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Autor: Jorge Vieira
  • Jorge Vieira
  • 6/dez/2022

Congresso articula projeto para mudar regras do orçamento secreto na véspera do julgamento do STF

Estadão – Líderes do Congresso preparam a apresentação de um projeto de resolução para mudar as regras do orçamento secreto e evitar que o esquema seja considerado inconstitucional e derrubado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A presidente do STF, ministra Rosa Weber, marcou para esta quarta-feira, 7, o julgamento de ações que questionam o pagamento das emendas secretas, reveladas pelo Estadão, para compra de apoio político pelo governo Jair Bolsonaro no Congresso Nacional.

Deputados e senadores querem manter o mecanismo em 2023. O projeto de Orçamento do próximo ano reserva R$ 19,4 bilhões para essas emendas. O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negocia a formação de uma base no Congresso e já foi avisado de que, sem o orçamento secreto, dificilmente tomará posse com um clima favorável na Câmara e no Senado.

Atualmente, a distribuição fica sob controle dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), conforme os acordos feitos internamente e sem transparência, definindo os parlamentares que serão privilegiados. O governo, por sua vez, controla os pagamentos liberando o dinheiro em troca de apoio político no Legislativo.

No ano passado, o Congresso aprovou uma proposta para fixar as emendas secretas no Orçamento da União, autorizando os recursos com valor equivalente à soma das emendas impositivas, estas autorizadas pela Constituição, o que garantiu R$ 19,4 bilhões para o ano que vem. As verbas continuaram a ser pagas sem que o nome de todos os parlamentares padrinhos das emendas sejam divulgados.

Agora, um novo projeto é articulado na Câmara e no Senado para manter o esquema, sob o pretexto de dar transparência às emendas e aprimorar as regras.

O assunto foi discutido em uma reunião fechada entre o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputado Celso Sabino (União-PA), o relator do Orçamento de 2022, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), e o relator do Orçamento de 2023, Marcelo Castro (MDB-PI), na manhã desta segunda-feira, 5, na residência oficial de Lira.

A distribuição proporcional é uma demanda de deputados e senadores para manter o orçamento secreto. A proposta foi citada pelo líder do União Brasil na Câmara, Elmar Nascimento (BA), aliado de Lira, em entrevista ao Estadão em outubro. Na ocasião, o deputado disse que, se o Supremo derrubasse as emendas, o Congresso iria cortar o Orçamento do STF, que depende da aprovação dos palamentares.

Lira escalou uma tropa de choque na Câmara, que inclui líderes do Centrão, para defender o orçamento secreto e a prerrogativa de parlamentares definirem para onde vão os recursos da União. “E quem faz o orçamento do STF? Aí ele vai tirar o orçamento da gente e a gente vai aceitar? Se tirar o nosso, a gente tira o deles”, disse Elmar na entrevista.

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva prometeu revogar o orçamento secreto durante a campanha eleitoral, mas recuou nas críticas e passou a negociar a manutenção dos pagamentos em 2023, em troca da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição e da formação de base no Congresso a partir de janeiro. Durante a campanha, Lula classificou o esquema como “vergonhoso”.

Lula e a presidente do STF, Rosa Weber, durante audiência do presidente eleito com ministros da Corte logo após o segundo turno das eleições de 2022.
Lula e a presidente do STF, Rosa Weber, durante audiência do presidente eleito com ministros da Corte logo após o segundo turno das eleições de 2022. Foto: Nelson Jr./STF – 9/11/2022

Plano B

O plano B de dirigentes do Congresso, se os ministros do STF não se convencerem, é usar a PEC da Transição, apresentada por Lula para aumentar as despesas em 2023, e incluir esse mecanismo de forma definitiva na Constituição.

Ao incluir o modelo na Constituição, as emendas de relator, que recebem o carimbo de RP9 e formam a base do orçamento secreto, receberiam status constitucional para irrigar verbas de interesse dos deputados e senadores.

Além do status constitucional, o Centrão ameaça tornar a liberação impositiva, ou seja, obrigando o governo a pagar os recursos sem cortes, como acontece hoje com as emendas individuais e de bancada. O líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), defendeu a medida em entrevista ao Estadão em novembro.

O Congresso preparou ainda outro plano para garantir os recursos se o Supremo derrubar o mecanismo no julgamento. É transferir a verba para as emendas de comissão, indicadas por cada comissão permanente da Câmara e do Senado, como Saúde, Educação e Infraestrutura, e carimbada com o código RP8.

