O prefeito de São José de Ribamar e presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), Gil Cutrim, através de postagens nas redes sociais, no final de semana, confirmou sua filiação ao Partido Democrático Trabalhista no próximo dia 28, durante ato político que será promovido, a partir das 10h, no Patrimônio Show, localizado no Centro Histórico de São Luís, conforme já havia antecipado o blog.
A festa de filiação reunirá centenas de representantes dos mais variados segmentos da política maranhense e deverá se configurar como um dos maiores eventos políticos deste ano.
Gil Cutrim, segundo sua assessoria, deixa do PMDB de forma amigável e que sua ida para o PDT ocorreu à convite do presidente nacional do partido, ex-ministro Carlos Lupi, e do deputado federal Weverton Rocha, que deverá assumir o comando do diretório estadual da sigla.
“Agradeço a convivência pacífica e harmoniosa que tive com os companheiros peemedebistas. Me filiarei ao PDT com o objetivo de contribuir com o crescimento do partido. Além disso, o partido está totalmente alinhada ao projeto do governador Flávio Dino, cujo gestão eu apoio e acredito”, afirmou Cutrim.
Weverton Rocha, em recente visita a São José de Ribamar, classificou a filiação de Gil Cutrim nos quadros pedetistas como uma das mais importantes aquisições que o partido obteve nos últimos anos.
“Gil é prefeito da terceira maior cidade do Maranhão em número de habitantes. Preside uma entidade que congrega os municípios de nosso estado. É um gestor jovem, com grandes ideias e que tem um futuro mais do que promissor. Para o PDT, sem dúvida alguma, sua chegada fortalecerá, ainda mais, o partido e contribuirá para que cresçamos cada vez mais”, disse o deputado.
A Câmara Municipal de São Luís deu início a comemoração dos 70 anos de reinstalação da Justiça Eleitoral no Brasil e no Maranhão, nesta segunda-feira, (17), com a realização de um painel, proposto pelo presidente da Casa, vereador Astro de Ogum. O evento teve como palestrante o vice-presidente e corregedor eleitoral do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), desembargador Lourival Serejo, que explicou sobre a escolha do Legislativo Ludovicense para o início das comemorações.
“Primeiramente se deu por uma justificativa histórica, porque as Câmaras foram os primeiros locais de exercício da cidadania, comporta pelos homens de bem da localidade, hoje elegíveis, e também porque aqui estão estes homens que passaram por ficha limpa e outras exigências para estarem aqui”, observou o magistrado.
O desembargador fez um histórico da instalação da Justiça Eleitoral no Maranhão no dia 21 de outubro de 1932, sob a presidência do desembargador Alberto Correia Lima, tendo seu funcionamento interrompido em 1937. A sua reinstalação aconteceu em 06 de junho de 1945, com a presidência do desembargador Costa Fernandes.
Lourival Serejo fez observações, também, acerca dos avanços da Justiça Eleitoral, como voto para analfabetos, aos 16 anos, urna eletrônica até a implantação do sistema biométrico. Sobre esse tema destacou a existência de 15 municípios já contarem com esse sistema, que será estendido a mais 55 para as eleições de 2016.
Finalizando “faço a promessa de oferecer aos assessores dos vereadores curso de direito eleitoral focado em questões de elegibilidade e registro de candidaturas”. Convidado por Astro de Ogum a dirigir uma mensagem a todos os vereadores e câmaras maranhenses, Lourival Serejo conclamou a todos “a se apoderarem dessa importância histórica para se transformarem em ouvidores do povo atentos aos clamores, reclamações e angústias da população”.
O vereador Pavão Filho (PDT) aproveitou para apresentar proposta para a composição do TRE. “Hoje é composto por 07 (sete) membros, entre juízes, desembargadores e dois advogados indicados pelo presidente da República a partir de uma lista elaborada pela OAB. A nossa sugestão é que os advogados sejam eleitos numa eleição direta, e não por indicação do presidente”.
Deputado Rubens Júnior
Reivindicamos por anos que o Brasil fizesse uma reforma política, que alterasse profundamente o modo de fazer política no país. No entanto, acho que faltou defender mais claramente quais eram as alterações que queríamos.
O resultado é que finalmente temos em 2015 uma reforma política, como resultado dos insistentes pedidos de reforma política e das mobilizações recentes pedindo renovação. Infelizmente, não temos muito o que comemorar com ela.
