O Governador Flávio Dino (PCdoB), em entrevista à Rádio São Luís, nesta manhã de segunda-feira (9), responsabilizou as famílias Sarney/Murad pelo atraso do Maranhão. Segundo Dino, o grupo que dominou o Estado ao longo de quase cinco décadas se preocupou apenas em concentrar riqueza nas próprias mãos.
Para Flávio Dino, a ex-governadora Roseana Sarney “é a síntese do atraso. É a responsável maior por tantos problemas econômicos sociais porque ela representa um sistema de poder. Quando se fala da Roseana Sarney, nós temos que lembrar de Roseana Sarney Murad. É exatamente os Sarneys, os Murads, essas poucas famílias que dominaram o nosso estado politicamente, concentraram riqueza nas mãos, que fizeram com que o Maranhão nunca tivesse progredido tanto como poderia”, observou o governador.
O governador, que tentando mudar o Estado através da implementação de políticas públicas de grande alcance social, enfatizou que a concentração de poder nas mãos de poucas famílias fez com que o Maranhão perdesse terreno para outros estados.
“Outros estados passaram na nossa frente, como Ceará, Pernambuco, porque exatamente havia um modelo político errado e esse modelo é sintetizado nessas poucas famílias que simplesmente achavam que eram donos do Maranhão”, acrescentou.
O governador falou ainda sobre a traição do senador Roberto Rocha, o popular “Asa de Avião”. Dino disse que “lamento muito que tenha tido esse problema do senador Roberto Rocha. Eu espero que ele reflita melhor sobra a história recente do Maranhão. E quem sabe consiga retomar o caminho correto. Infelizmente acho que ele nesse momento, atacando o nosso governo como ataca, até de modo injusto, acaba fortalecendo o atraso do nosso estado, acaba ajudando aqueles que não querem o bem do Maranhão.
Empresário do ramo da educação, o deputado estadual Wellington do Curso escolheu como bandeira da sua legislatura apontar o dedo para eventuais inconsistências do governo do Estado na área.
Sem muito o que criticar, já que a educação é a maior marca do governo Flávio Dino, WC resolveu então partir para a apelação e pro vale-tudo e, para mostrar serviço, está usando todas as artimanhas para denegrir a imagem, sobretudo do programa Escola Digna.
Nesta semana, o parlamentar falou sobre o teto que desabou no Centro de Ensino José de Matos de Oliveira, em Olho D’água das Cunhãs, e creditou ao governo do Estado “que só tem pintado o muro e a fachada das escolas de boa parte das escolas”.
De maneira baixa, WC coloca nas costas do governo uma culpa que ele não tem, já que essa unidade, especificamente, ainda não passou por nenhuma intervenção estadual do Escola Digna. Logo após o incidente, a Secretaria de Educação já anunciou que fará, de maneira urgente, o serviço.
Mais essa mentira sobre os programas do governo por parte de Wellington do Curso demonstra uma estranha obsessão que o deputado tem de macular o governo, sobretudo na área da educação.
Com desempenho pífio como deputado, resta a WC apelar para mentiras e factoides para aparecer nas redes sociais e nos dezenas de blogs que ele paga para postarem suas farsas.
O que Wellington do Curso não está levando em conta é que o povo do Maranhão está vendo toda a patacoada que ele vem armando sempre que tem oportunidade.
Essa mentira não passará incólume nas próximas eleições…

Prefeito Edivaldo começa ser visto como vice ideal para Flávio Dino
A guinada da administração Edivaldo Holanda Junior (PDT) neste segundo semestre do ano tem provocado comentários nos bastidores da sucessão estadual e especulações sobre o futuro político do prefeito da capital. A alguns analistas políticos, após com a entrega do PSDB ao senador Roberto Rocha, começam a enxergar no prefeito o nome ideal para compor, como vice, a chapa do governador Flávio Dino (PCdoB).
O atual vice-governador e ainda presidente do PSDB no Maranhão, Carlos Brandão, era tido como certo na chapa majoritária, mas diante da decisão da cúpula nacional dos tucanos mudar os rumos do partido e lançar candidato próprio no Estado, as chances de Brandão continuar fazendo companhia ao governador viraram fumaça e Brandão praticamente perdeu a preferência por conta das circunstâncias.
