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  • Jorge Vieira
  • 12/dez/2025

Camarão é o nome da direção nacional do PT para o Maranhão

A pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão ao governo pelo PT ganhou força essa semana com a decisão da direção nacional do partido de incluir o Maranhão como uma de suas prioridades para 2026. Diante da manifestação da cúpula dirigente o ex-secretário de Educação reforçou o discurso e voltou a reafirmar que sua candidatura “segue firme e em dobradinha com o presidente Lula”.

Camarão enfrenta resistência interna do grupo petista que possui cargos no governo do estado, defende a manutenção da aliança com o governador Carlos Brandão e seu candidato Orleans Brandão (MDB), mas como em se tratando de eleição majoritária quem resolve é a direção nacional, está decidido que o partido lançará candidatos próprios a governador em dez estados, entre eles o Maranhão.

Além do Maranhão, o partido deve lançar candidatos ao governo no Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Piauí, Ceará e Distrito Federal. A decisão da direção nacional caiu como um balde água fria em setores do PT maranhense que defendem apoio a Orleans Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão.

Camarão, que se notabilizou no governo de Flávio Dino como bom gestor, tem percorrido o Maranhão em pré-campanha através do o movimento Diálogos pelo Maranhão onde conversa com a população do município visitado, ouve as reivindicações da comunidade e tem assegurado que jamais desistirá da candidatura, mesmo sofrendo todo tipo de pressão e campanhas de desinformação.

A decisão da cúpula nacional petista coloca ânimo na pré-candidatura, lhe dará mais tranquilidade na caminhada para consolidação definitiva e nas conversações com dirigentes de outros partidos, além dos PCdoB e PSB que já manifestaram apoio ao seu projeto de governar o Maranhão. Por outro lado sinaliza falta de interesse em formar palanque com o candidato do MDB, que tem o apoio explícito do Palácio dos Leões.

É inegável que para os petistas que ocupam cargos no governo do estado, entre eles o secretário Washington Oliveira, Francimar Melo e Zé Inácio, defendem declaradamente aliança com o governador, mas não possuem força para formalizar a aliança com Orleans, pois questões majoritárias, como sempre, é tratada diretamente pela direção nacional.

O fato real e que Camarão, hoje, é considerado prioridade pela cúpula dirigente do PT e pode decolar com o apoio do presidente Lula, o maior cabo eleitoral do Maranhão.

  • Jorge Vieira
  • 11/dez/2025

Câmara Municipal fará adequação determinada pelo STF e eleição da Mesa fica para o final de 2026

A Câmara Municipal de São Luís vai reunir na próxima segunda-feira (15) para adequar o regimento interno da Casa às determinações do Supremo Tribunal Federal sobre eleição de Mesa Diretora dos legislativos municipais. A eleição da nova Mesa Diretora da Casa estava marcada para abril do ano que vem, mas deverá acontecer somente no final de outubro.

A informação foi passada pelo presidente da Câmara, vereador Paulo Victor (PSB), através de vídeo postado nas redes nesta quarta-feira (10) quando afirmou que a eleição para definir a Mesa Diretora, referente ao biênio 2027/2028, será adiada e realizada somente ao final de 2026, após as eleições majoritárias e proporcionais.

“A Suprema Corte determinou que as eleições para o segundo biênio devem ocorrer a partir de outubro, e não mais em abril, como previsto atualmente na nossa legislação. Como presidente da Câmara, é meu dever garantir que nossa Casa esteja em conformidade com a Constituição e com as decisões judiciais”, explicou Paulo Victor.

Por conta do regimento interno da Câmara, que previa eleição para abril, as articulações se intensificaram por conta da disputa entre os vereadores Beto Castro (Avante) e Marquinhos (União Brasil). O primeiro conta como apoio declarado do atual presidente Paulo Victor e liderar um bloco compostos por cerca de 20 dos 31 parlamentares.

Com o adiamento, Marquinhos, que lidera uma grupo de dez vereadores, ganha tempo para tentar reverter a desvantagem numérica, tarefa considerada de extrema dificuldade devidos a apoios declarados em favor do adversário.

