
Braide foi lançado candidato a prefeito em 2020, mas terá que provar que tem voto em 2018
A deputada federal Eliziane Gama cometeu o pecado de se lançar candidata a prefeita de São Luís no dia em que o TRE-MA anunciou os nomes dos eleitos em 2014 e o resultado, após liderar pesquisas, foi desastroso. O recall da campanha de prefeita em 2012 simplesmente evaporou e o resultado da eleição municipal de 2016 foi um humilhante quarto lugar.
Lembro esse fato histórico da apolítica ludovicense para mostrar o equívoco que foi o deputado Eduardo Braide se aliar ao PSDB do senador traíra Roberto Rocha já anunciando que a aliança se repetirá em 2020 quando estará em disputa a sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) e ele pretende ser candidato a prefeito de São Luís.
É lógico que o parlamentar tem todo o direito de escolher suas preferências, mas fazer aliança por conta de um acordo para ser cumprido dois anos após a eleição de governador, onde o candidato do PSDB ao governo não tem a menor esperança de chegar sequer a um improvável segundo turno, é muito temerário, principalmente se for levado em conta o histórico de traições do senador.
Político sem expressão estadual, mas dono de uma legenda nanica, Braide tentou se viabilizar como candidato a governador, mas não encontrou quem acreditasse em seu projeto e passou a usar a suposta candidatura para se valorizar, até não tem mais como para onde correr e anunciar que será candidato a deputado federal.
Em discurso nesta sexta-feira (3) na convenção do minúsculo PMN, Roberto Rocha, também conhecido como “Asa de Avião”, garantiu que a aliança será a que apoiará Eduardo Braide para prefeito nas eleições de 2020. “Vou reunir todas as minhas forças e a do partido. Eu, Madeira e todo o PSDB levaremos Eduardo Braide à prefeitura de São Luís, garantiu.
O problema é que o candidato ainda não se elegeu deputado, os eleitores que votaram nele para prefeito dificilmente repetirão o voto nele deputado federal e isso sem contar que este mesmo eleitor ainda tenha que esperar mais dois anos para votar nele como candidato a prefeito, ou seja, criaram um cenário irreal, o que só levar a crer que Rocha está preparando o punhal, o mesmo que ele enfiou nas costas do governador Flávio Dino após receber na bandeja um mandato de senador.
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