A revista Fórum, em sua versão eletrônica, trás a informação de que durante inauguração na manhã desta segunda-feira (3) da pedra fundamental do Colégio Militar de São Paulo, no aeroporto Campo de Marte, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar governadores do Nordeste e afirmou que a educação na região forma militantes e desinforma.
Bolsonaro criticou que a decisão de oito dos nove governadores do Nordeste em não aderir à iniciativa do Ministério da Educação (MEC) para a instalação de colégios cívico-militares na região. “Para eles, a educação vai indo muito bem, formando militantes e desinformando, lamentavelmente”, afirmou.
A publicação da matéria da Fórum chama atenção para o fato do ataque do presidente ocorrer no mesmo dia em que Flávio Dino anunciou pelo Twitter que o novo piso salarial para professores que trabalham 40 horas semanais nas escolas do Estado será de R$ 6.358,96. Atualmente, enquanto o piso nacional é de R$ 2.886,24.
Enquanto Bolsonaro aponta falhas, o governo do Maranhão expandiu o ensino integral a 74 escolas, ou seja, 25 unidades a mais que no ano passado e uma Escola Bilíngue, com Educação Infantil, a primeira do estado nesta modalidade.
Flávio Dino responde – Diante de mais esta ataque aos governadores do Nordeste, o governador Flávio Dino usou sua página no Twitter para agressão: “Aqui no Maranhão não inauguramos pedra fundamental de escola. Aqui a gente inaugura escola. Pronta. Temos cerca de 1.000 obras educacionais. Cetenas de escolas novas. Ou seja, enquanto uns gritam e tentam chamar atenção com confusão, estamos trabalhando com seriedade”. (Com informações da Fórum)
Vereadores de Imperatriz denunciaram à Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), Superintendência de Prevenção e Combate à Corrupção (SECCOR), Ministério Público Estadual de Imperatriz (MPE) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) contratações com fortes indícios de fraudes realizadas pela administração do prefeito Assis Ramos. As empresas J M de Sousa Eireli e Delta Terceirização e Serviços Ltda obtiveram contratos no valor de R$ 5.975.228,76, ambos com sinais de favorecimento e irregularidades.
Um fato bizarro mencionado pelos vereadores foi um erro na assinatura do proprietário da empresa J M DE SOUSA, pois o mesmo se chama “Jeffeson”, mas em diversos momentos no processo de contratação, “ele mesmo” escreve “JeffeRson”. Como uma pessoa erraria a escrita a punho do seu próprio nome em um contrato milionário?
Diante deste grave “equívoco”, os vereadores afirmam que constituem fortes indícios de falsificação, pois este documento, na realidade, não teria sido assinado pelo próprio Jeffeson Matias de Sousa, mas por alguém da Secretaria de Infraestrutura de Imperatriz para agilizar a montagem do processo de contratação.
O erro na grafia do proprietário da J M de Sousa Eireli está na disputa pelo contrato vencido pela empresa Delta Terceirização e Serviços Ltda (segunda contratação), que segue o mesmo modus operandi da primeira contratação (que teve como vencedora a J M de Sousa Eireli), com fortes indícios de favorecimento nesta dobradinha.
Assis Ramos e o secretário de Obras, Zigomar Costa Avelino Filho, podem responder por ato de improbidade administrativa; crimes de associação criminosa, dispensa de licitação fora das hipóteses previstas em lei, falsificação de documento público, falsificação de documento particular ou até organização criminosa e corrupção
A denúncia foi formulada pelos vereadores Adelino Oliveira Guimarães, Aurélio Gomes da Silva e Carlos Hermes Ferreira da Cruz. Conforme a grave acusação, Assis contratou de forma emergencial – uma seguida da outra – as duas empresas com o mesmo objeto: locação de mão de obra na prestação de serviços de manutenção, transporte, segurança dentre outros para atender a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos de Imperatriz.
A Assembleia Legislativa do Maranhão reinicia suas atividades nesta segunda-feira (3) e já terá que se debruçar sobre um projeto em que o governador Flávio Dino (PCdoB) estará encaminhando ainda hoje reajustando os salários do professores 40 horas da rede estadual de ensino.
Conforme mensagem postada em sua página no Twitter, Dino informa que o “novo piso de remuneração para professores 40h no Maranhão deve passar para R$ 6.358,96” e que “a proposta será enviada hoje para a Assembleia Legislativa”. O governador lembra ainda que “o valor nacional é R$ 2.886,24”.
