Colocado no ostracismo político após a humilhante derrota nas urnas em 2018, quando foi varrido da vida pública devido às sucessivas denúncias de desvios de recursos da saúde pública do Maranhão, o clã Murad tenta voltar à arena política via PSDB, provável aliado do Podemos, que tem como candidato a prefeito de São Luís o deputado federal Eduardo Braide.
Nada de mais não fosse o fato o ex-secretário de Saúde do Estado Ricardo Murad, acusado pela Polícia Federal de ter desviado mais de R$ 1 bilhão da saúde do estado, já está sendo considerado um dos principais estrategistas da campanha do favorito Eduardo Braide e de um provável compromisso para compor sua administração, caso consiga se eleger.
Na chegada ao PSDB do senador Roberto Rocha, depois de abandonar o MDB de Roseana Sarney e João Alberto, a ex-deputada Andréa Murad não deixou dúvidas quando ao retorno do clã à vida cotidiana da política maranhense: “Nós estamos de volta na política do Maranhão e eu tenho muito orgulho de ser defensora do povo do Maranhão. Não me envergonho em nenhum momento de cobrar, de tentar solucionar os problemas da população”, afirmou Andréa.
Andréa Murad foi candidata à reeleição e rejeitada nas urnas em 2018, quando a frente ampla de partidos comandados por Flávio Dino impôs a segunda ao grupo Sarney, pondo a pá de cal no túmulo da chamada oligarquia Sarney. Um segundo membro do clã Murad, o genro Sousa Neto desistiu de disputar a reeleição para ajudar a cunhada Andréa, mas nem isso foi suficiente para ela renovar o mandato.
Já Ricardo Murad, mesmo sendo ficha suja, insistiu com a candidatura a deputado federal, mas os votos conseguidos nas urnas seriam insuficientes para lhe garantir o mandato, ainda que a Justiça Eleitoral liberasse seu registro. O TRE-MA, como todos devem recordar, indeferiu a candidatura.
Agora, Murad tentar participar do debate eleitoral e se recolocar na arena política, mas suas credenciais em nada colaboram e até pode prejudicar o candidato apoiado por ele, no caso Eduardo Braide, para quem o PSDB acena com a apoiar a prefeito, passando por cima do pré-candidato do partido, Wellington do Curso, que está sendo atropelado pela direção dos tucanos.
Nos bastidores da política local, a provável aliança de Braide com o PSDB de Ricardo Murad, uma figura que sempre lembra corrupção, já tendo, inclusive, sido levado coercitivamente para depor na Polícia Federal sobre desvios de dinheiro na secretaria de Saúde, poderá custa caro ao candidato do Podemos. É aguardar para conferir depois.
Pré-candidato a prefeito de São Luís, o deputado Yglésio Moisés ainda aguarda manifestação do Tribunal Regional Eleitoral para reativar contatos partidários visando sua filiação. O parlamentar conseguiu sua carta de anuência para deixar o PDT, mas prefere aguarda que o TRE-MA se manifeste sobre a validade do documento para evitar surpresa desagradáveis, como por exemplo ter o mandato reivindicado pelo suplente.
Yglésio deseja que a Justiça Eleitoral confirme sua saída do PDT como um processo transitado em julgado, o que, segundo suas previsões, deve acontecer até o final deste ano. Somente após a Justiça Eleitoral se manifestar e que irá acelerar as conversões partidárias e definir por qual legenda que lhe formulou convite irá concorrer ao mandato de prefeito de São Luís em 2020.
O parlamentar não revela com quais partidos vem conversando, garante apenas que após o TRE-MA confirmar a validade da carta de anuência pedetista é intensificará as articulações com dirigentes de partidos visando sua filiação. O pré-candidato que se cercar primeiros de todas as garantias antes de assinar ficha de filiação em outra sigla,
A situação do parlamentar é diferente de outros depois deputados pré-candidatos, mas que enfrentam problemas sérios em seus partidos. Enquanto Yglésio já tem autorização para migrar para nova legenda, Duarte Júnior não consegue sensibilizar a direção do PCdoB a embarcar em sua candidatura e nem possui permissão para sair. O mesmo problema está sendo vivido por Wellington do Curso.
Duarte, além de enfrentar um processo de cassação na Justiça Eleitoral, que pode resultar na perda do mandato, o PCdoB não parece disposto a liberar sua saída, o que poderá, inclusive, impedi-lo, Já Wellington não consegue convencer os tucanos a tê-lo com candidato. A direção do PSDB não esconde que prefere coligar com Eduardo Braide.
Se não conseguir autorização para sair sem o risco de perder o mandato por infidelidade, WC é outro pré-candidato que poderá ficar fora do pleito.
O Governo do Maranhão e representantes do Governo Federal reuniram na sexta-feira (6) para discutir um plano de ação para a cidade de Alcântara e região, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Participaram da reunião membros de 14 secretarias estaduais e mais 14 integrantes de ministérios, quando foram apresentadas as ações governamentais após a assinatura do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), firmado por representantes do Brasil e dos Estados Unidos (EUA), que tem o objetivo de permitir que veículos lançadores de cargas úteis comerciais de qualquer nacionalidade, que contenham equipamentos ou tecnologias norte-americanas, sejam lançadas a partir do CLA com a devida proteção das tecnologias embarcadas.
Segundo o secretário da Seinc, Simplício Araújo, que acompanhou a reunião com o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Davi Teles, ainda este mês, o Governo do Maranhão apresentará o plano de ação aos membros do Governo Federal, em Brasília. Segundo ele, a proposta é ampliar as políticas públicas que já promovem desenvolvimento e que estão em curso pelo Executivo Estadual.
“Nós sugerimos mudança na dinâmica, inserindo Alcântara numa visão de desenvolvimento maior, considerando portos em funcionamento e em projeto, a implantação da Esquadra da Marinha, como elemento importante após a aprovação do AST, o papel da Emap em toda a baía de São Marcos e as políticas que já estamos adotando em diversas áreas no Maranhão e, principalmente, apoio à comunidades rurais e quilombolas da região”, explicou Simplício Araújo.
Para tratar das demandas referentes as ações governamentais, foi criado pelo Governo Federal, o Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB), que constituiu um Grupo Técnico com atribuição para planejar a implementação de políticas públicas e estabelecer um plano para a consolidação do CLA. Ao atender o mercado internacional de lançamentos privados, o CLA será importante indutor de desenvolvimento para Alcântara e para o País.
O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), participou, neste sábado (7), da inauguração da ponte Raimundo Marques Santana, no povoado Cacimbas, em Vargem Grande. Ao lado do prefeito Carlinhos Barros e de lideranças da região, o parlamentar também anunciou a destinação de emendas para a pavimentação de ruas da cidade e reforma do Terminal Rodoviário, além da entrega de mais uma ambulância para o município no próximo ano.
A construção, com 65 metros de extensão, faz parte do projeto “Ponte para sempre”, que reconstrói pontes utilizando ferro, banindo as edificações de madeira e, com isso, ajudando a preservar o meio ambiente.
No ato, o presidente da Alema falou sobre a importância da obra para os moradores do povoado Cacimbas.
“O prefeito Carlinhos está de parabéns, pois essa é uma ponte construída com recursos próprios do município. É um gestor determinado, que sabe utilizar bem os recursos da cidade para entregar uma obra dessa importância para a população”, afirmou.
Emendas para o município
Durante a inauguração, Othelino anunciou a destinação de emendas para a pavimentação de ruas da cidade. Além disso, o chefe do Legislativo Estadual informou, ainda, que o prefeito Carlinhos Barros assinou convênio com o Governo do Estado para a reforma do Terminal Rodoviário, que também contará com emenda de sua autoria. O parlamentar também garantiu que o município será beneficiado com mais uma ambulância, que deverá ser entregue no início do próximo ano.
Othelino afirmou que a melhor forma de agradecer à população de Vargem Grande por toda a confiança e carinho depositados é trabalhando em prol do município. “Trago essa mensagem de agradecimento e essas boas notícias, reiterando que a minha forma de agradecer a Vargem Grande é trabalhando por sua população”, frisou.
Por Alberto Carlos Almeida
A pesquisa FSB/Veja testa vários cenários com nomes de diferentes possíveis candidatos. Os três que se destacam são Bolsonaro e Sérgio Moro pela direita, e Lula pela esquerda. Considerando-se que o atual ocupante do cargo máximo da nação irá disputar a reeleição, é muito difícil que ele não consiga ir para o segundo turno. Mesmo que Moro seja candidato, Bolsonaro terá os instrumentos para abater o avião no ex-juiz ainda no solo. Sabemos todos que, no que tange a declarações públicas, Bolsonaro não tem limites. Moro seria a vítima preferencial no primeiro turno.
