Nota publicada na coluna Rada, da revista Veja, destaca que a Secretaria de Transparência do Maranhão apresentou relatório que aponta o uso irregular de helicóptero da SEMA durante a campanha eleitoral de 2014 de Zequinha Sarney e de seu filho, Adriano Sarney.
Mais 1.500 pessoas terão a oportunidade de realizar melhorias estruturais e adaptações em suas residências com os recursos do programa Cheque Minha Casa. O programa do Governo do Estado prioriza idosos e pessoas com deficiência, e nesta última etapa inclui, ainda, famílias de baixa renda. Os cheques serão entregues em solenidade realizada pelo governador Flávio Dino, neste sábado, 26, a partir das 15h, no Espaço Renascença. Um total de quatro mil residências serão contempladas com as obras de adequação.
Entre os principais benefícios do programa está a garantia da dignidade das famílias atendidas, destacou a titular da Secretaria de Estado de Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), Flávia Alexandrina Moura, responsável pela coordenação do Cheque Minha Casa. “O programa alcançou sua meta em promover a melhor qualidade de vida ao público contemplado. Com essa importante iniciativa, o governador consolida a política de acessibilidade da gestão. Estamos bastante satisfeitos com os resultados exitosos e a alegria das pessoas”, pontuou a secretária.
No evento serão contemplados moradores do Monte Castelo, Fé em Deus, área Itaqui Bacanga, Centro, Bairro de Fátima, Alemanha, Turu, Cohab, Coroadinho e outros bairros da Região Metropolitana de São Luís. Os cheques têm valor de R$ 2,5 mil, referentes à primeira parcela, e, após a comprovação dos gastos, é entregue o referente à segunda e última parcela do recurso, totalizando R$ 5 mil. Desde o início do programa já foram distribuídos 2.500 cheques do programa estadual.
O técnico de manutenção e computadores, Erisvaldo Souza, que mora com a mulher e dois filhos no Turu, está na lista de contemplados no programa. O local também serve como espaço de trabalho, de onde ele tira o sustento da família no conserto de eletrônicos. “A gente vive disso aqui. Antes eu tinha uma lan house que não foi possível manter. Com isso, fiquei no conserto de eletrônicos e de computadores, aqui mesmo na minha casa. Graças a Deus fomos contemplados com o programa, que pode nos ajudar a dar um gás na nossa vida pessoal e profissional”, relata.
Outro contemplado, José de Ribamar Fonseca Costa, 64 anos, morador da Avenida Guaxenduba, Centro, viu no Cheque Minha Casa uma saída para reformar o lar. Com ele moram mulher, dois filhos e a mãe de 80 anos. Na residência ele fez um pequeno comércio onde vende bombons, biscoitos e lanches. “Com o apoio do programa estou conseguindo levantar novas paredes para fazer uma sala e um quarto mais adequado para minha mãe. Sem esses recursos eu não teria condições de realizar essa mudança”, disse.
Os beneficiários do programa podem construir ou adequar suas residências, sendo, em maior parte, solicitações referentes a melhorias ou construções de banheiros, principalmente em lares com idosos. Após a execução dos serviços, os beneficiados devem comprovar a aplicação dos valores em acordo com o projeto apresentado. Os cheques têm validade de 90 dias após a emissão.
Serviços
Os recursos do programa Cheque Minha Casa podem ser usados para compra de materiais de construção – telhas, caibros, tijolos, piso, cimento, tinta, além de materiais para instalação hidráulica (canos, aparelho sanitário, pia, torneiras, caixa d’água) e elétrica (fios, tomadas e lâmpadas).
A ação alcança também as empresas que participam fornecendo os materiais. Como incentivo, o Governo do Estado vai conceder às empresas desconto no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) equivalente ao valor mensal deste imposto pago à Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz).
O programa tem ainda o viés social na geração de emprego, com a contratação de trabalhadores para a realização das obras propostas. “É um direcionamento do governador Flávio Dino diminuir o déficit habitacional e proporcionar condições mais dignas de moradia aos maranhenses. Este é mais um dos programas de governo que propõem cumprir esta meta”, conclui a secretária da Secid, Flávia Alexandrina.

