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Autor: Jorge Vieira
  • Jorge Vieira
  • 22/abr/2026

Encontro do PT em Brasília definirá futuro político de Felipe Camarão

O Partido dos Trabalhadores finalmente vai decidir sua posição em relação a eleições 2026 no Maranhão. O vice-governador Felipe Camarão terá seu futuro político definido nesta quinta-feira (23) durante reunião do Diretório Nacional do PT com a Comissão Provisória Estadual, da qual ele faz parte, em Brasília. Segundo o vice publicou nas redes sociais a decisão estará tomada, no máximo, até o início da próxima semana.

No vídeo postado por Camarão na segunda-feira, ele não descarta a possibilidade de ser candidato ao Senado numa aliança, caso esse seja o desejo dom partido e do presidente Lula, mas afirma que, embora seu sonho seja governar o Maranhão, seguirá o caminho que o partido decidir.

Todas as atenções estarão voltadas nesta quinta-feira (23) para reunião que o Diretório Nacional do PT terá, em Brasília, com a Comissão Provisória Estadual para deliberar sobre o posicionamento do partido no Maranhão. Os petistas se dividem entre as teses da candidatura própria de Felipe Camarão, aliança com o candidato do MDB Orleans Brandão e aliança com Braide (PSD).

Camarão viaja na tarde desta quarta-feira (22) para Brasília para participar da reunião do Diretório Nacional e do grupo tático eleitoral do PT nacional com a Comissão Provisória Estadual, da qual ele faz, parte para tomar uma decisão sobre os rumos do partido no Maranhão, se haverá candidatura própria ou farão uma aliança

De sexta-feira a domingo haverá o encontro do Diretório Nacional, inclusive com a presença do presidente Lula, ou seja, até o início da próxima semana o Maranhão saberá se Felipe será candidato a governador ou senador em uma aliança,

No vídeo que disponibilizou na rede, Felipe Camarão diz que “meu projeto, ao contrário de outras pessoas, não é pessoal, não é familiar, é um projeto político. É claro que eu tenho um sonho de um dia ser governador do Maranhão, como qualquer outro político, é como se fosse um jogador convocado para a seleção brasileira, mas eu farei aquilo que o meu partido e o presidente Lula decidir. Sou soldado do presidente, sou militante do PT”.

Na gravação, Camarão,  que percorreu o estado como movimento Diálogos pelo Maranhão se a\presentando como pré-candidato do PT ao governo não descarta a possibilidade de disputar o Senado, sem indicar, porém, em qual chapa estaria inserido, ou seja, vai seguir a orientação da direção nacional, que pode ser candidatura própria, aliança com Orleans ou com Eduardo Braide.

A expectativa é grande sobre o rumo que o PT tomará no Maranhão onde Lula ainda é o maior cabo eleitoral;

  • Jorge Vieira
  • 21/abr/2026

Proposta de Flávio Dino de reforma no Judiciário provoca embate político

A proposta de reforma no Judiciário defendida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, desencadeou reações opostas entre lideranças políticas, evidenciando a polarização em torno do tema. A iniciativa, que busca mudanças estruturais no sistema de Justiça, foi criticada por Rogério Marinho (PL-RN), enquanto recebeu elogios de Gleisi Hoffmann.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Dino argumenta que o STF tem sido alvo de maior escrutínio por atuar em temas sensíveis, como negacionismo climático e defesa da democracia.

O ministro defende a necessidade de uma reforma ampla, indo além de alterações pontuais. Ele critica propostas que considera superficiais e afirma que mudanças devem ser estruturais, afastando medidas de caráter meramente retaliatório. Dino também apresentou 15 eixos para um redesenho normativo do sistema de Justiça, incluindo a revisão de dispositivos do Código Penal relacionados a crimes contra a Administração da Justiça e mudanças nas competências constitucionais dos tribunais superiores.

A proposta foi bem recebida por Gleisi Hoffmann, que associou o aumento das críticas ao STF às decisões recentes da Corte, especialmente em relação aos atos de 8 de janeiro. “Fortalecer o sistema de justiça para que os direitos de todas e todos brasileiros sejam efetivados de forma rápida e confiável, esse deve ser o objetivo de uma reforma no Judiciário, como bem disse o ministro Dino ‘O Brasil precisa de mais Justiça, não menos’”, afirmou.

