Ajunta médica escalada pela Polícia Federal (PF) para analisar o quadro de saúde de Jair Bolsonaro (PL) na cela de mais de 60 metros onde ele está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (conhecido como “Papudinha”), em Brasília, conclui que o ex-presidente não “apresenta transtorno depressivo” e que as comorbidades diagnosticadas não impedem que ele siga encarcerado para cumprir os 27 anos e 3 meses de condenação por liderar uma tentativa de golpe de Estado.
“Com base na anamnese e no exame psíquico, não foi comprovado que o periciado apresenta transtorno depressivo e não consta relatório psiquiátrico acostado aos autos”, dizem os peritos no relatório, enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que encaminhou para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Na conclusão, a Junta Médica Pericial lista uma série de doenças do ex-presidente, a maioria delas já conhecidas. Mas, ressalta que “tais comorbidades não ensejam, no momento, necessidade de transferência para cuidados em nível hospitalar”, o que poderia resultar em um pedido de prisão domiciliar.
“Apesar do controle clínico e da disponibilidade de protocolos de pronta resposta para atendimento de urgência e emergência, é necessário otimização dos tratamentos e das medidas preventivas por profissionais especializados em decorrência do risco de complicações, principalmente eventos cardiovasculares”, diz o texto.
Os peritos ainda recomendam uma série de “medidas paliativas e provisórias, até avaliação especializada”: “instalação de grades de apoio em corredores e boxes de banho do alojamento; instalação de campainhas de pânico/emergência adicionais e/ou outros dispositivos de monitoramento em tempo real no alojamento; o acompanhamento contínuo nas áreas comuns”.
O laudo ainda mostra diversas fotos da cela onde Bolsonaro está encarcerado na Papudinha, que conta com apoios ao lado da cama e da privada, além de botão de pânico, que pode ser acionado pelo ex-presidente.
A família e os advogados de Bolsonaro têm insistido que seu quadro de saúde piorou desde que está preso e que a custódia atual não é adequada para atender suas necessidades médicas.
Leia a íntegra do laudo: Laudo Jair Bolsonaro Junta Médica da PF
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