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Autor: Jorge Vieira
  • Jorge Vieira
  • 14/jan/2020

Processo sucessório começa afunilar e pré-candidatos podem ficar fora do pleito

Pelo menos três  pré-candidatos a prefeito de São Luís correm sério risco de ficar fora do pleito por falta de legendas fortes dispostas a bancar seus projetos de suceder o prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT): Duarte Júnior (PCdoB), Wellington do Curso (PSDB) e Yglésio Moisés (sem partido).

Duarte Júnior é um parlamentar filiado ao PCdoB, mas a direção comunista  tem preferência pelo secretário de Cidades Rubens Júnior (PCdoB). O deputado, no entanto, pode ser acomodado no PRB se a estratégia do grupo governista for optar pelo lançamento de várias candidaturas. Caso contrário, estará fora do pleito.

Duarte enfrenta o mesmo problema de Wellington, ou seja, é filiado a um partido, mas não tem apoio dos seus dirigentes para concorrer e nem autorização para sair.

Filiado ao PSDB, comandado no estado pelo senador Roberto Rocha, que não garante a sua candidatura e faz movimentos para consolidar aliança com o candidato do Podemos, Eduardo Braide, apontado como favorito, do Curso é considerado praticamente carta fora do baralho sucessório.

Wellington encontra-se em situação bastante delicada porque não tem autorização para mudar de legenda e nem desfruta da confiança da cúpula tucana, que vê com desprezo a tentativa do parlamentar insistir na pré-candidatura.

Apesar da falta de confiança, WC não passa recibo e continua se comportando como candidato, fazendo discurso de candidato, embora saiba que dificilmente terá o apoio dos dirigentes do PSDB para disputar o pleito.

Se quiser concorrer, do Curso terá que buscar uma sigla nanica, sem fundo eleitoral e tempo de televisão, visto que os grandes partidos já estão comprometidos, mas mesmo assim ainda dependeria de autorização do PSDB para sair, o que se torna mais um complicador.

Já Yglésio Moisés conseguiu autorização do PDT para mudar de partido, flertou, sem sucesso, com várias legendas, esteve próximo de ser anunciado pelo Solidariedade, mas as conversas esfriaram e ele continua sem legenda para concorrer.

Analistas que acompanham a evolução do quadro sucessório na capital acreditam que, como os grandes partidos já anunciaram ou estão prestes a oficializar seus representantes na sucessão, só vai restar siglas inexpressivas, sem recursos ou tempo de TV.

A pergunta que fica a seguinte: será que o parlamentar Yglésio está dispostos a concorrer por uma sigla nanica e enfrentar uma campanha que promete ser bastante acirrada sem os mesmos instrumentos da concorrência?

  • Jorge Vieira
  • 14/jan/2020

Câmara Municipal aprova projeto que obriga a instalação de botão do pânico nas escolas públicas e privadas

A Câmara Municipal de São Luís aprovou, por unanimidade, Projeto de Lei nº 295/19 de autoria do vereador Pavão Filho (PDT), que dispõe sobre a instalação de dispositivo eletrônico de segurança do tipo botão do pânico nas escolas públicas e privadas da Cidade de São Luís.

Segundo o vereador, o botão do pânico,  tem como objetivo interligar as escolas com centrais  de monitoramento da Policia Militar do Maranhão e da  Polícia Municipal de São Luís, instituindo assim,  medidas de segurança  que visam  prevenir a violência nas  escolas da cidade, garantindo proteção aos professores, alunos, pais e funcionários.

Para Pavão Filho, a violência tem origem na natureza humana e consequência na sociedade, sendo preciso criar mecanismos de combate  a criminalidade. Para tanto, com a implantação do botão do pânico cria-se uma ferramenta tecnológica para uma melhor eficiência do sistema de segurança pública.