No campo da oposição, a reação foi distinta. Rogério Marinho, líder oposicionista no Senado e chefe da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, questionou a convergência entre o posicionamento de Dino e propostas defendidas pelo Partido dos Trabalhadores (PT). “A convergência entre o artigo do ministro Flávio Dino e a defesa de reforma do Judiciário pelo Partido dos Trabalhadores no mesmo dia levanta dúvidas legítimas sobre a condução desse debate”, declarou.

Marinho afirmou que considera necessária uma reforma no Judiciário, mas defendeu que o protagonismo deve ser do Legislativo. Ele apontou temas que, em sua avaliação, estariam sendo ignorados, como decisões monocráticas e a atuação de parentes de ministros em processos que possam ser julgados por eles.

O debate ocorre em meio à discussão interna do PT sobre reformas estruturais, incluindo o Judiciário, tema que deve ser consolidado em congresso partidário previsto para o fim de abril, em Brasília.

  • Jorge Vieira
  • 19/abr/2026

Paulo Matos receberá Insígnia Autonómica de Reconhecimento do Parlamento dos Açores

A Assembleia Legislativa dos Açores aprovou a atribuição da Insígnia Autonómica de Reconhecimento ao maranhense Paulo Henrique Campos Matos, em decisão tomada nesta semana no parlamento açoriano.

A entrega da distinção ocorrerá durante a Sessão Solene do Dia dos Açores, no dia 25 de maio, na cidade de Ponta Delgada, evento oficial que reúne autoridades e representantes da sociedade civil.

A homenagem foi proposta a partir da indicação feita pelo Dr. José Andrade, Diretor Regional das Comunidades dos Açores, e por Dr. Paulo Estevão, Secretário dos Assuntos Parlamentares e Comunidades do Governo dos Açores. A aprovação contou ainda com o apoio e votação dos atuais deputados da Assembleia Legislativa.

Paulo Matos destacou a importância histórica e simbólica do reconhecimento:
“Essa distinção representa muito mais que uma homenagem pessoal: é o reconhecimento de uma história comum, de laços culturais profundos e da construção de uma ponte atlântica entre os Açores e o Maranhão.”

A Comenda integra o conjunto das condecorações oficiais dos Açores e é destinada a personalidades que contribuíram para a valorização da identidade açoriana e para o fortalecimento de vínculos culturais, históricos e institucionais com outros países.

Além de Paulo Matos, também serão homenageados com a Insígnia Autonómica de Reconhecimento:

Daniel da Ponte – Ex-senador do Estado de Rhode Island (EUA), com atuação ligada à comunidade luso-americana e à valorização da presença portuguesa nos Estados Unidos.

Ronald Dan Kouchi – Presidente do Senado do Estado do Havaí (EUA), figura de destaque na política norte-americana e associado à representação e fortalecimento de comunidades de origem portuguesa no Pacífico.

Emanuel Jorge Botelho – Licenciado em Ciências Políticas e Sociais em Lisboa, foi professor da universidade de Lisboa .

José Eduardo de Abreu Pamplona Forjaz – Licenciado em História pela Universidade de Lisboa. Foi Diretor do Museu e Conservador da Biblioteca Pública de Angra do Heroísmo.

Luís Manuel Arruda – Doutor em Ciências pela Universidade de Lisboa.

A homenagem reforça a crescente aproximação entre o Maranhão e os Açores, baseada em raízes históricas e culturais que remontam ao período de formação do povo maranhense e à presença açoriana no Atlântico.

  • Jorge Vieira
  • 18/abr/2026

“Vamos ganhar as eleições porque no Brasil não há lugar para fascistas”, diz Lula à revista alemã Der Spiegel

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o campo democrático vencerá as próximas eleições no Brasil e declarou que o país não abrirá espaço para o fascismo. “Vamos ganhar as eleições porque no Brasil não há lugar para fascistas”, disse Lula em entrevista à revista alemã Der Spiegel, na qual também abordou o cenário internacional, criticou Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, defendeu o multilateralismo e reafirmou a soberania brasileira diante das pressões geopolíticas.

Na entrevista publicada pela Der Spiegel, Lula tratou ainda do acordo entre Mercosul e União Europeia, da relação com a Alemanha, da guerra no Oriente Médio, da crise internacional provocada pela escalada militar liderada por grandes potências e da situação política na América Latina. Ao longo da conversa, o presidente apresentou o Brasil como uma democracia sólida e insistiu que o mundo vive um momento de desordem que exige mais diálogo, mais equilíbrio institucional e menos imposições unilaterais.

