A pré-candidatura do deputado Eduardo Braide, conforme anunciou este blog desde que o PSDB lhe fechou as portas, subiu de vez no telhado. Nos bastidores da sucessão é tida como certa sua desistência nos próximos dias. Parlamentar não conseguiu os apoios que pretendia e jogou a toalha por falta de estrutura partidária.
Braide tentou articular uma coligação que lhe permitisse tempo de televisão e participar dos debates durante a campanha eleitoral, mas não encontrou quem acreditasse em seu projeto de chegar ao Palácio dos Leões, só lhe restando alternativa da desistência, tentar a reeleição ou aventurar um mandato de deputado federal.
A certeza de que o parlamentar do PMN jogou a toalha é fruto da falta de interesse dos dirigentes dos partidos em seu projeto de cunho pessoal. Até o PSC, única legenda que poderia sinalizar positivamente, ao perceber o recuou de Braide, já flerta com Roseana Sarney e Roberto Rocha, num claro sinal de que não acredita na candidatura.
O ainda pré-candidato não veio a público anunciar a desistência, mas é fato que em plena reta final das convenções que homologarão as candidaturas, o único partido que não marcou convenção para aclamação do candidato a governador foi justamente o PMN.
Será a segunda pré-candidatura o consórcio de candidatos a governador idealizado pelo velho oligarca José Sarney para tentar ajudar levar a eleição para um improvável segundo turno. Ricardo Murad, apontado pela Polícia Federal como chefe da organização criminosa que saqueou mais R$ 1 bilhão de Saúde Pública do Maranhão, sem condições morais de mostrar a cara na campanha tirou o time de campo.
Para alguns analistas políticos, Braide, após surpreender na disputa pela Prefeitura de São Luís, em 2016, quando de forma inesperada foi para o segundo turno e perdeu, tentou dá um passo maior que a perna e acabou tropeçando.
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