A nota assinada nesta quarta-feira (7) pelo ministro da Defesa, Braga Neto, e subscrita pelo demais comandantes das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) ameaçando o presidente da CPI, Omar Aziz, que investigar omissões no enfrentamento da pandemia e corrupção na compra de vacinas, foi criticada pelo governador Flávio Dino em sua rede social.
A nota assinada pelos generais, recheada de ameaça, diz que Aziz, ao afirmar que que existe um lado “podre das Forças Armadas envolvida com falcatruas dentro do governo”, estaria generalizando, fato que o presidente da CPI nega.
Para a Flávio Dino, a nota foi “desproporcional e absurda”. Para o chefe do Executivo maranhense, a “a indignação cívica deve ser contra alguns militares que se meteram com transações mal explicadas e em desastres gerenciais. Ninguém está acima da lei”.
O presidente da CPI, através de rede social, diz que estão tentando distorcer sua falar e que não vai se intimidar. “Não aceitarei! Não ataquei os militares brasileiros. Disse que a parte boa do Exército deve estar envergonhada com a pequena banda podre que mancha a história das Forças Armadas”, se defendeu Omar Aziz.
Dino lembrou que todos os governos, após a ditadura militar, foram investigados em CPIs e todas funcionaram. “A única que está sendo coagida é essa da pandemia. Isso é inaceitável. Civis e militares devem respeitar a constituição e o Senado. Ameaça é coisa de miliciano”.
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