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Autor: Jorge Vieira
  • Jorge Vieira
  • 7/jan/2014

Folha de São Paulo destaca opinião de Flávio Dino sobre crise penitenciária no MA

O jornal
Folha de São Paulo, na edição desta terça (07), destacou a opinião de Flávio
Dino (PCdoB) sobre a forma como o Governo do Estado do Maranhão vem tratando a
crise penitenciária que se agravou desde as rebeliões ocorridas em 2013.
“A
oligarquia Sarney só se sustenta com ajuda federal. Só que, desta vez,
demoraram demais para reconhecer a própria incompetência,” disse o pré-candidato
ao Governo do Maranhão à coluna Painel, da Folha de São Paulo.
Mesmo com
o agravamento da crise de Segurança Pública no Maranhão, somente ontem a cúpula
do governo Roseana Sarney resolveu aceitar ajuda do Governo Federal para
solucionar o problema. Com 60 presos mortos em 2013 e já dois presos mortos em
2014, o Governo do Estado demorou a assumir que precisava de ajuda.
Na edição
desta segunda (06), no Jornal da Globo, Renata Lo Prete (comentarista do
telejornal) destacou que o atraso na tomada de providências por parte do
Governo do Estado deveu-se à preocupação apenas com as eleições de 2014.
“Até a
situação ficar insustentável, a governadora Roseana Sarney, do PMDB, se
mostrava mais preocupada em refutar as críticas, de olho nos adversários da
eleição de outubro, do que em encarar a gravidade do problema,” disse a
jornalista.

  • Jorge Vieira
  • 7/jan/2014

O silêncio da OAB diante dos Sarney

O Maranhão vive uma crise sem precedentes no sistema prisional e a insegurança já tomou conta das ruas de São Luís, ilhada diante da inoperância do Estado em resolver a questão. O mais estranho disso tudo é que, diante das atrocidades cometidas, a Ordem dos Advogados do Brasil começou a sua peregrinação para avaliar os presídios, não pelo Maranhão, mas sim pelo Rio Grande do Sul.

A situação do presídio no sul do País é destaque no site institucional da Ordem que, em manchete diz que a Organização dos Estados Americanos – OEA determina providências em Presídio de Porto Alegre. E Pedrinhas? O presídio maranhense ganhou uma matéria replicada da OAB seccional Maranhão. E só.
Diante do verdadeiro massacre que ocorreu no Maranhão, por que o quase silêncio absoluto da Ordem dos Advogados do Brasil? Logo agora que a instituição é presidida por um conterrâneo maranhense?
É evidente que a situação do presídio do Maranhão reflete o fracasso da gestão política do clã Sarney naquele Estado. E por uma daquelas coincidências do destino, Marcus Vinícius Furtado Coelho, presidente da OAB, possui fortes ligações com família Sarney. Foi ele quem defendeu Roseana(PMDB) no processo que resultou na cassação do então governador Jackson Lago (PDT) em 2009.
Segundo informações de bastidores, teria sido o próprio senador José Sarney o padrinho de Marcus Vinícius, fortalecendo sua indicação como secretário-geral da OAB e vaticinando sua chegada na presidência da Ordem.
Reza a lenda que, se Sarney mandar por mais um tempo, será suficiente para indicar Marcus Vinícius para o Supremo Tribunal de Justiça, quiçá o Supremo Tribunal Federal.
O certo é que nada explica a ausência efetiva e eficaz da Comissão dos Direitos Humanos da OAB no Maranhão.  Nada além de um conchavo pouco republicano que permeia os bastidores de uma instituição que deveria proteger, não só uma profissão, mas o País. Foi assim num passado que está cada vez mais distante.
Mas é como deixou entender o próprio Marcus Vinícius ao tomar posse e em uma de suas primeiras entrevistas, a OAB não fará mais denúncias, será propositiva. E ao que parece, muito apta a atender interesses de políticos.

