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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 1/set/2018

Disputa pelo Senado segue embolada, diz pesquisa TV Guará/Econométrica

Continua bastante acirrada a disputa pelo Senado nas eleições maranhenses deste ano. De acordo com a pesquisa TV Guará/Econométrica divulgada neste sábado (1), há múltiplos empates técnicos entre os primeiros colocados.

A disputa está assim: Edison Lobão tem 26,3% das intenções de votos, seguido por Sarney Filho (25,7%), Eliziane Gama (24%), Weverton Rocha (20,5%) e Zé Reinaldo (18,1%).

Como a margem de erro é de 2,61%, há uma série de empates técnicos entre os candidatos.

Mais afastados, estão Alexandre Almeida (9,3%), Preta Lú (2,2%), Samuel Campelo (2%), Saulo Arcangeli (1,6%), Saulo Pinto (1,4%) e Iêgo Bruno (0,6%).

Brancos e nulos somam 30,7%. Outros 37,5% não sabem ou não responderam. A soma total dá 200% porque, neste ano, os eleitores votam em dois senadores.

Votos válidos – Considerando apenas os votos válidos – que excluem brancos, nulos e indecisos – Lobão tem 20%; Sarney Filho, 19,5%; Eliziane, 18,5%; Weverton, 15,5%; Zé Reinaldo, 14%; Alexandre Almeida, 7%; Preta Lú, 1,5%; Samuel Campelo, 1,5%; Saulo Arcangeli, 1%; Saulo Pinto, 1%; Iêgo Brunno, 0,5%.

Nesse caso, a soma dá 100% porque são apenas os votos válidos, como são computados na apuração oficial.

A pesquisa está registrada no TSE sob o número MA-08877/2018. Foi feita entre 21 e 25 de agosto, com 1.407 entrevistados. A margem de erro é de 2,61 pontos.

  • Jorge Vieira
  • 1/set/2018

Pesquisa TV Guará/Econométrica confirma vitória de Flávio Dino no 1º turno

Do portal da TV Guará – A primeira pesquisa de intenções de voto TV Guará / Econométrica foi divulgada neste sábado (1º) para o Governo do Maranhão aponta vitória de Flávio Dino (PCdoB) ainda no primeiro turno.

Ao todo 1.407 pessoas de todas as seis regiões do Maranhão responderam a pesquisa no período entre 21 e 25 de agosto. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número MA-08877/2018. O intervalo de confiança  é de 95% com uma margem de erro de 2,61%.

Governo

No cenário de estimulada, o atual governador tem 53,1% das intenções de voto seguido por Roseana Sarney (MDB) com 28,8%. Em terceiro lugar vem o senador Roberto Rocha (PSDB) com 3,7% enquanto Maura Jorge (PSL) soma 2,1%. Os candidatos Ramon Zapata (PSTU) e Odívio Neto (PSOL) foram lembrados por menos de um por cento dos entrevistados.

Os brancos e nulos somam 6,6% enquanto que os entrevistados que não sabem ou não responderam chegou a 4,9.

Quando analisados apenas os votos válidos, o governador Flávio Dino chega a 60% das intenções de voto contra 32,5% da ex-governadora Roseana Sarney. O senador Roberto Rocha atinge 4,2% enquanto Maura Jorge chega a 2,4%. Ramón Zapata e Odívio Neto não ultrapassaram a marca de 1%.

Segundo turno

A pesquisa também estimulou dois cenários de segundo turno e o governador Flávio Dino venceria a eleição em ambos.

Caso enfrentasse a ex-governadora Roseana Sarney, Flávio Dino aparece com 56,3% contra 30,8% da candidata. Com o número de brancos e nulos chegando a 8,2% e não sabem ou não responderam com 4,7%.

Contra Roberto Rocha, Dino foi citado por 63,3% dos entrevistados enquanto o senador teria 17,3%. Neste cenário, o número de brancos e nulos subiu para 13,1% enquanto os que não sabem ou não responderam chegam a 6,3%.

Espontânea

Na pesquisa espontânea, na qual os entrevistados citam livremente os candidatos em que votam, Flávio Dino foi o mais bem colocado com 37% das citações seguido por Roseana Sarney com 16,1%. Novamente Roberto Rocha fica em terceiro com 1%.