  • Jorge Vieira
  • 14/jan/2020

Imprensa nacional destaca que 1ª escola pública bilíngue do país fica no Maranhão

Veículos de comunicação de diversas regiões têm noticiado um marco no ensino brasileiro: a primeira escola pública bilíngue do país. E ela fica no Maranhão.

A escola começa a funcionar neste ano, com cerca de 100 estudantes do 1º ano do Ensino Fundamental I, na capital maranhense. A iniciativa é do Governo do Estado.

“Maranhão abriga primeira escola pública bilíngue do Brasil”, publicou o portal R7, da TV Record. A reportagem disse que “a novidade faz parte da meta do grande investimento em educação que vem sendo feito pelo governador Flávio Dino. No estado, os professores que trabalham 40 horas têm o piso salarial de R$ 5.751,00 desde 2018, o maior do país”.

“A implantação da escola servirá como projeto piloto para a rede de ensino do Maranhão, que pensa em expandir o modelo e experiência posteriormente para outras escolas”, acrescentou o texto.

O blog Meio Norte também deu a notícia e trouxe uma declaração do secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão: “Apesar da oferta do Ensino Fundamental não ser responsabilidade do Estado, iniciaremos essa experiência com a oferta da educação bilíngue pelo Fundamental menor, exatamente por esse ser o momento adequado para alfabetização das crianças, inclusive em um idioma estrangeiro”.

“Será uma experiência inédita, que estamos trabalhando com muito cuidado no projeto pedagógico, que poderá, posteriormente, servir de modelo para outras redes públicas e até para expansão na rede estadual de ensino”, complementou o secretário.

O perfil no Facebook do Quebrado o Tabu também publicou a notícia, assim como o site Somos Notícia.

  • Jorge Vieira
  • 13/jan/2020

São Luís 2020: Rubens Junior defende o debate de ideias no período de pré-campanha

Em entrevista à TV Difusora, nesta manhã (13), o deputado federal licenciado e secretário Estadual das Cidades, Rubens Junior (PCdoB), hoje pré-candidato a prefeito de São Luís, defendeu enfaticamente que a discussão política não se dê em torno da “lacração”, tirando a debate do campo das propostas e levando para a busca por “likes” na redes sociais.

Rubens Júnior destacou que ao colocar sua pré-candidatura para avaliação, apresentou o “movimento diálogos por São Luís”, que tem como objetivo debater dentro dos bairros ludovicenses a realidade da cidade guiando a elaboração do plano de governo, que terá a efetiva participação popular.

“Esse plano de governo terá quatro grandes eixos, além da saúde e educação. O primeiro é: Primeira Infância. Está na hora de cuidamos de nossas crianças de zero a seis anos. O segundo será o Combate a Pobreza. São Luís é uma cidade que tem sua periferia muito pobre, temos de colocar isso na ordem do dia ou infelizmente não teremos êxito”, disse.

Ainda segundo Rubens, o terceiro ponto é Desenvolvimento Urbano Sustentável. “Nós temos que ter uma cidade inteligente, uma cidade com melhores condições de mobilidade urbana, com mais equipamentos públicos que isso gera mais segurança, melhorando os índices de habilitação e saneamento”.

O quarto e último eixo trata da Inovação. Ele explicou que não apenas a questão tecnológica, mas novas formas de fazer cultura, esporte, se fazer turismo e trazer também indústrias voltadas para a área de tecnologia, mirando a São Luís do futuro.

  • Jorge Vieira
  • 13/jan/2020

Edivaldo inicia obra de drenagem profunda e pavimentação na região da Divinéia

O prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) começou a semana cumprindo mais um compromisso assumido com a população. Foram iniciadas as obras de drenagem profunda e pavimentação na região da Divinéia.

O sistema de drenagem que será implantado na região da Divinéia terá cerca de 11,5 km de extensão de rede. A obra compreende a implantação de tubulação, galerias e a retificação de um trecho do canal do Planalto Turu.