  • Jorge Vieira
  • 7/jan/2014

Afaste-se, governadora

Editorial – Jornal Pequeno

Não vamos aqui defender a
pena de morte, nem pregar que os chefões do crime organizado sejam eliminados
nas caladas da noite. Mas, sinceramente, tem gente que não merece viver. Quem é
capaz de incendiar crianças merece ter um destino cruel, sofrer dores
terríveis, arder no fogo de todos os infernos.
A gente liga a televisão
nos canais de maior repercussão nacional e sai da sala com a impressão de que é
tudo inútil, que o Maranhão chegou ao fundo do poço e não há mais nada a fazer;
que não adianta ter esperança, nenhuma forma de esperança. Nem que venha da
política, nem que venha do Poder Judiciário. O Estado caiu em desgraça, e o que
se vê são medidas paliativas e algumas sem pé nem cabeça, como a construção de
uma delegacia dentro da penitenciária. É de se pensar que pretendem fichar e
prender os presos que já estão presos e condenados.
Nunca nestes quatro séculos
pudemos sequer imaginar que São Luís se tornaria o que é hoje: uma praça de
sangue e horror, com uma população ameaçada noite e dia pela incompetência, a
ingerência, a devassidão nos negócios públicos. Todo bandido se sentirá bem num
lugar assim, como se premiado com o paraíso que tomou às mulheres, crianças e
aos homens de bem.
Não se discuta mais que
temos um governo, não tenham mais o desplante de gastar milhões em órgãos de
comunicação para dizer que o governo é bom. Roseana fracassou, a Justiça
fracassou, a polícia está sendo metralhada nas ruas e as crianças estão pegando
fogo dentro de ônibus. Junte-se ao faroeste das drogas, a devassidão dos crimes
de colarinho branco e estará construído o inferno que ninguém deseja. De que
vale toda a nossa cultura, toda a diversidade das folias populares e esse
arquipélago arquitetônico construído pela História, se não conseguimos mais
dormir e qualquer um pode morrer a qualquer momento?
Governados de dentro de um
presídio, sob toque de recolher é um absurdo tão grande para nossas tradições
de paz e solidariedade, que, mais uma vez repetimos, só nos resta rezar e
continuar perguntando, estupidificados, o que foi que aconteceu aqui. No fundo
do poço, sem saída como no filme, perturbados e confinados por mentiras
eletrônicas, metralhadoras e garrafas de coquetel molotov. Quem diria!
Afaste-se, governadora, é o
que de melhor pode fazer por esse povo. Os que governam o Maranhão governam há
tanto tempo que sofrem de estafa, de lassidão, de insuficiência pública.
Permitiram que aqui se instalassem todos os cancros humanos, como a agiotagem,
a pistolagem, a crueldade inominável de quem queima crianças, destruindo
famílias, como aconteceu com a família dessa garota indefesa que ardeu em
chamas dentro de um ônibus atacado em seu percurso diário. Morreram a menor, o
avô, e a mãe está hospitalizada, correndo risco de morrer também. Destruíram
uma família. Estamos tristes. O povo do Maranhão está apavorado e decepcionado.
E é uma gente que só está preocupada em viver.

  • Jorge Vieira
  • 7/jan/2014

Ônibus voltam a circular à noite em São Luís

Os ônibus
voltaram a circular esta noite em São Luís. A decisão ocorreu após reunião, na
noite desta segunda-feira (6), entre Sindicato dos Trabalhadores do Transporte
Rodoviário do Estado do Maranhão, Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito
e a Polícia Militar.
Os
rodoviários paralisaram as atividades no período noturno com medo de novos
atentados. Na última sexta (03) quatro ônibus foram atacados e incendiados.
Hoje, no entanto, após a reunião, a categoria resolveu retomar as atividades e
colocar a frota para atender a população.
“A
PM garantiu que vai fazer todo o esforço, e nós demos um voto de confiança. O
problema é que, às 19h, muitos ônibus foram recolhidos, e os poucos que estão
rodando estão vazios. Mas decidimos voltar hoje, e amanhã tudo será
normalizado”, disse o presidente do Sindicato, Gilson Coimbra.

