O comportamento da deputada Andréa Murad (PMDB) na reunião da Comissão de Saúde nesta manhã não demonstrou nem de longe o esperado pelos eleitores de representante do povo na Casa do Povo. O que se viu – tanto dela quanto do deputado Edilázio – foi um disparate de perguntas sem cabimento e já esclarecidas anteriormente pelo Governo. Muito mais: gritos descontrolados, berros e desacato, que mostravam o claro desespero de quem não tem argumento e precisa defender uma oposição fragilizada, sob tetos de vidro.
Acuados com a educação e cortesia do gestor estadual de Saúde, Carlos Lula, o máximo em que conseguiram chegar os deputados que desejavam partir para o ataque foi a esquizofrenia, querendo, no gogó, ganhar um debate à força.
Como o próprio secretário lembrou, o discurso da deputada é recheado pela emoção de quem defende com unhas, dentes e toda a força que tem o pai – uma paixão que cega. E não permite que se enxergue nada além da “perfeição” da gestão de Ricardo.
Edilázio descontrolou-se ao ser vaiado pela equipe técnica da Secretaria de Saúde. Não soube reagir à plateia e nem mesmo se posicionar para um debate sadio. Fez vergonha a quem lhe concedeu o assento de parlamentar.
Sobrou pra eles o desfecho do circo, armado com a presença dos holofotes da Mirante, que, ao final da reunião, registrou o barraco e gritaria de Andréa requerendo tréplicas. Não se sabe ao certo pra que, já que no tempo em que lhe foi concedido para falar o que quis, ela apenas leu perguntas ensaiadas e caducas. Mais do mesmo.
Ex-prefeito da cidade de São Paulo, ministro da Educação entre julho de 2005 e janeiro de 2012, e professor de Ciência Política da Universidade de São Paulo, Fernando Haddad vem a São Luís nesta sexta-feira (25), e, às 16h, participa do evento “#Fala Iema”, momento em que o Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) recebe autoridades que tenham uma trajetória de trabalho e contribuição de grande relevância para a sociedade.
Na oportunidade, Haddad ministrará palestra para os estudantes da unidade plena do Iema de São Luís. A palestra terá como foco as concepções de educação, onde Fernando Haddad apresentará sua experiência nesse âmbito de uma forma dialógica e debatida com os alunos.O reitor do Iema, Jhonatan Almada, classificou a contribuição do ex-ministro como de grande relevância.
“O Fernando Haddad foi um dos melhores ministros da Educação da nossa história recente, passou por um longo período no ministério e tem como um dos grandes trunfos a apresentar a melhoria na sua gestão dos indicadores educacionais, a expansão das universidades federais e institutos federais, a criação de programas importantes como Pró-Uni e Pronatec. Eleito prefeito de São Paulo também realizou trabalhos importantes”, contou o reitor reiterando que os estudantes do Iema só têm a ganhar com a palestra.
“Ele traz trabalhos relevantes e todo o acúmulo que poderá partilhar com nossos estudantes e enriquecer a visão de mundo deles. Vai mostrar que é possível ser gestor público na área de educação e fazer um trabalho eficiente e com resultados concretos para a melhoria da qualidade de vida do nosso povo”, acrescentou.

Deputado Weverton Rocha, autor do projeto de anistia aos cooperados, vítimas de golpe
A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviço aprovou, nesta quarta-feira (23/08), o Projeto de Lei 5248/16, do deputado Weverton Rocha (PDT-MA), que concede anistia aos membros das cooperativas e associados comunitários de Rosário (MA), que contraíram dívidas com os Bancos do Nordeste (BNB) e do Brasil (BB), referentes à implantação do Polo de Confecções do município. Os anistiados, segundo o texto, terão ainda os nomes excluídos da Serasa, SPC e Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin).
“Espero que as próximas comissões também discutam de forma correta, como aconteceu na primeira, para que possamos dar logo tranquilidade para essas famílias que estão com o nome sujo porque levaram um grande calote”, comentou o deputado Weverton Rocha.
O Polo de Confecções de Rosário surgiu em 1995, quando a empresa Kao-I Indústria e Comércio de Confecções, de Taiwan, celebrou um acordo com o Governo Roseana Sarney para a construção de uma fábrica de confecções na cidade, que fica a 70 quilômetros de São Luís e possui 40 mil habitantes.