Edivaldo é um político que desfruta da confiança do governador, vem recuperando a popularidade de forma progressiva com as obras essenciais que estão sendo executadas, principalmente nas áreas de educação e mobilidade urbana, e tem como vice o sindicalista e professor Júlio Pinheiro, militante ativo do PCdoB, que herdaria a Prefeitura de São Luís, algo que seria visto com bons olhos pelos comunistas.
Inicialmente houve a especulação de que Brandão iria se filiar ao PP, legenda que deverá compor o palanque de Dino, para continuar como vice, até por conta do tempo de televisão (3º maior tempo), mas a pergunta que persiste é a seguinte: Ao deixar o governo para ser candidato ao Senado, em 2022, Dino entregaria todo seu legado nas mãos de alguém filiado a um partido de direita?
Edivaldo já provou que é um aliado fiel e o governador não tem medido esforços para ajuda-lo a fazer uma boa administração. E a presença de Júlio Pinheiro em todos os atos da Prefeitura de São Luís, além de revelar a perfeita sintonia, dá margem para pensar que ele, de fato, está sendo preparado para substituir o titular, caso seja confirmada a presença de Edivaldo Holanda Junior na chapa majoritária de Dino.
Na avaliação de quem acompanha o quadro sucessório, o fato de ser de São Luís e o governador também não seria fator impeditivo. O único problema que identificam é o fato do partido do prefeito ter como candidato ao Senado o deputado federal Weverton Rocha, visto que os demais partidos integrantes da aliança vão também reivindicar participação na chapa majoritária.
Como tudo indica que Flávio Dino renovará o mandato, Edivaldo, como vice, não correria o risco de ficar dois anos no ostracismo político a espera da eleição de 2022, já que seu segundo mandato encerra em 2020.

Alvo de inquéritos na Lava Jato, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) se notabilizou em Brasília por ser um profundo conhecedor dos atalhos do poder – e, principalmente, das benesses que a intimidade com o poder proporciona. Natural, portanto, – embora obviamente condenável -, que Lobão se servisse de tão estratégico, por assim dizer, “notório saber” em benefício pessoal. O que não é natural é o desassombro com que ele e sua turma participaram de uma trama para desviar recursos da Petrobras. É o que mostra documento em poder da Polícia Federal, obtido com exclusividade pela ISTOÉ. Ele traça de maneira nítida a trilha da propina até desaguar em Lobão, então ministro de Minas e Energia.

O fluxograma da propina indica ao menos cinco pagamentos ao senador do PMDB. Murilo Barbosa Sobrinho, funcionário da Petrobras apontado como representante dos interesses de Lobão na estatal, era quem recebia os recursos em nome do parlamentar. Há dois repasses realizados diretamente para Lobão, num total de US$ 41 mil. Os outros três pagamentos, de US$ 410 mil, aparecem divididos com outros beneficiários, como o ex-deputado Cândido Vaccarezza e Márcio Aché, ex-funcionário da Petrobras, mas não está especificado quanto foi destinado para cada um deles. Para a Polícia Federal, o apoio político de Lobão era considerado de fundamental importância para garantir contratos entre Sargeant Marine, uma empresa norte-americana de fornecimento de asfalto, e a Petrobras. Um dos acertos nos quais ele se envolveu pessoalmente rendeu à Marine US$ 180 milhões. O esquema é o mesmo que levou Vaccarezza à cadeia. A chancela de Lobão constituiu uma espécie de “seguro” para que não houvesse problemas em negócios futuros com a Petrobras.
Segundo a Polícia Federal, o esquema beneficiou ao menos dez pessoas. No documento também constam pagamentos para o advogado Tiago Cedraz, filho do ministro do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz, e alvo da 45ª fase da Lava Jato. Com seu sócio, Sérgio Tourinho Dantas, Tiago recebeu US$ 90,9 mil. O ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, também levou uma bolada: US$ 270 mil em depósitos fracionados, de valores pequenos, uma estratégia para disfarçar o rastreamento do dinheiro pelas autoridades. Delator da Lava Jato, foi Paulo Roberto Costa quem revelou as articulações para derrubar a empresa que fornecia asfalto para a estatal e transferir o contrato para a Sargeant Marine.
