
Joaquim Barbosa. REUTERS/Ueslei Marcelino
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que atuou com mão de ferro contra os dirigentes do PT no escândalo do Mensalão, usou sua página no Twitter para declarar voto no candidato petista Fernando Haddad.
“Votar é fazer uma escolha racional. Eu, por exemplo, sopesei os aspectos positivos e os negativos dos dois candidatos que restam na disputa. Pela primeira vez em 32 anos de exercício do direito de voto, um candidato me inspira medo. Por isso, votarei em Fernando Haddad”, justificou Barbosa.
Pedido de emprego de força federal feito pelo juiz Jorge Leite, titular da 13ª zona, que comanda o processo eleitoral de escolha do novo prefeito de Bacabal, juntamente com a de presidente do país, foi autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A solicitação, aprovada em caráter emergencial pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), se fez necessária devido ao conturbado ambiente político evidenciado nos últimos dias na cidade que pode prejudicar a realização e tranquilidade do pleito.
O comando do Exército já entrou em contato com o magistrado e confirmou a chegada da tropa para este sábado (27) até o meio-dia.
Comandada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), a caminhada da vitória, nesta manhã de sábado (27), no bairro João de Deus reuniu milhares de apoiadores do candidato a Presidência das República, Fernando Haddad. Embalado pela possibilidade de uma virada histórica no pleito deste domingo (28), políticos e simpatizantes do petista tomaram as ruas do bairro, naquele que foi o último ato da campanha presidencial na cidade de São Luís.
“Meu voto é em Haddad. Em nome da democracia, vamos pedir votos para Haddad conversando com os amigos, os vizinhos, com a família. Vamos virar”, observou o governador.



Estadão – O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse nesta sexta-feira, 26, que Ciro Gomes irá gravar um vídeo no qual vai declarar voto e um apoio mais enfático ao presidenciável do PT, Fernando Haddad. Lupi evitou garantir, no entanto, que Haddad e Ciro irão se encontrar ou que haverá tempo para que eles façam um ato público juntos.
“Ele (Ciro) já declarou (voto no Haddad), vai reforçar isso. Eu estou indo para o Ceará para conversar com o Ciro para saber como vamos fazer, mas que a gente vai fazer, vai. Não sei dá tempo para isso (fazer ato público ou subir no palanque), mas para a rede social nós vamos gravar um vídeo sobre isso”, disse Lupi.
Segundo Lupi, os pedidos para um gesto enfático de Ciro têm sido feitos pelo próprio Haddad. “Falei com o Haddad na quarta-feira e ele me apelou muito por uma posição mais firme em torno da candidatura dele. E eu já fiz várias ações, fiz pronunciamento, fiz essa ação contra esse fake news do Bolsonaro, mas agora o mais importante é o Ciro pela candidatura que ele representa”, contou.
Ciro retorna ao Brasil nesta sexta-feira, após passar quase todo o segundo turno de férias pela Europa. Desde que deixou o Brasil, lideranças do PT passaram a pedir que ele retornasse e participasse, de forma mais explícita, da campanha de Haddad.
Mais cedo, Haddad fez um novo aceno ao pedetista, durante coletiva de imprensa em João Pessoa (PB). “Eu sempre espero o melhor das pessoas, e eu sei que o Ciro tem muita coisa boa dentro dele”, disse. “Eu acredito que ele vai, agora chegando no Ceará, fazer um gesto importante pelo Brasil. Ele sabe que não é por mim, é pelo Brasil que fará esse gesto”, complementou.
Não está confirmado ainda se Haddad irá até o Ceará para se encontrar o Ciro. Uma das razões é que o próprio presidenciável espera uma declaração “dura” do pedetista. “Tenho maturidade suficiente para entender o comportamento das pessoas, e na política você sempre tem que ter postura de acolhida, sobretudo com quem pensa parecido com você. O Ciro é meu companheiro de longa data. Tenho certeza que ele vai fazer uma fala dura nesta reta final e nos vamos vencer juntos”, disse o candidato do PT, em entrevista por telefone à Rádio Super Notícia, de Minas Gerais. (Por Renan Truffi, O Estado de S.Paulo)
Terceiro deputado federal mais bem votado no Maranhão nas eleições deste ano, o jornalista e presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry, concedeu entrevista ao complexo de comunicação da Assembleia Legislativa do Maranhão. Em programas veiculados no rádio e na TV, Márcio – que também reassumiu a Secretaria de Estado de Comunicação Social e Assuntos Políticos (Secap) até que seja empossado no cargo eletivo – fez o balanço da campanha e falou das expectativas para o mandato na Câmara Federal e para a segunda gestão do governador Flávio Dino, que se inicia em janeiro de 2019.
Em conversa com a apresentadora Elda Borges e também com a radialista Régina Santos, o parlamentar eleito definiu o mandato de deputado federal como um grande, porém grato desafio. “Estou encarando esse desafio com o sentido de responsabilidade, de que é uma oportunidade que os maranhenses, com a benção de Deus, me deram para ajudar nosso estado e o nosso país, levando para a Câmara Federal uma vida inteira como militante político. Estou muito entusiasmado, contente e com muita vontade de assumir e fazer um mandato que orgulhe todos os maranhenses, não apenas os 134.223 que votaram em mim, mas espero que todo o povo do Maranhão possa ter em meu mandato uma referência da boa política”, pontuou.