A reforma existente produziu o inverso do que queríamos. Não veio uma reforma que reduzisse o peso do dinheiro sobre a vontade do povo. Ao contrário, as alterações aprovadas pelo Congresso Nacional constitucionalizam as doações privadas. O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) caminhava para considerar inconstitucional a doação de empresas a candidatos. A Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) impetrada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) argumentava que, sem direitos políticos previstos na Constituição, as empresas não poderiam participar do processo eleitoral, mesmo que indiretamente, por meio do financiamento.
A campanha eleitoral comporta apenas três atores: candidato, eleitor e partido. Empresa não tem direito a voto, portanto não pode participar do processo, nem indiretamente. A entrada de um quarto elemento nessa equação, a empresa, é que compôs a maioria dos escândalos que hoje conhecemos na política, a começar pelo caso mais ilustre da Lava Jato.
A reforma eleitoral aprovada pela Câmara dos Deputados também fixou um limite para gastos em campanha, o que é bem vindo. No entanto, fixa o gasto de deputado federal, por exemplo, em 70% da campanha mais cara do país na última eleição. Isso, imediatamente joga todos os candidatos do país para buscar o novo teto, que será de R$ 5 milhões.
Por fim, as alterações feitas pelo Congresso mascaram as doações, já que a maior parte delas terá de ser feita aos partidos, que o repassarão aos candidatos. Com isso, o eleitor fica sem saber quem está pagando a conta da campanha do candidato em quem ele quer votar.
Na monarquia brasileira, o voto era censitário. Só podia votar quem comprovasse renda superior a 100 mil réis, o que representava pouco mais de 10% da população. Ou seja, quem tinha dinheiro decidia quem governaria para toda a população.
Aos poucos, com ar de modernização, estamos regredindo a esse estágio: quem tem recursos, escolhe quem vai tomar decisões. O peso do poder econômico tenta se sobrepor à vontade das maiorias.
E não vejo outro caminho que não uma Constituinte para debater a Reforma Política, em que os legisladores sejam escolhidos exclusivamente para debater a reforma política. Quando deputados e senadores debatem esse assunto, a única pauta que a maioria tem em mente é saber se as regras que estão sendo alteradas garantem a sua reeleição. Só uma Constituinte Exclusiva pode nos tirar dessa encruzilhada e garantir mudanças que retomem a credibilidade de nossa democracia.
Do jornal O Imparcial – Ações articuladas das Forças Policiais resultaram na redução de 23% no número de ataques a caixas eletrônicos e de 7% em relação a assaltos a agências bancárias, na comparação dos primeiros sete meses de 2014 e 2015. A queda dos índices é fruto da prisão de quatro, das seis quadrilhas que atuam em roubos a instituições financeiras no estado.
“A redução dos índices no Maranhão mostra que as ações de inteligência em implantação possuem eficácia para reduzir crimes dessa natureza no Brasil,” disse Murilo Portugal, diretor executivo da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
O resultado alcançado em 2015 tem relação direta com a prisão das quadrilhas de assaltos a banco. Segundo o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela, nos primeiros sete meses de governo, quatro das seis quadrilhas especializadas nesse tipo de crime foram desarticuladas no Estado. “Essa redução denota uma mudança de postura efetiva no governo Flávio Dino. O policial vem se sentindo valorizado e apoiado, refletindo, de forma direta, nos resultados alcançados”, ressaltou o secretário Jefferson Portela.
Segundo o delegado geral Augusto Barros, a Polícia Civil atua com o Departamento de Combate de Roubos e Instituições Financeiras (DCRIF) e o Grupo de Resposta Tática (GRT) que integra a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) para inibir este tipo de crime. Para ele, o DCRIF, além do Serviço de Inteligência que tem uma vasta experiência e uma forte rede de intercâmbio com os estados limítrofes, possibilitam rapidez e agilidade nas informações.
“O governador Flávio Dino tem a sensibilidade de perceber que essa prática nefasta de assaltos a bancos e explosões a caixas propicia crimes como o tráfico de drogas e armas, além da corrupção, que são financiados com os recursos oriundos desses roubos. Portanto, temos o recebido o apoio integral do Governo do Estado na parte logística e na consecução do planejamento. O governador tem acompanhado esse trabalho de perto e exigido melhoras e resultados positivos a cada reunião de avaliação”, afirmou Augusto Barros, ao explicar a política de promoção de paz, implantada pela atual gestão.