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa
também integrou o esquema: levou US$ 270 mil
O rastreamento do dinheiro pela PF revelou que os repasses eram feitos, principalmente, no exterior por meio de contas na Suíça. O dinheiro saía da Sargeant Marine e de outras empresas do mesmo grupo e ia para empresas offshores de Jorge Luz e do filho dele, Bruno. Eram os dois que distribuíam a propina aos destinatários finais. Alguns valores foram entregues em espécie. De setembro de 2010 a julho de 2012, a empresa norte-americana fez doze pagamentos, num total de US$ 2,1 milhões em propina. Para justificar os repasses, a Sargeant Marine firmou um contrato fictício com a Totaltec Power Solutions, empresa de fachada de Jorge Luz. O contrato foi assinado em junho de 2010 e previa pagamentos de até US$ 2,3 milhões por um estudo sobre o mercado brasileiro de asfalto. ISTOÉ teve acesso ao contrato frio, hoje em poder da PF, assinado por Luiz Eduardo Andrade, representante da Sargeant Marine no Brasil, outro alvo da operação Abate.

Um das grandes dificuldades da Polícia Federal na Lava Jato é identificar os recursos ilícitos que saem de grandes empresas, passam por operadores financeiros, e chegam aos destinatários finais – especialmente políticos e agentes públicos. Isso porque, as ferramentas usadas para os repasses ilícitos estão cada vez mais sofisticadas e incluem, por exemplo, contas no exterior, empresas offshores e entregas em espécie. Mapear exatamente por onde passou a propina é um dos pontos mais trabalhosos nas investigações da Lava Jato. Porém, quando isso é feito com sucesso, é possível comprovar, sem sombra de dúvidas, o envolvimento dos investigados em atos ilegais – conforme acontece agora.
À luz desse quadro, o documento entregue à PF pelo lobista Jorge Luz ilumina o cenário e colabora de maneira decisiva com o desbaratamento do esquema descoberto pela operação Abate. Jorge, que atua de maneira ilícita na Petrobras desde os anos 80, tem colaborado com a Lava Jato. Candidato a delator, ele já apresentou uma série documentos e prestou depoimentos aos investigadores que envolveram até o presidente Lula. Agora, ele ajuda a elucidar pagamentos de propina em que Lobão, o “senador dos atalhos”, exibiu o tamanho de seus dentes afiados.
O governador Flávio Dino cumpriu extensa agenda de entregas e inaugurações, na sexta-feira (6), no Sul do Maranhão. As cidades de Fortaleza dos Nogueiras, São Raimundo das Mangabeiras, Loreto, Riachão e São Félix de Balsas receberam um total de 25 quilômetros de ruas e avenidas completamente recuperadas pelo Programa Mais Asfalto e a assinatura de ordens de serviços para obras em saúde, turismo e abastecimento de água.
“São agendas que sinalizam o que buscamos: ajudar os prefeitos, os municípios e o povo. E mostrar que, apesar da crise, o Brasil é maior que ela; apesar da crise, o Maranhão é maior que ela”, acrescentou o governador.
“Não há governo do país que inaugure tanta obra como o Maranhão. A crise é dura, mas nós temos coragem de enfrentar”, acrescentou. “Temos obras em todas as cidades da Região Sul do estado”, destacou.
Cada uma das cidades visitadas na sexta-feira recebeu um investimento de R$ 1 milhão para realizar as obras coordenadas pela Secretaria Estado de Infraestrutura (Sinfra) em parceria com as prefeituras de cada cidade.
O prefeito de Fortaleza dos Nogueiras, Aleandro Passarinho, disse nunca ter visto “um governo tão compromissado com a população maranhense e os pequenos municípios como o de Flávio Dino”.
As obras do Mais Asfalto contemplam a realização de terraplanagem, recapeamento e pavimentação asfáltica de aproximadamente 5 quilômetros de vias em cada cidade.
“São várias ruas e avenidas que foram asfaltadas, retirando a lama e a poeira da porta da casa das pessoas, melhorando o trânsito e a qualidade de vida da população”, afirmou o secretário de Infraestrutura, Clayton Noleto.