A nova data será consolidada pelo plenário da Câmara, que apreciará uma proposta de alteração na Lei Orgânica do Município. A iniciativa pretende formalizar o entendimento do STF, que estabelece que as eleições internas para o biênio subsequente só podem ocorrer a partir de outubro do último ano do mandato em vigor.

  • Jorge Vieira
  • 11/dez/2025

Polícia Federal deflagra operação contra fraude milionária no INSS no Maranhão

Nesta quinta-feira (11/12), a Polícia Federal deflagrou a operação Amparo Forjado, com o objetivo de combater crimes contra o sistema previdenciário, em São Luís/MA.  Foi cumprido um mandado de busca e apreensão e, também, foram autorizados o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e a realização de auditoria pelo INSS nos benefícios suspeitos.

As investigações, iniciadas em abril de 2024, revelaram a atuação de um grupo criminoso especializado em aliciar idosos vulneráveis, inclusive pessoas em situação de rua, para que se passassem por beneficiários do INSS. Para viabilizar a fraude, eram confeccionados novos documentos de identificação com as fotos desses idosos, permitindo enganar instituições bancárias e realizar saques indevidos de benefícios.

De acordo com cálculos da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), o prejuízo inicial, referente a sete benefícios assistenciais identificados, é estimado em R$ 1,45 milhão.. Esses valores, contudo, podem aumentar após a análise do material apreendido.

As investigações prosseguem na Justiça.

  • Jorge Vieira
  • 10/dez/2025

Carlos Lula critica violência no Congresso e repudia projeto que reduz penas de condenados do 8 de janeiro

O deputado estadual Carlos Lula (PSB) repudiou, nesta quarta-feira (10), os episódios de violência registrados no Congresso Nacional e criticou a aprovação do substitutivo ao PL 2.162/2023, que reduz penas de envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Em discurso na Assembleia Legislativa, Lula afirmou estar “profundamente envergonhado” com a agressão a deputados, jornalistas e assessores. “Pelo menos 4 ou 5 deputados foram violentados pela polícia legislativa, o mesmo aconteceu com a imprensa que tentava cobrir esses fatos, o mais completo absurdo”, disse.

O parlamentar classificou como “absurda” e “ditatorial” a atuação do presidente da sessão, Hugo Mota (Republicanos), durante a retirada do deputado Glauber Braga (PSOL). “Ele resolveu de maneira completamente despropositada o incidente”, afirmou Lula, que também criticou o corte da transmissão da TV Câmara.

Sobre o projeto aprovado, ele acusou o Congresso de tentar beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Tudo para tentar salvar, para tirar da cadeia, o senhor Jair Bolsonaro, o ex-presidente do país. O maior covarde que já presidiu esse país”.

Lula encerrou dizendo que o episódio representa “um dos dias mais tristes da República” e pediu reação do Senado e da sociedade. O deputado é autor do PL 1/2024, que impede condenados pelos atos de 8 de janeiro de contratar com o poder público estadual.

  • Jorge Vieira
  • 10/dez/2025

Pesquisa Econométrica para o governo do estado aponta liderança de Orleans

Uma nova pesquisa contratada pelo Portal Imirante, divulgada nesta quarta-feira (10) aponta a liderança do secretário de Assuntos Municipalista do Governo, Orleans Brandão (MDB), sobrinho do governador Carlos Brandão (sem partido), liderando a corrida ao Palácio dos Leões com 34,7% das intenções de voto, seguido pelo prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD), que aparece com 27,9%, no cenário estimulado. O instituto ouviu 1.365 eleitores nos dias 3 e 6 de dezembro, tem intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos.

Segundo o levantamento do Econométrica, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio (Novo), tem 17,1% e o vice-governador, Felipe Camarão (PT), 8,5%. Pelo que revelaram os números de mais esta sondagem juntos aos eleitores do estado, a sucessão do governador Carlos Brandão continua completamente aberta ao tempo em apresenta uma polarização entre Braide e Orleans, com uma diferença: o prefeito de São Luís continua em silêncio sobre se irá participar ou não da eleição.