“Tomei a decisão de repassar 100% dos valores do Fundeb para a folha de salários, e completar com recursos próprios do Estado. A essência da aprendizagem reside nos professores. Desta decisão resulta reajuste de até 17,5% nas menores remunerações (piso)”, escreveu o governador Flávio Dino.
O projeto, após percorrer os trâmites legais, deverá ser aprovado sem maiores dificuldades já que o governo possuir ampla maioria no plenário.
Um comentário do militante petista Márcio Jardim em redes sociais sobre sucessão na capital sugere que o processo de discussão interna no PCdoB para definição do candidato a prefeito ainda vai depender de muita análise até a definição do nome.
Ao deputado federal licenciado e secretário de Cidades, Rubens Pereira Júnior (PCdoB), foram dadas todas as condições para ele viabilizar a pré-candidatura e tem prazo para apresentar resultados. Júnior tem a preferência, mas precisa mostrar que é viável eleitoralmente.
Márcio Jardim é um militante bem informado e não faria um comentário apontando para uma possível candidatura de Jerry sem uma prévia conversa com alguém do núcleo do poder, principalmente por tratar-se do dirigente do PCdoB como o nomje para enfrentar Eduardo Braide (Podemos), o favorito.
“Ao confrontar diretamente com Braide, o deputado Márcio Jerry faz bem e melhor que todos os pré-candidatos da base do governo. Franco favorito, mas não imbatível, Braide perde o ‘céu de brigadeiro’ se tiver adversário com coragem e ousadia pra fazer um embate com ‘sangue na veia’”, escreveu Jardim.
Pelo teor do comentário, uma candidatura de Márcio Jerry não está descartada.
Nenhum nome da política nacional ganhou tanto as páginas da imprensa brasileira no mês de janeiro quanto o governador Flávio Dino. Desde o início de 2020, ele é citado pela sua movimentação em busca de uma frente ampla que combata o crescimento do autoritarismo do presidente Bolsonaro.
A exposição quase que diária de Dino, seja conversando com nomes da direita, como Luciano Huck e Fernando Henrique Cardoso, ou seja cortejado pela esquerda, a exemplo do que aconteceu com o PT e com o ex-presidente Lula, consolidam a pré-candidatura do governador do Maranhão à Presidência.
Voz ativa e lúcida na defesa da democracia e um dos alvos preferidos do bolsonarismo, Dino se posiciona, hoje, como o principal oponente do presidente. E mostra, à frente do governo do Maranhão, uma gestão completamente antagônica a balbúrdia que se tornou o Palácio do Planalto sob gestão de Bolsonaro.
Com essas credenciais, Flávio Dino fortalece, naturalmente, seu nome na disputa pela Presidência em 2022. Talvez seja por isso a inquietação pessoal de Bolsonaro com o governador do Maranhão.
Claramente preterido pelo PCdoB, o deputado estadual Duarte Junior enfrenta um dilema para viabilizar sua candidatura a prefeito de São Luís. Visto como um outsider da política, o parlamentar é visto com desconfiança pelas principais lideranças partidárias que veem no projeto dele apenas ambição pessoal.
Encurralado, Duarte ainda sonha em ser indicado pelo partido do governador, mesmo tendo recebido todos os sinais de que a legenda vai escolher mesmo o atual deputado federal e secretário de Cidades, Rubens Júnior, que tem perfil oposto ao adversário interno e respeitado não só no PCdoB, mas em todos os demais partidos da base governista ou fora dela.
Além da desconfiança e rejeição generalizada da classe política, Duarte também enfrenta o risco de perder o mandato ao escolher sair do PCdoB. O partido pode lhe dá uma carta de anuência permitindo a mudança, mas nada garante que o primeiro suplente da chapa eleita em 2018, não reivindique o mandato na Justiça Eleitoral, uma vez que, de acordo com a legislação eleitoral, o mandato pertence ao partido.
Sem muitas portas de saída para uma legenda em condições de oferecê-lo estrutura mínima para a disputa, Duarte pode ser obrigado pelas circunstâncias a disputar numa sigla irrelevante, sem tempo de TV e sem fundo partidário, ou dar o braço a torcer e apoiar a candidatura da base governista.