O Jornal O Estado do Maranhão repercutiu em sua edição de hoje (6) pronunciamentos irresponsáveis de dois deputados estaduais sobre a cultura do Maranhão.
O deputado estadual Edilázio Júnior (PSD) falou que o cantor carioca Agnaldo Timóteo está sendo contratado pelo Governo do Maranhão por um cachê de R$ 250 mil.
Não se sabe até agora de onde saiu o número de Edilázio, já que o cachê do cantor é de R$ 38.500, conforme publicado no Diário Oficial do dia 25 de maio.
Junto com o cantor maranhense Cláudio Fontana e a banda Máquina do Tempo, Agnaldo vai compor a programação do Arraial dos Aposentados, que será realizado no dia 28 de junho na Casa da Dunas como parte do São João de Todos no âmbito do Programa de Ação Integrada para o Aposentado do Governo do Maranhão.
A pergunta que fica é: de onde o deputado tirou esse valor de R$ 250 mil? Seria simplesmente má fé ou um ato falho pelo hábito costumeiro de superfaturar?
O deputado Eduardo Braide também usou a Casa do Povo para propagar inverdades sobre as festas juninas deste ano. Ele afirmou que as brincadeiras maranhenses não entraram na programação elaborada pelo Governo, quando essa é composta por mais de 500 artistas e grupos.
O deputado Raimundo Cutrim (PCdoB) disse nesta manhã na tribuna da Assembleia Legislativa que vai formalizar pedido ao Corregedor Geral de Justiça, desembargador Marcelo Carvalho Silva, para que sejam investigados afastamentos de prefeitos no interior do Maranhão mediante liminar. O parlamentar voltou a denunciar a existência de uma organização criminosa que estaria por trás da cassação do prefeito de São João do Caru e de outros municípios e solicitou que a Corregedoria e o Ministério Público investiguem.
Segundo Cutrim, hoje, o afastamento de um prefeito de qualquer município o custo é altíssimo para o município. “O que fica, para segurar uma liminar, segurar um período curto ou não, quebra o município. Isso é uma verdade que todos nós sabemos. São fatos, o que se ouve, o que se fala, o que se diz. Ainda há pouco o corregedor me ligou para saber mais detalhes. E eu estou encaminhando um documento escrito sobre esses fatos que estão ocorrendo no Maranhão para que a Corregedoria fiscalize e investigue, para que que esses fatos não se tornem corriqueiros”.
Segundo o parlamentar comunista, os municípios que estão passando por essas situações estão efetivamente quebrados. “São acordos bilionários. Lá em São João do Caru, o prefeito foi afastado por dívida de INSS contraída por gestões anteriores. “Ali tornou-se uma organização criminosa dos ex-prefeitos, com o presidente da câmara e com o vice-prefeito”. Ele disse ainda que leu em um blog que cada vereador teria recebido R$ 50 mil para cassar o prefeito.
“Por que os vereadores caçaram o prefeito? Porque eles queriam R$ 10 mil por mês. Como é que um prefeito vai pagar R$ 10 mil para cada vereador? E cada um tinha 50, 100, 200 serviços prestados. O que está acabando com o nosso Estado é esse serviço prestado, principalmente quando se aproximam as eleições. E o Ministério Público tem que fiscalizar isso. É a quantidade de serviços prestados para compra de votos. No dia que termina a eleição, no outro dia no mês de novembro, não fica nenhum, todos exonerados. Em toda eleição é isso”, observou Cutrim.
Após uma década de aumento absoluto do índice de homicídios, o Maranhão começou a registrar redução desse crime a partir de 2015, conforme apontou o Atlas da Violência 2018, elaborado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgado nesta terça-feira (06). Com 2.408 assassinatos notificados, o estado fechou 2016, último ano base do levantamento, com a taxa de 34,6 assassinatos por 100 mil habitantes, a terceira menor taxa do Nordeste. Os dados são do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.
