O prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT) se posicionou sobre os falsos boatos que vêm sendo disseminados por oportunistas políticos, e ratificou o compromisso firmado com a população de São Luís de continuar trabalhando por uma cidade melhor para todos. Confira:
Por O Globo
Um presidente da República aceita receber a visita de um megaempresário alvo de cinco operações da Polícia Federal que apuram o pagamento de milhões em propinas entregues a autoridades públicas, inclusive a aliados do próprio presidente. O encontro não é às claras, no Palácio do Planalto, com agenda pública. Ele se dá quase às onze horas da noite na residência do presidente, de forma clandestina. Ao sair, o empresário combina novos encontros do tipo, e se vangloria do esquema que deu certo: “Fui chegando, eles abriram. Nem perguntaram o meu nome”. A simples decisão de recebê-lo já guardaria boa dose de escândalo. Mas houve mais, muito mais.
Em diálogo que revela intimidade entre os dois, o empresário quer saber como anda a relação do presidente com um ex-deputado, ex-aliado do presidente, preso há meses, acusado de se deixar corromper por milhões. Este ex-deputado, em outro inquérito, é acusado inclusive de receber propina do empresário para facilitar a vida de suas empresas no FI-FGTS da Caixa Econômica Federal. O presidente se mostra amuado, e lembra que o ex-deputado tentou fustigá-lo, ao torná-lo testemunha de defesa com perguntas que o próprio juiz vetou por acreditar que elas tinham por objetivo intimidá-lo.
Ao ouvir esse relato do presidente, o empresário procura tranquilizá-lo mostrando os préstimos que fez. Diz, abertamente, que “zerou” as “pendências” com o ex-deputado, que tinha ido “firme” contra ele na cobrança. E que ao zerar as pendências, tirou-o “da frente”. Mais tarde um pouco, em outro trecho, diz que conseguiu “ficar de bem” com ele. Como o presidente reage? Com um incentivo: “Tem que manter isso, viu?”
Não é preciso grande esforço para entender o significado dessa sequência de diálogos. Afinal, que pendências, senão o pagamento de propinas ainda não entregues, pode ter o empresário com um ex-deputado preso por corrupção? Que objetivo terá tido o empresário quando afirmou que, zerando as pendências, conseguiu ficar de bem com ele, senão tranquilizar o presidente quanto ao fato de que, com aquelas providências, conseguiu mantê-lo quieto? E, por fim, que significado pode ter o incentivo do presidente (“tem que manter isso, viu”), senão uma advertência para que o empresário continue com as pendências zeradas, tirando o ex-deputado da frente e se mantendo bem com ele?
Esses diálogos falam por si e bastariam para fazer ruir a imagem de integridade moral que o presidente tem orgulho de cultivar. Mas houve mais. O empresário relata as suas agruras com a Justiça, e, abertamente, narra ao presidente alguns êxitos que suas práticas de corrupção lhe permitiram ter. Conta que tem em mãos dois juízes, que lhe facilitam a vida, e um procurador, que lhe repassa informações. Um escândalo. O que faz o presidente? Expulsa o empresário de sua casa e o denuncia as autoridades? Não. Exclama, satisfeito: “Ótimo, ótimo”.
Não é tudo, porém. Em menos de 40 minutos de conversa, o empresário ainda encontra tempo para se queixar de um ex-funcionário seu, atual ministro da Fazenda. Diz, com desfaçatez, que tem enfrentado resistência no ministro da Fazenda para conseguir a troca dos mais altos funcionários do governo na área econômica: o secretário da Receita Federal, a presidente do BNDES, o presidente do Cade e o presidente da CVM. Pede, então, que seja autorizado a usar o nome do presidente quando for novamente ao ministro da Fazenda com tais pleitos. O que faz o presidente? Manda-o embora, indignado? Não, de forma alguma. O presidente autoriza: “Pode fazer”.
Este jornal apoiou desde o primeiro instante o projeto reformista do presidente Michel Temer. Acreditou e acredita que, mais do que dele, o projeto é dos brasileiros, porque somente ele fará o Brasil encontrar o caminho do crescimento, fundamental para o bem-estar de todos os brasileiros. As reformas são essenciais para conduzir o país para a estabilidade política, para a paz social e para o normal funcionamento de nossas instituições. Tal projeto fará o país chegar a 2018 maduro para fazer a escolha do futuro presidente do país num ambiente de normalidade política e econômica.