Do outro lado do espectro político destaca-se Lula. Recém saído da prisão, se hoje ele fosse candidato travaria uma disputa acirrada com Bolsonaro. Em 2018 a candidatura de Haddad cresceu rapidamente, em um mês, depois que Lula saiu da disputa e declarou seu apoio a ele. Haddad nunca disputara uma eleição nacional. Dilma também não quando eleita em 2010. Os dois eventos revelam que o PT e Lula têm força para colocar qualquer candidato no segundo turno.
O que esta pesquisa indica, portanto, é que o segundo turno mais provável, hoje, seria entre Bolsonaro e o candidato do PT. Não será surpresa se esse candidato vier do Nordeste, podendo ser Jaques Wagner, Rui Costa ou até mesmo Flávio Dino, desde que volte ao partido ao qual foi filiado no seu tempo de militância política estudantil.
Haddad não tem vaga cativa para a candidatura presidencial. Todas as cartas estão na mesa. Flávio Dino seria uma novidade vinda do Nordeste, uniria seus ativos de político experiente e ex-juiz federal ao eleitorado que tradicionalmente vota no PT.
Pela direita a disputa será entre Boslonaro e Moro. Pela esquerda a disputa será entre quem se candidatará pelo PT. O tão desejado candidato de centro ainda não apareceu, ao menos na pesquisa hoje divulgada.
O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), deputado Othelino Neto (PCdoB), anunciou a destinação de recursos para a aquisição de 42 ambulâncias, que serão disponibilizadas a unidades de saúde do Maranhão. Segundo o parlamentar, em razão de uma série de medidas administrativas adotadas pela gestão da Assembleia, desde o início do ano, para a contenção de gastos, houve uma sobra orçamentária que será revertida para a aquisição desses veículos pelo Governo do Estado e, em seguida, entregues aos municípios maranhenses.
O anúncio foi feito durante a terceira edição do programa “Assembleia em Ação”, que aconteceu na quinta-feira (5), em Trizidela do Vale, reunindo deputados estaduais, prefeitos, vereadores, lideranças políticas e comunitárias das 35 cidades que integram a região do Médio Mearim.
“Em razão dessa sobra orçamentária que tivemos, resultado de uma administração austera de contenção de gastos, combinamos com o Governo do Estado que iríamos transformar esse recurso da Assembleia Legislativa para a aquisição de 42 ambulâncias. A licitação já foi concluída e o Poder Executivo vai repassar para o Tesouro Estadual o valor referente à aquisição desses veículos, que serão entregues em meados de fevereiro de 2020”, explicou Othelino.
O chefe do Legislativo Estadual pontuou, ainda, que os municípios a serem beneficiados com as ambulâncias serão indicados por cada um dos 42 deputados estaduais. “Cada parlamentar indicará uma ambulância para algum município do estado. A nossa intenção é colaborar objetivamente com a saúde pública do Maranhão”, frisou.
Congresso em Foco – O estado do Maranhão, governado por Flávio Dino (PCdoB), está na briga para ficar com a gestão dos lençóis maranhenses. Principal ponto turístico do Maranhão, o território é federal e recentemente foi incluído em uma lista de localidades que serão privatizadas pelo governo de Jair Bolsonaro, junto com os parques nacionais de Jericoacoara (CE) e Iguaçu (PR).
“O governo federal não quer, mas a gente quer”, afirma o Secretário Chefe da Representação Institucional do Governo do Maranhão no Distrito Federal, Ricardo Cappelli, contando que o estado aguarda uma resposta do governo federal sobre o assunto há mais de um mês.
A movimentação para trazer o espaço para influência do estado começou antes mesmo do anúncio da privatização. O governador Flávio Dino enviou um ofício ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) pedindo que a gestão passasse para o estado, por meio da Maranhão Parcerias (Mapa), em 6 de setembro.
“A proposta fortalecerá as relações interinstitucionais entre o Estado do Maranhão e a União, aperfeiçoará a gestão socioambiental integrada da unidade de conservação em apreço, bem como a sua relação com o seu entorno”, defende o governador no documento.
O ofício, porém, até hoje não recebeu resposta. Pouco menos de três meses depois, em 3 de dezembro, o governo federal anunciou que o parque seria privatizado, mesmo com a demonstração de interesse do estado.
“O governo estadual destaca que mantém o interesse na administração do parque e que aguarda um retorno sobre o pedido feito pelo governador Flavio Dino em junho, ao Ministério do Meio Ambiente”, disse o governo do Maranhão em nota.
Procurado, o Ministério do Meio Ambiente não respondeu aos questionamentos da reportagem até o momento da publicação.