Nas emendas de comissão, há regras mais rígidas para inclusão no Orçamento, como necessidade de bancar despesas de caráter nacional, alinhadas com as políticas públicas de cada área e aprovação pelos membros de cada colegiado no Congresso.

Ainda assim, os recursos podem atender solicitações individuais de deputados e senadores, como acontece hoje com o orçamento secreto, o que manteria o esquema.

“Como eu não vou mais poder fazer emendas de relator, se o Supremo proibir, eu vou utilizar esse valor em algum lugar e muito provavelmente será em emenda de comissão”, disse o relator do Orçamento de 2023, Marcelo Castro, ao Estadão.

  • Jorge Vieira
  • 6/dez/2022

Greve do rodoviários é presente de grego de Braide aos ludovicenses; postura do prefeito é criticada

A administração do prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) reservou para os ludovicenses neste mês em que se comemora o Natal um verdadeiro presente de grego aos usuários de transporte público: uma greve dos trabalhadores do setor por conta de da inércia da prefeitura e de mais uma proposta indecente dos patrões.

Os profissionais do setor de transporte decidiram em assembleia geral realizada no sábado (3) não aceitar a proposta do SET (Sindicato das Empresas de Transporte) de dividir em oito parcelas o pagamento do 13º salário e ameaçam paralisar as atividades neste fim de ano, prejudicando o comércio e o direito de ir e vir de milhares de pessoas.

Definitivamente a gestão do prefeito Eduardo Braide não se mostra capaz de encontrar uma solução para as constantes paralisações dos trabalhadores por conta de problemas com os patrões, que desta vez querem impor um parcelamento do décimo terceiro salário sem apresentar qualquer justificativa plausíveis e a prefeitura não se manifesta, mesmo sendo ela responsável pelo setor.

Os rodoviários ameaçam paralisar as atividades por considerarem a proposta um absurdo e deixaram isso bem claro na votação em assembleia geral quando decidiram pela greve geral, caso não seja apresentada outra proposta que agrade a categoria.

O Sindicato dos Rodoviários publicou uma nota afirmando que a entidade irá tomar todas as medidas cabíveis, jurídicas, e irá comunicar a justiça e todos os órgãos competentes. “O que os patrões estão querendo fazer é um total desrespeito e injustiça contra a nossa classe”, diz um trecho de uma nota do Rodoviários.

“Os empresários já não cumprem vários acordos, estabelecidos conforme Convenção Coletiva de Trabalho. Atrasam salários, atrasam o ticket alimentação, atrasam pagamento das férias e agora sugerem esse absurdo, pagar o 13º salário em oito parcelas. Não vamos aceitar. Isso é uma afronta e um desrespeito aos trabalhadores. Nos reunimos em assembleia geral, agora pela manhã, e foi decidido pela própria categoria cruzar os braços, pois com essa proposta indecente dos patrões não nos resta outra alternativa, que não seja partir para greve”, enfatiza Marcelo Brito, Presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão.

Semana passada, diante da possibilidade de mais uma paralisação, o deputado o deputado estadual Duarte Junior (PSB) publicou vídeo em suas redes sociais mostrando que a Prefeitura de São Luís possui em caixa R$ 9 milhões que poderiam ser usados para evitar nova greve dos rodoviários na capital.

No vídeo, além de se pronunciar sobre a nova possibilidade de greve dos rodoviários em São Luís, Duarte Jr mostra documento que comprova o recebimento de R$ 9.679.436,93 pela prefeitura. Segundo o parlamentar. o recurso foi envido pelo governo federal especificamente para uso no transporte público.

Nesta segunda-feira (5), em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, o vereador Marquinhos, ao comentar a situação do transporte público, criticou a postura do prefeito Eduardo Braide em relação ao sistema de transporte público. Conforme o vereador, o chefe do Executivo municipal não toma para a ele a responsabilidade de resolver o problema.

Caso seja confirmada, essa será a quarta greve dos rodoviários de São Luís em 15 meses.

  • Jorge Vieira
  • 5/dez/2022

Lula se reúne com conselheiro de Segurança dos Estados Unidos, enviado de Biden

Brasil de Fato – O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva recebe o conselheiro de Segurança dos Estados Unidos, Jake Sullivan, nesta segunda-feira (5), em Brasília. Emergência climática, imigração, defesa da democracia e segurança regional são alguns dos temas em pauta.