Segundo o estudo, em 2014, o Maranhão chegou a ocupar o 4º lugar do país entre os estados com maior crescimento das notificações de homicídios, registrando aumento alarmante de 163,3%, se considerados os anos de 2005 a 2014, sete vezes maior que a média nacional, que era de 22,7%. Se considerados os homicídios por arma de fogo, o aumento chegava a 245% naquele ano.
A partir de 2015, finalmente o estado passou a registrar redução nas taxas, justificada pelos investimentos realizados pelo Governo do Maranhão na segurança pública, que têm impactado diretamente os principais índices de criminalidade no estado, inclusive o aumento na efetividade dos registros policiais de crimes, permitindo ações mais pontuais e resolutivas, a partir da estruturação qualificada das policias.
Hoje, o Maranhão possui o maior efetivo policial da história, com mais de 12 mil profissionais nas ruas, e concursos para nomeação de novos policiais estão em andamento. Além disso, com mais de mil veículos entregues, nos últimos três anos, a frota de viaturas foi quase duplicada e novas unidades policiais construídas, reformadas e instaladas por todo o território estadual.
Apesar do Atlas da Violência ainda não apresentar dados de 2017 e 2018, outros levantamentos têm apontado franca queda das taxas de criminalidade no Maranhão. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, por exemplo, o estado registrou redução de 73% nas ocorrências de assaltos a banco, quando comparados os anos de 2017 e 2014. Já a Região Metropolitana de São Luís fechou o último ano com redução de 40,6% na quantidade de homicídios notificados, no mesmo período.
O governador Flávio Dino (PCdoB) reagiu, através das redes sociais, à campanha desenvolvida pelo grupo Sarney contra presença do cantor Agnaldo Timóteo no arraial dos aposentados do IPEM, que acontecerá dia 28 de junho, na Casa das Dunas, no Calhau, promovido pelo Governo do Maranhão. No mesmo avento se apresentarão os maranhenses Máquina Du Tempo e Claudio Fontana.
Por conta da programação do São João patrocinado pelo Governo do Estado, o Sistema Mirante e seus satélites na blogosfera espalharam a notícia falsa de que Timóteo viria por uma cachê de R$ 250 mil, quando na realidade o cantor de grandes sucessos cantará para os aposentados do IPEM recebendo R$ 35 mil.
“Ainda não entendi porque estão fazendo uma campanha contra um ato cultural para aposentados no IPEM, no âmbito do Programa PAI. E claro que estão mentindo sobre valores de cachê. São uns irresponsáveis que querem ganhar eleição a qualquer preço. Vergonha”, disparou Dino.
“O carnaval que fizemos foi um enorme sucesso. O São João também será. E sempre gastamos bem menos do que no passado. Aí entram em cena os sabotadores e as viúvas de privilégios em arraiais VIP. Deus livre o Maranhão dessa gente”, completou o governador.
O consórcio de candidatos articulado pelo velho oligarca José Sarney, segundo revelou a pesquisa do Instituto Exata, não foi suficiente para ameaçar levar a eleição para um improvável segundo turno. Os cinco representantes da oligarquia – Roseana, Maura Jorge, Ricardo Murad, Eduardo Braide e Roberto Rocha – não conseguem empolgar o eleitorado, que parece não se importar com as notícias falsas, que agora atende pelo pomposo nome de Fake News, contra o governador Flávio Dino, líder disparado em todas as sondagens de opinião já realizadas até agora.
Enquanto Dino mantém em torno de si uma robusta aliança com quatorze partidos e está com a chapa majoritária pronta, com vice e os dois candidatos ao Senado já definidos, a concorrência continua batendo cabeça, alguns com problemas internos seríssimos, como é o caso envolvendo o ex-governador José Reinaldo Tavares e a cúpula estadual do PSDB, que ameaça não lhe dá legenda para disputar a cadeira de senador caso insista em declarar apoio ao deputado Braide, tendo os tucanos como candidato ao governo o senador Roberto Rocha.
