nível de gerência, mas acredito que tenha funcionado em diretoria e presidência também”, completa Conceição.
“Quando fui demitida e peguei os pertences pessoais, esses documentos estavam no meio da caixa, acabaram vindo junto. As pessoas recomendaram que me desfizesse, mas achei bom guardar. É preciso traçar um paralelo, mostrar que isso é antigo. Alguns desses crimes podem até estar prescritos, mas isso tudo mostra que o esquema vem de bem antes. A saída é reforma, não é demonizar o PT”, explica a ex-funcionária.
Em 2015, Conceição encaminhou toda a documentação detalhando as propinas para o deputado federal Jorge Solla (PT-BA). Solla apresentou tudo em dois âmbitos: na Polícia Federal e na CPI da Petrobras.
Os documentos foram entregues ao delegado Bráulio Galloni, que, por sua vez, remeteu tudo para Curitiba, sede da força-tarefa da Lava Jato. Atualmente, estão na Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia Federal.
O deputado federal Antonio Imbassahy afirmou que é “um despropósito” a menção ao seu nome na “Relação de Parceiros” da Odebrecht. “Como homem público sempre tive uma relação baseada na decência com a Odebrecht e com qualquer empresa.”
O prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto, enviou nota ao UOL, na qual afirma:
“Meu pai, que tinha nome igual ao meu, era, nessa época, um simples senador cassado. Eu era um ex-deputado, prefeito de Manaus entre 1989 e 1992, distante dos governos federais desse período, que nunca se relacionou com a empresa Odebrecht.
Não fui e não sou parceiro de empresas e, em meio a esse charco todo, sempre me mantive nos limites da seriedade pública.
Considero no mínimo precipitada a formulação da pergunta sobre “propina”. Equivaleria a eu perguntar ao jornalista se ele vende opinião em matérias ou artigos. Perdoe-me a dureza, mas sou cioso do patrimônio de honradez que herdei e que transmito aos meus filhos.
Desviar o foco dessa lama que vem cobrindo o Brasil pode terminar servindo de válvula de escape para os que têm culpa real nos desmandos éticos que desmoralizam o Brasil.
Nos meus dois mandatos de prefeito, não houve nenhuma obra dessa empresa [Odebrecht]. Espero, sinceramente, que um veículo do peso e da respeitabilidade de vocês saiba respeitar a honra de quem a possui.”
O advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, negou que seus clientes, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) e a ex-governadora Roseana Sarney, tenham cometido qualquer ato ilícito.
“O Brasil passa por um momento de criminalização da política. Isto é muito grave. Vamos afastar da atividade política, que é essencial para qualquer país, as pessoas de bem. E a delação passou a ser prova para incriminar, sem sequer investigar. Um país punitivo não serve para a democracia. A palavra do delator normalmente é falsa e estranhamente seletiva.”
O senador Fernando Collor, por meio de sua assessoria de imprensa, negou que tenha recebido “contribuições de empresas que não fossem legítimas doações de campanha” e afirmou que não se manifestará “sobre listagem apócrifa”.
O UOL ligou para os telefones do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e de seus assessores, mas ninguém atendeu aos telefonemas. A assessoria do TCU não respondeu aos questionamentos da reportagem. O UOL não conseguiu contato com Fernando Sarney e José Sarney Filho.
*Colaboraram Flávio Costa, Fabiana Maranhão e Ricardo Marchesan
Priorizando a segurança do MA, o Governo entregará 300 novas viaturas até o final desse semestre #PactoPelaPaz ??https://t.co/gt0yzHuCTV
— Governo do Maranhão (@GovernoMA) 24 de março de 2016