Empossado interinamente no comando do estado com ausência do governador Carlos Brandão (PSB), que acompanha o presidente Lula em viagem à China, Felipe Camarão (PT) tem mantido o ritmo acelerado empreendido pela gestão e cumprido de forma intensa o cronograma de entrega de obras prometido para os primeiro cem dias de governo.
Vice-governador atuante, visto como trunfo do PT para a sucessão de Brandão, Camarão com seu estilo descontraído, muito comunicativo cativa simpatia, mostra eficiência e se credencia dentro do seu partido para alçar voos mais altos em 2026, quando deve assumir definitivamente o governo do estado e nesta condição se credenciar para disputar a reeleição.
Os ventos sopram a favor do jovem político que funcionou como uma espécie de coringa nos governos de Flávio Dino (PSB), sempre deslocado para setores onde haviam problemas de gestão, com destaque para sua atuação como secretário de Educação onde colocou ordem na casa e deu sensível colaboração para melhoria do ensino público do estado. Tem a seu favor o fato do Partido dos Trabalhadores está no comando do país e a possibilidade de Lula disputar a reeleição.
É lógico que o segundo mandato de Brandão está apenas iniciando e em política tudo pode mudar em fração de segundos, até Brandão permanecer no cargo até o final do mandato e escolher um outro nome para apoiar, mas é fato que a aliança PT/PSB está cada vez mais consolidada e caso não aconteça nenhum imprevisto, o nome de Felipe Camarão pode se consolidar como candidato ao grupo.
Diante da conjuntura nacional, com o retorno de Lula à Presidência da República, da simpatia que possui da grande maioria do eleitorado maranhense que sempre lhe proporcionou votações elevadas, sempre superior a 60%, o PT maranhense tem tudo para deixar de exercer papel coadjuvante e assumir o protagonismo num futuro bem próximo.
E se tudo ocorrer como sugerem alguns analistas do cenário político local, Camarão poderá se consolidar tendo ao seu lado as três principais lideranças do Maranhão: Lula, Dino e Brandão.
É aguardar e conferir depois.
Antes da viagem para a China, o governador Carlos Brandão encaminhou à Assembleia Legislativa do Maranhão uma medida provisória determinando o reajuste de 11% aos profissionais do magistério e outras ações de valorização da categoria. O documento foi enviado ao Legislativo estadual nesta terça-feira (11) e representa o compromisso assumido com os profissionais da Educação para melhoria das condições de trabalho.
“Enviei à Assembleia Legislativa medida provisória que reafirma nosso compromisso com a valorização dos servidores da educação, essenciais para a sociedade”, informou o governador pelas redes sociais. “Seguiremos abertos ao diálogo para que a categoria possa sempre fazer seus apontamentos e ser ouvida”, completou o governador.
O documento assegura o pagamento do reajuste em duas parcelas, sendo a primeira de aplicação imediata, correspondente a 5,5% e retroativa a janeiro deste ano; já a segunda parcela, também com o percentual de 5,5%, será aplicada em julho. Também foram asseguradas titulações e progressões, além de outros benefícios.
O Governo do Maranhão e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais do Estado do Maranhão (Sinproesemma) firmaram acordo no final do mês de março em benefício dos educadores do Magistério da Educação Básica. Na ocasião, foi mantida uma mesa de diálogo e negociação entre governo e sindicato.
Viagem à China
O governador Carlos Brandão integra a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que desembarcará na China na noite desta quarta-feira (12). A agenda tem como foco reuniões bilaterais com autoridades chinesas e também encontros de negócios.
Além do governador maranhense, também fazem parte da comitiva do Governo Lula, ministros, senadores, deputados, empresários e os governadores Jerônimo Rodrigues (Bahia), Elmano de Freitas (Ceará), Helder Barbalho (Pará) e Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte).
Yuri Ferreira – Revista Fórum – O ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino (PSB-MA) teve que abandonar a audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.
A sessão tinha como foco temas como regulamentação das armas, os atos de 8 de janeiro, visita à favela da Maré e invasão de terras.
Após as perguntas dos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Éder Mauro (PL-PA) e Gilvan da Federal (PL-ES), o ministro dispôs 8 minutos para responder. Porém, após mais de 17 minutos de discussão, o ministro foi interrompido por diversos parlamentares e não pode responder às questões.
Durante seus menos de cinco minutos de fala contínua, Dino fez breves considerações sobre política de armas e os caminhos das políticas de segurança pública do país.
“Não há correlação entre número de armas e número de homicídios. Se a gente pegar números recentes na Amazônia, aumentaram as armas e aumentaram os homicídios. É falsa a ideia de quanto mais armas, menos homicídios. Pelo contrário, as notícias mostram que quando há mais armas em circulação – legais ou ilegais – é claro que se ampliam as ocorrências de crimes em lares, por isso que o feminicídio cresceu”, disse.
