A Coligação Brasil da Esperança, da chapa Lula e Alckmin, entrou nesta quinta-feira (27/10) com uma notícia-crime junto à Procuradoria-Geral Eleitoral, apontando crime eleitoral na conduta do responsável pela empresa Beto Carrero World, que ofereceu vantagem (desconto de 25%) para conseguir abstenção do eleitorado do ex-presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva no próximo domingo (30/10), dia do segundo turno das eleições.
Em sua conta no Instagram, a empresa oferece promoção às pessoas que forem ao parque no dia das eleições usando roupa vermelha — mas desde que entrem antes das 8h e saiam após às 17h — o que resultaria no não comparecimento às urnas.
A vantagem oferecida é um desconto de 25% no valor do “Passaporte para Todos” – a propaganda ressalta as iniciais das palavras de forma a remeter ao Partido dos Trabalhadores. “É certo que a empresa Beto Carrero World almeja impedir o comparecimento de pessoas no dia de votação a partir da realização de promoção no passaporte para entrada do parque”, afirma o documento enviado à Procuradoria-Geral Eleitoral.
Poucos dias atrás, a Beto Carrero World havia feito uma promoção para quem fosse vestido “de verde e amarelo”, em referência a eleitores do candidato Jair Bolsonaro.
O Código Eleitoral, em seu artigo 299, diz que é crime: “dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”.
A Coligação Brasil da Esperança, que tem como candidato o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é formada pelos partidos PT, PV, PCdoB, PSOL, REDE, PSB, Solidariedade, Avante, Agir e Pros.
O Maranhão entrou no seleto grupo de estados brasileiros com normas e orientações específicas para reduzir a emissão dos gases do efeito estufa que são gerados pelo desmatamento. Ao mesmo tempo, essas normas vão estimular o desenvolvimento econômico e social da população.Ou seja, a proteção do meio ambiente vai ter que andar de mãos dadas com a geração de renda e bem-estar para a população. Trata-se do decreto que regulamenta o chamado REDD+, iniciativa relacionada ao tema de mudanças climáticas, serviços ambientais e redução das emissões do desmatamento. O documento foi assinado pelo governador Carlos Brandão nesta quarta-feira (26).O Maranhão é o terceiro estado no Brasil inteiro a ter esse tipo de decreto. “Hoje é uma data histórica para o Maranhão, para o Brasil e o mundo. Momento importante para a preservação das florestas, do meio ambiente e, acima de tudo, para reduzir a emissão do gás carbônico. O mundo todo está atento a isso, e o Maranhão não poderia ficar de fora”, afirmou Brandão.Além do REDD+, o decreto assinado no Maranhão também regulamenta o chamado PSA, que trata do pagamento por serviços ambientais. Juntos, o REDD+ e o PSA formam uma série de mecanismos para que a proteção ambiental seja lucrativa para a população. Isso torna essas ferramentas mais atrativas e eficientes.Como parte da Amazônia Legal, o Maranhão tem uma das mais ricas e valiosas biodiversidades do Brasil.Investimentos – Os mecanismos têm uma série de objetivos. Entre eles, incentivar e aperfeiçoar programas de pagamento por serviços ambientais. O Maranhão já tem exemplos nesta área, como é o caso do programa Maranhão Verde, que paga uma bolsa para moradores de determinadas áreas ajudarem na preservação ambiental.Um ponto bastante importante do decreto é a previsão de adotar instrumentos legais para atrair investidores, sempre alinhados à proteção ambiental e ao desenvolvimento social. Ou seja, investidores com iniciativas sustentáveis.Também está prevista a proteção dos rios e do litoral maranhense, para que sejam usados de maneira sustentável pela atual e pelas próximas gerações.O REDD+ ainda garante o desenvolvimento sustentável dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.Um elemento bastante importante é que todos esses mecanismos estão em linha com os acordos internacionais dos quais o Brasil faz parte. Isso facilita a atração de investidores internacionais.Para a secretária de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais, Raysa Maciel, “o Maranhão desponta como um estado que aposta na preservação do meio ambiente, aliado ao desenvolvimento econômico”.Todas as normas específicas serão definidas e gerenciadas por conselho e comitês com representantes do governo e da sociedade em geral.Proteção ambiental -O REDD+ e o PSA vão intensificar um trabalho que já é feito no Maranhão. Atualmente, o Maranhão faz a gestão de 15 unidades de conservação, que abrangem em torno de 7 milhões de hectares – aproximadamente 23% do território estadual. Três das unidades de conservação têm reconhecimento internacional.Entre as medidas já adotadas para a proteção ambiental, estão o Programa Agente Jovem Ambiental (com bolsas para jovens atuarem na proteção ambiental), o já citado Programa Maranhão Verde e uma série de instrumentos legais regulamentando o uso dos recursos naturais.COP-27 – O decreto ganha mais força porque foi assinado às vésperas da COP-27, o grande encontro mundial sobre mudanças climáticas, que começa no dia 6 de novembro no Egito.Com o documento, o Maranhão transmite a mensagem ao mundo de que está preparado para contribuir na luta contra o aquecimento global.“Mais do que isso, estamos também apresentando as potencialidades do nosso estado para recebermos investimentos verdes e as ações efetivas em prol do desenvolvimento sustentável e, assim, termos um retorno que beneficie toda a população maranhense”, diz o governador Carlos Brandão.