Neste cenário, Maura Jorge e Ramón Zapata aparecem com menos de 1% enquanto Odívio Neto não foi citado por nenhum dos entrevistados. Neste caso os brancos e nulos somaram 4% enquanto o número de que não sabem ou não responderam bateu a marca de 40%.

Rejeição

Entre os candidatos com maior rejeição para os entrevistados, a ex-governadora Roseana Sarney está na liderança com 47,1% das respostas, seguida por Roberto Rocha com 26,3% e Flávio Dino com 23,4%.

Maura Jorge foi citada por 19,5%, Ramón Zapata por 17,3% e Odívio Neto por 12,7%. Os entrevistados que não sabem ou não responderam chegam a 12,1%.

Senador

A pesquisa TV Guará / Econométrica também traz números do cenário para o Senado Federal com uma disputa bem apertada pelas duas vagas a disposição.

O líder de intenções de voto é o senador Edison Lobão (MDB) com 26,3% seguido de perto por Sarney Filho (PV) com 25,7%. A deputada federal Eliziane Gama (PPS) vem em terceiro lugar com 24% seguida do também deputado Weverton Rocha (PDT) com 20,5%. Zé Reinaldo (PSDB) também está próximo dos líderes com 18,1%.

O outro candidato do PSDB, Alexandre Almeida, tem 9,3% das intenções de voto seguido por Preta Lú (PSTU) com 2,2% e Samoel Campelo (PSL) com 2%. Saulo Arcangeli (PSTU) foi citado por 1,6% e Saulo Pinto (PSOL) por 1,4%. Iego Bruno (PCB) foi citado por menos de 1% dos entrevistados.

O número de votos em branco e nulo chegou a 30,7% e o dos que não sabem ou não responderam bateu a marca de 37,5%.

Aprovação

O Governo de Flávio Dino foi aprovado por 65,2% dos entrevistados contra 31,1% dos que não aprovam a sua gestão a frente do Maranhão. Apenas 3,7% não sabem ou não responderam sobre a aprovação do governo.

 

 

 

 

 

 

 

  • Jorge Vieira
  • 1/set/2018

Carta Capital: Em um Maranhão renovado, Dino tenta confirmar fim da era Sarney

Enquanto estado surge na vanguarda em políticas educacionais e de inclusão, oligarquia local volta a apostar em Roseana

Por Murilo Matias – O grupo político mais antigo em atividade no Brasil confronta-se mais uma vez com o governador Flávio Dino no Maranhão. Após o líder do PCdoB derrotar o grupo político da família Sarney nas eleições de 2014, colocando fim à supremacia de meio século,o estado que costumava ocupar as manchetes nacionais pelas crises passou a ser exemplo para o Brasil em áreas como educação, infraestrutura e na atenção a pessoas com necessidades especiais.

“Dino faz um governo atuante, aceito pela população que defende sua reeleição. Ouço das pessoas que ele está realizando a maioria das promessas. Agora mesmo nossa avenida principal está em reforma e prometeram calçar a rua onde moro até o final do ano”, conta Marilene Costa, moradora da zona rural de São Luís, a trinta minutos do centro.

A dona de casa destaca ainda a democratização do acesso à internet através do Maranet, que em sua primeira etapa acumula 800 mil acessos e planeja atingir 61 cidades, das 217 do estado.

A busca de Dino pela reeleição baseia-se no fortalecimento do Estado como agente de transformação social junto da participação popular em discussões sobre o orçamento participativo. A partir dessa visão, o gestor aliou a busca por experiências bem sucedidas junto ao fortalecimento do funcionalismo para desenvolver políticas voltadas às necessidades mais urgentes.

O investimento em pessoal fez com que o Maranhão fosse considerado o paraíso dos concursos, em comparação aos outros estados que cortavam vagas na máquina pública.

“Acabou o tempo do Maranhão ser governado por uma ou duas famílias, agora o estado é governado por todas as famílias. Eu escolhi ser político porque gosto de ver o povo mobilizado, isso me emociona. Tenho muito orgulho de ser um servidor público sério”, definiu Flávio Dino, no lançamento da campanha que reuniu dez mil pessoas, incluindo os candidatos ao senado da chapa e Weverton Rocha (PDT ) e Eliziane Gama (PPS).

A ênfase ao sistema educacional com o Escola Digna resultou na reforma de 800 unidades,  qualificação a 50 mil professores e no pagamento do salário base mais alto do Brasil, R$ 5.750, além de treze mil matrículas em regime integral.

