
Assis Filho, secretário nacional da Juventude do PMDB, e mais 47 pessoas foram denunciadas
Peculato, falsidade ideológica, falsificação de documentos e participação em uma organização criminosa responsável por desviar dinheiro dos cofres públicos por meio de nomeações de funcionários fantasmas pagos pelo Município de Pio XII. Esta é a nada pequena lista das acusações contra o secretário nacional de Juventude, Assis Filho.
Agora o Ministério Público enquadrou o nomeado pelo presidente Michel Temer e marca o governo com mais um dos vários escândalos no Congresso Nacional. Mais 47 pessoas foram denunciadas pelo órgão. As investigações foram realizadas pela Promotoria de Justiça requisitou à Prefeitura de Pio XII.
Além do MP, o Partido dos Trabalhadores (PT), em janeiro deste ano, havia representado ação contra o então novo secretário de Juventude (reveja AQUI). O ex diretor da Empresa Brasileira de Comunicação também foi destaque no Jornal Nacional pela denúncia, o que agravou mais ainda a sua má fama (reveja também o VÍDEO AQUI).
(Mais sobre o caso na matéria veiculada pelo G1 Maranhão)
Assis nega o caso
Em nota enviada à imprensa, Assis Filho negou as denúncias. “São inverdades as denúncias contra mim oferecidas”, disse.
NOTA À IMPRENSA
Tendo em vista a recente denúncia oferecida pelo Ministério Público a respeito dos supostos atos de improbidade praticados no município de Pio XII durante a gestão do ex-prefeito Paulo Roberto Sousa Veloso, esclareço os seguintes fatos:
1 – A denúncia proposta pelo Ministério Público trata de fatos já elucidados em nota anterior à imprensa;
2 – Causa estranheza a mesma matéria, que já foi alvo de denúncia oferecida pelo membro do Ministério Público e sequer foi recebida pelo juízo da comarca de Pio XII, retornar à discussão; o que nos leva a crer sobre o forte caráter midiático da peça processual;
3 – Exerci regularmente o cargo de Procurador Geral do Município de Pio XII até meados de 2016. Nesse período, o Ministério Público iniciou uma investigação sobre supostas nomeações de funcionários fantasmas.
4 – No exercício da minha atividade profissional, enquanto advogado, expressei a minha discordância sobre a investigação, o que desagradou o Ministério Público. Nesse contexto, a própria Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão interveio no caso, habilitando-se nos autos em minha defesa.
5 – Nunca exerci cumulativamente quaisquer cargos, atuando sempre com a probidade, moralidade e transparência devidas à função pública, razão pela qual mantenho a minha fé na justiça, sabendo que os fatos serão aclarados
oportunamente.
Reitero que são inverdades as denúncias contra mim oferecidas, ao mesmo tempo em que me coloco à disposição, com muita tranquilidade, para quaisquer esclarecimentos.
Brasília, 29 de março de 2017.
Francisco de Assis Costa Filho
Advogado especialista OAB/MA 14.175
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