Mas a crença nesse projeto não pode levar ao autoengano, à cegueira, a virar as costas para a verdade. Não pode levar ao desrespeito a princípios morais e éticos. Esses diálogos expõem, com clareza cristalina, o significado do encontro clandestino do presidente Michel Temer com o empresário Joesley Batista. Ao abrir as portas de sua casa ao empresário, o presidente abriu também as portas para a sua derrocada. E tornou verossímeis as delações da Odebrecht, divulgadas recentemente, e as de Joesley, que vieram agora a público.
Nenhum cidadão, cônscio das obrigações da cidadania, pode deixar de reconhecer que o presidente perdeu as condições morais, éticas, políticas e administrativas para continuar governando o Brasil. Há os que pensam que o fim deste governo provocará, mais uma vez, o atraso da tão esperada estabilidade, do tão almejado crescimento econômico, da tão sonhada paz social. Mas é justamente o contrário. A realidade não é aquilo que sonhamos, mas aquilo que vivemos. Fingir que o escândalo não passa de uma inocente conversa entre amigos, iludir-se achando que é melhor tapar o nariz e ver as reformas logo aprovadas, tomar o caminho hipócrita de que nada tão fora da rotina aconteceu não é uma opção. Fazer isso, além de contribuir para a perpetuação de práticas que têm sido a desgraça do nosso país, não apressará o projeto de reformas de que o Brasil necessita desesperadamente. Será, isso sim, a razão para que ele seja mais uma vez postergado. Só um governo com condições morais e éticas pode levá-lo adiante. Quanto mais rapidamente esse novo governo estiver instalado, de acordo com o que determina a Constituição, tanto melhor.
A renúncia é uma decisão unilateral do presidente. Se desejar, não o que é melhor para si, mas para o país, esta acabará sendo a decisão que Michel Temer tomará. É o que os cidadãos de bem esperam dele. Se não o fizer, arrastará o Brasil a uma crise política ainda mais profunda que, ninguém se engane, chegará, contudo, ao mesmo resultado, seja pelo impeachment, seja por denúncia acolhida pelo Supremo Tribunal Federal. O caminho pela frente não será fácil. Mas, se há um consolo, é que a Constituição cidadã de 1988 tem o roteiro para percorrê-lo. O Brasil deve se manter integralmente fiel a ela, sem inovações ou atalhos, e enfrentar a realidade sem ilusões vãs. E, passo a passo, chegar ao futuro de bem-estar que toda a nação deseja.
A Comissão de Assuntos Municipais e de Desenvolvimento Regional da Assembleia Legislativa do Maranhão realiza na próxima segunda-feira (22), às 10h da manhã, a solenidade para assinatura dos três projetos de Lei que tratam da revisão cartográfica dos limites territoriais dos quatro municípios da Ilha, que abrange São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.
Presidente da Comissão, o deputado Bira do Pindaré (PSB), destacou que a proposição é fruto de um consenso progressivo acordado com os quatro prefeitos da Ilha, e já possui, inclusive, homologação na Justiça Federal.
Para ele, um avanço considerável que vai resolver de forma clara e legal a situação que envolve o pertencimento, a organização e a gestão dos quatro municípios. “Resolver os limites é traz benefícios não apenas para os gestores, mas, sobretudo, para o cidadão. Recebemos diversos relatos de moradores das regiões limítrofes da Ilha que não sabem a qual município pertencem”, pontuou.
Segundo ele, essas questões geram muitos problemas, inclusive relacionados à prestação dos serviços públicos que muitas vezes se tornam inacessíveis, deixando ainda a comunidade sem saber a qual município recorrer. O parlamentar citou também o caso das pessoas que recebem o boleto para pagamento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) de dois municípios distintos.
O documento será assinado pelos deputados Bira do Pindaré (PSB), Sergio Frota (PSDB), Cabo Campos (DEM), Glalbert Cutrim (PDT), Eduardo Braide (PMN), Adriano Sarney (PV), Junior Verde (PRB) e Fábio Braga (SD).
Ações conjuntas visando o desenvolvimento da agricultura familiar de São Luís são o fundamental propósito do acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Prefeitura de São Luís e Governo do Estado, em solenidade realizada nesta quinta-feira (18), no Palácio La Ravardière. O prefeito Edivaldo e o secretário estadual de Agricultura Familiar, Adelmo Soares, assinaram o termo que estabelece uma gama de ações voltadas ao fortalecimento do setor na capital.