“Avançamos não somente financeiramente, mas nas condições de trabalho e no diálogo da entidade sindical com o governo, que já anunciou um novo edital para docentes. Nas gestões anteriores tudo ficava na conversa ou não éramos nem recebidos”, compara Raimundo Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma),com 33 mil sindicalizados.

No ensino superior, a Universidade Federal do Maranhão é pioneira no curso de cultura estudos africanos e  afrobrasileiros, sintonizada com a formação étnica da população. A licenciatura surgiu respaldada pela lei federal sancionada pelo ex-presidente Lula que tornou obrigatória a matéria para os alunos do fundamental e médio.

“Nesses tempos sombrios de perda de direitos e diminuição de políticas afirmativas somos uma resistência. Este ano levamos uma comitiva de cem alunos para a África, algo inédito. O Maranhão é o estado com maior população negra no Brasil e aqui o extermínio da juventude negra impressiona”, informa a professora Pollyanna Muniz.

A terra que se orgulha por preservar o português mais belo do país exclui 840 mil conterrâneos da possibilidade da leitura e escrita ao manter aproximadamente 17% da população no analfabetismo . O problema crônico teve um símbolo de transformação com os vinte mil maranhenses que se somaram aos três milhões e meio de latinoamericanos contemplados pelo programa “Sim eu posso”, método cubano aplicado em conjunto com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), sobretudo aos idosos, maioria dos iletrados.

No segmento da saúde, o número de hospitais pulou de dois para dez e a cooperação foi novamente um trunfo com destaque para a presença dos médicos cubanos que junto aos brasileiros reforçaram a atenção básica com pico de 700 profissionais. Outra novidade, a transformação da casa de veraneio do governador em um local de assistência a crianças com carências de neurodesenvolvimento permite o atendimento semanal de 15 famílias na Casa de Apoio Ninar. Em paralelo, o projeto Travessia levou transporte gratuito a 1.500  portadores de deficiência em mais de 35 mil viagens desde 2006, segundo dados oficiais.

A superação de barreiras chegou também aos gramados. O Maranhão conquistou A Copa Nordeste, ou Lampions League, com o título do Sampaio Correa – o triunfo inédito veio depois de o clube ser excluído do campeonato em anos anteriores, motivo da festa sem fim promovida pelos torcedores da Bolívia Querida, apelido do time em razão de seu uniforme.

Dos chineses aos americanos, aqui é Jamaica

Se no campo social a integração foi com os cubanos, no terreno energético e econômico o executivo busca parcerias com a iniciativa privada da China para retomar a obra da refinaria de Bacabeira, projetada para ser a maior da América Latina antes de ter sua construção interrompida pela Petrobras devido à troca de comando na estatal. A negociação envolve o valor de dez bilhões de dólares, mas a capacidade de processar 300 mil barris de petróleo por dia anima os investidores asiáticos a longo prazo.

A geração de energia, aliás, preocupa os consumidores cotidianamente. O preço da tarifa praticado pela Companhia Energética do Maranhão (Cemar) é o segundo mais elevado do país afetando gravemente as casas em que a renda per capita familiar é inferior ou equivalente de 597 reais, média do estado e a menor nacional.

O governo contraargumenta que essa fatia da população paga valores inferiores ao fixado pela Agência Nacional de Energia Elétrica e cita baixa de impostos na concessão gratuita de carteiras de motorista e nos incentivos à agricultura familiar para demonstrar a postura tributária em relação aos mais pobres.

Os recursos naturais abundantes se estendem pela região mineradora de Godofredo Viana, abundante em ouro, ao longo do pólo agrícola de Balsas e na atração de turistas aos lençóis maranhenses. As possibilidades das terras e os constantes confrontos reforçam a necessidade de ações de proteção a comunidades quilombolas e etnias indígenas.

“O Brasil desde sua colonização mantém a concentração da terra como modelo imperante em detrimento a milhões que precisam de seus territórios para garantir a sua reprodução física e cultural, em especial nós povos originários. O agronegócio avança a cada dia apoiado pelo governo. No Maranhão o processo de reforma agrária é incipiente com muitos conflitos onde povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares sempre saem perdendo. A presença desses grupos evidencia que o modelo de desenvolvimento deve se basear nos nossos modos de vida, somos o símbolo da resistência”, assegura a maranhense Sonia Guajajara, candidata a vice-presidência pelo Psol, a primeira indígena a concorrer ao posto.