Zé Inácio e Augusto Lobão divergem sobre participação na chapa majoritária
O Partido dos Trabalhadores inicia nesta sexta-feira (25) o processo de discussão sobre a participação da legenda na chapa majoritária da coligação que apoiará a reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB) em 2018, conforme anunciou o deputado Zé Inácio, líder da corrente CNB (Construindo um Novo Brasil) no Maranhão, em conversa com um grupo de jornalistas na terça-feira (22).
A tese defendida pelos dirigentes da CNB é considerada polêmica pelo fato do presidente estadual do PT, Augusto Lobato, ser radicalmente contra a discussão sobre a reivindicação do vice pelo grupo que apoiou os candidatos da oligarquia Sarney nas eleições de 2010 e 2014. Já declarou, inclusive, que o grupo não tem autoridade moral para reivindicar.
Embora Augusto Lobato, militante histórico e que sempre defendeu o PT longe da oligarquia Sarney condene a iniciativa da CNB em brigar pela indicação do vice de Flávio Dino, nos bastidores do partido, segundo o deputado Zé Inácio, já admite que os petistas possam lutar por uma das vagas para o Senado da República.
O deputado petista observou, no entanto, que o fato dele abrir a discussão sobre essa possibilidade não significar dizer que o PT não participará da aliança caso não seja contemplado.
O parlamentar disse que reconhece a dificuldade que terá o governador para acomodar uma candidatura de senador do PT já tendo quatro pré-candidatos no grupo em campanha, mas que enfatizou que a discussão faz parte do jogo e que vai levar sua proposta até o final.
Zé Inácio esclareceu ainda que defenderá a proposta na Executiva e no encontro do PT que definirá sobre política de aliança para 2018, porém, adiantou que independente do resultado o partido estará na aliança com Flávio Dino.
A perseguição dos políticos de oposição ao governo Flávio Dino tenta impedir, sem sucesso, a inauguração Hospital de Traumatologia e Ortopedia (HTO). Ontem, durante audiência na Assembleia Legislativa o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, explicou aos deputados, em detalhes, sobre o funcionamento da unidade, a legalidade do contrato e o projeto de reforma.
Mais uma vez a deputada Andréa Murad deu vexame com uma argumentação fraca para atacar o projeto do hospital, e ainda deu chilique no final da audiência, como uma criança mimada pelo pai. Não satisfeita, usou da influência e poder da família sobre seus desacreditados veículos de comunicação para contar outra história sobre o número de leitos do HTO.
No Twitter, o secretário da Saúde, Carlos Lula, listou as verdades não contadas pelo clã Murad. “Com relação ao número de leitos, não houve redução no projeto. Adequações precisavam ser feitas para a vocação da unidade: trauma e ortopedia. Houve adaptação dos leitos para as normas da Vigilância Sanitária que dizem respeito à ortopedia e da RDC 50, de estabelecimentos de saúde. Pela norma, leitos de internação precisam estar com 50 a 60 cm de distância da parede e um metro entre eles”, escreveu.
Outra informação que o secretário deu foi a respeito da criação de uma área de recuperação anestésica, espaço obrigatório para o pós-cirúrgico. “Temos 4 leitos nesta área – a norma rege que o espaço tenha o equivalente à quantidade de centros cirúrgicos, 3, mais 1. Portanto, 4 leitos. Também foi necessária a abertura de uma UTI. Quando há UTI, a cada 10 leitos, é exigido um leito de isolamento”, twittou.
Por último, Carlos Lula esclareceu que as dimensões das portas também foram alteradas de 60 cm para 1 metro para facilitar o deslocamento dos pacientes ortopédicos.
Enquanto o secretário dava os mesmos esclarecimentos na audiência de ontem, a deputada escrevia. Recebemos a cópia do papel e a imagem abaixo explica onde estava a mente da deputada que perdeu toda explicação.
Estadão – Em depoimento à Polícia Federal no âmbito da Operação Abate, 44.ª fase da Lava Jato, os operadores de propinas Jorge Luz e Bruno Luz, pai e filho, relataram que Tiago Cedraz, filho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Aroldo Cedraz, foi afastado do suposto grupo de agentes públicos, empresários e políticos que teriam atuado em desvios em contratos da Petrobrás com a empresa americana Sargeant Marine, após receber propinas, para dar lugar a um ‘representante’ do senador Edison Lobão (PMDB-MA). Nesta quarta-feira, 23, o advogado foi alvo de busca e apreensão na Abate II, a fase 45 da Lava Jato.