Diante de mais uma investida da campanha do presidente Jair Bolsonaro contra o processo eleitoral a senadora Eliziane Gama (Cidadania) recorreu às redes sociais para fazer um alerta: As instituições precisam estar atentas e unidas contra tentativas sucessivas do candidato do PL tumultuar as eleições.
“As instituições precisam estar atentas e unidas contra as tentativas sucessivas de tumultuar as eleições. Granadas, tiros, questionamentos falsos, ataques às urnas. Tentar manipular e criar cortina de fumaça não vai impedir que no próximo domingo a maioria decida o futuro desse país”, observou Eliziane.
Senador eleito com mais de dois milhões de votos, o ex-governador Flávio Dino (PSB) adverte e lista uma série de fracassos dos “arruaceiros”, numa referência à campanha bolsonarista, e suas sucessivas investidas fracassadas para tumultuar a eleição.
“Os fracassos seguidos dos ARRUACEIROS: 1) denúncias contra urnas eletrônicas; 2) Roberto Jefferson dando tiros para virar herói nacional; 3) pedaços de papel contra rádios tentando acusar TSE de fraude. Arruaças infelizmente vão continuar. A esperança e a LEI serão mais fortes”, disse o ex-governador.
Vice-governador eleito, Felipe Camarão (PT) também criticou a postura do presidente em atacar as instituições com mentiras com forma de criar uma cortina de fumaça sobre ato terrorista do seu aliado Roberto Jefferson (PTB) que recebeu a Polícia Federal com granadas e tiros de fuzil.
“Atacar o TSE, inventar e mentir sobre inserções etc, é também uma estratégia de Bolsonaro para criar a famosa cortina de fumaça para a população esquecer o episódio de Roberto Jefferson. Percebam: sempre que acontece uma crise com ele e com os seus ele cria um absurdo”, se manifestou Camarão.
Pesquisa PoderData realizada entre domingo (23) e esta terça-feira (25) mostra uma oscilação positiva de um ponto de Lula (PT) após os ataques de Roberto Jefferson, presidente de honra do PTB e aliado de Jair Bolsonaro (PL), a agente da Polícia Federal que cumpriam mandato de prisão na casa dele, no interior do Rio.
Segundo a sondagem, Bolsonaro oscilou um ponto para menos na última semana e está com 47%, enquanto Lula chegou a 53%. O placar repete o já divulgado pelos institutos Ipespe, AtlasIntel e Quaest.
Nos votos totais, Lula foi de 48% para 49%, enquanto Bolsonaro manteve os 44%. Brancos e nulos são 5% e indecisos 2%.
“As variações foram dentro da margem de erro. Pode ser um efeito direto do episódio envolvendo Roberto Jefferson, muito explorado pela oposição ao presidente e com grande exposição na internet e na mídia tradicional, sobretudo na 2ª feira, bem no meio da realização da pesquisa. Não se pode dizer isso de maneira definitiva, mas foi o único fato com potencial para ter impacto nos resultados”, diz o cientista político Rodolfo Costa Pinto, coordenador do PoderData.
A pesquisa ouviu 5 mil eleitores por telefone em 342 municípios nas 27 unidades da Federação de 23 a 25 de outubro de 2022. A margem de erro é de 1,5 ponto percentual para um intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-01159/2022. (Revista Fórum)
Foi aprovada nesta quarta-feira (26) pelo Diretório Nacional do PTB, com a exclusão de Roberto Jefferson do futuro cenário partidário, a fusão com o Patriota, duas siglas que não conseguiram atingir a cláusula de barreira e que por isso irão se unir para não desaparecerem nos próximos anos.
O Patriota também consentiu, por meio de sua direção nacional, a integração dos dois partidos, que agora dependerá de um aval do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a fusão, da qual nascerá o ente político ainda sem nome, se concretize.