Em nota, a Casa Branca assegura que o objetivo da viagem é verificar como os EUA e o Brasil podem trabalhar juntos “para enfrentar desafios comuns, incluindo o combate à mudança climática, salvaguardando a segurança alimentar”.

O enviado especial de Joe Biden se reunirá com Lula, com o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, e o senador Jaques Wagner (PT/BA) para debater sobre a agenda do novo governo e também terá um encontro com o tecnicamente ainda mandatário, Jair Bolsonaro, e o secretário Especial de Assuntos Estratégicos, almirante Flávio Rocha.

A visita de Sullivan ao Brasil seria um compromisso assumido por Biden em telefonema a Lula, após as eleições de outubro.

“Temos o compromisso de fazer o país voltar a crescer, e para isso vamos conversar com todos”, publicou Lula em seu perfil na rede social Twitter.

  • Jorge Vieira
  • 5/dez/2022

Transição de Lula em reta final com maranhenses em destaque

A partir desta semana começa a contagem regressiva para a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. A Comissão de transição, formada por mais de 300 voluntários vai entrando em sua fase final tendo alguns maranhenses entre seus destaques.

Notoriamente, o principal é o ex-governador e senador eleito Flávio Dino que coordena o Grupo de Trabalho de Justiça e Segurança e esta semana deve apresentar ao presidente Lula os relatórios realizados por seu grupo, com avaliações e propostas para a área.

O deputado federal Márcio Jerry também integra a transição, desta vez no GT de Cidades. Jerry foi secretário de Cidades na gestão Flávio Dino e tem mantido parceria estreita na área com o atual governador Carlos Brandão.

No GT de  Meio Ambiente, a petista Criscyelle foi indicada. Bem como o deputado federal Bira do Pindaré (PSB) e a suplente de deputada federal Vânia do MST para o grupo de agricultura familiar.

A senadora Eliziane Gama compõe o conselho político da transição, representando seu partido, o Cidadania.

“Venho trazendo sugestões, debatendo e dialogando para que a gente possa chegar no dia primeiro de janeiro com o governo tinindo em todas as áreas”, afirma o deputado Márcio Jerry em suas redes sociais, em vídeos gravados no CCBB de Brasília, quartel-general da transição.

“Esse é o sentido da Comissão de Transição, fazer diagnósticos, apresentar diretrizes e sugestões. Enfim, formar as bases para um ciclo virtuoso sob o comando do presidente Lula”, observa Jerry.

  • Jorge Vieira
  • 4/dez/2022

Duarte Jr afirma que Prefeitura de São Luís tem mais de R$ 9 milhões em caixa que poderiam ser usados para evitar mais uma greve dos rodoviários

O deputado estadual Duarte Jr (PSB) publicou vídeo em suas redes sociais no qual mostra que a Prefeitura de São Luís tem mais de R$ 9 milhões em caixa que poderiam ser usados para evitar nova greve dos rodoviários na capital. A categoria anunciou paralisação para a próxima semana por causa de atraso no pagamento dos salários e parcelamento do 13º.

No vídeo, além de se pronunciar sobre a nova possibilidade de greve dos rodoviários em São Luís, Duarte Jr mostra documento que comprova o recebimento de R$ 9.679.436,93 pela prefeitura. O recurso foi envido pelo governo federal especificamente para uso no transporte público.

A rubrica do valor da verba no documento está identificada como “Assistência Financeira Transporte Coletivo”. Os recursos foram depositados desde outubro e até agora não foram aplicados.

“Peço a Prefeitura de São Luís que pegue esse recurso que está na conta desde outubro e pague os rodoviários pelo bem da nossa cidade, pela garantia de direito desses trabalhadores, porque a cidade não pode mais uma vez ficar parada pela sua falta de competência administrativa, de sensibilidade, de respeito para com as pessoas”, diz o parlamentar.

Os rodoviários anunciaram deflagrar greve geral nas próximas 72h após serem informados que receberiam o 13º salário em oito parcelas. Desde o ano passado, entre greves gerais e paralisações, os rodoviários já fizeram cerca de 7 movimentos provocados por atrasos nos pagamentos dos salários.

“Esta será a quarta greve dos rodoviários de São Luís em menos de 15 meses”, enfatizou Duarte Jr.