Mais Ações – Em Loreto, o governador Flávio Dino, autorizou a abertura de licitação para o início das obras de instalação de três Sistemas Simplificados de Abastecimento de Água (SSAA) que beneficiarão os povoados Onça e Vale Verde, além de abastecer o Campus do Instituto Federal do Maranhão (IFMA).
Ainda na cidade, foi assinado o convênio entre Governo do Estado e Prefeitura do município para a construção do Hospital Municipal Manu Costa e a ordem de serviço que inicia as obras do Mais Asfalto na cidade.
“Vivemos um momento difícil, mas vejo na pessoa do governador empenho e vontade de ajudar, com asfalto, equipamentos de hospital, praça e outras coisas”, disse o prefeito Marfran Bringel.
Mais turismo – O governador também assinou a ordem de serviço para obras de melhoria ao acesso do Complexo Poço Azul e Encanto Azul, em Riachão, cidade integrante do polo turístico Chapada das Mesas.
Lá, serão revitalizados 20 quilômetros de trajeto, indo do km 12 da MA-334 até o Poço Azul e o Encanto Azul.
“O Poço Azul é referência nacional e internacional”, ressaltou o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Diego Galdino.
A Secretaria Municipal de Cultura (Secult) divulgou nesta sexta-feira (06), a chamada pública nº 01/2017 para inscrição de escritores maranhenses para lançamento de livros durante a 11ª Feira do Livro de São Luís – Felis. O evento, que tem a parceria do Governo do Estado, será realizado no período de 10 a 19 de novembro, na Praia Grande. Serão disponibilizadas 54 vagas para lançamento de obras literárias, que acontecerão no “Espaço de Lançamento” da Feira.
“O lançamento de livros é um dos mais importantes espaços da 11ª Feira do Livro de São Luís. Através dessa iniciativa, podemos oportunizar uma estrutura adequada, sem qualquer ônus ao escritor, e promover a valorização de obras maranhenses”, afirma o Secretário Municipal de Cultura, Marlon Botão.
Os interessados devem realizar a inscrição entre os dias 09 e 20 de outubro, a partir de formulário disponível no site da Prefeitura de São Luís, http://www.saoluis.ma.gov.br, devidamente preenchido, que deverá ser entregue na sede da SECULT, localizada na Rua do Mocambo, nº 253 – Centro. Além disso, os autores devem entregar um exemplar da obra à Secretaria Municipal de Cultura, que posteriormente será doado à Biblioteca Pública Municipal José Sarney.
Vale destacar que as 54 vagas disponibilizadas englobam apenas livros publicados no ano de 2017. Caso o número de inscrições recebidas não seja suficiente para cobrir essa quantidade, as inscrições de lançamentos e relançamentos de anos anteriores serão aceitas.
As sessões de lançamentos terão duração de, no máximo, 40 minutos, e serão sequenciadas pela sessão de autógrafo com o mesmo tempo de duração. Os autores que tiverem interesse em escolher a melhor data e horário para seu lançamento poderão, no ato da entrega da ficha de inscrição, indicar a sua preferência.
A lista de autores inscritos na chamada pública será divulgado na página da Prefeitura de São Luís na internet, através do site http://www.saoluis.ma.gov.br, a partir do dia 24 de outubro de 2017.
11ª Feira do Livro de São Luís
A Feira do Livro de São Luís (FeliS), que será realziada em parceria com o Governo do Estado, tem o objetivo de fomentar a tradição literária e cultural da capital maranhense, propiciar o maior acesso ao livro, estimular a formação de novos leitores e incentivar as cadeias produtivas em torno do livro e da mediação da leitura. O evento foi criado pela Lei Municipal no 4.449, em 11 de janeiro de 2005.
Este ano, na sua 11º edição, a FeliS tem como patrona a escritora maranhense Maria Firmina dos Reis, primeira romancista brasileira que este ano completa 100 anos de falecimento.
A cada edição, a FeliS é organizada em torno de uma temática construída coletivamente entre as diversas instituições parceiras na formatação do tema, definição do nome de patrono, eixos temáticos, planos de divulgação, apoio institucional, estratégias de viabilização, projeto arquitetônico e ambiental.