“Claro que os policiais devem estar armados. Isso se chama monopólio do uso legítimo da força, que a gente não pode substituir pela visão de faroeste praticada apenas em pouquíssimos países do mundo”, continuou o ministro. “Qual o país em que se mais realiza chacina em escola no mundo? Nos EUA. E o que está acontecendo agora no Brasil? Crescimento de chacina na escola…”
“Será que é impossível enxergar uma correlação lógica entre ódio, violência, armamentismo e o aumento de chacinas em escolas? Será que é por acaso que isso acontece apenas nos EUA no Brasil nesta dimensão?”, disse.
Flávio notificou o presidente da sessão, Ubiratan Sanderson (PL-RS) de que não poderia continuar na sessão. O chefe da sessão acabou encerrando a sessão, aos gritos histéricos da oposição: “Fujão, fujão!”, gritavam os bolsonaristas. A audiência será remarcada, conforme informou Sanderson.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, seguiu para a China, nesta terça-feira (11), como integrante da comitiva do presidente Lula, e deve desembarcar em Xangai na noite de quarta-feira (12). A missão diplomática tem foco em acordos bilaterais em diversas áreas, como agricultura, ciência e tecnologia, meio ambiente, economia, comércio e investimentos. A delegação conta com 40 autoridades: cinco governadores, nove ministros, oito senadores e 19 deputados federais.
É a primeira vez que Brandão viaja ao país asiático após sua reeleição como governador, embora já tenha ido outras sete vezes como vice-governador, fechando parcerias de interesse do Maranhão. Já Lula é o primeiro presidente a ser recebido pelo chefe de Estado chinês, Xi Jinping, após assumir a Presidência da República em 1º de janeiro de 2023, para exercer o cargo pela terceira vez.
O governador Carlos Brandão destacou a importância dessa viagem para a economia do estado. “Quando eu era vice-governador, recebi a missão de ir a vários países prospectando investimentos. E fomos a mais de dez países. Fui sete vezes à China fazendo muitas reuniões na área portuária, na área da indústria, na área de siderurgia, na área de refinaria, empresa de esmagamento de soja. Chegou o período da covid, houve um recuo de todas as empresas no mundo inteiro. Mas agora nós estamos vivendo um novo momento. O presidente Lula abrindo o mercado nacional para os grandes empresários. E nós fomos convidados porque nós temos projeto pronto, bem adiantado, no que diz respeito à siderúrgica e à refinaria para o nosso estado”, pontuou.
Em seu discurso, após a vitória no segundo turno das eleições do ano passado, o presidente Lula já havia sinalizado o interesse em “recolocar o Brasil no mundo”. Depois da visita aos Estados Unidos e à Argentina, a viagem de Lula sela a primeira rodada de visitas diplomáticas aos três maiores parceiros internacionais do Brasil.
Na programação, estão previstas reuniões com o presidente da China, Xi Jinping, com empresários do país e representantes do novo Banco de Desenvolvimento do Brics. As pautas prioritárias deverão ser investimentos na reindustrialização do Brasil e no combate às mudanças climáticas, além de cooperação para a paz.
O governo do Maranhão tem especial interesse em fazer avançar a construção do Porto São Luís, que conta com investimentos chineses e deverá ampliar a capacidade portuária do estado. Outras propostas, como a instalação de operações voltadas para a indústria petrolífera, também estão na pauta.
“O projeto está bem estruturado, assinado memorando de entendimento, e agora falta colocar em prática. O presidente Lula, com essa sua posição, sua postura, já abriu mercado nacional. Aqui no nosso estado nós damos segurança jurídica e política, para que os empresários se instalem. A gente vai avançar com certeza”, acredita o governador Carlos Brandão.
Com informações dos portais G1 e Gov.br
A convite do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) o governador Carlos Brandão (PSB) integra a comitiva que embarca nesta terça-feira (11) rumo a China e passará o comando do estado para vice-governador e secretário de Educação Felipe Camarão (PT), muito ligado ao ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino (PSB) e ao chefe do executivo estadual. A senadora Eliziane Gama (PSD) e o deputado Cleber Verde (Republicanos) também integram a caravana presidencial.
Será a segunda vez que o PT comandará o estado embora por um curto espeço de tempo. Em outubro de 2011, a governadora Roseana Sarney (MDB), alegando problemas pessoais se afastou do cargo por dez dias e passou o comando para então vice-governador Washington Oliveira (PT), que mais tarde, numa manobra política para tirá-lo da linha sucessória acabou sendo premiado com o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.
Washington governou o Maranhão por dez dia, período em que a então governadora aproveitou, sendo suas próprias palavras na época, “para descansar um pouco, viajar, recuperar minhas forças, porque em 2012 teremos um ano intenso com o aniversário dos 400 anos de São Luís e voltar a trabalhar como sempre faço”. Disse ainda que Washington tinha toda sua confiança.