  • Jorge Vieira
  • 3/dez/2022

Governo, Famem e secretários discutem repartição do ICMS com base na Educação

Com o intuito de esclarecer sobre a repartição do ICMS a partir do Índice de Desenvolvimento da Educação do Maranhão, o governo do Estado reuniu, nesta sexta-feira (2), com a diretoria da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem) e da União de Dirigentes Municipais de Educação (Undime). O encontro ocorreu no auditório do edifício João Gullar, no Centro, em São Luís.

A reunião técnica faz parte dos diálogos do Governo, no âmbito da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), com os gestores após o Encontro com os Prefeitos, que ocorreu em novembro, com discussão sobre a Emenda Constitucional nº 108/2020 e a Lei 11.815, de 26 de agosto de 2022, que estabeleceu a repartição, a partir de 2024, do percentual de 20% do ICMS, na proporção da pontuação do município, no Índice de Desenvolvimento da Educação do Maranhão (IDE-MA).

“A Emenda Constitucional 108/2020, de certo modo, enseja que a educação melhore em todo o país, ao estimular que todos os estados consigam se ombrear e manter esse diálogo propositivo, para que a educação possa ser obrigatoriamente, a partir dessa emenda de 2020, uma inovação constitucional, que é colocar a educação incidindo na repartição do ICMS. Esse é um assunto da mais alta relevância, e o Estado está aqui de portas abertas para esse diálogo com os prefeitos. O governador Carlos Brandão sempre com essa perspectiva municipalista de apoiar, orientar, para que todos saiam ganhando com a educação”, frisou a secretária de Estado da Educação, Leuzinete Pereira da Silva.

O prefeito de São Mateus e presidente eleito da Famem, Ivo Rezende, destacou a importância do diálogo entre o Estado e a entidade municipalista. “É muito importante, porque a Famem, formada por um conjunto de prefeitos, onde todos devem saber o que acontece no nosso estado, das ações que são desenvolvidas, e é justamente o que estamos fazendo aqui, reunindo com a secretária de Educação do Estado do Maranhão, Leuzinete, com a Undime, para esclarecer esse novo momento da cobrança do ICMS e entender que o repasse do imposto irá melhorar o desenvolvimento dos municípios”, avaliou.

O secretário adjunto de Estado da Fazenda, Magno Vasconcelos Pereira, também pontuou a disposição do governo em apoiar os municípios. “Estamos com um corpo técnico na Secretaria da Fazenda à disposição das prefeituras, da Famem, e também da Secretaria de Educação, para esclarecer as dúvidas e interagir com esses órgãos e receber sugestões, para que possamos contribuir para o aperfeiçoamento da lei, haja vista que alguns artigos deverão ser regulamentados, através de decreto e também de lei estadual”.

Durante o encontro, o coordenador de implementação da parceria Associação Bem Comum do Ceará, José Anderson da Silva Araújo, realizou uma apresentação aos prefeitos e dirigentes presentes sobre a legislação que irá impactar na diminuição das desigualdades sociais no estado.

O prefeito de Porto Franco, Deoclides Macedo, parabenizou a secretária Leuzinete e a Famem pela reunião. “Quero parabenizar pela iniciativa e reafirmar que é muito importante essa apresentação para todos nós e que possamos continuar discutindo essa pauta, que será fundamental para o desenvolvimento da Educação nos municípios”, apontou.

“Vamos continuar com essas discussões porque serão muito importantes para a Educação do Maranhão. Uma grande jornada começa com um grande passo. É isso que estamos fazendo juntos”, ressaltou o presidente da Undime-MA, Marcony Pinheiro.

Também participaram da reunião o prefeito de Coelho Neto, Bruno Silva; o prefeito de Bequimão, João Batista Martins; o prefeito de Presidente Médici, Janilson Coelho; secretários de Educação, técnicos da Sefaz e da Seduc.

  • Jorge Vieira
  • 2/dez/2022

Em jantar com senadores, Lula confirma Flávio Dino na Justiça e José Múcio na Defesa

Estadão – O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse a aliados em reuniões nesta semana que o senador eleito Flávio Dino (PSB-MA) e o ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) José Múcio Monteiro estão garantidos respectivamente no comando do Ministério da Justiça e no da Defesa. O petista falou sobre os dois cargos em pelo menos dois jantares no últimos dias, um feito na terça-feira, 29, com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, e o outro realizado nesta quinta-feira, 1º, na casa da senadora Kátia Abreu (PP-TO).

