A pauta sobre a duplicação da BR 135, no Maranhão, que vai do Campo de Peris à Bacabeira, retorna após mais um feriado prolongado. Com a pista estreita e um grande volume de carros, foi inevitável um engarrafamento quilométrico próximo à Bacabeira, como divulgou o Portal Página 2. Enquanto a obra não for terminada, cenas como estas tornarão a se repetir na volta de cada feriado prolongado à São Luís.
A previsão é de que a obra seja entregue até 2018. Por outro lado, o Governo do Estado não tem medido esforços para resolver a situação e dialogar com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) pela finalização o mais rápida possível do trecho. Recentemente, na semana passada, o Dnit entregou ao governador Flávio Dino (PCdob), um plano de recuperação e duplicação da BR-135 (reveja AQUI).
À época, o diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, Luís Antônio Garcia, garantiu que sete equipes já começaram a trabalhar no trecho do quilômetro zero (retorno do aeroporto de São Luís) até o quilômetro 69 (cidade de Santa Rita), e do quilômetro 69 ao 199 (Caxuxa). Segundo Luís Antônio, após pedido do governador Flávio Dino, a meta do órgão é duplicar o contingente inicial, que seriam de 12 equipes trabalhando nos dois trechos, para um total de 24, cada uma com 10 trabalhadores, realizando a operação tapa-buracos.
Dois ex-executivos da Odebrecht disseram que o esquema de propina alimentava dois grupos políticos: de Sarney e de Costa Neto. O próprio presidente da Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha, segundo eles, fez a cobrança. A informação foi divulgada no Jornal Nacional neste último fim de semana e repercutido pelo Portal Página 2.
O nome do ex-presidente José Sarney é mencionado no inquérito que investiga o deputado Milton Monti e o ex-deputado Valdemar Costa Neto, ambos do PR, partido que tinha domínio sobre a Valec, empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes e responsável pela obra da Ferrovia Norte-Sul, projeto que nasceu em 1987, no governo Sarney. A Odebrecht ganhou a licitação. A obra começou em 2007.
“Eu quis entender mais, entender exatamente do que ele estava falando. E ele disse basicamente o seguinte: que na Valec tinha dois grupos políticos. Ele representava o grupo político do deputado do PL, PR, aqui o líder era o deputado Valdemar da Costa Neto, e o Ulisses Assad representava o grupo político do PMDB do Maranhão. PMDB do Maranhão que tem a liderança do ex-presidente Jose Sarney. E esse grupo político tinha um acordo, que eles fariam uma arrecadação para atender a esse grupo político da ordem de 4% do faturamento que as empresas tivessem e que seriam divididos, basicamente, em 3% para o grupo político do Valdemar da Costa Neto e 1% ia para o grupo político do José Sarney, que nesse caso da Valec, era comandado por Ulisses”, disse Pedro Leão em depoimento.
As informações sobre o ex-presidente Sarney foram encaminhadas para a Justiça Federal de Goiás, onde as irregularidades na obra da ferrovia Norte-Sul estão sob investigação desde 2015.
A defesa do ex-presidente José Sarney ressaltou que ele não é investigado e declarou que nem Sarney nem ninguém que o presidente tenha nomeado recebeu propina.
Citado na delação de ex-executivo da Odebrecht em suposta participação de recebimento ilegal de doação na campanha de 2010, o governador Flávio Dino tem se manifestado diariamente para provar sua inocência. Sua postura é completamente diferente da de outros dois maranhenses também citados: Edison Lobão e José Sarney.
Um dia após de ter seu nome divulgado na delação, Flávio Dino participou de evento na Fiema onde falou com tranquilidade do assunto e com a serenidade de quem vai afastar qualquer indício de irregularidade envolvendo seu nome. Como diz o velho ditado: ‘quem não deve, não teme’.
Já as velhas raposas da política maranhense parecem ter usado somente a mesma nota que utilizam há mais de 3 anos, quando começaram a ter seus nomes envoltos a uma série de denúncias de corrupção com a Lava Jato.
Mesmo possuindo televisões de grande audiência no estado, e tendo, assim, uma chance de se explicar para a população maranhense, Sarney e Lobão não parecem dispostos a esclarecer junto à população os motivos da citação na operação. Como diz o ditado: ‘quem cala, consente’.
Até mesmo o governador Flávio Dino chegou a encarar os microfones da TV de Sarney para provar sua inocência. Com provas documentais em mãos, a postura do governador é completamente das de Lobão e Sarney.
A preocupação com a imagem nas situações dos políticos maranhenses demonstra quem realmente está preocupado em provar inocência e quem será réu em mais um julgamento.
O sindicalista e dirigente do PSTU no Maranhão, Marcos Silva, conhecido pelas várias eleições majoritárias que já disputou pela legenda, usou sua página o Facebook, nesta manhã de sábado (15), para alertar e chamar atenção sobre os rios de dinheiro que irrigaram campanhas da ex-governadora Roseana Sarney.