  • Jorge Vieira
  • 6/jan/2014

Dilma demonstra preocupação com onda de violência no Maranhão

Em
conversas reservadas nesta segunda (6), a presidente Dilma Rousseff manifestou
preocupação com a onda de violência que tomou conta do Maranhão nos
últimos dias. Ela determinou que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo,
acompanhasse de perto os desdobramentos no estado e oferecesse toda a ajuda
necessária para o Maranhão conter a grave crise na segurança pública.
Depois
que a governadora Roseana Sarney (PMDB-MA) aceitou o auxilio do governo
federal– que ofereceu vagas em presídios federais para os líderes das facções
criminosas que estão no Complexo Penitenciário de Pedrinhas – a ordem no
Palácio do Planalto é monitorar as ações no Maranhão.
“A
primeira determinação é monitorar a situação. O governo do Maranhão informou
que os líderes que promoveram a onda de violência nas ruas de São Luís já foram
presos. Vamos ver se isso resolve, antes de tomar novas providências”, explicou
um interlocutor da presidente Dilma.
No núcleo
do governo Dilma, a avaliação é que o Supremo Tribunal Federal não vai
autorizar  uma intervenção federal no Maranhão, por causa da situação dos
presídios. Desde 2013, 62 detentos foram mortos no Complexo
Penitenciário de Pedrinhas em confrontos entre facções criminosas estabelecidas
na unidade.
Mas
apesar de Roseana Sarney ser um aliada do Planalto, há o reconhecimento de
que esse não é o momento para que haja troca de farpas entre o governo
maranhense o Conselho Nacional de Justiça. O governo do Maranhão encaminhou relatório
ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com informações sobre a
situação do sistema penitenciário do estado. O relatório servirá de base para
Janot decidir se pedirá ao STF intervenção no estado.

  • Jorge Vieira
  • 6/jan/2014

Polícia Militar apresenta suspeitos do ataque a onibus na Vila Sarney Filho

Equipes
do Serviço de Inteligência da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) apresentaram,
nesta segunda-feira (6), na Superintendência Estadual de Investigações
Criminais (Seic), seis suspeitos de participarem do incêndio ao ônibus na Vila
Sarney Filho, em São Luís, fato ocorrido na noite de sexta-feira (3). Quatro
pessoas foram feridas durante o episódio, sendo que uma das vítimas, uma
criança de seis anos, veio a óbito nesta segunda-feira (6).
A Polícia
Militar chegou aos suspeitos depois de informações repassadas pelo Disque
Denúncia (3233 5800). Segundo a polícia, Sanção dos Santos Sales, 19 anos;
Julian Jeferson Sousa da Silva, 21 anos, e Laravardiere Silva Rodrigues Sousa
Júnior, 31 anos, conhecido como “Júnior Black” (foto)são apontados como integrantes
do grupo que ateou fogo no ônibus, enquanto que os menores tiravam os
passageiros da condução.
De acordo
com o delegado André Gossain, da Seic, imagens registradas pelas câmeras de
monitoramento do ônibus mostram que os três menores entraram no veículo
armados, ordenando aos passageiros que desocupassem o veículo. Já os outros,
que estavam fora da condução, atearam fogo, ferindo inclusive um dos menores.
Todos
foram autuados em flagrante e responderão pelos crimes de formação de facção
criminosa e homicídio agravado por uso de fogo. Os maiores de idade responderão
ainda por corrupção de menores. Os três menores foram encaminhados para a
Delegacia do Adolescente Infrator (DAI) e os demais para o Centro de Triagem em
Pedrinhas.

  • Jorge Vieira
  • 6/jan/2014

Prefeito Edivaldo condena onda de violência

O
prefeito Edivaldo Holanda Júnior divulgou no início desta tarde de segunda-feira (06) uma nota de pesar
pela morte da menina Ana Clara, condenou a onda de violência na cidade e se
colocou à disposição do Estado e União para ações comuns. Veja a íntegra
abaixo:

“Manifesto
meu profundo pesar pela morte da criança Ana Clara, vítima de brutal, hedionda
e repulsiva violência. Nada ameniza a dor dilacerante da família, a quem me uno
em solidariedade e orações.
A
sociedade e seus representantes em todas as esferas não podem silenciar diante
da gravíssima onda de violência que vem afrontando a cidade de São Luís,
agredindo cidadãos e cidadãs,  e que agora vitimou até uma indefesa
criança.
Estou, na
condição de cidadão e prefeito, à disposição dos órgãos de segurança do Estado
e da União para colaborar no que for possível em quaisquer ações que se façam
necessárias para coibir a violência na cidade”.

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