Dino já era tratado como garantido em um ministério pelo próprio petista ainda durante a campanha eleitoral. Em setembro, o agora presidente eleito havia dito: “Flavio Dino que se prepare. Vai ser eleito senador, mas não será senador muito tempo porque vai ter muita tarefa nesse País”. O ex-governador do Maranhão já tem cumprido um agenda de ministro e participado de reuniões cotidianamente com Polícia Militar, Polícia Federal e secretários estaduais de Segurança Pública, além de acompanhar Lula em reuniões com ministros do STF. Além dele, o PSB tenta emplacar a indicação de Márcio França para o Ministério das Cidades. O partido avalia que Dino, que era do PCdoB até ano passado, é da cota pessoal de Lula e não indicação do PSB.

Em relação ao Ministério da Defesa, há a expectativa de que Lula já anuncie publicamente o nome de Múcio na semana que vem. O convite para assumir a pasta foi feito na última segunda-feira, 28, após uma reunião do presidente eleito com o ex-ministro do TCU no Centro Cultural Banco do Brasil, sede da equipe de transição de governo. Junto com o anúncio de Múcio, os nomes dos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica também devem ser oficializados. Perguntado sobre a possibilidade de definir a Defesa, Lula desconversou. “Se tiver que anunciar ministro (na próxima semana, anuncio, mas não tem nada certo”, declarou ele em entrevista coletiva no CCBB nesta sexta-feira, 2.

Segundo participantes do jantar disseram ao Estadão, Lula não definiu no encontro qual será o espaço que cada uma dessas três legenda terá em sua gestão. O presidente eleito tem tentado conciliar pressões de diferentes partidos e até disputas internas dentro de um mesmo partido para definir a divisão dos ministérios. A avaliação de um dos presentes no jantar é que foi um encontro para “criar liga” entre Lula e esses senadores que vão aderir a base do presidente. No encontro, o presidente eleito repetiu o discurso de que o País enfrenta uma grave social com uma grave desestruturação de políticas públicas.

Também estavam presentes no jantar os senadores Alexandre Silveira (PSD-MG), Davi Alcolumbre (União-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL), Marcelo Castro (MDB-PI), relator do orçamento de 2023, Weverton Rocha (PDT-MA), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Mauro Campbell e de Bruno Dantas.

O encontro ainda serviu para que Pacheco dê prosseguimento às negociações para ser reeleito presidente do Senado. O PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, ensaia lançar Rogério Marinho (PL-RN) para o cargo, mas a trinca União Brasil-MDB-PSD junto com o PT e mais partidos de centro direita dão um cenário confortável de provável vitória para Pacheco.

A situação hoje menos avançada em relação a definição de ministério é a do União Brasil. Diferente do MDB e do PSD, a legenda que resultou da fusão entre DEM e PSL não teve representantes que embarcaram fortemente na campanha lulista. O partido também abriga opositores de Lula, como o ex-juiz responsável pela prisão do petista e senador eleito Sergio Moro. A avaliação, porém, é que a posição dele é minoritária na legenda. Nem mesmo líderes oriundos do DEM, que costumava fazer oposição às gestões passadas do PT se negam a conversar com o presidente eleito. Lula já chegou a convidar diretamente o partido para ser base em um encontro nesta semana com Alcolumbre e o líder na Câmara, Elmar Nascimento (BA). A legenda ainda não deu uma resposta e só pretende se classificar como base a partir do momento que Lula definir o espaço que a sigla terá na Esplanada dos Ministérios.

No caso do MDB há um problema específico com a indicação da bancada do Senado para o ministério de Lula. O presidente eleito avisou que pretende contar a escolha da senadora Simone Tebet (MDB-MS), que é dada como certa em uma das pastas, como sendo a indicada dos senadores. Os parlamentares, no entanto, consideram Simone cota pessoal de Lula e pretendem fazer outra indicação. Além disso, a senadora emedebista já sinalizou preferência por comandar uma pasta da área social, algo que o PT já disse que não abre mão de ter sob o controle da legenda. O fato de senadores do PT não terem participado do jantar de ontem foi encarado como um sinal de que Lula de fato pretende dar espaços relevantes para mais partidos, mas não há definição sobre qual cargo Simone terá.

Por ter sido um dos principais articuladores da campanha de Lula em Minas Gerais, o senador Alexandre Silveira se movimenta para ser o indicado da bancada do PSD para uma pasta. Braço direito de Pacheco, Silveira não conseguiu se reeleger senador e participa do grupo de infraestrutura na transição de governo.

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