
Apadrinhado por Sarney, Carioca voltou á condição de suplente
Em bora hora a justiça concedeu liminar ao vereador Beto Castro (PROS) e mandou de volta para a suplência o polêmico “Carioca” (PHS), o homem que se disse apaixonado pela família Sarney, sendo capaz de morrer defendendo o chefe da oligarquia que desmoronou em 2014.
Embora Beto Castro não seja também flor que se cheire, pois é acusado de falsificação de documentos, entre outros delitos, o fato é que a Câmara Municipal não merece ter em seus quadros um cidadão tão desqualificado e sem noção como o senhor “Carioca”, um sujeito truculento que usava a tribuna apenas para pronunciar insultos a desafetos.
Nas décadas de 1980 e 1990, o ex-senador José Sarney contava com o folclórico professor de Educação Física Sócrates como o “bobo da corte”, um pobre coitado que fazia tudo em nome do amor que nutria pelo patriarca da oligarquia, algo semelhante ao que se propôs fazer “Carioca” nos poucos dias em que esteve como titular do mandato.
Sócrates, após anos servindo de pombo correiro para espalhar boatos a mando de Sarney e sua gente, desapareceu de São Luís, foi procurar ajuda em Brasília e por lá foi abandonado, sendo visto pela última vez mendigando no Aeroporto de Brasília, desprezado por quem tanto serviu.
Sócrates pelo menos andava com um monte de livros debaixo do braço, tinha um vocabulário afinado e só andava de terno, gravata e sapato lustrado, mas que se tornava uma fera quando alguém falava do mal do Sarney, muito diferente do “Carioca” que só conseguiu aprender um monte de palavrão e ameaçar adversários
Beto Castro teve seu mandato cassado no mês passado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Em seu despacho, a ministra Rosa Weber concedeu liminar que mantém o vereador no cargo alegando que houve um prejuízo devido ao mesmo não poder apresentar as contrarrazões, tendo assim uma violação ao princípio do contraditório e da ampla defesa.
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