De acordo com o delegado titular do DCRIF, Tiago Bardal o combate às quadrilhas tem sido realizados de forma constante. “As ações de combate às quadrilhas estão sendo coordenadas pelo DCRIF, sendo que no momento em que são realizadas as operações acontece toda uma interação das forças policiais de segurança, no sentido de que as quadrilhas possam ser desbaratadas e presas”, explicou o delegado afirmando que as operações policiais além de resultarem na prisão de envolvidos com esta modalidade de crime, também resultaram na apreensão de grande quantidade de explosivos.
Prisões
Uma das prisões mais representativas para diminuir os índices desta modalidade de crime no estado foi a de Higgo Pereira da Silva, de 45 anos, suspeito de chefiar uma quadrilha especializada em assaltos a instituições financeiras. A prisão de Higgo Pereira aconteceu no dia 11 de junho de 2015 e, com ele, foi encontrada uma grande quantidade de explosivos.
Higgo Pereira foi preso em uma operação realizada na zona rural do município de Santo Antônio dos Lopes, há 62 km de distância de Presidente Dutra. Na oportunidade, foi encontrado em poder dele, uma carabina calibre 30; uma espingarda calibre 12, uma pistola ponto 40, uma pistola calibre 380; um revólver 38; quarenta e quatro munições, 37 munições de calibre 30; vinte munições 38, vinte e oito munições 380; 18 bananas de dinamite, um maçarico marca Honest, dois coletes balísticos; uma coronha; três cordéis detonantes, dois celulares da marca LG e ainda cerca de R$ 8.478,50 em dinheiro, sem procedência definida.
Além de Higgo Pereira, outros suspeitos também foram presos em operações policiais. Em Barra do Corda, no dia 23 de junho os suspeitos Lucas Baggio Reis Machado e Lais Gomes Carvalho foram presos. Com eles foi apreendido duas pistolas calibre 40 e um revólver calibre 38. Em seguida, no dia 24, a DECRIF prendeu o suspeito Antônio Carlos Pereira Novaes e ainda de Roberto Baggio Lucas Machado. Nesta operação foi apreendido um fuzil 556 e uma metralhadora calibre 9mm.
O presidente estadual do partido Solidariedade, secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, postou no Facebook fotografia da manifestação gigante, no domingo (16), contra a presidente Dilma, Lula e o PT ladrão, observando que “estamos no limite máximo do desgaste dos sistemas político e administrativo.
“E fundamental que todos os políticos reflitam, estamos no limite máximo do desgaste dos sistemas político e administrativo. Ninguém aguenta mais. É preciso colocar a pauta do povo brasileiro em primeiro lugar e deixar de transferir a conta dos erros para o bolso e para o futuro da população”, postou Simplício.
Jornal Pequeno – O Maranhão está avançando no combate à corrupção, três grandes escândalos envolvendo o desvio de dinheiro público começaram a ser desbaratados este ano com uma atuação mais colaborativa do Governo do Estado. O desvio de mais de R$ 34 milhões dos recursos da Universidade Virtual do Maranhão (Univima); a contratação irregular de empresas para projetos e acompanhamentos das obras de 64 hospitais no interior do estado; e o pagamento de propina para adiantamento de precatórios são alguns exemplos.
O desvio de recursos da Univima está sendo investigado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, que estruturou este ano um núcleo de combate à corrupção. Nesta sexta-feira (14), a Polícia Civil deflagrou a segunda fase da Operação Cayene. Desta vez, os mandados de busca e apreensão de bens foram realizados em Barreirinhas. O foco das ações foi o empresário Francisco Ferreira, acusado de ter relações com o ex-servidor estadual Paulo Giovanni Aires Lima, detido na primeira fase da operação, em maio deste ano, em São Luís.
Foram apreendidos bens luxuosos – como moto aquática, caminhonete de luxo, dois quadriciclos – que podem ter sido adquiridos a partir do esquema de desvio de recursos da Univima, além de computadores e documentos que podem conter informações sobre o esquema. As investigações da Polícia Civil avançaram a partir de auditoria da Secretaria de Transparência e Controle (STC) que revelou o desvio de verbas públicas ocorrido entre 2010 e 2013.
Com o trabalho colaborativo foi deflagrada a primeira operação, em maio, com a prisão temporária de quatro suspeitos, sendo dois ex-funcionários da Univima, dois empresários e apresentação posterior de um terceiro empresário. Os ex-servidores presos trabalhavam com o sistema de registro de pagamentos do Estado e o esquema consistia em fazer desvios através de pagamentos forjados. As empresas beneficiadas eram pagas em duplicidade com valores até quatro vezes superior ao devido.
