O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial no primeiro turno, com 39% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 35%. Em um eventual segundo turno, porém, o candidato do PL alcança 46% e aparece pela primeira vez numericamente à frente do petista, que tem 45%, segundo a 13ª rodada da pesquisa BTG/Nexus.
Divulgado nesta terça-feira (8), o levantamento aponta empate técnico no confronto direto, porque a diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. A Nexus ouviu 2.002 eleitores por telefone, entre 4 e 7 de setembro, em todas as 27 unidades da Federação.
No cenário estimulado de primeiro turno, o escritor Augusto Cury (Avante) ocupa a terceira posição, com 9%. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem na sequência, ambos com 4%, enquanto Romeu Zema (Novo) tem 1%.
Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO) também registram 1% cada. Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Clariana Barão (DC) não pontuaram. Os eleitores que afirmam votar em branco, anular ou não escolher nenhum candidato somam 3%, e 2% não souberam ou não responderam.
A vantagem de quatro pontos de Lula sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno também está no limite da margem de erro da pesquisa. Na rodada anterior, divulgada em 31 de agosto, o presidente tinha 39%, enquanto o senador aparecia com 33%. Lula manteve seu percentual e Flávio oscilou dois pontos para cima.
Augusto Cury, por sua vez, oscilou de 11% para 9%. Caiado passou de 5% para 4%, enquanto Renan avançou de 3% para 4%. As movimentações, consideradas individualmente, ficaram dentro da margem de erro.
Flávio inverte vantagem numérica no segundo turno
O confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro registra uma mudança inédita na série histórica do BTG/Nexus. O senador aparece com 46%, ante 45% do presidente. Brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum dos dois somam 8%, enquanto 1% não soube ou preferiu não responder.
Apesar da inversão numérica, o resultado configura empate técnico. Na rodada de 31 de agosto, Lula aparecia com 46% e Flávio tinha 45%. Os dois, portanto, trocaram de posição após oscilações de um ponto percentual — variações que também estão dentro da margem de erro.
A série do instituto já vinha mostrando uma disputa equilibrada entre os dois candidatos. Em 24 de agosto, Lula também marcava 46%, contra 45% de Flávio. O novo levantamento é o primeiro em que o senador supera numericamente o presidente nesse confronto, embora não seja possível afirmar vantagem estatística.
Lula também lidera na pesquisa espontânea
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistadores não apresentam uma lista de candidatos, Lula registra 39%, oito pontos à frente de Flávio Bolsonaro, com 31%. Augusto Cury aparece com 6%, seguido por Renan Santos, com 4%.
Ronaldo Caiado tem 2%, enquanto Romeu Zema registra 1%. Outros nomes somam 1%. Votos brancos, nulos ou em nenhum candidato representam 6%, e 11% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar ou não responderam.
Em comparação com a rodada anterior, Lula avançou de 37% para 39% na espontânea, enquanto Flávio oscilou de 30% para 31%. Cury recuou de 8% para 6%, e o percentual de indecisos caiu de 13% para 11%.
Lula lidera entre mulheres e no Nordeste
Os recortes do primeiro turno mostram Lula à frente entre as mulheres, com 43%, contra 31% de Flávio Bolsonaro. Entre os homens, o senador lidera por 39% a 35%.
O presidente também obtém seus maiores percentuais entre eleitores com 60 anos ou mais, com 44%; pessoas com ensino fundamental, com 47%; e famílias com renda de até um salário mínimo, segmento no qual marca 46%, ante 26% de Flávio.
A maior vantagem regional de Lula ocorre no Nordeste: 54% a 23%. O petista também lidera no Sudeste, com 39%, ante 35%, e nas capitais, por 46% a 30%.
Flávio Bolsonaro alcança 50% no Sul, onde Lula registra 22%. O candidato do PL também lidera no Norte e Centro-Oeste, com 42% contra 31%, e no interior, com 38% ante 36%.
No recorte religioso, Lula tem 43% entre os católicos, contra 34% de Flávio. Entre os evangélicos, o senador alcança 45%, enquanto o presidente registra 27%. Lula chega a 47% entre pessoas de outras religiões e também entre eleitores sem religião.