Para Márcio Jerry a expressiva votação se deve à sua biografia irretocável e coerente, apresentada aos maranhenses durante a campanha e ao longo dos anos, bem como o importante apoio dos movimentos sociais, sindicais, da militância do PCdoB e dos prefeitos do partido e aliados, que ajudou a eleger no pleito municipal de 2016, e estes foram, segundo ele, o sustentáculo da vitória.
Uma das marcas da campanha vitoriosa levantada por Márcio Jerry foi o diálogo como forma de quebrar um paradigma negativo existente na cena política maranhense que é o uso do poderio econômico. “Eu fiz uma campanha, como disse desde o primeiro momento, com a supremacia do verbo sobre a verba, uma campanha de pouca estrutura, mas de muita articulação, muito diálogo e colocando sempre em avaliação aquilo que foi a minha vida de militante político”, definiu Márcio Jerry.
Ele avaliou que foi este conjunto de fatores, todos muito positivos e virtuosos, que o levaram a poder exercer o primeiro cargo eletivo, depois de grande contribuição com os movimentos sociais, em cargos no Executivo e como professor universitário. “E isso me orgulha muito porque dá a mim a condição de fazer um mandato que seja a extensão da minha militância durante a vida inteira e seja, também, a extensão da campanha eleitoral. Fiz uma campanha bonita, limpa, correta, ética e isso faz com que se projete ium mandato de trabalho limpo, correto e ético”, adiantou.
Gestão Flávio Dino – Márcio, que foi secretário do Governo Flávio Dino por três anos e três meses – tendo se afastado para a campanha de deputado federal e também para coordenar a campanha de reeleição do governador – defende que, a despeito da crise econômica e fragilidade política que o país vive, o Maranhão deverá seguir na contramão do resto do país, independente, por exemplo, dos resultados da eleição para presidente, que se avizinha, no domingo próximo.
“O grande desafio do governador Flávio Dino é continuar fazendo um bom governo na contracorrente da economia brasileira, pois continuamos sob uma forte crise econômica no país e um quadro instabilidade política. Precisamos ver como o país vai se comportar a partir da eleição de domingo, mas em qualquer cenário haveremos de ter um governo desafiador”, assegurou.
O segundo mandato do governador Flávio Dino deverá ser, segundo prospecções de Márcio Jerry, ainda melhor que o primeiro. Ele frisou que “o governador Flávio Dino já demonstrou que, entre tantas qualidades, é uma pessoa corajosa para enfrentar adversidades e vai continuar o governo sintonizado com o nosso povo, investindo fortemente em educação, saúde, infraestrutura urbana e criando condições para que haja um novo ciclo de desenvolvimento, com inclusão social, em todo Maranhão”.
O senador eleito Weverton Rocha (PDT) visitou, no início da noite desta quinta-feira (25), o prefeito de São Luis, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), reunido com o seu secretariado, para empenhar seu apoio à capital maranhense. “Quero afirmar a minha total lealdade ao prefeito Edivaldo, que sempre foi grande parceiro e, garantir que no Senado, assim como tenho feito na Câmara Federal, continuarei trabalhando para conseguir recursos para a cidade”, falou, acrescentando que seu gabinete estará sempre de portas abertas, não só para o prefeito, como para todos os secretários da sua administração.
“A partir de agora podemos contar com um senador para ajudar todo o Maranhão e, também a São Luis. Um senador para estar ao nosso lado nas necessidades que tivermos lá em Brasília”, disse o prefeito. Edivaldo lembrou que Weverton sempre ajudou muito aos gestores municipais e estadual e, especialmente, no que diz respeito a São Luis.
Eleito no último dia 7 com quase dois milhões de votos, ao longo dos seus dois mandatos como deputado federal, Weverton tem travado verdadeiras batalhas para trazer o que há de melhor para São Luis e para o estado do Maranhão, tendo, somente em 2018, destinado 100% de suas emendas para a saúde dos municípios. Também esteve à frente de lutas importantes, colocando-se, sobretudo, contra as reformas Trabalhista e da Previdência, para evitar a perda dos direitos dos trabalhadores.
Legislativo Municipal – À tarde Weverton esteve na Câmara Municipal de São Luis, para uma visita ao presidente eleito Osmar Filho (PDT), agradecendo o apoio do vereador na sua eleição. “Weverton assumiu o compromisso de lutar por nosso estado e por São Luis, buscando recursos para promover benefícios para o nosso povo e, continuar sua defesa pelos direitos dos trabalhadores”, disse.
O governador Flávio tem reagido nas redes sociais aos constantes ataques contra sua administração, em mais uma tentativa dos adversários para tirar votos do candidato Fernando Haddad, que tem crescido nas pesquisas na reta final da campanha e já ameaça o já ganhou dos aliados e do candidato da direita, Jair Bolsonaro.
“No Maranhão, desde anteontem espalham uma enxurrada de mentiras contra o nosso Governo. Claramente um movimento tentando tirar votos de Haddad no domingo. Inventaram “funcionário fantasma”, redução de salários etc etc. A indignidade que todos já conhecem e não acreditam”, postou o governador.
Dino critica ainda o fato do candidato do PSL ter fugido de todas os debates que estavam programados pelas emissoras de TV, segundo ele numa atitude covarde e indigna de que pretende ser presidente da República.
O general Heleno, tentando justificar a ausência de Bolsonaro nos debates, disse que ele não participa por medo de ataque terrorista e o governador questiona: “E alguém que tem medo de debate e de “ataque terrorista” pode ser Presidente do Brasil ??? Acho que não é cargo a ser exercido por covardes”.