A escritora maranhense Maria Firmina dos Reis ganhou notoriedade por sua ousadia, originalidade e pioneirismo no cenário literário nacional destacando-se como contista, folclorista, poetisa, abolicionista, compositora e primeira romancista brasileira. A Feira lançará um olhar para vida e obra da romancista negra que abordou temas complexos para o contexto social em que viveu, subvertendo uma ordem imposta que segregava a mulher. além de refletir sobre a literatura feminina.
Com base em Ação Civil Pública (ACP) por atos de improbidade administrativa, ajuizada pelo Ministério Público do Maranhão, a Justiça determinou, nesta sexta-feira, 6, o afastamento do prefeito do município de Bom Jardim, Francisco Alves de Araújo, do cargo.
A decisão determina, ainda, que a Câmara Municipal de Vereadores convoque sessão extraordinária e dê posse ao vice-prefeito, em 72 horas, no cargo de prefeito.
Formulou a ACP o promotor de justiça Fábio Santos de Oliveira, titular da Comarca de Bom Jardim. A liminar foi assinada pelo juiz Raphael Leite Guedes.
Pela decisão, o atual gestor está impedido de movimentar as contas do Executivo municipal e os bens dele estão indisponíveis até o limite de R$ 1.435,468,65. O valor é resultado da soma de R$ 35.468,65, referente ao montante gasto com abastecimento de combustíveis, de forma irregular, e de aplicação de multa de 100 vezes o valor da remuneração (R$ 14 mil) do cargo de prefeito, totalizando R$ 1.400,000,00.
O bloqueio, no mesmo valor, alcança os bens do secretário de Administração, Ayrton Alves de Araújo, e de sete vereadores: Antônio Carlos Sousa dos Anjos – “Maninho”, Charles Viana da Silva – “Lebreu”, Manoel da Conceição Ferreira Filho – “Sinego”, Maria Sônia Brandão de Jesus, Antônio Barbosa de Almeida Filho – “Filho”, Clebson Almeida Bezerra – “Professor Clebson” e José de Ribamar Ferreira – “Dandor”.
ESQUEMA ILEGAL – De acordo com o MPMA, o desvio de recursos públicos ocorreu por meio de contrato de fornecimento de combustível, celebrado com o Posto Varão. O prefeito escolhia quem deveria ter acesso aos abastecimentos, por meio de cota aos vereadores da base aliada. O esquema era controlado pelo secretário de Administração, Ayrton Alves de Araújo, que também é irmão do gestor.
Ao avaliar as notas de abastecimento, a Promotoria de Justiça detectou que os vereadores da base aliada tinham livre acesso para abastecer seus veículos particulares, além do próprio prefeito e membros da família dele.
Em interceptação telefônica autorizada pela Justiça, o vereador Maninho demonstrou preocupação porque sabia da investigação sobre o esquema de abastecimento ilegal. Ele criticou o proprietário do posto de combustíveis por ter entregue ao Ministério Público as notas assinadas pelos vereadores.
A Promotoria de Justiça também colheu depoimentos de funcionários do posto de combustíveis que confirmaram o abastecimento dos carros particulares dos vereadores e parentes do prefeito.
Em outro depoimento, um servidor municipal, que também é primo do prefeito e tinha apenas a função de liberar veículos para abastecer, confirmou que as autorizações eram dadas por Ayrton Alves de Araújo.
Ao ser questionado, em depoimento ao MPMA, Ayrton afirmou que autorizou vários abastecimentos e apresentou uma relação de oito veículos que são de propriedade do Município de Bom Jardim, informando que apenas um está funcionando.
“Se somente há um veículo em condições de uso, como pode se ter um gasto mensal de R$ 50 a 70 mil de combustível por mês? A resposta é só uma: utilizando-se o patrimônio público para beneficiar os membros da família do prefeito e demais aliados políticos”, afirmou, na ACP, o promotor de justiça Fábio Oliveira.
PEDIDOS – Ao final da ACP, o Ministério Público pede que os acusados sejam condenados pelos atos de improbidade administrativa, com a obrigação do ressarcimento integral do dano, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa civil, proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais.