O prefeito Edivaldo Holanda Junior, justiça seja feita, tem feito uma gestão arrojada e voltada para manter os compromissos assumidos com a população de São Luís e com os servidores da municipalidade. Apesar de toda a crise que faz com que a maioria dos municípios não disponha sequer de recursos para escalonar salários ou pagar o décimo ainda de 2018, na capital do Maranhão o provento do servidor é sagrado, normalmente antecipado.
A folha do mês de julho será paga nesta quinta-feira (1°) de agosto. A boa notícia foi anunciada pelo prefeito que há menos de 15 dias pagou, também de forma antecipada, a primeira parcela do 13º salário dos servidores, injetando milhões na economia local no mês de férias. O pagamento da folha de julho estava previsto para o dia 5 de agosto.
“Com planejamento e compromisso é possível garantir o pagamento em dia e até antecipar a folha. Essa é uma das prioridades da nossa gestão e faz parte da política de valorização dos profissionais que nos ajudam a promover o desenvolvimento da nossa cidade e ofertar um serviço de qualidade à população”, disse o prefeito Edivaldo Holanda Junior.
Para o secretário municipal da Fazenda, Delcio Rodrigues, o dinheiro pago para os servidores aquece a economia em toda a cidade no período pós-férias escolares. “São Luís é uma das poucas capitais brasileiras que, mesmo com as dificuldades financeiras de todo o país, efetua o pagamento dos servidores municipais em dia, o que movimenta toda uma rede de lojas, comércios, supermercados, bancos entre outros”, disse.
Clodoaldo Corrêa – O presidente do PSL, Chico Carvalho, deu nova mostra de força e afronta à superintendente da Funasa, Maura Jorge. Carvalho filiou o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahésio Rodrigues, no partido de Bolsonaro e o novo filiado já chegou falando em ser candidato a governador em 2022, com a anuência do vereador de São Luís.
Não é de hoje que Carvalho e Maura Jorge demonstram publicamente e nos bastidores que não se bicam. Maura entrou no PSL em uma articulação com pessoas próximas a Bolsonaro para ser candidata a governadora pelo partido, enquanto o vereador preside a legenda no Maranhão há mais de uma década, tendo a confiança da cúpula nacional. O desentendimento entre tradicionais do PSL e “enfiados” pelo bolsonarismo acontece em vários estados e inclusive a nível nacional, lembrando da demissão do ministro Gustavo Bebbiano, que comandou o PSL nas eleições de 2018.
No Maranhão, Maura se concentrou muito em sua campanha usando o nome de Bolsonaro, enquanto Chico Carvalho fez a campanha do capitão. Após a eleição, foram vários momentos de troca de farpas, inclusive com Maura anunciando que seria a presidente do partido no Estado, o que não se confirmou.
Agora, mesmo Maura sendo a candidata natural ao governo em 2022, Chico coloca um nome no partido para disputar o governo o prefeito de uma das três únicas cidades onde Bolsonaro venceu no Maranhão e a única onde o presidente da República teve mais de 50% dos votos no primeiro turno. Claro, que o fato de ser uma cidade eminentemente evangélica teve muito mais peso do que a atuação do prefeito, mas é um fato para vender como força do candidato.
E, assim, Carvalho finca sua bandeira para barrar de vez Maura Jorge dentro do PSL.
A reaproximação do vereador Astro de com o grupo Sarney em nada altera o mapa que está sendo desenhado para a disputa da sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT). Como o que restou do grupo liderado pelo velho “coronel de Curupu” e sua filha Roseana sempre foi rejeitado pela população de São Luís, tudo indica que a pré-disposição do pai de santo tende a naufragar na turbulência da pré-campanha.
Alguns analistas políticos que acompanham a movimentação nos bastidores da sucessão municipal de 2020 custam a acreditar que o Ogum desistirá de renovar o mandato de vereador, algo bem mais fácil, para ariscar o futuro político numa eleição em que não teria a menor chance de afastar adversários do caminho e conquistar a prefeitura mais importante do Estado.
As especulações sobre sua pré-candidatura com o apoio do que restou da oligarquia começou logo após o encontro que teve com os caciques do MDB, na segunda-feira (29). A pauta da reunião em que esteve presente o ex-presidente Sarney e o atual presidente estadual da legenda, ex-senador João Alberto, girou em torno da eleição na capital.
Embora Astro de Ogum tenha manifestado o desejo de disputar a Prefeitura de São Luís, resta aguardar para conferir, num futuro bem próximo, se o vereador está mesmo disposto correr o risco de ser candidato por uma sigla cujo seus principais dirigentes sempre foram rejeitados pela população da capital e ficar sem mandato.
Na manhã desta terça-feira (30), o secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), Rubens Pereira Júnior, esteve reunido com a gerente Executiva de Governo da Caixa Econômica Federal, Regina Célia. Na pauta, as parcerias entre a Caixa e o Governo do Maranhão em obras estruturantes e intervenções de benefícios diretos aos cidadãos.
O secretário Rubens Júnior destacou a importância da Caixa Econômica para a realização de grandes obras em São Luís. “Temos juntos importantes projetos, que impactam diretamente na vida de milhões de ludovicenses, seja em mobilidade urbana, segurança, educação, saúde, trabalho e também, moradia”, disse.
Para Regina Célia é importante esse diálogo constante com a Secretaria de Cidades e com o secretário. “É importante manter esse diálogo com o Governo do Estado para que não reste dúvidas acerca do trabalho realizado em parceria com os dois órgãos, ainda enfrentamos questões burocráticas, porém esse alinhamento entre Caixa e Secid permite que os processos tenham maior celeridade”, destacou a superintendente Regina Célia.
O secretário Rubens Júnior também vê com bons olhos esse entrosamento entre a secretaria e a Caixa Econômica Federal. “Programas como a Ponta do São Francisco estão vinculadas ao PAC Rio Anil e precisa da atenção especial, tanto de nossa pasta como dos colegas da Caixa, para que o processo caminhe de forma correta e a população receba o melhor possível no que se trata de obras públicas”, complementou Rubens.
O governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB), Fernando Haddad (PT), Guilherme Boulos e Sonia Guajajara (PSOL), Ricardo Coutinho (PSB) e Roberto Requião (MDB) divulgaram nota na qual pedem o afastamento imediato do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro e do procurador Deltan Dellagnol, além de manifestar solidariedade ao jornalista Glenn Greenwald, do Intercept Brasil.
Confira a íntegra do documento.
Nota pelo afastamento de Moro e Dallagnol e em defesa da liberdade de imprensa
Em face dos graves acontecimentos que marcaram os últimos dias no Brasil, vimos a público para:
1. Manifestar a nossa defesa firme e enfática das liberdades de imprensa e de expressão, das quais é consectário o direito ao sigilo da fonte, conforme dispõe a nossa Constituição Federal. Assim sendo, são absurdas as ameaças contra o jornalista Glenn Greenwald, seja por palavras do presidente da República ou por atos ilegais, a exemplo da Portaria 666, do Ministério da Justiça. Do mesmo modo, estamos solidários à jornalista Manuela D’Avila, que não praticou nenhum ato ilegal, tanto é que colocou seu telefone à disposição para perícia, pois nada tem a esconder.
2. Registrar que apoiamos todas as investigações contra atos de invasão à privacidade. Contudo, desejamos que todo esse estranho episódio seja elucidado tecnicamente e nos termos da lei, sem interferências indevidas, como a praticada pelo ministro Sérgio Moro. Este agente público insiste em acumular funções que não lhe pertencem. Em Curitiba, comandava acusações que ele próprio julgaria em seguida. Agora, no ministério, embora seja parte diretamente interessada e suspeita, demonstra ter o comando das investigações, inclusive revelando atos sigilosos em telefonemas a autoridades da República.
3. Postular que haja o imediato afastamento do ministro Sérgio Moro, pelos motivos já indicados. Em qualquer outro país democrático do mundo isso já teria ocorrido, pois está evidente que Moro não se comporta de acordo com a legalidade, insistindo em espantosos abusos de poder. Do mesmo modo, a Lava Jato em Curitiba não pode prosseguir com a atuação do procurador Deltan Dallagnol, à vista do escandaloso acervo de atos ilícitos, a exemplo do comércio de palestras secretas e do conluio ilegal com o então juiz Moro.
4. Sustentar que é descabida qualquer “queima de arquivo” neste momento. Estamos diante de fatos gravíssimos, que merecem apuração até mesmo junto ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional, neste último caso por intermédio de Comissão Parlamentar de Inquérito. A República exige transparência e igualdade de todos perante a lei. Altas autoridades que estão defendendo a “queima de arquivo” parecem ter algo a temer. Por isso mesmo, nada podem opinar ou decidir sobre isso. A lei tem que ser para todos, de verdade.
5. Sublinhar que somos a favor da continuidade de todos os processos contra atos de corrupção ou contra atuação de hackers, e que todos os culpados sejam punidos. Mas que tudo seja feito em estrita obediência à Constituição e às leis. Neste sentido, reiteramos a defesa da liberdade imediata do ex-presidente Lula, que não teve direito a um julgamento justo, sendo vítima de um processo nulo. A nulidade decorre da parcialidade do então juiz Moro, já que os diálogos revelados pela imprensa mostram que ele comandava a acusação e hostilizava os advogados de defesa, o que se configura uma grave ilegalidade.
6. Por fim, lembramos que quando os governantes dão mostras de autoritarismo, esse exemplo contamina toda a sociedade e estimula violências, como a praticada contra os indígenas wajãpis, no Amapá, com o assassinato de uma liderança após a invasão do seu território. Cobramos do Governo Federal, especialmente do Ministério da Justiça, providências imediatas para garantia da terra dos wajãpis e punição dos assassinos.
Chega de “vale-tudo”, ilegalidades e abusos. Não queremos mais justiça seletiva e parcial. Queremos justiça para todos.
Assinam:
Fernando Haddad
Flávio Dino
Guilherme Boulos
Ricardo Coutinho
Roberto Requião
Sonia Guajajara
“Vamos percorrer os caminhos que o ex-presidente Lula fez não apenas em 2017, durante a Caravana pelo Nordeste, mas em vários outros momentos da sua trajetória política, como a Caravana da Cidadania nos anos 80, as várias campanhas eleitorais e, posteriormente, atos de inauguração de obras que ele entregou ao povo enquanto foi presidente”, afirma o líder da Bancada do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS).
Para o deputado João Daniel (PT-SE), a caravana servirá como um meio de diálogo entre os parlamentares e a população sobre o que está acontecendo no país. “O presidente Lula pediu e nós estamos percorrendo o interior do Brasil para ouvir o povo e para denunciar as maldades que o governo Bolsonaro está promovendo, como a destruição da Previdência pública, o desmonte das políticas de reforma agrária, a liberação indiscriminada de agrotóxicos, a entrega da Amazônia para os Estados Unidos, a criminalização dos movimentos sociais e as ameaças aos jornalistas que exercem o seu ofício”, argumenta o coordenador do Núcleo Agrário da da bancada do PT.
Roteiro
A caravana, organizada pelo Núcleo Agrário do PT, pela Liderança do PT na Câmara e por movimentos sociais e entidades ligadas a luta no campo, acompanhará o trajeto do rio São Francisco e passará pelas cidades baianas de Juazeiro, Uauá, Canudos e Paulo Afonso. Também serão visitadas as localidades sergipanas de Canindé do São Francisco, Poço Redondo e Nossa Senhora da Glória. Em Pernambuco, a caravana passará pelos municípios de Águas Belas, Garanhuns e Caetés.
Os atos ocorrerão em assentamentos e acampamentos dos movimentos sociais da região, além de universidades e outros espaços relacionados a projetos realizados pelos governos Lula e Dilma Rousseff.
A jornalista Miriam Leitão, em artigo publicado nesta terça-feira (30), repudia as declarações de Jair Bolsonaro em relação ao assassinato do pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, durante a ditadura militar. Para Miriam, o comportamento do presidente ao tratar sobre o assunto foi repulsivo.
“Durante mais de três décadas os militares disseram ao país que não tinham documentos, não sabiam dizer onde estavam os desaparecidos políticos, não souberam como morreram os que foram assassinados nos quartéis durante a ditadura militar. Hoje, o presidente Jair Bolsonaro disse o oposto. Primeiro, decidiu brincar com mais um drama humano e dizer ao presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, que sabia como o pai do advogado havia morrido. Depois, criou a sua versão que culpa a esquerda”.
Para Miriam Leitão “o que o presidente fez é repulsivo”. Ela enfatiza que a fala de Bolsonaro “mostra, como definiu Felipe Santa Cruz, crueldade e a falta completa de empatia que os seres humanos têm uns em relação aos outros. O presidente brinca com o sentimento de um filho que nunca conviveu com o pai porque ele foi morto aos 26 anos”.
A jornalista diz ainda que Bolsonaro se coloca “como o conhecedor dos segredos da ditadura” e de “informações sonegadas”: “O Brasil não teve o conforto das informações. Em nome da paz e da construção do futuro foi dito que aceitássemos essa perda de memória dos militares. Só que ontem, pela fala do presidente, caiu a máscara. O presidente se sente no direito de manipular as informações que foram sonegadas ao país e às famílias e jogar a culpa sobre as vítimas. Quem está com a palavra agora é o Exército, a Marinha, a Aeronáutica. O que houve com Felipe Santa Cruz, o pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil? Como foram as circunstâncias dessa morte e de tantas outras ocorridas no período em que os militares governaram o Brasil? Onde estão os restos dos desaparecidos políticos?”
Miriam finaliza fazendo a seguinte observação: “A Constituição anda sendo desrespeitada diariamente pelo presidente da República. É hora de lembrar o que disse o grande Ulysses Guimarães ao promulgar a nossa Carta Magna: ‘Temos ódio à ditadura, ódio e nojo’. Ontem foi o dia de sentir nojo”.