
Prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier é favorito na eleição para presidente da Famem
A eleição para presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), marcada para o dia 30 deste mês de janeiro, promete ser um das mais disputadas da história da entidade que congrega os chefes de Executivos municipais. Os dois candidatos vão para o confronto de chapas catando vitória, mas as especulações nos bastidores dão conta de um franco favoritismo para o candidato Erlânio Xavier (PDT).
O atual presidente da Famem, prefeito de Tuntum, Cleomar Tema, que tenta a reeleição, ao registrar a chapa “A Famem é de Todos Nós”, no final da tarde de quarta-feira (23), disse está confiante na vitória, que tem recebido adesões de prefeitos de várias regiões do Estado e “acredito que venceremos mais uma vez”. O mesmo otimismo é externado pelo adversário Erlânio, que diz contar com o apoio de 160 prefeitos.
Apesar das declarações otimistas de Tema, é fato que ele enfrenta uma espécie de rebelião silenciosa, embora não reconheça, contra sua gestão, além do mais, existe certa cautela quanto ao número de adesões anunciado pelo presidente da Famem. Na coletiva que concedeu esta semana, Tema disse contar com o apoio de 105 chefes de Executivos municipais. O problema é que só existem 195 prefeitos aptos a votar e a soma dos dois apoios chega 265 num estado que só existem 217 municípios.
Como os números acusam, alguém está blefando quanto aos apoios, mas uma coisa é certa para quem acompanha os bastidores da eleição da Famem: a campanha de Erlânio apresenta um volume de atividades muito maior, as adesões são declaradas e a certeza da vitória é bem superior entre os aliados. Muitos acreditam que o melhor caminho para o presidente da entidade é rever sua posição e cumprir o acordo de não disputar a reeleição.
Apesar da torcida contra da oposição, a economia do Maranhão continua colhendo dados positivos. Segundo levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (23), o Estado fechou o ano de 2018 com saldo positivo de 9.649 empregos com carteira assinada. É o terceiro melhor resultado entre todos os estados do Nordeste.
O desempenho é quatro vezes maior que o verificado em 2017, quando houve saldo positivo de 2.299 carteiras assinadas no Maranhão.
No Nordeste, o Maranhão só fica atrás de Bahia (28.621) e do Ceará (23.081), que têm economia e população maiores.
Em relação a todas as 27 unidades da federação, o Maranhão fica na melhor metade, com o 13º lugar geral na criação de vagas.
Além disso, o Maranhão teve, proporcionalmente, uma das maiores altas em todo o País. O aumento foi de 2,12%. No Brasil, foi de 1,4%.
No total, o Brasil teve saldo positivo de 529.554 vagas em 2018.

Chapa encabeçada por Erlânio Xavier vai disputar a presidência da Famem
Agora é oficial! Sem consenso, os candidatos a presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem) para o biênio 2019/2020, Cleomar Tema (“A Famem é de Todos Nós”) e Erlânio Xavier (“Humberto Coutinho – A Famem e Nossa”), registraram suas chapas nesta quarta-feira (23) e vão disputar o comando da entidade que agrega os chefes de Executivos maranhenses. Erlânio fez o registro pela manhã e Tema deixou para esta tarde.
Cleomar Tema vinha sendo aconselhado a evitar a disputa por um grupo de experientes políticos que não lhe vê em condições de continuar à frente da Famem e tentavam convencê-lo a desistir da disputar, cumprir o acordo e formar o consenso em torno de Erlânio, mas o prefeito de Tuntum manteve a candidatura e o pleito ganha mais emoção.
O prefeito de Igarapé Grande diz contar com o apoio de cerca de 170 prefeitos de um total de 195 aptos a votar, mas como Tema garante que conta com 105 prefeitos, a conta não fecha e o disse não disse mantém o clima de disputa nas alturas, com ambos os candidatos cantando vitória.
É fato, no entanto, que os partidários de Erlânio mostram a cara, declaram apoio e afirmam que formam a maioria do colégio de prefeitos, enquanto os aliados de Tema são mais discretos e poucos vieram a público externar solidariedade, deixando a desconfiança de que o atual presidente da entidade esteja blefando com relação dos 105 diz possuir
Erlânio oficializou a chapa “Humberto Coutinho – A FAMEM é Nossa”, com representantes de várias regiões, sendo alguns deles integrantes da atual diretoria como são os casos de Juran Carvalho (Presidente Dutra), Miltinho Aragão (São Mateus), Erick Costa (Barra do Corda) e Luciano Genésio (Pinheiro), por exemplo, que estão insatisfeitos com os rumos seguidos pela entidade. Dentro de instantes o blog publica integrantes da chapa de Tema.

Diego Galdino explica o que levou a Latam cancelar voos diretos
A razão do encerramento do voo direto que a LATAM operava entre Rio de Janeiro e São Luís está na capital fluminense, e não no Maranhão. A companhia área está revendo todo os vôos para o Rio porque o fluxo de turistas para a cidade está caindo com a crise econômica vivida pelo Estado.