“Aqui não há lugar para fascistas”

Ao comentar o ambiente político brasileiro e a possibilidade de uma nova disputa presidencial, Lula demonstrou confiança na vitória das forças democráticas e fez a declaração mais forte da entrevista: “O Brasil continuará sendo um país democrático. Além disso, nós vamos ganhar esta eleição e fazer com que a nossa democracia fique ainda mais estável. Aqui não há lugar para fascistas; para pessoas que não acreditam na democracia”.

A fala sintetiza a visão do presidente sobre o momento político nacional, ainda marcado pelos efeitos da tentativa de ruptura institucional promovida por setores da extrema direita após sua eleição. Lula reforçou que o Brasil dispõe hoje de instituições mais preparadas para reagir a ataques contra a ordem democrática e ressaltou a responsabilização de envolvidos em ações golpistas.

“É a primeira vez na nossa história que um ex-presidente e quatro generais foram responsabilizados por seus atos”, afirmou, ao defender o funcionamento da Justiça como condição essencial para impedir recaídas autoritárias.

Lula critica Trump e diz que presidente dos EUA “não foi eleito imperador do mundo”

Um dos trechos centrais da entrevista foi a crítica direta de Lula a Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos. Ao analisar a postura de Washington diante de outros países, o presidente brasileiro afirmou: “Trump não foi eleito imperador do mundo. Ele não pode ameaçar outros países o tempo todo com guerra”.

Lula acrescentou que a ordem internacional vive um processo acelerado de deterioração. “Precisamos colocar este mundo em ordem; ele está se transformando em um único campo de batalha”, declarou. Em sua avaliação, o sistema global se tornou refém da lógica militar e do poder concentrado nas mãos de poucas nações, em prejuízo da paz e do desenvolvimento.

O presidente também criticou o volume de recursos despejados na indústria bélica. “No ano passado, foram gastos 2,7 trilhões de dólares com armas e militares. Esse dinheiro poderia ser melhor empregado no combate à fome ou ao analfabetismo na África ou na América Latina”, disse.

Soberania e respeito nas relações com os Estados Unidos

Ao recordar os atritos comerciais com os Estados Unidos, Lula afirmou que não existe fórmula mágica para lidar com Trump, mas insistiu que o respeito entre os países depende da capacidade de cada governo de se impor politicamente. “Ninguém respeita alguém que não se faça respeitar”, afirmou.

Segundo o presidente, ele próprio deixou claro a Trump que o Brasil não abrirá mão de seus interesses nacionais. “Eu disse a Trump: você pode dizer que tem os maiores navios, aviões e foguetes do mundo. Eu quero paz, meu país quer se desenvolver. Minha guerra com você é uma guerra de narrativas”, declarou.

Lula também contestou o argumento utilizado pelos Estados Unidos para justificar medidas tarifárias contra o Brasil. “Essas tarifas são um erro, porque os Estados Unidos têm há anos um superávit comercial com o Brasil. Então não vamos contar histórias falsas”, afirmou.

Ao mesmo tempo, deixou claro que o Brasil não aceitará ficar dependente de um único parceiro comercial. “Se Trump não quiser comprar nada de mim, eu procuro meus compradores em outro lugar. Em três anos e meio, abrimos 518 novos mercados para os produtos brasileiros. Eu não vou ficar sentado lamentando”, disse.

Aposta no multilateralismo e crítica ao atual sistema internacional

Lula usou a entrevista para defender o multilateralismo como única alternativa viável à escalada dos conflitos internacionais. Para ele, não é aceitável que uma potência use sua supremacia econômica, militar e tecnológica para determinar unilateralmente os rumos do planeta.

“A harmonia entre as nações só será alcançada com a aplicação consequente da democracia”, afirmou. Na mesma linha, criticou o papel das grandes potências no Conselho de Segurança da ONU e voltou a defender uma profunda reforma da estrutura de governança global.

Segundo o presidente, é injustificável que regiões inteiras, como África e Oriente Médio, permaneçam sem representação permanente no órgão máximo de segurança internacional. Ele também questionou a exclusão de países como Alemanha, Índia, Japão, Brasil e México.

Em outro momento da entrevista, Lula resumiu o impasse geopolítico com uma imagem dramática: “É como se estivéssemos à deriva em alto-mar, num navio sem capitão”. A declaração veio após relatar tentativas frustradas de estimular líderes como Xi Jinping, Vladimir Putin e Emmanuel Macron a promoverem uma reunião de alto nível capaz de envolver Trump numa discussão mais ampla sobre a paz mundial.