“Será mais uma parceria exitosa entre Prefeitura e Governo. A agricultura familiar tem um papel fundamental no desenvolvimento da economia de qualquer cidade. Para isso, estamos imbuídos em fazer com que o setor cresça cada vez mais em nosso município, empenhando esforços conjuntos no sentido de implementar ações que venham contribuir com a melhoria de várias cadeias produtivas, ofertando apoio técnico, concessão de insumos e implementos, sempre com foco na melhoria da qualidade de vida do pequeno agricultor, na geração de renda no campo e o desenvolvimento da economia local como um todo”, afirmou Edivaldo.
O acordo de Cooperação Técnica prevê atuação conjunta entre os governos estadual e municipal, em apoio aos polos agrícolas da zona rural de São Luís e às Unidades de Referência Produtivas (URPs), por meio da oferta de assistência técnica e extensão rural, tecnologias de produção com base agroecológica, acesso a crédito rural de investimentos e custeios, insumos para a produção adaptados ao território; apoio à organização econômica, à regularização fundiária, acesso às compras públicas institucionais, entre outras políticas públicas de fomento à agricultura familiar.
Em declarações no Twiiter, o governador Flávio Dino (PCdoB) rebateu o comportamento de ataques da oposição relativas ao seu governo e à sua figura pessoal e política. “Baixarias ridículas derivam do desespero da Oligarquia”, disparou.
Dino afirma ainda surpresa ao comportamento dos porta-vozes do clã Sarney. “Até a crise do governo deles, do qual eles se beneficiam, é causa para baixarias absurdas”, disse.

Se pensava realmente enfrentar as urnas em 2018, o senador Roberto Rocha (PSB), eleito em 2014 na sombra do governador Flávio Dino, viu sua pré-candidatura ao governo derreteu feito picolé com o escândalo em que o presidente Michel Temer foi flagrado autorizando comprar o silêncio do ex-deputado quadrilheiro Eduardo Cunha e Aécio Neves pedidindo propina de R$ 2 milhões aos donos do frigorifico JBS.
Desde que conseguiu o mandato, Rocha passou a se comportar como um verdadeiro traidor a conspirar contra quem o colocou no Senado. Fez e faz de tudo para atrapalhar a administração Flávio Dino e por último ensaiou uma aliança com o que restou da oligarquia Sarney, que também ficou desamparada com a queda de Temer.
O senador, que atende pela alcunha de “Asa de Avião”, também esperava contar com a proteção de Aécio Neves para tentar se aproximar dos tucanos e arrastar PSDB do Maranhão para a sua aventura de disputar o governo, mas como o senador mineiro caiu também em desgraça, terá que repensar seu projeto político pessoal para 2018.
Diante dos últimos acontecimentos que revelaram ao país o mar de lama do governo Temer e do pedido de propina de R$ 2 milhões feito por Aécio aos empresários donos do JBS, “Asa de Avião” ficou sem padrinho. Já havia inclusive anunciado que traria o presidente ao Maranhão, mas teve o sonho frustrado diante da explosão de acusações e comprovações de que Michel Temer cometeu crime de obstrução de justiça e deve ser cassado.
Roberto Rocha já vinha anunciando nos bastidores da sucessão que seria candidato com os apoios de Temer e Aécio nas eleições, numa improvável aliança PSB/PSDB/PMDB, mas agora, diante da realidade dos fatos, terá que mudar os planos. Pelo visto, a suposta candidatura ao governo de senador subiu no telhado.
Sarney almoçou com o ainda presidente Michel Temer nesta quinta, no Palácio do Planalto. Certo de que o ocaso do governo do peemedebista carrega para o abismo qualquer resquício de possibilidade de retomar o comando do Maranhão, o coronel de Curupu convenceu Temer a não renunciar.
Com a população revoltada depois das gravações feitas pelo dono da JBS, que mostram Temer autorizando a compra do silêncio de Eduardo Cunha, a reação contrária a Sarney foi dura e imediata.
“Sarney é outro safado. Desgraçou o Brasil junto com o PMDB e Cia”, escreveu o internauta Neemias Couto.
Maria A Pádua também criticou Sarney. “Com quem este … vai pedir conselho. Sarney sujeito que rouba bilhões a anos. Brasil não tem solução”, disparou.
O massacre dos internautas a Sarney e Temer demonstra a rejeição dos peemedebistas em todo o país. É com essa ‘popularidade’ que o ex-senador ventila a volta à disputa pelo Senado no Amapá e a disputar o governo do Maranhão com a filha Roseana Sarney.
Mas, os devaneios políticos de Sarney carecem da presença de Michel Temer no governo central para ganhar materialidade. Se depender da população isto não 
tem menor risco de ocorrer.