Algumas fake news chegaram a dizer que a culpa seria do Governo do Maranhão, que teria se recusado a reduzir o ICMS do combustível aéreo, em troca da manutenção do voo. Mas essa negociação jamais aconteceu.
O próprio secretário de Cultura e Turismo do Maranhão, Diego Galdino, entrou em contato com a LATAM para esclarecer a questão.
“A companhia nos respondeu que o voo para o Rio de Janeiro foi cancelado devido a grave situação econômica, fiscal e de segurança pública enfrentada pelo Estado e Capital do Rio de Janeiro. O Estado está com vários meses de salários atrasados para aposentados, pensionistas e servidores em geral, não pagando seus fornecedores”, diz Galdino
“Isso acabou afetando o fluxo de turistas dos segmentos de negócios e lazer, fazendo com que a companhia aérea tomasse a decisão de encerrar os voos diretos partindo do Rio para várias capitais”, acrescentou.
Além disso, em 2015, o Governo do Maranhão emitiu um decreto reduzindo a alíquota de 25% para 12% para dois aeroportos maranhenses e chegando a 7% em três ou mais aeroportos, em consonância com a política adotada por outros Estados do Nordeste.
O secretário Galdino acrescenta que, por determinação do governador Flávio Dino, “estamos discutindo política de implantação de voos regionais pela primeira vez no nosso Estado. E já estamos negociando com algumas companhias a implementação de uma malha interna, contemplando o lazer e negócios entre vários municípios do Maranhão”.

Rodrigo Lago: controle social passou a ser prioridade no governo do Maranhão
Pelo quarto ano consecutivo, o Portal da Transparência do Governo do Maranhão bateu recorde de acessos. No ano de 2018, a ferramenta registrou 2.572.916 acessos. Os dados são da Secretaria de Estado de Transparência e Controle (STC), responsável pela política de transparência pública do Poder Executivo. Os números são muito diferente dos apresentados nos governos da oligarquia Sarney quando este instrumento de controle tinha filtro para esconder da população as transações nebulosas e nada republicanas nas administrações da ex-governadora Roseana (MDB).
Ao todo, foram 756.241 visitas a mais que em 2017, quando o portal alcançou 1.816.675 acessos. As três áreas/informações mais visitadas em 2018 foram: remuneração de servidores (56%), despesas com diárias (11%) e despesas por fornecedor (7%).
“Desde que o governador Flávio Dino criou a Secretaria de Transparência, ainda em 2015, que o controle social passou a ser prioridade no Governo do Maranhão. O aumento significativo de acessos ao Portal da Transparência demonstra que o cidadão compreendeu bem o conceito de gestão democrática e busca cada vez mais participar das ações governamentais”, destacou o secretário de Transparência e Controle, Rodrigo Lago.
O salto significativo na busca por informações públicas por parte do cidadão maranhense é resultado do compromisso do Governo do Estado quanto à garantia da transparência na gestão pública, a partir da criação da Secretaria de Estado de Transparência e Controle (STC), da aprovação de legislação estadual de implantação de política de transparência, incluindo o desenvolvimento de novo Portal da Transparência e seu constante aperfeiçoamento.
O deputado estadual Neto Evangelista (DEM) participou, nesta terça-feira (22), ao lado do governador Flávio Dino (PCdoB), do ato de assinatura da ordem de serviço para o início das obras do projeto PAC Ponta do São Francisco.
A Justiça determinou, nesta segunda-feira (21), o imediato afastamento do presidente da Câmara Municipal de Açailândia, Josibeliano Chagas Farias, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. O cumprimento de decisão que afastava o vereador havia sido pedido pela 1ª Promotoria de Justiça de Açailândia na última sexta-feira, 18. O pedido foi feito pelo promotor de justiça Tiago Quintanilha Nogueira, que responde pela Promotoria.
Uma liminar para que o presidente do Legislativo Municipal fosse afastado das funções até o julgamento final de uma Ação Civil Pública (ACP) por improbidade administrativa já tinha sido deferida pela 1ª Vara de Açailândia. Em 19 de dezembro de 2018, a decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão.
Josibeliano Farias, no entanto, foi reeleito para a presidência da Câmara no biênio 2019 – 2020, estando no exercício das funções.
ENTENDA O CASO – A 1ª Promotoria de Justiça de Açailândia ingressou, em 4 de setembro, com uma Ação Civil Pública contra o presidente da Câmara de Vereadores do município, Josibeliano Chagas Farias, conhecido como Ceará; Regina Maria da Silva e Sousa, chefe do Departamento Administrativo da Câmara; Wener Roberto dos Santos Moraes, pregoeiro; a empresa A N M da Silva Supermercados ME e o seu representante, Marcos Paulo Andrade Silva.
A Ação baseia-se em dois contratos assinados com a empresa, com valores de R$ 145.483,27 e R$ 174.372,56. Em 2017, o mercadinho, constituído em 2016 e com apenas R$ 10 mil de capital social, foi o principal fornecedor da Câmara Municipal de Açailândia.
