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Autor: Jorge Vieira
  • Jorge Vieira
  • 6/dez/2025

Lula lidera em todos os cenários e venceria Flávio Bolsonaro com ampla vantagem, diz Datafolha

Uma nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (6) confirma a ampla liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pela reeleição em 2026. Lula venceria todos os adversários testados, com destaque para a vantagem de 15 pontos sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ), recém-lançado como candidato à presidência pelo seu pai, Jair Bolsonaro, que está preso e inelegível.

No principal cenário de segundo turno, Lula marca 51% contra 36% de Flávio. Apesar de ter sido medido antes da oficialização da pré-candidatura, o resultado reforça a dificuldade do bolsonarismo em recuperar competitividade nacional. A indicação do senador desagradou setores do centrão e partidos como MDB e PSD, que veem na escolha mais uma insistência da família em controlar a direita, mesmo em queda.

Outros nomes da oposição tampouco conseguem superar o presidente. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) aparece com 42% contra 47% de Lula; Ratinho Jr. (PSD-PR) marca 41%, também abaixo dos 47% do petista. Michelle Bolsonaro tem 39% no confronto direto, enquanto Eduardo Bolsonaro (PL-SP), hoje no exterior, registra apenas 35% diante de 52% de Lula.

A rejeição evidencia ainda mais o desgaste do campo bolsonarista: Jair Bolsonaro lidera com 45%, seguido por Flávio (38%), Eduardo (37%) e Michelle (35%). Já governadores como Tarcísio, Ratinho Jr., Zema e Caiado apresentam rejeições menores, mas ainda insuficientes para ameaçar a dianteira de Lula.

No primeiro turno, Lula mantém 41% em todos os cenários testados. Flávio e Eduardo aparecem com 18% cada. Michelle chega a 24%, e Tarcísio a 23%. Nenhuma dessas candidaturas consegue romper a fragmentação da direita.

A pesquisa Datafolha contou com 2.002 entrevistas com pessoas de 16 anos ou mais em 113 municípios pelo Brasil, realizadas entre os dias 2 a 4 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

  • Jorge Vieira
  • 5/dez/2025

Pesquisa revela que 84% dos eleitores de Timon não sabem em quem vão votar pra governador

Circulam nos bastidores levantamentos eleitorais que buscam orientar as decisões políticas que antecedem a disputa pelo voto. O mais recente, realizado em Timon, revelou o aspecto mais importante de 2025: nada menos que 84% dos eleitores da cidade ainda não decidiram seu voto.

Este mesmo cenário aparece em todas as pesquisas realizadas até o momento em diferentes municípios, com pequenas variações.

Isto acontece porque os nomes mais conhecidos do estado estão fora do jogo: os ex-governadores Flávio Dino e Roseana Sarney.

Mesmo o atual governador Carlos Brandão é praticamente desconhecido dos maranhenses e seu único peso eleitoral está ligado à troca de favores por apoio de deputados, prefeitos e vereadores.

Esse tipo de levantamento tem sido feito por prefeitos e pré-candidatos a deputado. E tem mostrado que o jogo eleitoral está muito mais indefinido do que setores da média tentam fazer parecer.

  • Jorge Vieira
  • 5/dez/2025

Bolsonaro bate o martelo e escolhe Flávio seu candidato à Presidência da República

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, bateu o martelo e decidiu que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho mais velho, será o candidato do PL à Presidência da República.

Todo o círculo político de Jair Bolsonaro já foi informado de sua decisão. Com isso, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que tem ganhado protagonismo no cenário político, deve concorrer ao Senado pelo Distrito Federal.

Bolsonaro avalia que Flávio deve ganhar força a partir do momento em que se apresentar como pré-candidato ao Palácio do Planalto. Dessa maneira, o senador deve abraçar uma agenda nacional.

O ex-presidente também avalia que Flávio Bolsonaro terá dois importantes palanques: em São Paulo, com o governador Tarcísio de Freitas, e no Rio de Janeiro, com Cláudio Castro.