“Pelo que Jorge (Luz) conta, o afastamento de Sérgio (Tourinho) e Tiago (Cedraz), além de outros dois operadores, teria sido para acomodar um outro agente político que não pode ser investigado aqui em primeiro grau de jurisdição.”, afirmou o delegado da PF Filipe Hille Pace, que dirige a investigação, referindo-se a Lobão.
O negócio da Sargeant Marine com a Petrobrás culminou na celebração de doze contratos, entre 2010 e 2013, no valor de aproximadamente US$ 180 milhões. A empresa fornecia asfalto para a estatal e foi citada na delação do ex-diretor de Abastecimento da companhia Paulo Roberto Costa.
Segundo Jorge Luz, Edison Lobão teria sido, ao lado do ex-deputado Cândido Vaccarezza, padrinhos políticos do contrato. Vaccarezza não desfruta mais de foro especial. Na sexta-feira, 18, ele foi preso por ordem do juiz federal Sérgio Moro. Na noite desta terça, 22, o ex-líder dos Governos Lula e Dilma na Câmara foi solto. Já Edison Lobão sequer é alvo da operação por ter foro privilegiado.
No âmbito do termo para fornecimento de asfalto, Vaccarezza é investigado por propinas de US$ 500 mil; já Lobão e seu suposto representante, Murilo Barbosa Sobrinho, são atrelados a repasses de US$ 450 mil em planilhas de pagamentos via offshore entregues pelos operadores de propinas.
Jorge Luz admitiu ter atuado pela Sargeant Marine na Petrobrás e acertado propinas para Vaccarezza, Edison Lobão e o advogado Tiago Cedraz.
Ele contou à força-tarefa, espontaneamente, que, em determinado momento, o ex-gerente da Petrobrás Márcio Aché, supostamente apadrinhado pelo peemedebista, afastou o Cedraz do grupo envolvido nas negociatas para dar lugar a Murilo Barbosa Sobrinho, representante de Edison Lobão.
Em depoimento, Luz disse entender que ‘Márcio necessitava incluir Murilo Barbosa Sobrinho na divisão dos valores, haja vista que devia a ele e, consequentemente a Edison Lobão, sua nomeação ao cargo de assistente do (ex-funcionário da BR Distribuidora) José Raimundo Brandão Pereira’.
COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO KAKAY, QUE DEFENDE LOBÃO
“O senador não conhece nem pai nem filho, nunca ouviu falar nesta empresa que eles citam e não tem nenhum tipo de relação e nunca esteve pessoalmente com eles – salvo se participaram de alguma audiência pública. E, sobre a outra pessoa [Murilo], ele conhece, tem um relacionamento pessoal, mas nunca participou de campanha de arrecadação para ele.”
COM A PALAVRA, TIAGO CEDRAZ
O advogado Tiago Cedraz reitera sua tranquilidade quanto aos fatos apurados por jamais ter participado de qualquer conduta ilícita, confia na apuração conduzida pela Força Tarefa da Lava Jato e permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos necessários. (Por Luiz Vassallo)
Ao participar do I Seminário de Gestores das Câmara Municipal, realizado em São Luís nesta quarta-feira (22), o secretário de Comunicação Social e Assuntos Políticos, Márcio Jerry (PCdoB), condenou o ‘achincalhamento da classe política’ e advertiu que generalizações representa um risco à democracia.
Jerry, que representou o governador Flávio Dino (PCdoB) no evento, afirmou que é preciso combater a disseminação do ódio contra os políticos por entender que ‘achincalhamento’ vem sendo usado para generalizações.
“Existe hoje uma criminalização da política, o que é vão é a verdade, mas é preciso combater a disseminação do ódio, pois esse ‘achincalhamento’ vem sendo usado para generalizações e isso representa um risco à democracia
O secretário destacou a importância do seminário promovido pela Procuradoria Geral da Câmara Municipal de São Luís, em parceria do Poder Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado, que reuniu em São Luís centenas de vereadores de 198 dos 2017 municípios maranhenses.
“Iniciativas como essas servem para mostrar que a classe política está em ‘sintonia direta’ com a população e eventos como esses ajudam a combater esse ‘achincalhamento’ da classe política”, afirmou.