Ao passo que a questão fundiária é alvo de disputas inclusive da especulação estrangeira, a supremacia estadunidense sobre a Base de Alcântara, localizada no município de mesmo nome, reflete o descompasso entre a defesa da soberania por parte da esfera estadual e o entreguismo de Michel Temer – o acordo dos golpistas com a potência do norte restringe a atuação dos cientistas brasileiros no local. A comunicação entre os poderes também deixa a desejar no que concerne à administração da penitenciária de Pedrinhas, palco de repetidas chacinas. A omissão da União exigiu do governo a revitalização do complexo para evitar as mortes que chocaram o Brasil em anos anteriores.

Buscando ares mais relaxados, a inauguração do Museu do Reggae reforçou a relação do povo com a música trazida pelos jamaicanos. São Luis, a capital brasileira do reggae, lembra até hoje dos shows de Jimmy Cliff na ilha e das afinidades entre o espírito maranhense e caribenho.

O meio século de poder

Os abalos à família Sarney iniciado com a vitória de Dino em 2014 teve novo capítulo em 2016 quando o PCdoB atingiu o recorde de 46 prefeituras diante das 22 mantidas pelo PMDB. Acossado pelo crescimento dos adversários, o ex-presidente Sarney retornou seu domicílio eleitoral ao Maranhão, levantando suspeitas de que concorreria ao Palácio dos Leões aos 88 anos, cargo que coube a sua filha, a ex-governadora por quatro mandatos Roseana Sarney.

“Já estou bem velho, mas não velhaco. Sou o político mais antigo em atividade no Brasil, já percorri todos os caminhos da política e tenho uma tradição de luta por nosso estado. Há sessenta anos a violência dominava o Maranhão, não havia luz, água, estrada e o povo era triste. Hoje sou eu quem está triste pelo fim das festas populares, com a volta da criminalidade e da perseguição. Esse governo só olha para trás e o escolhido sou eu. Nessa idade era para eu ser respeitado, mas sou acusado depois de passar a minha vida a serviço do Maranhão. Com Roseana a tristeza vai acabar”, declarou Sarney aos gritos de eterno presidente na convenção do PMDB realizada no espaço privado Renascença.

A capital é um exemplo da perda do controle político dos emedebistas, que elegeram apenas um vereador em São Luis, gerida pelo bem avaliado prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT), cujo partido integra a base do governo. Mas engana-se quem pensa que o clã perdeu instrumentos para exercer sua força, como demonstra a sentença da juíza Anelise Nogueira Reginato determinando a inelegebilidade de Dino por abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2016. Sem efeito imediato por ser uma decisão de primeiro grau, o risco está na possibilidade de cassação futura do governador, relembrando os tempos que Jackson Lago (PDT) foi retirado do cargo para o qual havia sido eleito derrotando Roseana, em 2006.

Historicamente o clã Sarney e seus aliados valeram-se de estratégias eficientes que permitiram sua perpetuação. Parte dos maranhenses considera ser visto com preconceito pelo restante dos brasileiros devido a sempre serem taxados como os mais pobres e detentores dos piores índices na saúde e educação.

Somado à ideia do estigma, muitos não se incomodam em manter uma relação personalista com o Estado dependendo de favores dos caciques e elogiam o apreço do grupo pela cultural local, a cena de Roseana dançando o boi percorre todas as campanhas de que participou.

“O presidente e sua filha nos defendem lá fora, isso é muito caro para nós. Sem ele e seus parceiros não teríamos as obras que estão em cada canto do território desde os tempos em que Glauber Rocha veio filmar Maranhão 66 por aqui”, recorda Assis Miranda, de Imperatriz, a maior cidade na mão dos sarneysistas.

A construção da imagem positiva inclusive alçou Roseana, intitulada guerreira do povo, a colocar-se como pré-candidata à presidência da república em 2002 pelo PFL, hoje DEM. O movimento trazia muitas semelhanças com a transição realizada por Fernando Collor em 1989, gestores jovens, modernos, que proporcionaram desenvolvimento a suas terras pobres do Nordeste.

A apreensão de 1,3 milhões de reais na construtora Lunus, em São Luís, empresa de propriedade da então governadora e seu marido Jorge Murad, acabaram com a chance de um Sarney voltar a presidir o Brasil, mas não acabaram com o poderio interno.