Esta é mais obra de infraestrutura realizada na gestão do pedetista que vai solucionar problemas estruturais na cidade. O bairro Divinéia sofre com os alagamentos durante o período chuvoso devido à falta de rede de escoamento da água das chuvas.

O trabalho vai garantir o desenvolvimento urbano, social e econômico da região, valorizando o local e proporcionando mais bem-estar para a população, que aguarda por esta obra há pelo menos 20 anos.

  • Jorge Vieira
  • 13/jan/2020

Deputados federais do Maranhão vão cobrar do Denit melhoria na manutenção das estradas

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), em postagem em sua página no Twitter, anunciou que que a bancada maranhense no Congresso Nacional vai cobrar do governo federal, nesta terça-feira (14), providências por melhorias na manutenção das BRs que cortam o estado.

“Bancada maranhense no Congresso Nacional voltará ao Dnit @DNIToficial na terça p/ cobrar as providências prometidas e não adotadas na manutenção das BRs que cortam o MA”, diz a mensagem do parlamentar comunista.

O dirigente do PCdoB adverte ainda que “com as chuvas situação ficando precária em vários trechos importantes, a exemplo de São Mateus-Miranda,na 135”.

  • Jorge Vieira
  • 13/jan/2020

Para furar ‘bolha’ da esquerda, Dino vai do MST a Huck, diz Estadão

Estadão – Nos primeiros dias de 2020, dois fatos lançaram o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), ao centro do debate político nacional. O primeiro foi a notícia de um encontro com o apresentador de TV e empresário Luciano Huck, apontado como possível candidato a presidente, que levou a especulações sobre uma chapa Huck/Dino em 2022. O segundo foi a reação do PT, por meio de um de seus vice-presidentes, o deputado Paulo Teixeira (SP), que usou as redes sociais para dizer que, “com Lula ou Haddad, Dino estará na nossa chapa presidencial”.

Dias antes, o próprio Lula havia elogiado Dino durante uma feijoada na casa do ex-prefeito Fernando Haddad. Para o ex-presidente, o governador é, atualmente, um dos únicos líderes da esquerda que consegue falar para “fora da bolha”.

Tirar a esquerda do isolamento em que se meteu nos últimos anos tem sido o principal objetivo de Dino no plano nacional. Desde que tomou posse, em 2015, o governador mantém uma coligação de 16 partidos que vai do PCdoB ao DEM, incluiu líderes evangélicos no governo e construiu boas relações com setores distintos, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e a Federação das Indústrias do Maranhão.

Além disso, aprovou em velocidade recorde a reforma da previdência estadual, participou da criação de três consórcios regionais de governadores e abriu diálogo com nomes tão díspares como Lula e o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o presidenciável do PSOL em 2018, Guilherme Boulos, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em junho do ano passado, fez uma visita ao arquirrival, o ex-presidente José Sarney (MDB).

“Flávio Dino é um interlocutor político nacional. A agenda com o Huck não foi um ponto fora da curva. Não tem fato novo nisso”, disse o deputado federal Márcio Jerry, presidente do PCdoB maranhense, integrante da direção nacional do partido e homem forte do primeiro governo Dino.

O encontro ocorreu na casa do apresentador um dia depois de Dino participar de um seminário na Casa das Garças, ‘think tank’ que tem entre seus associados expoentes do liberalismo como o ex-ministro Pedro Malan, o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco e o presidente do Novo, João Amoêdo, a convite do ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung, um dos articuladores do projeto político de Huck. Antes, os dois haviam conversado pelo menos meia dúzia de vezes por telefone. Não se falou em composição de chapa.

Segundo Hartung, o encontro faz parte de uma série de diálogos que Huck tem mantido com líderes políticos, sem motivações eleitorais. “Não estamos costurando uma frente ampla, mas o diálogo. É um movimento de aproximação de quem defende e valoriza as instituições e que pode evoluir para outros pontos como quem se incomoda com a desigualdade social”, disse Hartung.