Mercosul-União Europeia e o esforço para conter o unilateralismo

O presidente também rebateu críticas ao acordo entre Mercosul e União Europeia e afirmou que o tratado continua atual e necessário. “Nada está ultrapassado. É preciso apenas se empenhar para fazer funcionar”, declarou.

Segundo Lula, sua prioridade ao assumir a presidência rotativa do Mercosul foi justamente concluir esse processo e oferecer uma resposta concreta à ofensiva unilateralista dos Estados Unidos. “Eu queria contrapor algo ao unilateralismo dos Estados Unidos e fortalecer o multilateralismo”, disse.

Para o presidente, o acordo entre os dois blocos não é apenas uma ferramenta comercial, mas um instrumento de paz e desenvolvimento. Ele lembrou que Mercosul e União Europeia formam juntos um mercado de quase 720 milhões de pessoas e um PIB superior a 22 trilhões de dólares.

Ao falar da relação com a Alemanha, Lula destacou a necessidade de maior equilíbrio na balança comercial. “A Alemanha tem um superávit comercial de sete bilhões de dólares com o Brasil. Nós queremos continuar comprando da Alemanha, mas precisamos caminhar para um equilíbrio. Isso significa que o Brasil deveria fabricar mais produtos de qualidade e vendê-los na Alemanha”, afirmou.

Energia, fertilizantes e defesa da produção nacional

A entrevista também abordou os efeitos das guerras sobre a economia e a segurança alimentar. Lula afirmou que o governo brasileiro agiu para impedir que a escalada internacional fosse transferida diretamente ao custo de vida da população.

“Aqui no Brasil, nós tomamos medidas para impedir que os preços da gasolina, do diesel e do querosene subam. Assim evitamos que a guerra chegue à mesa do almoço dos brasileiros”, afirmou. Ele citou ainda os avanços do país em biodiesel e etanol como parte de uma estratégia de maior autonomia energética.

No campo agrícola, Lula voltou a defender a reconstrução da indústria nacional de fertilizantes. “Nós deveríamos ter impulsionado a produção nacional de fertilizantes há 20 ou 30 anos. Em vez disso, o governo do meu antecessor fechou algumas de nossas fábricas de fertilizantes. Agora estamos tentando reconstruir uma indústria própria. Não podemos nos tornar dependentes dos outros”, disse.

A fala reforça uma das linhas centrais do governo: soberania não é apenas uma palavra diplomática, mas também uma agenda concreta de reindustrialização e fortalecimento da capacidade produtiva nacional.

Cuba, Venezuela e a defesa da autodeterminação dos povos

Ao tratar da América Latina, Lula condenou as intervenções dos Estados Unidos na região e reafirmou o princípio da autodeterminação dos povos. “A América Latina é uma zona de paz. Por isso somos contra o bloqueio econômico que os Estados Unidos impuseram a Cuba há mais de 60 anos”, afirmou.

Sobre a Venezuela, o presidente foi igualmente enfático ao rejeitar ingerências externas. “Assim como Putin não tinha o direito de invadir a Ucrânia, Trump não tem o direito de intervir na Venezuela ou ameaçar Cuba”, declarou.

Lula afirmou ainda que o Brasil não reconheceu a eleição de Nicolás Maduro por falta de transparência na divulgação das atas eleitorais. “Eu tenho a consciência tranquila em relação à Venezuela. O Brasil não reconheceu a eleição de Maduro, porque ele nunca publicou as atas eleitorais, apesar da nossa exigência”, disse.

Mesmo assim, reafirmou que não cabe ao Brasil determinar os rumos políticos internos do país vizinho. Em sua avaliação, a solução da crise venezuelana precisa ser construída pelos próprios venezuelanos, sem tutela externa nem aventuras intervencionistas.

O legado social e o combate à fome

Na parte final da entrevista, Lula voltou a apresentar o combate à pobreza e à fome como eixo central de sua trajetória política. “Qual é o meu legado? Que é possível resolver o problema da pobreza. É disso que eu me orgulho”, afirmou.

Ele lembrou que, em 2003, o Brasil tinha 54 milhões de pessoas passando fome, quadro que havia sido revertido até 2012. Ao retornar à presidência, em 2023, segundo Lula, o país havia voltado a conviver com 33 milhões de brasileiros em situação de fome. “Dois anos e meio depois, nós resolvemos esse problema novamente”, declarou.