“Passei os últimos quatro anos em silêncio em respeito aos que escolheram Flávio Dino, mas agora chegou a minha hora de falar. É inadmissível que mais de 300 mil cidadãos tenham retornado à pobreza e que o governo confisque bens, carros, motos em leilões que humilham a dignidade das pessoas. Não permitirei que isso continue”, afirmou Roseana durante a oficialização de sua candidatura.

A hegemonia sobre a rádio e TV Mirante, retransmissora da Globo, é mais uma arma para desgastar os comunistas. Sob esse quadro, a esquerda questiona a pesquisa Ibope em que Dino aparece com 43% contra 34% de Roseana – correm por fora o senador Roberto Rocha (PSDB) e Maura Jorge (PSL), ambos com 3%. No estado, é comum os levantamentos do instituto superestimarem a performance de candidatos do grupo de Sarney.

O levantamento aponta ainda a liderança dos conservadores para o Senado com a dianteira de Sarney Filho (PV) e Edison Lobão (PMDB), que ganhou todas as eleições que participou. “Não tenho curral eleitoral, tenho a consciência política do estado”, declarou o ex-ministro de Minas e Energia, em entrevista ao Imparcial.

Apesar da distância ideológica, nem tudo é diferença entre os nomes que polarizam o cenário. Assim como os adversários faziam, Dino costurou uma grande aliança pela governabilidade, causando o fim à chamada “sarneyzação do PT”, em alusão ao tempo em que o partido estava junto do PMDB, pressionado pela conjuntura nacional. Junto aos petistas, integra a coligação o DEM e PP, siglas que apoiaram o golpe contra a presidente Dilma Roussesff.

Outro traço em comum é a defesa do ex-presidente Lula, o preferido dos maranhenses para o pleito presidencial. A manifestação de apoio ao direito de concorrer da maior liderança nacional coloca Roseana ao lado de Dino, que na condição de juiz federal critica os abusos do judiciário.

Por tudo que envolve, a campanha maranhense deve ser uma das emocionantes do Brasil pelo contraste que encarna. Se houvesse eleição pelo melhor jingle a chance seria grande para a música cantada por Alcione na campanha de Roseana, mas na ilha do amor os comunistas esperam bater o tambor do boi e os corações da gente com mais força.

  • Jorge Vieira
  • 31/ago/2018

Sílvio Bembem resgata crença na política em ato da candidatura a Deputado Estadual

É possível fazer política séria e contra as desigualdades. Esse foi o sentimento que Sílvio Bembem, candidato a deputado estadual do Partido Socialista Brasileiro, resgatou em lideranças comunitárias, culturais, religiosas, políticas, intelectuais e trabalhadores que deram o apoio a sua candidatura na noite de quinta, 30/08.

Sílvio Bembem agradeceu o apoio de todos e reafirmou que sua candidatura é resultado de uma trajetória de 34 anos de luta nos movimentos sociais. “Eu travei uma luta histórica no Maranhão e continuo com a mesma garra para ser uma referência para as classes populares na Assembleia Legislativa”, afirmou Sílvio, que foi secretário adjunto do governador Jackson Lago e líder nos movimentos estudantil, comunitário, sindical e político-partidário.

“Saúde e educação são fundamentais”, afirmou o doutor em Ciências Sociais, que apoia Bira do Pindaré a deputado federal e a reeleição de Flávio Dino a governador, pela Coligação Todos Pelo Maranhão.

Sílvio resgatou a sua origem humilde, durante o ato político realizado no Hotel Abeville, na capital maranhense. “Sou filho de um pedreiro e de uma costureira, nordestino, negro e nunca imaginava que conquistaria o doutorado na PUC São Paulo”, relembrou.

“Não vou me enclausurar com essa conquista proporcionada pelas políticas sociais de Lula da Silva; sinto a necessidade de retribuir e lutar por essa população humilde do Maranhão que representa a minha origem”, prosseguiu.

“Vamos avançar unidos por um Brasil e um Maranhão melhor; vamos derrotar Temer e reeleger Flávio Dino”, continuou. “Flávio Dino é a melhor opção para o Maranhão e permitir que a oligarquia volte ao poder é uma afronta à democracia”, disse Sílvio sob efusivos aplausos.

