Às vésperas de iniciar o horário da propaganda eleitoral no rádio e televisão está evidente a indiferença da população pelas candidaturas ditas de oposição ao Governo de Flávio Dino. Quinze dias após a abertura da temporada da caça ao voto, praticamente não se vê campanha de Roberto Rocha (PSDB) e Maura Jorge (PSL) e as pesquisas estão revelando uma total falta de interesse por estes dois candidatos integrantes do consórcio sarneysista criado pelo velho oligarca José Sarney para tentar levar a filha Roseana para um improvável segundo turno.
O ato público do candidato do PSDB em Tutóia, na quarta-feira (29), foi um fiasco e serviu de chacota na internet pela ausência de público. O candidato tucano tem enfrentado o mesmo problema em quase todos os municípios por onde já se aventurou em pedir votos. Mesmo com o período eleitoral em plena efervescência, Rocha tem uma campanha tímida sem despertar interesse do eleitor, como mostram as pesquisas sobre sucessão estadual, onde seu percentual de intenção de votos nunca ultrapassa os 3%.
A candidata Maura Jorge apostou todas as fichas na popularidade do candidato a presidente da República Jair Bolsonaro e na aliança com alguns partidos com os quais estava em negociação, mas a aproximação com o representante da extrema direita não resultou em melhoria do seu desempenho nas pesquisas, onde sempre aparece empatada com o tucano. Para completar, as legenda com as quais estava conversando debandaram para apoiar a candidata da oligarquia e esvaziaram a aliança que ficou restrita aos nanicos PSL e PRTB.
Outra surpresa dessa campanha, que já está entrando em sua reta final, é o esvaziamento das atividades promovidas pela ex-governadora Roseana Sarney em sua tentativa de governar o Estado pela quinta vez. A candidata, conforme revelam os números dos instituo que já sondaram a preferência do eleitorado maranhense, tem potencial para arregimentar 30% dos votos, mas como seus companheiros do consórcio não ajudam, a tendência é que o pleito seja decidido logo no primeiro turno.
Os candidatos da esquerda, Ramon Zapata (PSTU) e Odívio Neto (PSOL), a exemplo de eleições anteriores, participam apenas para marcar posição e difundirem seus ideais.
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