Maioria afirma que não mudará o voto
Entre os entrevistados que escolheram algum candidato no primeiro turno, 81% afirmam que a decisão está tomada e não deverá mudar até a eleição. Outros 17% admitem trocar de candidato, e 1% não soube ou não respondeu.
A fidelidade declarada é maior entre os eleitores de Romeu Zema, dos quais 90% dizem ter uma escolha definitiva. Entre os apoiadores de Lula, 84% afirmam que não mudarão de voto. O índice cai para 71% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro.
A pesquisa também indica alto comparecimento potencial: 87% afirmam já ter decidido que irão votar e 7% dizem que provavelmente comparecerão. Somados, os dois grupos representam 94% do eleitorado.
O levantamento foi contratado pelo BTG Pactual, tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06790/2026.
Dezenas de milhões de dólares que teriam sido solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, foram enviados a uma estrutura financeira nos Estados Unidos administrada por um advogado ligado a Eduardo Bolsonaro. As informações constam da delação premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior, operador financeiro de Vorcaro, segundo o blog de Fausto Macedo.
De acordo com o relato do delator, Flávio Bolsonaro teria solicitado US$ 24 milhões a Vorcaro para o financiamento da produção. Conversas e documentos entregues às autoridades indicariam que pelo menos US$ 10,6 milhões foram efetivamente pagos por meio do fundo Havengate, sediado no Texas.
Freixo Júnior afirmou que os recursos transferidos ao fundo americano tiveram origem em Vorcaro e que sua participação teria consistido em executar as operações determinadas pelo banqueiro. O delator declarou não saber qual foi a utilização final do dinheiro depois que os valores chegaram aos Estados Unidos.
Dinheiro teria passado pelas Bahamas antes de chegar ao Texas
Os documentos apresentados pelo delator descrevem um caminho financeiro complexo. Segundo as informações fornecidas às autoridades, os recursos teriam saído da Entrepay, passado pelas Bahamas e posteriormente chegado ao Texas.
Freixo Júnior teria apresentado registros de transferências internacionais e operações de câmbio relacionadas aos pagamentos. A movimentação chamou a atenção das autoridades e está sob investigação diante da suspeita de possíveis irregularidades, incluindo eventual evasão de divisas.
O fluxo atípico de recursos do Brasil para os Estados Unidos também teria entrado no radar do Banco Central. A Polícia Federal abriu inquérito para investigar os pagamentos, seu enquadramento legal e o destino efetivo do dinheiro.
Uma das linhas de apuração é saber se parte desses valores pode ter sido utilizada para custear despesas relacionadas à permanência e às atividades de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Delator diz que apenas cumpriu ordens de Vorcaro
Freixo Júnior, apontado como operador financeiro de Daniel Vorcaro, firmou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República. O acordo ainda aguarda homologação pelo Supremo Tribunal Federal.
Em seu relato, ele procura delimitar sua participação nas operações. Afirma que executou determinações de Vorcaro e apresentou documentação sobre as transferências, mas sustenta que desconhecia a destinação final dos recursos depois de sua chegada aos Estados Unidos.
As declarações do colaborador ainda precisam ser confrontadas com provas independentes. Pela legislação brasileira, uma delação premiada, isoladamente, não basta para comprovar uma acusação, e os fatos narrados pelo colaborador dependem de investigação e corroboração documental.
Prestação de contas do filme permanece sob questionamento
O caso também envolve a produtora responsável por Dark Horse. Segundo Andreazza, a perícia realizada sobre a produtora não confirmou a prestação de contas que havia sido prometida por Flávio Bolsonaro em relação ao financiamento do filme.
Esse ponto ganha importância diante dos valores mencionados nas conversas entregues às autoridades. A investigação deverá estabelecer quanto efetivamente foi transferido, quem foram os beneficiários dos pagamentos, como os recursos foram contabilizados e qual relação existia entre as transferências e a produção cinematográfica.
Também caberá aos investigadores esclarecer por que os valores teriam percorrido estruturas financeiras em diferentes jurisdições antes de chegar ao fundo no Texas e se todas as operações cambiais e remessas internacionais obedeceram à legislação brasileira.
As revelações acrescentam uma nova frente às investigações relacionadas a Daniel Vorcaro e ao Banco Master. Agora, além da origem dos recursos, as autoridades procuram reconstruir o caminho percorrido pelo dinheiro e determinar quem foram seus beneficiários finais nos Estados Unidos.
A presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Patrícia Carlos, deixou bem claro em mensagem na rede social: a prioridade das eleições 2026 é reeleger o presidente Luís Inácio Lula da Silva e que todos os apoios neste sentido serão bem vindos, inclusive de outras candidaturas que disputam o governo do Maranhão.
A declaração da dirigente petista ocorre no momento em que acabou sendo judicializado uma publicação do ex-presidente do PT, Washington Oliveira, em que o candidato Orleans Brandão(MDB), sobrinho do governador Carlos Brandão (MDB), aparece ao lado de Lula, dando a impressão que o presidente também apoia o emedebista.
“Ou a gente entende que a campanha do Lula é maior e mais ampla que a campanha do PT ou não estaremos priorizando a eleição do presidente. O Lula não é propriedade do PT! Judicializar eleitor do Lula por composição de voto com outras candidaturas é um erro tático, estratégico, político”, declarou a presidente estadual do PT.
O PT no Maranhão tem candidato a governador e o presidente Lula está em todas as redes e no horário da propaganda eleitoral no rádio e televisão pedindo votos para o candidato Felipe Camarão, mas fica claro que nem fato do maior líder do partido declarar publicamente que seu candidato é Felipe Camarão sensibiliza uma banda da legenda.
Camarão tem enfrentado dificuldades internas desde a pré-campanha, seus adversários no partido, como o ex-deputado Zé Inácio, Zé Carlos, Washington, entre outros, sempre deixam claro a preferência pela continuidade da aliança com o governador Carlos Brandão e seu candidato ao governo Orleans. Apesar dos apelos pela unidade, o projeto de candidatura própria nunca foi levado a sério.
Na condição de vice-governador, Camarão seria o candidato natural do grupo se fosse cumprido um acordo feito ainda em 2022 na reeleição de Carlos Brandão. O problemas é que não cumpriram o que supostamente teria sido acordado, o grupo que apoiou a reeleição de Brandão rachou e Camarão ficou sem ambiente no governo, embora um grupo de petista, ligados a Washington Oliveira, continuassem ocupando postos no governo.
O que se vê hoje é consequência da imposição da direção nacional em manter uma candidatura própria que desde que Brandão resolveu permanecer no governo para tentar fazer seu sucessor o sobrinho Orleans, se mostrava frágil e sem perspectiva de vitória. E a ala petista ligada ao governo, que tem como prioridade reeleger Lula, se mantem fiel ao governador já que o candidato faz campanha para reeleição do presidente.
E Lula, mesmo tendo a preferência do eleitorado do Maranhão aferido em todas pesquisas, provavelmente não terá força para mudar o curso da campanha, hoje polarizada entre o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) e Orleans.
A candidatura de Paula Matos, a Paulinha, do PT, vem crescendo na região do Munim. Em Icatu, onde começou sua trajetória política, ela já construiu uma relação próxima com a população e agora amplia esse trabalho para outros municípios.
Advogada e vereadora, Paulinha tem se destacado por estar perto das pessoas e por defender causas que fazem parte da vida real das famílias, como a educação, a juventude, a cultura, a justiça, a proteção do meio ambiente e, especialmente, a luta das mães atípicas, que enfrentam diariamente desafios para garantir direitos e dignidade aos seus filhos.
É uma atuação que vai além do mandato. A proposta de Paulinha é ouvir, acolher e transformar essas demandas em defesa política.
Com esse trabalho e a presença cada vez maior no Munim, seu nome começa a ganhar força e pode surpreender nas urnas.
Paulinha chega à disputa como uma nova voz da região — com raízes em Icatu, olhar para o Munim e disposição para defender quem mais precisa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial no primeiro turno e aparece numericamente à frente de seus adversários em todas as simulações de segundo turno testadas pela Quaest, em pesquisa divulgada nesta quarta-feira (2). No cenário estimulado sem Pablo Marçal (PRTB), Lula tem 37% das intenções de voto, contra 29% de Flávio Bolsonaro (PL), uma diferença de oito pontos percentuais.