Um dado que chama atenção é a rejeição que carrega os quatro pré-candidatos. Neste quesito, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes lidera com 24,1%. O vice-governador Felipe Camarão é rejeitado por 23,1%, o secretário de Assuntos Municipalistas  tem 17,7%. A menor rejeição é do prefeito de São Luís: 7,3%.

O pré-candidato do PT mesmo com todas sofrendo boicote interno de alas que preferem manter a aliança com o governador, mas vem mostrando resiliência em manter  em seu projeto político para 2026 e é considerado uma das prioridades da direção nacional do partido. Ele conta com o presidente Lula e tem campo para crescer, caso seja confirmado como candidato, tendo em seu palanque o presidente que busca a reeleição e possuiu grande serviço Maranhão que sempre lhe deu grande votações.

Outro nome que tem tudo para evoluir é prefeito da capital. Braide, mesmo sem dar qualquer declaração sobre a eleição de 2026, mantem um percentual de intenção de votos que lhe credencia a participar do pleito com todas as condições de trocar o Palácio de La Ravardiere pelo Palácio dos Leões. Fontes ligadas ao prefeito asseguram que ele será candidato e que aguarda apenas o momento adequado para se lançar na disputa.

O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, a exemplo de todas as pesquisas anteriores, apresenta teto baixo, parece não ter fôlego para superar adversário na corrida. O mais correto, na avaliação de analistas que acompanham os bastidores da sucessão, seria compor com o prefeito de São Luís para formação de uma chapa com ele de vice ou candidato ao Senado.

A  pesquisa, embora ainda muto distante da eleição de outubro do ano que vem, no entanto, mostra a força do Palácio dos Leões em reunir estrutura política para dar sustentação à candidatura de Orleans, tornando-o um candidato competitivo.

  • Jorge Vieira
  • 9/dez/2025

Paulo Victor arquiva pedido de impeachment contra Eduardo Braide

O presidente da Câmara Municipal de São Luís (CMSL), vereador Paulo Victor (PSB), determinou, com base em parecer da Procuradoria-Geral da Câmara Municipal (PGCMSL), o arquivamento do pedido de impeachment do prefeito Eduardo Braide (PSD). A denúncia foi protocolada pelo servidor aposentado, Carlos Alberto Machado, na última quarta-feira (3), com acusações de infração político-administrativa e crime de responsabilidade ligadas a cortes salariais de servidores municipais.

Paulo Victor acatou o parecer da Procuradoria da Casa, que recomendou o não recebimento da representação devido à ausência de pressuposto válido para o prosseguimento do procedimento parlamentar, bem como ausência de justa causa para o início da persecução por crime de responsabilidade.

Instabilidade política – De acordo com o chefe do Legislativo, o subsequente arquivamento do caso ocorreu porque o assunto ainda estava sendo debatido na Justiça, o que poderia levar a uma “instabilidade política desnecessária”.

O Judiciário ainda não se pronunciou de forma definitiva sobre este assunto. Diante deste cenário, cabe à Presidência fazer uma ponderação: iniciar o processo de cassação do prefeito por não cumprir uma lei que ainda está pendente de julgamento definitivo pela Suprema Corte é, neste momento, muito temerário”, declarou.

Medida precipitada – O parecer da PGCMSL considera que não havia “qualquer segurança jurídica” para iniciar um processo de cassação no momento. O documento reforçou que “abrir um procedimento tão extremo, sem decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal, seria precipitado e danoso à democracia ludovicense”.

Estamos diante de um tema sensível, complexo, que atingiu diretamente centenas de servidores e suas famílias. Esta Casa atuou para corrigir erros administrativos e proteger carreiras, mas não podemos transformar isso em instrumento de instabilidade institucional”, diz trechos do despacho.

Sem trânsito em julgado – De acordo com a Procuradoria, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) confirmou a constitucionalidade da lei que deu origem ao litígio. Contudo, o caso ainda não foi encerrado, uma vez que o prefeito recorreu mais uma vez ao STF.