Desta vez Felipe Camarão, jovem político com futuro promissor e trunfo do PT para sucessão governamental de 2026, pois deve assumir o governo com a provável desincompatibilização do governador Carlos Brandão para disputar uma cadeira no Senado, comandará o estado até o final desta semana por um motivo mais nobre: a presença do governador na comitiva presidencial na história visita à China.
Ao contrário de Roseana que se afastou do cargo para descansar e viajar, Brandão vai à China em busca de parceiros comerciais e investimentos para o Maranhão, deixando em seu lugar um aliado fiel, que inspira confiança e que tem mostrado muito preparo em todos os cargos que ocupou nos dois governos de Flávio Dino, com destaque maior na condução da Secretaria de Educação, cargo a que foi reconduzido por Brandão.
Ao passar o comando do estado para o vice-governador, Brandão mostrar acima de tudo confiança em Camarão ao tempo em que consolida ainda mais a aliança PT/PSB, que deve se manter forte nas eleições de municipais de 2024, já com vistas a sucessão governamental. Salvo alguma mudança de rota, Felipe deverá ser o representante do grupo liderado por Brandão e Flávio Dino em 2026, pelo menos é que aposta o deputado Zé Inácio e a cúpula do PT.
O governador Carlos Brandão foi recebido em Brasília (DF) pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), Wellington Dias, nesta segunda-feira (10). Durante a reunião, eles traçaram um plano de trabalho integrado de assistência às famílias afetadas pelas enchentes no Maranhão.
A reunião aconteceu um dia após a visita do presidente Lula, acompanhando do governador Carlos Brandão, aos municípios de Bacabal, Pedreiras e Trizidela do Vale, situados em uma região do interior maranhense bastante afetada pelas fortes chuvas que têm ocorrido neste período do ano.
Na visita do governador à Brasília também estiveram presentes a primeira-dama Rosângela (Janja) Silva, os ministros das relações institucionais, Alexandre Padilha, do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e da Justiça, Flávio Dino, além da senadora Eliziane Gama, prefeitos, deputados e vereadores.
O governador agradeceu o compromisso e preocupação do presidente com os maranhenses e reforçou a parceria com o MDS. “Estamos compactuando com o ministro Wellington Dias um grande plano de apoio aos desabrigados e deslocados pelas enchentes, integrando também os ministérios do Desenvolvimento Regional e das Cidades. No longo prazo, essa parceria vai nos ajudar a atender todas as pessoas que mais precisam”, destacou.
O ministro Wellington Dias explicou que o próprio presidente Lula solicitou uma atenção especial ao Maranhão. “Há a necessidade de um trabalho integrado do governo federal com o governo do Maranhão, municípios e entidades solidárias, para que a gente possa cuidar, num primeiro momento da situação emergencial. Mas há também uma proposta de médio e longo prazo, pra que a gente possa continuar acompanhando a população”, garantiu.
Também participaram da reunião do secretário de Desenvolvimento Social do Estado do Maranhão, Paulo Casé, além de técnicos do MDS e da Sedes. O objetivo é formar uma força-tarefa de ação integrada para fortalecer e ampliar política públicas de segurança alimentar, como os Restaurantes Populares.
Em pronunciamento na Câmara Municipal, nesta segunda-feira (10), o vereador Marcial Lima (Podemos), ex-líder do governo, criticou o serviço de limpeza da Prefeitura de São Luís comandada por Eduardo Braide (PSD). Segundo o parlamentar, falta zelo do gestor pela cidade.
“A atual condição da limpeza pública de São Luís é lamentável. A prefeitura tirou do Comitê de Limpeza uma boa quantidade de pessoas que conheciam essa cidade na palma da mão e que estavam permanentemente trabalhando com a comunidade”, observou Marcial.
Ele citou com um dos exemplos, a situação da Avenida Oito, localizada no Turu, de grande movimentação de pedestres e veículos, enfatizando que a área está tomada de mato, que atrai mosquitos e animais.
“A cidade virou uma grande moita de mato, uma vez que não há mais capina nas praças e ruas. No Vinhais, temos uma das praças mais importantes, a Praça do Letrado, completamente abandonada. Os equipamentos de ginástica, que são públicos, são uma vergonha, sem cuidado nenhum”, criticou.
O vereador disse que abordou o assunto na tribuna após ser procurado por moradores do Turu que pediram providências em relação ao abandono do bairro. “Os moradores irão fazer uma manifestação para ver se chamam a atenção da prefeitura”, disse.
Ao encerrar seu pronunciamento, Marcial Lima fez um apelo ao prefeito Eduardo Braide para que contrate mais profissionais para a limpeza pública de São Luís. “Muitas pessoas estão desempregadas, querendo trabalhar e melhorar essa situação. Nossa cidade é grande, tem orçamento para isso”.