A ex-governadora Roseana, após seis meses meditando se correria o risco de ser novamente humilhada nas urnas, como ocorrera em 2006 e 2014, ainda procura um vice, mas encontra dificuldade. Pretendia convencer o ex-deputado Arnaldo Melo a ser seu companheiro de chapa, mas este descartou a possibilidade e a vaga continua aberta. Já seu cunhado, Ricardo Murad, não se tem conhecimento de alguém que queira associar sua imagem ao homem acusado pela Polícia Federal de ser chefe da organização criminosa que assaltou os cofres da Secretaria de Saúde do Maranhão.
Eduardo Braide, visto como a esperança da família Sarney levar a eleição para o segundo turno, permanece indefinido. Em vídeo publicado nas redes sociais diz que está conversando com os partidos, mas não diz que paridos são esses e nada fala sobre a candidatura, diz apenas que ficou honrado com a lembrança do seu nome na pesquisa, onde apenas 6% dos entrevistados manifestaram o desejo de sufragar seu nome nas urnas.
Já Maura Jorge quer pegar carona na popularidade do candidato da direita a presidente da República, Jair Bolsonaro, mas possui índice insignificante de 3% e ainda trabalha montagem da chapa. Bolsonaro chega a São Luís dia 14 de junho e a ex-deputada espera, mas pouca coisa deve acrescentar na campanha da ex-prefeita de ago da Pedra.
O que ficou da pesquisa do Exata foi a demonstração de fraqueza dos concorrentes do governador, pois todo o consórcio reunido alcançou apenas 43% dos votos válidos, enquanto Flávio Dino caminha tranquilamente para renovar o mandato e sepultar de vez a velha oligarquia sarneysista que mandou no Maranhão durante cinco décadas, período em que o Estado conviveu com os piores indicadores econômicos e sociais do país.
O prefeito Edivaldo garantiu a continuidade das ações do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em São Luís. A execução da ação em 2018 foi assegurada junto ao Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). A cidade de São Luís foi uma entre as sete primeiras do país a garantir o recurso federal. Nesta terça-feira (05) o prefeito se reuniu com os secretários Fatima Ribeiro (Segurança Alimentar), Delcio Rodrigues (Fazenda) e Pablo Rebouças (Governo) para tratar sobre o programa. No próxima segunda-feira (11) a Prefeitura abre inscrições para a agricultores familiares se cadastrarem na terceira fase de execução do programa.
“Diante de um cenário de crise nacional e contingenciamento de recursos financeiros, a garantia da continuidade desse importante programa é reflexo de um trabalho executado com responsabilidade e planejamento. Desde o início da nossa gestão, temos aplicado políticas públicas que promovem o desenvolvimento econômico e social e, consequentemente, a qualidade de vida da população. E nesse contexto está o Programa de Aquisição de Alimentos, por meio do qual temos garantido o acesso a alimentos aos que mais precisam. O PAA é, ainda, uma importante ação de nossa gestão para fomentar a agricultura familiar, gerando emprego e renda no campo”, destacou o prefeito Edivaldo.
O recurso federal foi assegurado mediante prestação de contas referente à execução do programa em 2017. Para garantir o investimento, também são considerados pelo MDS critérios como a adesão do Município ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) e a existência de um Plano Municipal de Segurança Alimentar.
A titular da Secretaria Municipal de Segurança Alimentar (Semsa), Fatima Ribeiro, destaca que a continuidade do programa é um dos reflexos que comprovam o fortalecimento das ações da política de Segurança Alimentar durante a gestão do prefeito Edivaldo. “Fomos aprovados pelo Governo Federal sem restrições. Isso é resultado do trabalho de uma equipe que vem se esforçando para desenvolver as ações na área da Segurança Alimentar. Desde o início da gestão, o prefeito Edivaldo vem se preocupando com quem mais precisa, e o PAA representa bem esse cuidado”, disse a secretária.
INSCRIÇÃO
As inscrições para os agricultores familiares se cadastrem para participar desta nova etapa do programa podem ser feita de 11 a 28 de junho, das 8h às 12h e das 14h às 18h (de segunda a quinta-feira) e das 8h às 12h (às sextas-feiras). As inscrições serão realizadas na sede da Secretaria Municipal de Segurança Alimentar (Semsa), localizada à Rua Celso Magalhães, 78, Centro.