Na época, foram criadas associações de moradores, depois reunidos na cooperativa Rosacoop, para trabalhar na fábrica. Cerca de 3,6 mil pessoas contraíram empréstimos bancários (R$ 4 milhões do Banco Mundial, via BB e R$ 7,2 mi do BNB), em valores de 1995 e 1996, incentivados com contrapartida do Governo do Estado, para comprar máquinas de costura.
O polo nunca saiu definitivamente do papel. Além disso, houve fraudes em licitações feitas pela empresa taiwanesa. Em 1998, o governo do Maranhão rompeu o protocolo de intenções, afastando a empresa Kao-I do empreendimento.
O projeto, de caráter conclusivo nas comissões, ainda vai ser analisado pelas Comissões de Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Roseana Sarney e Claudio Trinchão são acusados de desviarem milhões da Sefaz
Página2 – O caso de desvio de dinheiro na Secretaria Estadual de Fazenda do Maranhão (Sefaz), ocorrido durante a gestão da ex-governadora Roseana Sarney/Claudio Trinchão, vem se desenrolando com rapidez. Já iniciada no dia 21 deste mês, última segunda-feira, a perícia tecnológica tem previsão para terminar na próxima sexta-feira (25). O laudo desta primeira perícia tem previsão para ser entregue no próximo dia 14 de setembro deste ano.
Já a perícia contábil começará na próxima segunda-feira, dia 28 de agosto. A previsão de entrega do laudo desta segunda perícia só terá data confirmada somente no dia que ela tiver início. Estão acompanhando a perícia tecnológica durante esta semana dois assistentes do Ministério Público e dois assistentes dos réus acompanhando o perito judicial, segundo informações apuradas com exclusividade pelo Página 2.
Em entrevista também exclusiva ao Página 2, recentemente, o promotor do caso Sefaz, Paulo Roberto Ramos, antes mesmo das fases de perícia começarem já haveriam provas robustas contra os envolvidos de desviarem cerca de R$ 410 milhões dos cofres públicos. As fases periciais, segundo ele, apenas confirmarão as denúncias.
Tentativa de intimidação – Recentemente, foi arquivado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNPM) processo levantado pela Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB-MA) contra o promotor do Caso Sefaz, Paulo Roberto Ramos. O titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária no Maranhão, à época comentou o processo da OAB e afirmou ser uma “tentativa de criar uma narrativa de intimidação”.
“Um deles foi o deputado Hildo Rocha, também investigado no caso, a tentar criar esta tentativa de criar um fato político em cima do caso. Coisa que não existe”, garantiu o promotor com veemência.
O governador Flávio Dino vai receber título de cidadão piauiense. O projeto de Decreto Legislativo, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), Themístocles Filho, foi aprovado por unanimidade, na terça-feira (22), durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alepi. O relator do projeto foi o deputado estadual Evaldo Gomes (PTC).
De acordo com o relator do projeto, a proposição do título de cidadania ao governador Flávio Dino se faz diante dos relevantes serviços prestados ao Estado do Piauí à frente do Governo do Maranhão e por meio da sua atuação como juiz federal por 12 anos. Ele já exerceu cargos como a secretaria geral do Conselho Nacional de Justiça e atuou como presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil. Também foi assessor da presidência do Supremo Tribunal Federal.
“Comprova-se que o presente proposto legislativo está em plena harmonia com os ditames legais, aplicado à espécie e, tendo o deputado estadual, competência para acerca da matéria tratada e, desta forma, voto pela aprovação da matéria”, comentou o deputado Evaldo Gomes.
O deputado federal Aluísio Mendes foi denunciado em rede nacional, na manhã desta quarta-feira (23), no jornal Bom Dia Brasil por desvio de verba parlamentar.
No caso do deputado, ele além demais deputados do Congresso, estaria, usando o recurso destinado a gastos no gabinete com diárias em hotéis em São Luis, onde ele possui residência própria.