Hoje, a lei está sob exame final da Suprema Corte. Não há trânsito em julgado. Sem essa definição, não há como falar em descumprimento deliberado por parte do Executivo. Um processo de cassação, nessas condições, seria irresponsável”, completou Paulo Victor na leitura do relatório.

Cronologia do caso – O conflito teve início em novembro de 2024, quando o Tribunal de Justiça do Maranhão anulou a emenda à Lei Orgânica Municipal que equiparava o teto salarial dos auditores-fiscais, controladores e outras profissões à remuneração dos desembargadores do TJMA.

Com isso, a decisão estabeleceu um novo teto municipal ao subsídio do prefeito reduzindo os vencimentos da categoria de R$ 37,5 mil para R$ 25 mil, que era o valor do salário do chefe do Executivo.

Para tentar compensar a perda de remuneração, os vereadores aprovaram, no mês seguinte, a Lei Nº 7.729/2025, que elevou o salário do prefeito para R$ 38 mil e redefiniu o teto da Administração Municipal. Braide acionou a Justiça, alegando que o reajuste seria indevido e geraria impacto financeiro.

Servidores refutam essa afirmação e alegam que o prefeito não cumpre leis municipais específicas da carreira e vem descumprindo reiteradas decisões judiciais que reconheceram a constitucionalidade da norma que vigora desde janeiro deste ano.

  • Jorge Vieira
  • 9/dez/2025

Presidente Lula pressiona Fazenda por tarifa zero no transporte e sinaliza bandeira da campanha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que o Ministério da Fazenda acelere os estudos sobre o programa Tarifa Zero no transporte de ônibus urbanos. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, a intenção é apresentar a proposta como uma das vitrines da candidatura à reeleição em 2026, ainda que sua implementação antes do pleito seja inviável pelas restrições da Lei Eleitoral.

Atualmente, 138 cidades brasileiras já adotam o passe livre. No Planalto, a avaliação é de que o tema deve figurar entre as prioridades da plataforma petista, ao lado de medidas como a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil — já aprovada no Congresso — e a revisão da jornada de trabalho 6 por 1.

O ministro das Cidades, Jader Filho (MDB), afirmou que o atual formato de financiamento do transporte coletivo está esgotado. “O atual modelo, em que o usuário paga 100% da tarifa, não fica mais de pé”, disse. Ele defendeu uma construção conjunta com governadores e prefeitos. “Precisamos ter uma solução compartilhada com Estados e municípios porque cada um tem de entrar com sua parte. É necessário um pacto pelo País”, completou.

Jader explicou que a equipe econômica analisa diferentes cenários para identificar um caminho possível. “O Brasil não pode mais adiar essa discussão”, destacou o ministro, que deixará o cargo em abril de 2026 para disputar vaga na Câmara pelo MDB.

Embora a ideia avance politicamente, falta ao governo identificar fontes de financiamento. “A questão é: como ter transporte público de qualidade sem ter fonte de financiamento?”, questionou Jader Filho. Prefeitos de capitais, como Ricardo Nunes (MDB), de São Paulo, já foram procurados sobre possíveis parcerias, mas o custo total da implementação ainda não está definido. Só na capital paulista, por exemplo, a fatia federal poderia chegar a R$ 3 bilhões.

O desenho debatido prevê que a União cubra a parte do custo correspondente aos passageiros, enquanto as empresas destinariam a um fundo o valor gasto com vale-transporte. As prefeituras manteriam seu atual nível de aporte. No entanto, o modelo depende da conclusão dos estudos econômicos.

No Congresso, o deputado Jilmar Tatto (PT-SP), vice-presidente do partido, apresentou um projeto de lei que prevê tarifa zero em todo o País. Ex-secretário municipal de Transportes em São Paulo, Tatto defende uma implantação gradual conforme a disponibilidade de recursos. Um estudo da Universidade de Brasília (UnB), entregue ao parlamentar, estima em R$ 80 bilhões por ano o custo para zerar a tarifa nacionalmente, beneficiando cerca de 160 milhões de pessoas. “Vou levar esse estudo para o presidente”, disse.

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