Se alguém ainda tinha dúvida em torno do posicionamento do governador Carlos Brandão sobre a sucessão, ele mesmo tratou de tirar no pronunciamento que fez no lançamento da pré-candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), ao governo último final de semana, mas precisamente no sábado (14), no Multicenter Sebrae, no Cohafuma.
O chefe do Executivo disse que fica, que não vai passar o comando “para quem não sabe governar, num recado indireto ao vice-governador Felipe Camarão (PT), que ainda nutria alguma esperança de ocupar a principal cadeira do Palácio dos Leões e disputar a eleição sentado nela. Ao se manifestar de forma bem clara, Brandão sepultou qualquer possibilidade de acordo que passe pela retirada de Orleans do páreo.
Nos bastidores da sucessão, vozes mais otimistas ainda tinham esperança de que o grupo que chegou ao poder em 2014 numa aliança liderada por Flávio Dino, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal, ainda pudesse se entender e fazer cumprir um suposto acordo que teria sido feito em 2022 no qual Brandão teria se comprometido entregar o governo ao PT e ser candidato ao Senado em 2026. Diante da radicalização do discurso, essa possibilidade está descartada.
O governador, além de confirmar que fica ainda anunciou que comandará a campanha se Orleans, apontado por ele como o mais preparado para dar continuidade aos programas e projetos executados por sua gestão. A mobilização para o pré-lançamento deu uma dimensão do que está disposto a fazer para colocar em prática seu projeto político.
Com Brandão decidido a não entregar o governo para o PT e fechar as portas para repactuação do grupo, cresce as expectativas em torno da aliança que estaria sendo construída no bastidores, de forma silenciosa, entre o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) e o que restou do grupo chamado de dinista. Braide permanece em silêncio e nada fala sobre sucessão, mas nos meios políticos sua participação no leito como candidato a governador já é tida como certa.
O prefeito de São Luís, segundo fontes, aguardava apenas uma definição do governador, o que ocorreu no final de semana quando diante de uma multidão recrutada para o evento de lançamento da pré-candidatura de Orleans confirmou que fica até o final do mandato e que seu projeto é fazer de Orleans seu sucessor. Diante da fala, o governador manda um aviso direto à direção nacional do PT: acordo só com Orleans candidato a governador.
A bola agora está com a direção nacional do Partido dos Trabalhadores decidir se aceita Orleans ou abre conversações para outras possibilidades, entre as quais aliança com o prefeito Eduardo Braide, caso ele venha, de fato, concorrer ao governo do estado, com Felipe Camarão sendo incluído na chapa majoritária.
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