Reações – O encontro gerou críticas a Dino por parte da esquerda nas redes sociais e questionamentos internos de setores do PCdoB. A decisão de romper a “bolha”, no entanto, está de acordo com a orientação partidária. “Os conceitos e valores do atual governo são perigosos, tem risco potencial de produzir danos à democracia. Nesse quadro há que se construir um campo de diálogo democrático. Assim deve ser lido esse tipo de conversa. E precisamos de um degelo, pra superar essa polarização estéril. Fazer a polêmica de mérito nos temas essenciais e exercitar a produção de convergências”, afirmou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), líder do partido na Câmara.

Alguns líderes do partido viram como “indelicadeza” a manifestação de Paulo Teixeira por, na avaliação deles, tratar um aliado histórico como força auxiliar. Mas o petista e o governador têm longa relação política estreitada por dramas pessoais em comum – os dois perderam filhos mais ou menos na mesma época. “Eu defendo que as disputas de 2020 e 2022 devem ser feitas com a unidade da esquerda”, disse Teixeira.

Desde a eleição do presidente Jair Bolsonaro, Dino participa de tentativas para unificar uma ampla frente de oposição ao governo. No início do ano ele, Haddad, Boulos, a líder indígena Sonia Guajajara e o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) criaram o Unidade Progressista. Resistência de setores do PT fez o grupo perder força. A prisão de Coutinho por suspeita de corrupção sepultou de vez o projeto.

Ao mesmo tempo, aproveitando-se das características geográficas do Maranhão, Dino ajudou a criar o Consórcio do Nordeste, que reúne os nove Estados da região, e participou dos consórcios da Amazônia e do Brasil Central. Foram realizadas três reuniões em São Luís. Os consórcios servem para driblar a falta de recursos e dificuldades na relação com o governo federal e servem de foro para articulações entre os governadores. Dino ainda esteve em evento do “Direitos Já” que reuniu integrantes de 16 partidos no Tuca, em São Paulo, em oposição a Bolsonaro. Todas essas iniciativas esbarraram no “sectarismo” de setores da esquerda, em especial do PT.

Críticas – As constantes viagens a São Paulo e a Brasília levaram a oposição no Maranhão a acusar Dino de abandonar o Estado em nome de um projeto nacional. “O governador abandonou o Maranhão. Participa de mais eventos fora do Estado do que aqui. Faltam foco e articulação com o governo federal, que sempre mandou muitos recursos para o Estado. Hoje, seu foco é a campanha antecipada pelo Brasil e o contraponto ao presidente”, disse o deputado estadual Adriano Sarney (PV), neto do ex-presidente e único integrante do clã, hoje, a ocupar cargo eletivo.

Aliados do governador rebatem dizendo que a agenda de viagens de Dino não sofreu oscilações nos últimos anos e que a maioria das ausências é por motivo de eventos oficiais.

A aproximação com os evangélicos também provocou reações negativas de setores do PT maranhense descontentes por terem sido excluídos da chapa majoritária em 2018 para dar espaço à senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), ligada a igrejas. Além disso, a criação de 36 cargos de capelães da Polícia Militar, a maioria entregue a pastores evangélicos, levou à abertura de processo na Justiça Eleitoral – por uso da máquina pública – ainda não julgado.

Dino também se tornou alvo de opositores por, segundo eles, fazer no Maranhão aquilo que critica em nível federal, ao aprovar uma reforma da previdência estadual de forma relâmpago. O governador foi ainda criticado pela esquerda por ter apoiado o acordo para entrega da base de Alcântara aos EUA firmado pelo governo federal.

A interlocutores, Dino tem dito que considera improvável uma chapa com Huck por motivos ideológicos e políticos, mas que não vai descartar a possibilidade de imediato. Nesta semana, ele estará em São Paulo para participar de um evento do Instituto Lula. Conversas com o ex-presidente sobre as eleições de 2020 e 2022 estão no radar. (Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo)

 

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