Por meio de suas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que assume a pré-candidatura à Presidência da República “com grande responsabilidade”.

“É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação. Eu não posso, e não vou, me conformar ao ver o nosso país caminhar por um tempo de instabilidade, insegurança e desânimo”, declarou Flávio Bolsonaro.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que vinha adotando uma postura de pré-candidato à Presidência da República, já foi informado sobre a decisão do ex-presidente de escolher Flávio Bolsonaro como o postulante da extrema direita ao Palácio do Planalto.

Quem levou a informação a Tarcísio foi o próprio Flávio Bolsonaro. Com isso, o governador de São Paulo deve buscar um novo mandato à frente do Palácio dos Bandeirantes.

  • Jorge Vieira
  • 5/dez/2025

Presidente do PCdoB acusa Carlos Brandão por tentativa de cassação de Braide pela Câmara

O presidente do Partido Comunista do Brasil, deputado federal Márcio Jerry, em postagens nas redes sociais, acusa o governador Carlos Brandão (sem partido) de está por trás da representação em que um auditor aposentado pede a cassação do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD) por  crime de responsabilidade por haver contestado judicialmente a Lei Municipal Lei nº 7.729/25, que aumentou o seu salário de R$ 25 mil para R$ 38 mil, aprovado pela Câmara Municipal.

“Essa movimentação para tentativa absurda e ilegal de cassação do mandato legítimo do prefeito Braide é dirigida pelo governador Carlos Brandão com o objetivo de gerar tumulto político no período que antecede o prazo para o prefeito renunciar e disputar o governo do Maranhão. Golpinho baixo, bem ao modo das patranhas de Marcus e Carlos”, acusa do dirigente do PCdoB.

Em uma segunda postagem, Jerry considera a atitude bizarra e aponta digitais do governador: “Tem digitais de “gênio” político do gabinete 01 do Palácio dos Leões. Ao prefeito Braide minha total solidariedade diante dessa absurda tentativa de violência política e institucional”.

O prefeito de São Luís também recebeu solidariedade do pré-candidato ao PT ao governo do estado, Felipe Camarão, e do deputado federal do PT Rubens Pereira Junior. Ambos consideram absurdo o pedido de cassação que será apreciado pelos vereadores na sessão da próxima terça-feira, o que levou Braide a convocar a população a se posicionar sobre o processo.

– Agora é hora de saber como o seu vereador vai votar nesse processo: se vai querer me cassar porque eu não aceitei aumentar o meu salário, ou se vai respeitar o voto de mais de quatrocentos mil ludovicenses e me deixar trabalhar -, observou Braide em vídeo postado em sua rede social.

O gesto de parlamentares da oposição em externar solidariedade ao prefeito ameaçado de cassação por se recusar a aumentar o valor o seu salário, que poderia ser  visto como um ato de grandeza, revela o cunho político da ação e tentativa de tumultuar o processo eleitoral que se aproxima em que Braide desponta como líder nas pesquisas.

  • Jorge Vieira
  • 5/dez/2025

Senador Weverton Rocha compra fazenda de R$ 15 milhões e multiplica patrimônio

Tácio Lorran, Manuel Marçal – Vice-líder do governo Lula e relator da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Weverton (PDT-MA) comprou uma fazenda em Matões do Norte, município no interior do Maranhão, cujo valor é mais do que o triplo declarado por ele nas eleições de 2022.

A coluna teve acesso à escritura que registra a compra e venda de uma parte da fazenda, no valor de R$ 7 milhões, em setembro de 2024. A área negociada é de 837 hectares. A compra foi realizada pela DJ Agropecuária, Comércio e Prestação de Serviços Ltda, que pertence ao senador. O documento diz ainda que a quitação ocorreu por meio de transferência bancária. Só de ITBI, imposto pago na transmissão de bens imóveis, Weverton pagou mais R$ 140 mil.

O restante da fazenda será escriturada conforme os pagamentos forem realizados.