Partido que se declara como herdeira do legado de Getúlio Vargas, que ocupou uma sigla com nome igual, ainda que noutro período, antes da proibição do pluripartidarismo no país pela Ditadura Militar (1964-1985), o PTB vem perdendo espaço ano após ano e atualmente se converteu num grupo de radicais de extrema direita, servindo de ninho para figuras bizarras do horizonte político brasileiro, como o próprio Roberto Jefferson e o autodeclarado “padre” Kelmon, que foi candidato-fantoche à Presidência da República este ano, servindo de escada e linha auxiliar notória para o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) nos debates e na propaganda eleitoral.
Foi a cúpula do Patriota que exigiu que Jefferson não tenha qualquer cargo na direção da futura sigla, cujo nome e número só serão estudados e escolhidos a partir das próximas reuniões. A divisão dos novos comandos estaduais e da composição diretiva do futuro partido também ainda não ficou resolvida pelos integrantes das duas legendas envolvidas.
Na entrevista que concedeu ao jornal Folha de São Paulo, o governador Carlos Brandão (PSB) afirmou que já recebeu recado do presidente estadual do PL, deputado federal Josimar de Maranhãozinho de que os quatro deputados estaduais eleitos pelo partido não pretendem fazer oposição e deixou claro que seu governo está de portas abertas, porém, o chefe do Executivo não citou se pretende uma reaproximação com PDT e Republicanos, os dois partidos que saíram da aliança formada em 2014 e mantida em 2018 e junto com o PL formaram a base de sustentação do candidato derrotado ao governo do estado, Weverton Rocha.
Até o momento, o senador do PDT não fez qualquer declaração sobre o futuro, se pretende continuar na oposição ou se reaproximar do grupo que lhe permitiu chegar ao Senado em 2018 após o fiasco da candidatura ao governo; ficou atrás do desconhecido ex-prefeito do minúsculo município de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), o bolsonarista que ajudou a levar sua pretensão de ser governador para o espaço. Não foi atoa que se lançou na aventura montado num foguete, provavelmente já prevendo a longa viagem.
Os quatro parlamentares estaduais eleitos pelo PDT, Osmar Filho, Dra. Viviane, Glalbert Cutrim e Claudia Coutinho ainda não se manifestaram sobre que comportamento terão em relação a gestão estadual, pois o presidente do partido até hoje não parabenizou Brandão pela vitória, simplesmente se recolheu após ser rejeitado nas urnas. E na entrevista Brandão deixa claro que seu grupo permaneceu intacto e que apenas o PDT e o Republicanos saíram.
“Nessa última eleição a gente construiu uma grande base. Saíram só PDT e Republicanos. O União Brasil ficou neutro. O PL fez um acordo com o Weverton Rocha candidato a governador derrotado], mas não quer ser oposição. Já mandaram recado que na Assembleia vão marchar junto. O pessoal aqui é muito governo, não quer ficar contra. O deputado contra o governo não consegue levar uma ponte, um poço artesiano, apesar de ter emenda impositiva. Eles querem indicar cargos nas diretorias dos hospitais, participar de órgãos do governo no município. A questão do partido é mais para disputar a eleição, não tem essa ideologia, se é esquerda, direita. A sigla não pesa muito, não”, disse.
O senador do PDT, que rompeu como grupo liderado pelo senador eleito Flávio Dino e pelo governador Carlos Brandão, ainda não deu qualquer indicativo de que pretenda se reagrupar, mas nos bastidores da política local são forte os comentários de que o ex-candidato que pensava ter sido eleito senador em 2018 com votos que eram seus estaria chegando à conclusão que sua liderança era fake
Em conversa com cidadãs e cidadãos brasileiros de diferentes segmentos da sociedade, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou na noite desta terça-feira (25/10) que, em um novo governo, vai retomar a política de valorização do salário mínimo para que trabalhadores não percam poder de compra. Ele lembrou que em seus governos, o salário mínimo era reajustado todo ano, ganhando a recomposição da inflação e acréscimo associado ao crescimento do PIB.
“É isso que a gente quer fazer, a gente quer que o salário mínimo tenha aumento real todo ano para que a gente possa recuperar o padrão de consumo que o salário mínimo dava quando ele foi criado, em 1943”, disse, lembrando que nos tempos dos governos petistas o salário mínimo teve aumento real 74%.
Lula afirmou que aumentar o salário mínimo é uma das melhores formas de se fazer distribuição num país que tem um contingente de quase 60 milhões de pessoas que vivem dele. “É um jeito de você distribuir a riqueza no Brasil. O crescimento do PIB é o crescimento da riqueza produzida no país. Se toda riqueza produzida no país você não distribuir, significa que apenas alguns vão ficar ricos e os outros vão continuar pobres. O salário mínimo é uma das melhores formas de você fazer a distribuição porque você tem quase 60 milhões de pessoas no Brasil que ganham salário mínimo.”