O levantamento mostra a disputa mais apertada em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, o petista aparece com 42%, contra 41% do candidato do PL. Outros 13% afirmam que votariam em branco, nulo ou não iriam votar, enquanto 4% estão indecisos.
No primeiro turno, o escritor Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 10%. Na sequência aparecem Renan Santos (Missão), com 3%, Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP), todos com 1%. Rui Costa Pimenta (PCO), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) pontuaram 0. Os indecisos somam 11%, enquanto 7% afirmam que votarão em branco, nulo ou não irão votar.
A Quaest também testou um cenário de primeiro turno com a inclusão de Pablo Marçal, que registrou candidatura pelo PRTB no último dia do prazo, em 15 de agosto, embora esteja inelegível. Nesse quadro, Lula mantém 37%, enquanto Flávio Bolsonaro sobe para 30%. Augusto Cury segue com 10%, Renan Santos aparece com 3%, e Caiado, Marçal e Zema registram 1% cada. Samara Martins, Rui Costa Pimenta, Clariana Barão, Wilson Grassi, Edmilson Costa e Hertz Dias aparecem com 0. Os indecisos são 10%, e branco, nulo ou não vai votar somam 7%.
Além do confronto com Flávio Bolsonaro, a Quaest apresentou outras quatro simulações de segundo turno. Contra Ronaldo Caiado, Lula marca 42%, ante 37% do governador de Goiás. Nesse cenário, 17% declaram voto branco, nulo ou dizem que não irão votar, e 4% estão indecisos.
Na disputa inédita contra Augusto Cury, incluído pela primeira vez em uma simulação de segundo turno da Quaest, Lula aparece com 40%, enquanto o candidato do Avante registra 34%. O percentual de branco, nulo ou não vai votar chega a 21%, e 5% não souberam responder.
Lula também aparece numericamente à frente de Renan Santos e Romeu Zema. Contra Renan, o presidente tem 43%, contra 36% do candidato do Missão, com 17% de branco, nulo ou não vai votar e 4% de indecisos. Já contra Zema, Lula registra 44%, enquanto o governador de Minas Gerais aparece com 33%; nesse cenário, 19% declaram voto branco, nulo ou dizem que não irão votar, e 4% estão indecisos.
A presença de Marçal no cenário eleitoral ainda depende de decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deverá analisar se ele poderá ou não concorrer. Por esse motivo, o levantamento divulgado nesta quarta-feira apresentou duas simulações de primeiro turno: uma sem o candidato do PRTB e outra com seu nome incluído.
Segundo a Quaest, os números da rodada atual não são comparáveis aos da pesquisa anterior, divulgada em 14 de agosto, porque o cenário testado era diferente. Naquele levantamento, Leonardo Avalanche aparecia como candidato do PRTB, antes de ceder a vaga a Pablo Marçal.
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula também aparece na liderança. O presidente foi citado por 28% dos eleitores, enquanto Flávio Bolsonaro marcou 20%. Augusto Cury foi lembrado por 4%, mesmo percentual registrado pela soma dos demais nomes citados. A taxa de indecisos chega a 42%, e 2% afirmam que votarão em branco, nulo ou não irão votar.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-07065/2026.
Uma nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira 31, sobre a eleição presidencial de 2026 mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança da disputa, com 39% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. Flávio Bolsonaro aparece na segunda colocação, com 33%, enquanto Augusto Cury desponta como a principal novidade do levantamento e assume isoladamente o terceiro lugar, com 11%.
O resultado consolida Cury como um novo personagem relevante na corrida presidencial. Com dois dígitos, ele aparece à frente de candidatos que já vinham construindo suas campanhas há mais tempo e altera a configuração da disputa abaixo dos dois primeiros colocados.
Na sequência aparecem Ronaldo Caiado, com 5%, Renan Santos, com 3%, Romeu Zema, com 1%, e Samara, também com 1%.
Lula tem 39%, Flávio 33% e Cury chega a 11%
No cenário estimulado de primeiro turno informado pela pesquisa BTG/Nexus, os resultados são:
Lula mantém, portanto, seis pontos percentuais de vantagem sobre Flávio Bolsonaro. A novidade está na chegada de Cury aos 11%, percentual que o coloca com ampla vantagem sobre os demais candidatos situados fora da polarização entre Lula e Flávio.