Apoio de Bira do Pindaré – Leide Sousa, representando o deputado Bira do Pindáré, comparou as trajetórias de Sílvio Bembem e de Bira. “Acredito em sua história de vida, Sílvio, que como Bira sempre estudou em escola pública, cedo foi aprovado em concurso público e sempre esteve na luta por dias melhores para a população”, afirmou Leide.

“É preciso ter coragem pra pedir votos nesse momento difícil em que o país vive, com descrença na política e nas instituições”, prosseguiu. “Há tempos conheço Sílvio, acredito na política e na eleição de Bira pra Câmara Federal, que vai abrir uma cadeira pro Sílvio na Assembleia Legislativa”, concluiu Leide.

Lideranças com Sílvio Bembem – O rapper Preto Nando, que há mais de 20 anos trabalha na periferia da capital com projetos sociais para jovens desassistidos, também levou o apoio à candidatura de Sílvio Bembem. “Através da cultura se pode modificar a realidade das comunidades”, afirmou o artista do movimento Hip hop que analisa o mandato popular de Sílvio como forma de institucionalizar políticas públicas culturais na periferia das cidades do Maranhão.

Para o historiador e professor da UFMA Hugo Freitas, doutorando em Sociologia pela USP, Sílvio Bembem reúne as condições para exercer uma representação popular na Assembleia Legislativa. “A política é a única forma de se buscar a transformação da realidade e essa será a grande luta de Sílvio”, ponderou.

O ato contou, ainda, com a presença de lideranças políticas como Sourak Borralho (PSB); comunitárias como JJ – José João Amorim da Silva (do movimento de Luta pela Moradia e Preservação do Vinhais Velho) e de Marcone Pinheiro (da comunidade Jordoa/Sacavém e Igreja Batista); e de lideranças acadêmicas como o professor do IFMA Adroaldo Almeida, representando Saulo Pinto (PSOL), o médico Ruberval Guimarães do Hospital Universitário e o professor Jader Cavalcante (UFMA)

Quem quem ? – O ato contou com a presença do artista popular e percussionista Erivaldo Gomes, autor do jingle de campanha “Quem quem ? Sílvio Bembem!”.

“Acho muito importante estar nessa viagem com Sílvio”, afirmou o artista que já participou de festivais de música da Rede Globo, integrou a equipe de músicos do Programa Som Brasil e estudou Percussão na Faculdade Paulista de Artes. “Vai dar certo, vai ser uma das poucas mudanças na Assembléia”, avaliou Erivaldo, que já teve honrosas participações com grandes nomes da música brasileira, como Xangai, Terezinha de Jesus, Décio Marques, Antônio Carlos Nóbrega, Elomar, Heraldo do Monte, Oswaldinho do Acordeon, Cesar Teixeira, Mochel, Tácito Borralho e Alcione.

Sílvio Bembem nasceu no bairro da Liberdade, em São Luís, e iniciou a sua liderança política no bairro da Areinha. Filho de pedreiro e de costureira, tem 10 irmãos, é casado há 27 anos e tem três filhos estudantes da graduação

Sílvio Bembem é administrador, cientista Político, especialista em Sociologia, doutor e mestre em Ciências Sociais (PUC-SP), servidor público federal do Hospital Universitário. Foi Secretário-Adjunto de Estado da Igualdade Racial no governo Jackson Lago (2007-2009) e foi assessor da reitoria da UFMA (2013-2015)

Atua na militância política na sociedade civil há mais de 35 anos, tendo participado dos movimentos Estudantil, Comunitário, Sindical Previdenciário, de Moradia, lutas antirracistas e depois do movimento partidário.

Sempre na defesa da democracia e contra todas as formas de desigualdades, foi filiado do Partido dos Trabalhadores (PT) por 27 anos, foi fundador do partido REDE e candidato a vereador em São Luís (1992) e a deputado estadual (2006).

– Hoje é filiado no PSB-MA e vota em Lula/Hadad para presidente, Flávio Dino Governador e Bira do Pindaré para deputado federal.

Ele disputa um espaço na Assembleia Legislativa para ser referência para as classes populares na luta contra as desigualdades com ética, integridade e transparência.