Marcos Silva observa que, “nas eleições de 2010, a candidata ao governo estadual do PMDB Roseana Sarney gastou declaradamente na campanha R$ 24.430.687,76, ou seja, quase 25 milhões de reais, e os maiores volumes de contribuição foram dinheiro do próprio partido”. E pergunta faz as seguintes perguntas: “qual a origem dos milhões de reais arrecadados pelo PMDB? Não teve dinheiro da ODEBRECHT? Ou alguém acredita que foi o Flávio Dino que pediu para a governadora Roseana Sarney em 2014 entregar os bens da CAEMA para o Pró-Cidade? Para ir para as mãos da ODEBRECHT? Quem responde?”, desafia Silva.
Apelidado de “Esquálido” pelos responsáveis pelo setor de propinas da Odebrecht, o senador Edison Lobão é acusado de ter recebido R$ 5,5 milhões para rever o resultado do leilão da usina hidrelétrica de Jirau. Na época, 2008, ele era ministro de Minas e Energia.
A Odebrecht queria assumir a usina, mas não tinha obtido sucesso no leilão. O ex-executivo da empreiteira Henrique Serrano Valadares afirma que “ele sinalizava que iria nos ajudar. E que precisa de nossa ajuda, de propina”.
O ex-executivo conta que Lobão iria pressionar a Casa Civil para conseguir que a Odebrecht assumisse a usina. Daí o pagamento de R$ 5,5 milhões. “Com certeza caixa dois”, disse Valadares à Justiça.
Quem tinha ganhado a proposta havia sido o consórcio Energia Sustentável do Brasil.
O ex-executivo afirma que a propina de R$ 5,5 milhões foi entregue em fatias. O dinheiro foi deixado diretamente na casa de Marcio Lobão, filho do senador, no Rio de Janeiro.
No começo deste ano, a casa de Márcio foi alvo de operação de busca e apreensão da Polícia Federal.
Durante o programa Comando da Manhã, da Rádio Timbira, os deputados estaduais Bira do Pindaré e Marco Aurélio e os prefeitos de Paço do Lumiar, Domingos Dutra, e de São José de Ribamar, Luiz Fernando Silva, falaram sobre a confiança no governador Flávio Dino. Todos foram unânimes em dizer que desacreditam na acusação que incluiu o nome do governador Flávio Dino em lista de investigações da operação ‘Lava Jato’.
“Não tenho nenhuma dúvida da retidão, da honestidade e da seriedade do governador Flávio Dino. Tenho absoluta tranquilidade em falar isso. A ilação do delator é tão absurda que não se sustenta. Acusar o governador, então deputado, de ter recebido qualquer benefício para encaminhar um projeto de lei que nunca teve nenhuma manifestação sua, é uma acusação sem nenhuma procedência e que serve apenas para tentar chamuscar a imagem de alguém que hoje representa a esperança, não só de maranhenses, mas de uma grande parcela do povo brasileiro. Estamos preparados para fazer a defesa e comprovar a honestidade e a lisura do governador Flávio Dino”, afirmou o deputado Bira do Pindaré.
O deputado estadual Marco Aurélio também falou sobre falsa acusação. “O governador Flávio Dino desenvolve um trabalho brilhante no Maranhão, um trabalho que chega às comunidades mais carentes e que nunca foram atendidas por um Governo antes. E agora, por uma denúncia de um delator, alguém envolvido com crimes, tem sua honestidade colocada em dúvida? Isso é lamentável, mas nós sabemos que a verdade vai prevalecer. A honestidade, o trabalho, a ética e a história do governador Flávio Dino falam por si e a palavra de um delator não será maior que a verdade”, comentou o deputado.
Para o prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra, a citação do nome do governador é um equívoco “A inclusão do nome do governador Flávio Dino nas investigações da operação ‘Lava Jato’ é uma vergonha nacional. Enquanto cidadão, juiz federal que foi, o governador é um cidadão honrado, trabalhador e honesto. Não há nada que desabone a sua luta, conduta pessoal e funcional. A citação do nome do governador só serve ao sensacionalismo da mídia da oligarquia, que se aproveita desses equívocos para desgastar o governo e a imagem do melhor governador das últimas décadas no Maranhão”, afirmou o prefeito.
Já Luiz Fernando, prefeito de São José de Ribamar, manifestou sua solidariedade e afirmou que nenhuma pessoa pública pode ser acusada sem direito pleno de defesa. “Jamais tive qualquer informação que maculasse a imagem do governador Flávio Dino ao longo de toda a sua vida pública. Eu defendo a investigação profunda e ampla de todo e qualquer fato delituoso praticado por quem quer que seja, sobretudo pelos homens públicos, mas não se pode condenar ninguém antes do devido processo legal e o exercício pleno do direito de defesa, portanto toda a minha solidariedade ao governador”, declarou Luiz Fernando.