O presidente também reivindicou como parte de seu legado a ampliação da inclusão social e a expansão do acesso à educação. “Nenhum outro presidente na história do Brasil fez tanto pela integração social. Nenhum outro criou tantas universidades, institutos e escolas”, disse.

Ao fim, a entrevista à Der Spiegel projeta a tentativa de Lula de consolidar, no plano internacional e doméstico, uma imagem de liderança associada à democracia, à soberania, ao desenvolvimento e à resistência ao autoritarismo. Sua frase mais contundente, agora transformada em manchete, resume esse posicionamento: “Vamos ganhar as eleições porque no Brasil não há lugar para fascistas”.

  • Jorge Vieira
  • 16/abr/2026

Novo inquérito aberto por Alexandre de Moraes pode tornar Flávio Bolsonaro inelegível

A abertura de um novo inquérito pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) pode ter consequências políticas significativas, incluindo a possibilidade de inelegibilidade. A informação foi divulgada pela coluna de Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, e aponta que o parlamentar é investigado por suposto crime de calúnia contra o presidente Lula.

De acordo com a reportagem, a decisão de Moraes atende a uma representação da Polícia Federal (PF), solicitada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e determina a apuração de uma publicação feita por Flávio Bolsonaro nas redes sociais em 3 de janeiro de 2026. A PF terá prazo de 60 dias para realizar as diligências iniciais.

Especialistas em direito eleitoral avaliam que uma eventual condenação pode ter impacto direto na vida política do senador. O advogado Carlos Frota, ouvido pela coluna, destacou que a Constituição prevê a suspensão dos direitos políticos em casos de sentença penal condenatória, inclusive em crimes contra a honra.

“Sem entrar no caso concreto, a Constituição Federal de 1988 é clara ao estabelecer que a sentença penal condenatória, inclusive por crimes contra a honra, pode ensejar a suspensão dos direitos políticos”, afirmou.

Segundo Frota, essa suspensão impediria Flávio Bolsonaro de disputar eleições e até mesmo de exercer direitos básicos de cidadania política. “No caso da suspensão dos direitos políticos, o cidadão não é sequer registrável: não obtém certidão de quitação eleitoral, não pode se filiar a partido político e tampouco votar, uma vez que o título eleitoral fica cancelado”, explicou.

A investigação busca esclarecer se houve prática de calúnia contra o presidente Lula, o que, se confirmado, pode levar à responsabilização penal do senador. A decisão de Moraes reforça o papel do STF na apuração de crimes envolvendo autoridades com foro privilegiado.

A abertura do inquérito ocorre em um momento de intensificação das disputas políticas, com possíveis reflexos no cenário eleitoral de 2026, caso o senador confirme pretensões de disputar a Presidência da República.

Reação de Flávio e aliados

Após a divulgação do caso, Flávio Bolsonaro reagiu criticamente à decisão do ministro do STF. Em nota, o senador afirmou que recebeu a medida “com profunda estranheza” e questionou sua base jurídica.

“A medida é juridicamente frágil, uma vez que a publicação objeto do procedimento carece de qualquer tipicidade penal”, declarou.

Já o deputado Eduardo Bolsonaro também criticou a decisão, sugerindo motivação política na abertura do inquérito. “Ele manda abrir o inquérito, a sua Polícia Federal investiga e depois, adivinha quem vai julgar os casos? Ele também. Um jogo de cartas marcadas para não permitir a eleição de Flávio”, afirmou.

Impacto no cenário político

Caso haja condenação, os efeitos podem ir além da esfera jurídica, atingindo diretamente o tabuleiro político nacional. A eventual inelegibilidade de Flávio Bolsonaro poderia alterar estratégias eleitorais da direita brasileira e redefinir o campo de disputa nas próximas eleições presidenciais.

O andamento do inquérito e suas conclusões serão decisivos para determinar não apenas o futuro jurídico do senador, mas também seu papel nas eleições de 2026.

  • Jorge Vieira
  • 15/abr/2026

Carlos Lula chama escala 6×1 de “sobrevivência” e defende mudança

A escala de trabalho 6×1 foi classificada pelo deputado estadual Carlos Lula (PSB) como uma rotina que transforma a vida do trabalhador em sobrevivência. Durante discurso na Assembleia Legislativa do Maranhão, nesta quarta-feira (15), o parlamentar destacou os impactos da jornada na saúde física e mental e defendeu a proposta de redução da carga horária semanal como um avanço social necessário.

