Os bastidores da política estão fervilhando na reta final de 2019 por conta da sucessão municipal que se aproxima. Pré-candidatos ainda sem partido correm para fechar acordo com legendas que possam lhe garantir participação no pleito de 2020; os que já estão garantidos começam discutir possibilidade de alianças, enquanto alguns estão diante de realidades adversas e que podem lhes deixar fora do pleito por falta de abrigo partidário.
O deputado Yglésio Moisés, por exemplo, sem espaço no PDT, conseguiu a liberação para viabilizar sua candidatura por outra legenda, encaminhou entendimento com o Solidariedade, mas as conversações acabaram não evoluindo e o partido comandado por Simplício Araújo acabou optando por oferecer a sigla ao agora ex-juiz federal José Carlos Madeira para concorrer à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda.
Yglésio estuda agora outros convites que lhe foram formulados, mas garante que estará presente no pleito do ano que vem. Ele espera apenas o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão se manifestar sobre a carta de anuência que recebeu do PDT autorizando sua desfiliação para definir para qual legenda irá transferir sua filiação.
Situação mais complicada vive o deputado Duarte Júnior. Além de enfrentar um processo de cassação na Justiça Eleitoral, é voz corrente nos bastidores da sucessão que o PCdoB tem compromisso com o deputado federal Rubens Pereira Júnior, atual secretário de Cidades, e não estaria disposto a autorizar sua saída para que possa disputar por outro partido, ainda que seja da base do governo.
Problema semelhante ou até mais complicado enfrenta o deputado estadual Wellington do Curso. Pré-candidato declarado, WC enfrena resistência interna, não tem o apoio do presidente do partido, senador Roberto Rocha, que já o fez passar até pelo constrangimento de convidar o candidato do Podemos, Eduardo Braide, para participar de um evento do PSDB e deixar subentendido que a preferência é fazer aliança com Braide.
A exemplo de Yglésio e Duarte Junior que procuram abrigo em outras legendas, WC também se movimenta nos bastidores, já procurou dirigentes de outros partidos para conversar sobre sucessão, mas se mantém em silêncio quanto a falta de interesse dos dirigentes tucanos com sua pré-candidatura.
O PDT, por sua vez, ainda trabalha para tentar construir a candidatura do presidente da Câmara Municipal, vereador Osmar Filho, mas caso não consiga viabilizar não descarta uma aliança com o DEM do candidato Neto Evangelista, este com a candidatura assegurada e sem a menor chance de retrocesso.
E quando o ano novo chegar, os pré-candidato ainda sem garantia esperam está com suas situações definida para colocar o bloco nas ruas e partir para a conquista do eleitor, que até o momento, ainda não dá muita bola para a eleição que estará em jogo além do mandato do futuro prefeito e a eleição dos 31 vereadores, o que torna quase que necessário que os partidos apresentem seus candidatos a prefeito.
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