Vai criar um núcleo permanente de diálogo entre a sociedade e a Assembleia Legislativa e lutar contra as desigualdades,  por educação, saúde, moradia digna, emprego, renda e por um projeto de comunicação popular

  • Jorge Vieira
  • 31/ago/2018

Weverton arrasta multidões em Codó e Timbiras

Caminhada de Weverton em Codó reuniu multidão e terminou em comício

Nesta quinta-feira (30), os compromissos de campanha do candidato Weverton Rocha pelo interior do estado começaram por Codó. Uma multidão seguiu a comitiva formada por Flávio Dino, Eliziane Gama, Bira do Pindaré, o prefeito da cidade, Francisco Nagib, e prefeitos de vários municípios vizinhos.

A cidade, que já recebeu uma patrulha agrícola via emenda do deputado pedetista, no ano de 2016, declarou apoio ao projeto de Weverton rumo ao Senado. “Ele é de luta, ajuda nossa cidade, defende o trabalhador, defende Lula e faz oposição a esse Governo Ilegítimo do Temer e por isso vamos ajudar a eleger um senador jovem e trabalhador como Weverton”, declarou Nagib.

Ainda na região, a comitiva seguiu para Timbiras, onde Weverton ajudou a implantar o Projovem Trabalhador, que em ajudando a dar mais esperanças aos jovens da cidade. “Os jovens das nossas cidades precisam ser estimulados com projetos e programas em suas próprias localidades, para evitar sair em busca de oportunidade. Quero ser senador para dar mais oportunidades para essas mudanças”, pontuou o candidato.

Também na cidade, uma multidão parou para ouvir o candidato que tem o apoio do ex-presidente Lula. “Weverton é sério, defende o povo como o Lula e apesar de ser jovem transmite responsabilidade e já tem muito trabalho para mostrar”, frisou a moradora da cidade, Josélia Silva.

 

  • Jorge Vieira
  • 31/ago/2018

PREFEITURA DE PAÇO DO LUMIAR ANTECIPA FOLHA E PAGA SALÁRIOS DE AGOSTO

Na contramão da crise, prefeito de Paço do Lumiar Domingos  Dutra antecipa salário

A Prefeitura de Paço do Lumiar pagou nesta sexta-feira, 31, os salários de agosto dos servidores públicos efetivos e comissionados do Município. Mesmo com a crise financeira que continua assolando diversos municípios de todo o país, a gestão do prefeito Domingos Dutra (PCdoB) tem mantido o pagamento dos servidores em dia, realizando os depósitos em conta ainda dentro do mês de referência.

“Pelo vigésimo mês consecutivo estamos pagando os servidores em dia. Estamos honrando o compromisso assumido com os nossos funcionários desde que assumimos. A antecipação – pagamento antes do 5º dia útil do mês seguinte -, com o depósito dos salários ainda dentro do mês de referência, confirma mais uma vez a prioridade dada pela gestão aos servidores municipais”, destacou o prefeito Dutra.

São mais de R$ 7 milhões injetados na economia do município. Com o pagamento, a Prefeitura também aquece as vendas no comércio local, e, assim, traz benefícios para todos os setores da comunidade luminense. Além disso, a Prefeitura está realizando diversas obras e ações inéditas na infraestrutura, saúde, educação e agricultura em Paço do Lumiar.

“Mesmo com dificuldade, temos conseguido manter em dia o pagamento dos funcionários, fornecedores. Pagamos parte do 13º salário em junho, antes do prazo. Temos a responsabilidade da gestão do dinheiro público, uma das marcas da nossa administração, aqui não existe jeitinho ou coisa mal feita para encobrir ilegalidade”, acrescentou a secretária municipal de Planejamento e Articulação Política, Nubia Feitosa.

  • Jorge Vieira
  • 31/ago/2018

Roberto Rocha não exibe programa no 1º dia do horário eleitoral e gera desconfiança

Não é de hoje que a candidatura de Roberto Rocha ao Governo do Maranhão é vista com dúvidas e desconfiança. Mas nesta sexta-feira (31), ele deu o sinal mais claro até agora de que realmente não está na disputa para valer. O tempo reservado ao programa dele no primeiro dia do horário eleitoral gratuito na TV ficou vazio.

Em vez do programa, foi exibido apenas uma tela avisando que aquele espaço pertencia à coligação de Rocha. Foi um minuto e 29 segundos sem passar nada.

Não foi um problema específico do partido de Rocha, o PSDB. O candidato ao Senado do partido Alexandre Almeida  participou normalmente do horário eleitoral gratuito.

Ou seja, Rocha tinha a estrutura necessária para gravar e entregar o programa. Mas preferiu não fazer.

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