Confira a reportagem completa no vídeo abaixo:

O senador Edison Lobão é mais um vez citado por delatores como beneficiário de propina
Estadão – Em depoimento à Polícia Federal no âmbito da Operação Abate, 44.ª fase da Lava Jato, os operadores de propinas Jorge Luz e Bruno Luz, pai e filho, revelaram pagamentos a um representante do senador Edison Lobão (PMDB-MA) no âmbito de contrato entre a Petrobrás e a empresa americana Sargeant Marine. Os Luz entregaram uma planilha em que a soma dos valores que envolveram o ministro e seu representante na estatal chega aos US$ 450 mil. Segundo eles, os repasses eram feitos a Murilo Barbosa Sobrinho, ligado ao peemedebista.
As declarações foram feitas no âmbito de investigações sobre termo firmado para o fornecimento de asfalto à estatal que teria rendido supostas propinas de US$ 500 mil ao ex-líder dos governos Lula e Dilma na Câmara, Cândido Vaccarezza (ex-PT/SP). Os lobistas confessaram ter intermediado o negócio, além de operacionalizar repasses a um representante de Lobão e ao ex-deputado.
O negócio da Sargeant Marine com a Petrobrás culminou na celebração de doze contratos, entre 2010 e 2013, no valor de aproximadamente US$ 180 milhões. A empresa fornecia asfalto para a estatal e foi citada na delação do ex-diretor de Abastecimento da companhia Paulo Roberto Costa.
Em depoimento, Jorge Luz afirmou ter sido procurado pelo executivo Luiz Eduardo Loureiro Andrade, o Ledu, da Sargeant Marine, que teria relatado dificuldades para obter contratos junto à Petrobrás. Segundo Luz, o executivo teria dito a ele que a empresa fornecia até mesmo asfalto para a Asphaltos, que era a então contratada pela Petrobrás.
De acordo com o operador, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa disse que, no âmbito do fornecimento de asfalto, tinha um pendência com o Partido Progressista, mas que Luz poderia ‘apadrinhar politicamente o assunto’.
Segundo pai e filho, que confessaram operar propinas em esquemas da Petrobrás, o ministro era padrinho político do ex-gerente da BR distribuidora Raimundo Brandão Pereira. Já Murilo Barbosa Sobrinho, ligado a Edson Lobão recebeu propinas oriundas dos contratos, de acordo com os operadores.
Jorge Luz ainda relata que a ascensão do ex-gerente Marcio Aché na Petrobrás se deve ao suposto representante do peemedebista.
Além de Vaccarezza, Jorge afirmou que o negócio contava contou com o apoio político de Edison Lobão.
O operador afirmou ‘que em relação aos executivos da Sargeant Marine, recorda-se de jantar ocorrido em sua residência com a presença de Harry e Dan Sargeant, no qual restou claro que os executivos ficaram a par de que Paulo Roberto Costa, então Diretor da Petrobras, seria remunerado e que o negócio contava com o apoio político de Cândido Vaccarezza; que apesar de desconhecer o cenário político do Brasil, os executivos tinham conhecimento de que esta era a regra do jogo’.
Já Bruno Luz relatou que na medida em que Edison Lobão passou a ter representação nos assuntos’ entre a estatal e a Sargeant Marine, ‘houve reclamação das demais pessoas do grupo’ envolvido na intervenção no âmbito do fornecimento de cimento, ‘uma vez que a operação já contava com apoio de Paulo Roberto Costa; que, nada obstante, a entrada de Lobão foi imposição de Márcio Aché como uma espécie de “seguro” para que não houvesse futuros problemas nos contratos; que Murilo efetivamente participou de algumas reuniões e até recebeu dinheiro da operação; que Luiz Eduardo Loureiro ANdrade e Márcio Aché atuavam nos repasses de recursos a Murilo; que acreditava que eles indicavam contas no exterior para esse fim’.
COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO KAKAY, QUE DEFENDE LOBÃO
“O senador não conhece nem pai nem filho, nunca ouviu falar nesta empresa que eles citam e não tem nenhum tipo de relação e nunca esteve pessoalmente com eles – salvo se participaram de alguma audiência pública. E, sobre a outra pessoa [Murilo], ele conhece, tem um relacionamento pessoal, mas nunca participou de campanha de arrecadação para ele.” (Por Luis Vassallo)