O senador eleito Weverton Rocha (PDT), através de suas páginas nas redes sociais, anuncia que fará oposição ao governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).
Para o novo senador do Maranhão que tomará posse no início de 2019, o resultado das urnas deve ser democraticamente aceito porque representa a vontade soberana do povo brasileiro.
Na mensagem postada na internet, Weverton observa que “os brasileiros decidiram nas urnas quem ocupará a Presidência do Brasil. E como manda a democracia, devemos respeitar a decisão”, defende.
O deputado federal pedetista, eleito senador na chapa do governador Flávio Dino, acrescenta ainda que “por convicções ideológicas estarei na oposição”. Rocha é o atual líder da oposição ao Governo Michel Temer na Câmara dos Deputados.
A eleição para presidente da Federação dos Municípios do Maranhão, que acontecerá em dezembro, será ser fruto de um grande entendimento que está sendo costurado nos bastidores para evitar disputa na entidade. É consenso que o futuro presidente sairá do grupo de chefes de executivos que apoiou a reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB).
Ao ser eleito para presidente da Famem, o prefeito de Tuntum, Cleomar Tema, fez um acordo que não disputaria a reeleição e, ao ser cobrado agora, reconheceu o acordo e iniciou conversações para chegar a um bom entendimento com o prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), que deverá substituí-lo no comando da entidade.
Em recente conversa com jornalistas, Erlânio reafirmou sua condição de candidato e que já conta com o apoio de mais de 141 prefeitos para assumir a presidência da Federação dos Municípios, além do apoio declarado do senador eleito Weverton Rocha, mas tudo está sendo conversado e caminhando para um grande entendimento.

José Sarney e seu aliado no Amapá, governador reeleito Waldez Góes
O ex-presidente José Sarney (MDB), oligarca mais longevo da história do Brasil, após ser escorraçado do Maranhão amargando uma humilhante derrota da filha Roseana (MDB) no primeiro turno da eleição para o Governo, conseguiu reeleger o aliado Waldez Góes (PDT), no Amapá, Estado que criou quando no exercício da Presidência da República e por onde exerceu seus últimos mandatos como senador.
Sarney, um político decadente, com o prestígio abalado em Brasília pelo resultado da eleição no Maranhão e que andava amargurado com a rejeição nas urnas da oligarquia que criou e mandou no Maranhão ao longo de cinco décadas, teve na vitória de Góes o único triunfo desta eleição, pois conseguiu derrotar um adversário histórico e líder popular de esquerda no Amapá, senador João Capiberibe (PSB).
No seu estado natal, além de acachapante derrota de Roseana Sarney para o governador Flávio Dino (PCdoB), o ex-presidente ainda assistiu o filho Zequinha Sarney (PV) amargar a quarta colocação na eleição para o Senado e ficar sem mandato após 40 anos no exercício de deputado federal.
O candidato do PDT foi reeleito governador do Amapá no segundo turno das eleições 2018 com 52,38% dos votos, enquanto João Capiberibe, do PSB, ficou 47,62% dos votos. Waldez, que em setembro de 2010 foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Mãos Limpas, é o principal aliado de José Sarney no Amapá.
A última parcial divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h21, com 94,4% das urnas apuradas, garantiu a vitória do candidato do PSL, Jair Bolsonaro. O capitão reformado do Exército venceu o candidato Fernando Haddad (PT), a pesar da reação na reta final da campanha. Com a a divulgação do resultado quase totalizado, Bolsonaro apareceu com 55,5% dos votos válidos, contra 44,5% para Haddad.
O governador reeleito Flávio Dino (PCdoB) votou neste domingo (28), às 10h40, na Unidade Integrada Clarindo Santiago, no bairro do Olho D’água, em São Luís. Ele estava acompanhado da senadora eleita Eliziane Gama (PPS), do presidente do PCdoB no Maranhão, o deputado federal eleito Márcio Jerry, e do presidente do PT maranhense, Augusto Lobato.
Flávio Dino defendeu a eleição de Fernando Haddad (PT) para a presidência da República, que possui Manuela D’Ávila (PCdoB) como candidata à vice-presidente. O governador garantiu que, qualquer que seja o resultado, será respeitado pelo partido.
“Tivemos uma grande mobilização social em torno da candidatura de Fernando Haddad, porque acredito que é a melhor proposta para o fortalecimento da nossa democracia, para a proteção dos direitos sociais dos mais pobres e dos trabalhadores. Obviamente respeitaremos e saudamos a força da democracia brasileira que chega à sua oitava eleição consecutiva após a redemocratização e espero que essa conquista não se perca, qualquer que seja o resultado”, defendeu o governador.
Flávio Dino espera que Fernando Haddad mantenha no Maranhão a votação alcançada no primeiro turno, em que o petista chegou a 61% dos votos.
“Acho que venceremos bem aqui no estado, tivemos uma vitória muito importante no primeiro turno. Estou na expectativa também do segundo turno que a maioria da população do Maranhão vai seguir com essa proposta que nós estamos, respeitosamente, defendendo para o nosso estado e para o Brasil”, afirmou.
Eleições em Bacabal – Flávio Dino também falou sobre a eleição municipal em Bacabal, que ocorre paralelamente ao pleito presidencial, após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Espero sobretudo que o pleito ocorra em paz. Estive na cidade, temos um candidato (César Brito, do PPS) que tem nosso apoio. Continuaremos ajudando o município como temos ajudado”.
Brasil 247 – Pesquisa Vox 247 realizada neste sábado 27, e financiada pelos eleitores, aponta empate entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), indicando para a possibilidade real de virada neste domingo 28; nos votos totais, os percentuais são de exatamente 43% a 43%; ninguém/brancos/nulos são 9% e “não sabe” ou “não respondeu”, 5%; nos votos válidos (contando apenas a intenção de voto efetiva em cada candidato), os percentuais são de exatamente 50% a 50%
Nos votos totais, as intenções de voto são de exatamente a 43% a 43%. Ninguém/Brancos/Nulos são 9% e “não sabe” ou “não respondeu”, 5%.
Nos votos válidos, os percentuais são de exatamente 50% a 50%.
Os votos espontâneos para presidente, quando os eleitores citam o nome do candidato espontaneamente, são de 51% a 49% para Bolsonaro.
Esta pesquisa foi registrada junto à Justiça Eleitoral no dia 21 de outubro, sob o número BR-09614/2018. Foram entrevistados 2.000 eleitores de 16 anos ou mais, em 121 municípios. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, estimada em um intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa Vox 247 foi a segunda encomendada pela Editora 247 ao instituto Vox Populi financiada totalmente por eleitores, membros da comunidade 247, assinantes solidários ou não do portal e da TV 247. Para isso, foi aberta uma campanha de financiamento coletivo no site Catarse, ainda aberta.
A pesquisa Vox 247 do dia 6 de outubro, véspera da votação do primeiro turno, foi a que mais se aproximou do resultado das urnas no primeiro turno das eleições de 2018, em comparação às dos outros dois institutos de pesquisa mais tradicionais do país, o Ibope e o Datafolha.

Joaquim Barbosa. REUTERS/Ueslei Marcelino
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que atuou com mão de ferro contra os dirigentes do PT no escândalo do Mensalão, usou sua página no Twitter para declarar voto no candidato petista Fernando Haddad.
“Votar é fazer uma escolha racional. Eu, por exemplo, sopesei os aspectos positivos e os negativos dos dois candidatos que restam na disputa. Pela primeira vez em 32 anos de exercício do direito de voto, um candidato me inspira medo. Por isso, votarei em Fernando Haddad”, justificou Barbosa.