Lula lidera todos os segundos turnos testados
A BTG/Nexus também simulou quatro confrontos de segundo turno envolvendo Lula. O presidente aparece numericamente à frente em todos eles.
No duelo mais apertado, Lula registra 46%, contra 45% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de apenas um ponto percentual. O cenário caracteriza empate técnico.
Contra Ronaldo Caiado, a distância também é mínima: Lula aparece com 45% e o governador de Goiás com 44%, configurando igualmente empate técnico.
As vantagens do presidente aumentam nos outros dois confrontos. Lula marca 46% contra 41% de Romeu Zema e chega a 47% diante de Renan Santos, que registra 38%.
Os resultados são:
Pesquisa não testou Lula contra Augusto Cury
Um dado importante da nova rodada é a ausência de uma simulação de segundo turno entre Lula e Augusto Cury. Embora o escritor apareça agora com 11% e ocupe a terceira colocação no primeiro turno, a BTG/Nexus não testou como seria um eventual confronto direto entre ele e o atual presidente.
A ausência desse cenário ganha relevância justamente pelo desempenho de Cury. Ao atingir dois dígitos, ele se distancia de Caiado, Renan Santos e Zema e passa a ocupar uma faixa própria dentro da disputa presidencial.
Cury é a novidade da corrida presidencial
O levantamento mostra uma eleição ainda liderada por Lula e com Flávio Bolsonaro consolidado como seu principal adversário, mas acrescenta um elemento novo ao quadro eleitoral.
Os 11% obtidos por Augusto Cury indicam a existência de um contingente expressivo do eleitorado disposto a buscar uma candidatura fora da polarização entre Lula e o bolsonarismo. A evolução desse eleitorado passa a ser uma das variáveis importantes das próximas pesquisas.
Ao mesmo tempo, os números de segundo turno revelam uma disputa competitiva. Lula lidera numericamente todos os confrontos apresentados pela BTG/Nexus, mas enfrenta situações de empate técnico contra Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado.
A nova rodada, portanto, desenha três movimentos centrais para a eleição: Lula permanece na liderança, Flávio Bolsonaro continua como principal adversário e Augusto Cury emerge, com 11%, como a novidade mais relevante da disputa pelo terceiro lugar.
O PT estreou a sua propaganda eleitoral na televisão, na manhã desta sexta-feira (28), com uma ofensiva direta e contundente contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República. A peça publicitária foca nas ramificações do caso envolvendo o Banco Master para classificar o oponente como “o pior dos Bolsonaros” e enfatizar que “não dá para confiar” no parlamentar.
A propaganda abre classificando o episódio do Banco Master como “o maior escândalo de corrupção do Brasil”. Logo em seguida, o vídeo resgata uma declaração pública de Flávio Bolsonaro na qual o senador nega qualquer tipo de financiamento por parte de Daniel Vorcaro, ex-proprietário da instituição financeira, para a realização do filme Dark Horse — cinebiografia de tom romantizado sobre o seu pai, Jair Bolsonaro (PL). Na gravação original exibida na peça, Flávio afirma categoricamente: “é mentira isso”.
Contudo, a estrutura do programa do PT desmonta a versão do candidato do PL ao contrapor a sua fala com os desdobramentos das investigações oficiais conduzidas pelas autoridades. “Quem mentiu foi Flávio Bolsonaro, flagrado pela Polícia Federal pedindo R$ 134 milhões”, aponta a locução do vídeo, ressaltando o trabalho dos investigadores.
Para sustentar a acusação, o material partidário veiculado na TV reproduz o áudio obtido pela Polícia Federal no qual o filho de Jair Bolsonaro conversa diretamente com Vorcaro. Na gravação enviada ao ex-banqueiro, o senador refere-se ao empresário em tom de proximidade e intimidade, chamando-o explicitamente de “irmão”.
Ao associar a imagem do adversário político ao escândalo do Banco Master e expor as contradições entre os seus discursos e as provas colhidas pela Polícia Federal, a peça encerra com uma mensagem incisiva direcionada ao eleitorado: “Flávio Bolsonaro, não dá para confiar. O pior dos Bolsonaros”. A veiculação marca o tom de enfrentamento que deve balizar o horário eleitoral do PT nesta fase decisiva do pleito de 2026