As investigações do Ministério Público apontaram uma série de irregularidades, desde a realização dos processos licitatórios até a suposta entrega dos produtos. No contrato de material de escritório, por exemplo, estão incluídos itens como 10 caixas de disquetes de computador, 1 mil lápis e 50 mil fotocópias.
Em inspeção realizada pela Promotoria, antes da proposição da ACP, verificou-se que o fornecedor conta apenas com duas impressoras de uso doméstico (que seriam utilizadas para o fornecimento de 50 mil fotocópias) e, dos itens constantes do contrato, tinha em estoque apenas lápis, canetas e borrachas.
Outra inspeção foi realizada na sede da Câmara, em 2 de março de 2018, para verificar a existência dos bens duráveis supostamente adquiridos, como 10 saboneteiras plásticas, que não foram encontradas. Havia apenas duas, antigas, apesar da sede do Legislativo Municipal ter sete banheiros. De 20 grampeadores, nenhum foi encontrado e das três fragmentadoras de papel que teriam sido entregues, foi encontrada em uso somente uma, de modelo diferente e em avançado estado de uso.
Outros itens não encontrados foram 200 baterias de 9 volts, três garrafas térmicas, 100 bobinas para fax, 100 disquetes, 60 fitas para impressora, porta-copos, pranchetas, quadro branco entre outros itens. De acordo com a chefe do Setor Financeiro da Câmara de Vereadores, blocos de cheques (100 adquiridos) e recibos de salários (6), que também são itens faltantes, há muito tempo não são utilizados, pois o sistema é informatizado. Ainda entre os itens não mais utilizados, além de disquetes de computador, estão 60 fitas VHS.
Informações solicitadas à Secretaria de Estado da Fazenda mostraram que a empresa A N M da Silva Supermercados ME teve, em 2017, uma entrada de mercadorias de pouco mais de R$ 150 mil. Já a saída foi de quase o triplo desse valor (R$ 433.570,68). “Por si, esses documentos denotam que a referida empresa não dispunha de estoque para o fornecimento dos produtos licitados à Câmara Municipal de Açailândia”, observou, na Ação, a promotora de justiça Glauce Mara Lima Malheiros.
LICITAÇÃO – Ainda na fase de pesquisa de preços que embasou os dois pregões presenciais supostamente vencidos pela A N M da Silva Supermercados ME, foram utilizadas cotações de quatro empresas. Todas elas afirmaram não ter fornecidos os documentos. Além disso, em três delas as pessoas que teriam assinado as cotações não são conhecidas por seus representantes e, em uma delas, foi tentada a falsificação da assinatura da responsável. Além disso, foram praticados preços superfaturados em diversos itens.
Outro ponto que chamou a atenção do Ministério Público foram as quantidades exorbitantes de produtos adquiridos. De açúcar, por exemplo, foram três mil quilos; de papel A4, 3 mil resmas, o que representa 1,5 milhão de folhas; e de refrigerantes, 3 mil litros.
Comparativamente, a ata de registro de preços do Supremo Tribunal Federal, com 1738 servidores e com processos judiciais de todo o país, para a compra de papel previa 4 mil resmas. No mesmo ano, a Câmara Municipal de Açailândia, com cerca de 100 servidores, incluindo os vereadores, teria adquirido 3 mil resmas de papel.
A promotora Glauce Malheiros observou, ainda, que os dois contratos foram aditivados em 25%, o que aumenta, ainda mais, a quantidade de produtos adquiridos.
PEDIDOS – Além do afastamento de Josibeliano Chagas Farias, o Ministério Público também garantiu, em medida liminar, a indisponibilidade dos bens dos envolvidos até o valor necessário ao ressarcimento aos cofres públicos.
Se condenados por improbidade administrativa, os envolvidos estarão sujeitos a penalidades como o ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar ou receber benefícios do Poder Público pelo prazo de cinco anos.
Quanto à empresa A N M da Silva Supermercados ME, o Ministério Público requereu que seja reconhecida a prática de atos lesivos à administração pública previstos na Lei Anticorrupção (12.846/2013). Entre as penalidades previstas estão a perda dos bens, direitos ou valores que representem vantagem obtida da infração, suspensão ou interdição parcial de suas atividades, dissolução compulsória da pessoa jurídica e proibição de receber incentivos, subsídios, subvenções, doações ou empréstimos de órgãos ou entidades públicas ou controladas pelo poder público, pelo prazo de um a cinco anos.
“Deve ser considerado que a punição deve ser duplicada, pois se trata de dois procedimentos licitatórios e dois contratos, todos viciados de ilegalidades”, observou, na Ação, Glauce Malheiros.
ESFERA PENAL – Além da Ação Civil Pública, Josibeliano Chagas Farias, Regina Maria da Silva e Sousa e Marcos Paulo Andrade Silva também são alvo de Denúncia proposta pela 1ª Promotoria de Justiça de Açailândia, ainda em 4 de setembro.
Os três foram denunciados, por duas vezes, pelo crime de peculato, cuja pena é de reclusão, de dois a doze anos, e multa. Também foi pedida a reparação do dano ao erário, no valor de R$ 281.833,07.