Para se inscrever, os agricultores interessados devem apresentar documentos pessoais originais e xerox do RG, CPF, comprovante de residência e da Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf – DAP) pessoa física. Podem se habilitar agricultores familiares, assentados da reforma agrária, silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores artesanais, indígenas e integrantes de comunidades remanescentes de quilombos rurais, povos e comunidades tradicionais.
“Estes fornecedores devem ter produção própria de alimentos e comercializar diretamente para o programa. É importante que cumpram os critérios, nesta que é mais uma oportunidade de inserção da agricultura familiar, garantindo a venda da produção, a renda para manter sua família e estímulo para aumento da produção”, reforça a coordenadora do PAA da Semsa, Fernanda Buzar. Todos os critérios de seleção dos produtores são estabelecidos pelo Ministério de Desenvolvimento Social (MDS).
Entre os produtos fornecidos estão abacaxi, abóbora, abobrinha, acerola, alface, banana (nanica e prata), batata doce, berinjela, caju, cebolinha, coco (d’água e seco), coentro, couve, farinha (de mandioca e d´água), feijão verde sem casca, limão, mamão (papaia e comum), maracujá, maxixe, mel de abelha, melancia, melão, milho, pepino, polpa (acerola, cajá, caju, goiaba e manga), quiabo, mandioca e vinagreira.
PROGRAMA – O PAA é uma ação do Governo Federal para colaborar com o enfrentamento da fome e da pobreza no Brasil e, ao mesmo tempo, fortalecer a agricultura familiar. Em São Luís, o programa é desenvolvido pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Alimentar (Semsa), em parceria com Agricultura e Pesca (Semapa) e Assistência Social (Semcas).
Em dois anos de execução do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em São Luís foram distribuídas cerca de 600 toneladas de alimentos, beneficiando cerca de 74 mil pessoas. O PAA atende cadastrados nos Centros de Referência e Assistência Social (Cras) e Centros Especializados de Referência e Assistência Social (Creas), além de instituições de apoio social como a Casa do Bairro, Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), coordenados pela Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas). Com a distribuição dos produtos, o programa contribui com a redução da insegurança alimentar entre a população em vulnerabilidade social da capital.
O deputado estadual Edilázio Júnior não cansa de falar inverdades na tribuna da Assembleia Legislativa. Na sessão desta terça-feira, 05, ele usou a palavra para atacar o São João do Maranhão, que só cresce a cada ano, e criar uma fake news sobre o cachê do cantor Agnaldo Timóteo, um dos artistas nacionais que fará apresentação nas festas juninas maranhenses.
O curioso é que Edilázio começou o seu discurso com a seguinte afirmação: “o governador trazendo para cá, eu achei até que era uma fake news, como ele gosta, Agnaldo Timóteo por duzentos e cinquenta mil reais. Aí eu faço um questionamento aos colegas, a você que está assistindo pela TV Assembleia, aos produtores culturais principalmente: Qual o produtor traria Agnaldo Timóteo para fazer um show privado em nossa capital por cem mil reais que fosse?”.
Quem mostrou que gosta de fake news é o deputado Edilázio Júnior. O cachê do cantor Agnaldo Timóteo para cantar no São João do Maranhão é de cerca de R$ 35 mil reais. Muito diferente dos R$ 250 mil que ele disse que o governo do Estado pagou.
Talvez Edilázio tenha se baseado nos valores que eram pagos durante o governo Roseana. Onde artistas nacionais eram contratados por cachês na casa dos R$ 1 milhão e os sarneyzistas nada falavam. Pelo contrário. Eram os primeiros a bater palmas e dizer que a cultura do Maranhão ia de vento em polpa.
Essa mudança no modus operandi de gerir o dinheiro destinado para a cultura soa estranho, e o governo pagar o mesmo que um produtor não entra na cabeça dos sarneyzistas. Talvez tenha saído daí o valor de R$ 250 mil inventado pelo jornal O Estado do Maranhão e proferido por Edilázio na Assembleia.
Mais uma fake news sarneyzista foi desmascarada.