“Isso não é vida. Isso é sobrevivência travestida de trabalho”, afirmou.

Carlos Lula reforçou seu posicionamento em defesa dos trabalhadores e criticou o modelo atual, que, segundo ele, compromete o bem-estar e a qualidade de vida, especialmente de quem atua no comércio e nos serviços, como atendentes, caixas e garçons.

Para o deputado, a proposta enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional, que prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais com dois dias de descanso, representa um avanço ao ampliar direitos sem redução salarial.

O parlamentar destacou que a escala 6×1 atinge, sobretudo, trabalhadores com menor renda e menor proteção trabalhista, aprofundando desigualdades. “É uma realidade que pesa mais sobre quem já tem menos. Nossa gente sente essa escala na carne”, disse.

Carlos Lula também chamou atenção para os impactos da jornada excessiva na saúde. “Quanto custa o burnout? Quanto custa a depressão que se instalou nas linhas de montagem e nos caixas de supermercado?”, questionou.

Valorização – O deputado ressaltou ainda que o Maranhão está entre os estados com maior concentração de trabalhadores submetidos à escala 6×1, especialmente nos setores de comércio e serviços.

Ao defender a mudança, ele destacou que a jornada 5×2 já é realidade em diversas categorias, sem prejuízos à economia, e pode ser ampliada como política de valorização do trabalho.

“É possível trabalhar com dignidade. Essa mudança é sobre garantir tempo de vida para quem trabalha”, concluiu.

  • Jorge Vieira
  • 15/abr/2026

Brandão joga a última cartada para ter o PT ou neutralidade de Lula nas eleições 2026

O governador Carlos Brandão, que participou da posse do novo ministro de Relações Institucionais José Guimarães (PT) faz de tudo para tirar do processo sucessório o vice-governador Felipe Camarão (PT), mas está ficando cada vez mais complicado colocar em prática seu projeto de afastá-lo para ter o PT no palanque do seu sobrinho Orleans Brandão (MDB), e já vislumbraria a possibilidade de negociar a neutralidade do presidente Lula nas eleições 2026.

Brandão foi à Brasília atendendo um convite protocolar feito a todos os governadores e levou a tira colo o sobrinho, mas em nenhum momento se viu uma foto sequer do presidente Lula ao lado de Orleans ou qualquer declaração do novo ministro que pudesse indicar alguma articulação de aproximação do PT com o candidato do MDB no Maranhão.

O esforço de Brandão, pelo que se tem ouvido nos bastidores da política local, é tentar um acordo que garanta a neutralidade do presidente Lula na eleição no Maranhão. Após a filiação da senadora Eliziane Gama no PT e do compromisso de Lula de apoiar sua candidatura à reeleição, é evidente que as lideranças nacionais petistas não descartam a candidatura de Camarão ao governo do estado.

A comissão provisória do PT do Maranhão deve renuir com a direção nacional nos próximos dias, em Brasília, para bater o martelo sobre o rumo nas eleições que se aproxima. A tendência é de candidatura própria, com o vice-governador Felipe Camarão na disputa. Ele, inclusive, tem reafirmado sua condição de pré-candidato e vem se apresentando como verdadeiro opositor do governo, a quem acusa de perseguição.

Partido composto por várias correntes, que brigam internamente por posições de comando e divergem quanto aos rumos do processo sucessório, é público que os petistas liderados pelo ex-deputado e secretário do Escritório de Representação do Maranhão em Brasília, Washington Oliveira, estão quebrando lanças pela manutenção da aliança com o governador, até como forma de manter seus empregos, mas esta articulação perde força a cada dia, enquanto a tese da candidatura própria ganhar maior visibilidade. Até porque ainda existe a expectativa de que Carlos Brandão venha ser afastado do cargo por conta dos processos que correm no Supremo Tribunal Federal (STF).

Brandão vive assombrado com os boatos e com a perspectiva de que possa sofrer um afastamento, o que representaria um duro golpe em seus planos políticos; daí alguns analistas isentos acreditarem que se Lula topar ficar neutro na a eleição para governador é sinal de que Brandão não corre risco de ser afastado, caso contrário, a possibilidade de Camarão sentar na cadeira de governador para disputar a reeleição passa a ser real.

Como se pode observar, a última cartada de Brandão, caso não consiga ter o PT em seu palanque, será convencer o presidente se manter neutro em troca do apoio do seu grupo político. Antes, porém, terá que torcer para as informações que correm nos bastidores sobre seu afastamento não passem de boatos.

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