                                                                             Sede da fazenda de R$ 15 milhões do senador Weverton

Nas eleições de 2022, quando disputou o governo do Maranhão, Weverton declarou ter um patrimônio de R$ 4,2 milhões, incluindo R$ 500 mil em espécie. A fazenda, portanto, custou 257% a mais que todos os bens do político.

Em nota, Weverton afirmou que “todas as minhas atividades econômicas e empresariais estão, e estarão, devidamente declaradas nas minhas declarações anuais de renda ou das empresas das quais faço parte, dentro da lógica financeira e legalidade fiscal”.

Em abril deste ano, sete meses depois de concluir a compra de uma parte da fazenda, o senador adquiriu novo bem: um apartamento de R$ 1,2 milhão no Jardim Paulista, bairro nobre de São Paulo. O imóvel tem área de 250 metros quadrados e foi comprado em três parcelas, sendo uma inicial de R$ 300 mil e outras duas de R$ 450 mil, de acordo com a escritura.

Como senador, Weverton tem salário de R$ 46.366,19 brutos, o equivalente a R$ 29.170,24 líquidos.

A DJ Agropecuária Comércio e Prestação de Serviços Ltda tem capital social de R$ 10 mil, sendo 20% em nome do Weverton e 80% em nome da Rocha Holding Patrimonial Ltda, uma holding familiar do senador.

No papel, a DJ Agropecuária é administrada por Rodrigo Martins Correa, de 40 anos, contador que também era responsável pelas empresas do Careca do INSS. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo Metrópoles.

Rodrigo Correa também é um dos donos da Voga, firma suspeita de operar empresas usadas para lavar dinheiro da Farra do INSS.

Matões do Norte, onde fica a fazenda de Weverton, é a quarta cidade mais pobre do país, considerando o Produto Interno Bruto (PIB) per capita do município, de R$ 5.737,04. Tem cerca de 18 mil habitantes e fica no interior do Maranhão, a 147 km de São Luís.

O valor da fazenda de Weverton é maior do que todo o orçamento gasto por Matões do Norte com saúde ao longo de 2024. No ano passado, o município gastou R$ 13,8 milhões com o setor, segundo dados do Tesouro Nacional. (Metrópoles)

  • Jorge Vieira
  • 4/dez/2025

Dino cita “excessos” de pedidos de impeachment e diz que Moraes sofre “perseguição”

O ministro do STF Flávio Dino afirmou nesta quinta-feira (4) que o país vive um momento inédito de pressões sobre a Suprema Corte, marcado por um volume jamais registrado de pedidos de impeachment contra seus integrantes. As declarações foram dadas durante participação no Fórum Jota, em Brasília.

Dino destacou  que o maior alvo das tentativas de afastamento é Alexandre de Moraes, a quem definiu como vítima de perseguição e chantagem.

Ao comentar a decisão individual de Gilmar Mendes — que reforça a proteção dos ministros contra eventuais aberturas de processos de impeachment e será submetida ao plenário na próxima semana — Dino disse que não anteciparia seu voto, mas ressaltou que o contexto atual foge completamente à normalidade institucional. “Temos 81 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. Isso jamais aconteceu antes no Brasil e isso jamais aconteceu em qualquer país do planeta Terra”, afirmou.

Segundo o ministro, a medida de Gilmar trata de uma questão jurídica relevante e só ganhou forma diante da quantidade incomum de representações no Senado. “Espero que esse julgamento sirva como estímulo ao Congresso Nacional para legislar sobre o assunto”, declarou. Para ele, o tema central não é o equilíbrio entre Poderes, mas a distorção desse princípio quando há abusos. “A questão central [do julgamento] não são freios e contrapesos, mas sim a deturpação disso, quando há excessos. Os 81 pedidos são um óbvio excesso. Basta lembrar que o campeão é apenas um ministro: Alexandre de Moraes. Então, ou se cuida de um serial killer ou se cuida de alguém que está sendo vítima de uma espécie de perseguição, de uma chantagem”, acrescentou.