DESVIOS NA SAÚDE
As denúncias de corrupção também alcançam a área da Saúde. Ainda em 2009, os indícios de irregularidades na contratação de empresas para obras de 64 hospitais prometidos pela ex-governadora Roseana Sarney alcançaram a imprensa nacional. A denúncia foi feita pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-MA) e esta semana o Tribunal Regional Federal da 1ª Região expediu decisão bloqueando R$ 17 milhões do ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad, e mais nove servidores da época, além de sócios da empresa Proenge Engenharia, que foi contratada irregularmente.
Ricardo Murad e os demais servidores também tiveram o sigilo bancário quebrado e na ação é declarado que as irregularidades constituem crime de improbidade administrativa porque ofendem as garantias jurídico-constitucionais da impessoalidade, da moralidade e da probidade administrativa. Sob a gestão de Ricardo Murad, a Secretaria de Estado da Saúde contratou a Proenge com dispensa de licitação para elaborar projetos de obras que já tinham sido licitadas e por isso já possuíam os respectivos projetos. A empresa ainda foi contratada novamente, desta vez com uma licitação com indícios de fraude, para fazer o mesmo serviço.
Também neste caso, o avanço das investigações só foi possível a partir da colaboração da administração estadual. Diante dos danos ao erário, a Procuradoria Geral do Estado entrou com uma ação para responsabilizar os culpados e ressarcir os cofres públicos. Com isso, documentos relevantes da Secretaria de Estado da Saúde foram encaminhados à Justiça Federal possibilitando o andamento das investigações e a consistência das provas argumentadas pelo Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público de Contas.
PROPINAS PAGAS PELA CONSTRAN
Outro caso emblemático que teve repercussão nacional e que agora as investigações estão avançando é o pagamento de propina para adiantamento de precatórios pelo Estado à empresa Constran. Descoberto no bojo da Operação Lava Jato, a denúncia envolve a negociação de propina de R$ 6 milhões na gestão da ex-governadora Roseana Sarney, por intermédio do então secretário-chefe da Casa Civil, João Abreu, para pagar mais de R$ 120 milhões em precatórios.
Logo em janeiro, ao ser criada, a Secretaria de Transparência e Controle instaurou uma comissão para analisar todos os documentos relativos à operação. O relatório concluiu que o precatório pago à Constran já havia sido impugnado pelo Ministério Público e que o valor total do débito era inferior à metade da cifra declarada como dívida. O levantamento também mostrou que o acordo extrajudicial feito na época pelo Estado com a empresa induziu o Ministério Público a erro. O relatório foi encaminhado ao Ministério Público em maio deste ano para auxiliar nas investigações.
O Maranhão tem acompanhado cenas até então impossíveis de se ver por aqui. Pela primeira vez as investigações da polícia alcançam agiotas, políticos, empresários. Gente que por décadas viveu à sombra da impunidade, sob olhar complacente do Palácio dos Leões.
Agora, sem amarras, a polícia investiga operações conjuntas com Ministério Público, Secretaria de Transparência e Controle e as Justiças Estadual e Federal dão sinais de não permitirão a impunidade.
Em sete meses, várias operações foram realizadas levando para a cadeia prefeitos e agiotas acusados de desviar milhões da merenda escolar em vários municípios. Casos escabrosos como o desvio de R$ 34 milhões da Univima levaram às prisões empresários e servidores públicos por atos praticados no governo de Roseana Sarney.
A operação Cayene entrou na segunda fase e apreendeu bens e documentos dos envolvidos. Outras investigações estão em curso como o caso em que o ex-secretário chefe da Casa Civil João Abreu, acusado de receber propina da Constran para pagamento de precatório pelo governo.
Mais recentemente, a Justiça Federal decidiu pelo bloqueio dos bens em até R$ 17 milhões do ex-secretário de Saúde Ricardo Murad, após investigações que sugeriram ter cometido irregularidades na construção de hospitais no governo Roseana Sarney.
A luta contra a corrupção é essencial para combater uma das principais causas da pobreza do Estado. As investigações e início das punições de acusados de desviar dinheiro público são como bálsamo para os maranhenses, que viram ao longo dos anos as riquezas do Estado sendo dilapidadas por poucos enquanto a maioria do povo vive em situação de pobreza extrema. É confortante saber que os tempos de impunidade ficaram para trás.