A tensão ganhou força após Gilmar Mendes suspender trechos da Lei do Impeachment que tratam do afastamento de ministros, em decisão liminar divulgada na quarta-feira (3). A iniciativa provocou reação imediata no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), divulgou nota defendendo as prerrogativas do Legislativo e sugerindo até mudanças constitucionais caso necessário.

O episódio amplia os atritos entre os Poderes na reta final do ano legislativo, em um ambiente já marcado por debates sobre a possibilidade de composições futuras no Senado que viabilizem o impeachment de ministros do STF. Nos últimos anos, esse movimento tem sido impulsionado sobretudo por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado e preso no processo sobre a trama golpista.

Antes da fala de Dino no evento, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também comentou a liminar de Gilmar Mendes, atribuindo sua repercussão ao cenário de polarização política. Ele criticou interferências entre Poderes e frisou a importância da autonomia institucional. “Você tem um certo movimento de posicionamento, principalmente no Senado, acerca da possibilidade de se realizar o impedimento de ministros da Suprema Corte”, afirmou.

Motta ainda ressaltou que a harmonia entre as instituições é essencial para o funcionamento democrático e avaliou que a crise pode ser superada pelo diálogo. “Quando há essa interferência, é sempre muito ruim. A reação ontem à decisão do ministro Gilmar foi uma decisão onde o Senado se posicionou contrariamente àquilo que o ministro Gilmar colocou em sua decisão liminar”, disse. Para ele, há espaço para entendimento: “Eu penso e acredito que o próprio Supremo irá, juntamente com o Senado, através do diálogo, encontrar um caminho de conciliação para essa situação.”

  • Jorge Vieira
  • 4/dez/2025

Carlos Lula vota contra Medida Provisória que amplia cargos no governo

A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, nesta quarta-feira (3), a Medida Provisória nº 513/2025, enviada pelo Governo do Estado, que cria novos cargos na administração pública. A MP foi aprovada por 31 votos a 8, mas recebeu duras críticas do deputado estadual Carlos Lula (PSB), que votou contra o texto e classificou a proposta como uma “fraude oficializada” pelo Executivo.

Durante a sessão, Lula afirmou que a Medida Provisória encaminhada ao Parlamento criava apenas cinco cargos, mas decretos governamentais publicados posteriormente transformaram esses cinco cargos em 120 cargos comissionados, número 24 vezes maior do que o apresentado oficialmente à Assembleia.

“O Poder Executivo nunca manda o impacto administrativo e financeiro em seus projetos. Isso bastaria para a medida ser rejeitada”, declarou o parlamentar, destacando que a Constituição exige a apresentação prévia desses dados para qualquer criação de despesa permanente.

Segundo Carlos Lula, o governo agiu de maneira premeditada ao utilizar decretos para multiplicar os cargos. “Ele transforma simplesmente cinco cargos isolados em 120 cargos em comissão. É isso que estamos aprovando hoje”, denunciou.

O deputado também afirmou que a medida tem finalidade eleitoral e criticou o uso político da máquina pública. “Não foram cinco cargos criados, foram 120. É a pior política que há, politicagem rasteira, pequena, para tentar eleger o sobrinho. É um tapa na cara da sociedade”, afirmou Lula, em referência à pré-candidatura de Orleans Brandão.

O parlamentar anunciou que irá judicializar o caso e cobrar a responsabilização do Executivo. “A medida provisória é inconstitucional e imoral. O governador não tem coragem de mandar a criação de 120 cargos para esta Casa e se utiliza de estrutura fraudulenta. Eu farei questão de ir à Justiça mais uma vez”, assegurou.

Apesar das críticas, a MP 513/2025 foi aprovada pela maioria governista e segue agora para sanção.

A votação amplia o embate político entre o governo estadual e parlamentares da oposição, que têm denunciado o aumento de cargos comissionados, falta de transparência orçamentária e manobras administrativas que ferem a legalidade e comprometem a gestão pública do Maranhão.

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