247 – Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) interpretam as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como parte de uma estratégia para permitir que Jair Bolsonaro (PL) fuja do Brasil sob a justificativa de perseguição política, informa Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.
Segundo relataram aliados de Bolsonaro ao próprio Supremo, ele estaria em “estado de pânico” diante da possibilidade concreta de prisão, e seu histórico reforça essa hipótese, lembram os magistrados. Entre os sinais observados, está a estadia de Bolsonaro por duas noites na embaixada da Hungria, após ter o passaporte apreendido.
Trump intensifica defesa de Bolsonaro – Donald Trump tem reforçado publicamente sua defesa a Bolsonaro, com discursos carregados de acusações falsas ao sistema de justiça brasileiro. Na quarta-feira (9), Trump escreveu em sua rede social: “deixem o grande ex-presidente do Brasil em paz. Caça às bruxas!!!”. Três dias antes, já havia publicado: “eu tenho assistido, assim como o mundo, como eles não fizeram nada além de ir atrás dele, dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano! Ele não é culpado de nada, exceto por ter lutado pelo povo”.
Segundo ministros do STF, essas falas de Trump sinalizam a montagem de um cenário de “asilo político”, no qual Bolsonaro seria apresentado como alvo de perseguição, criando assim as condições para um eventual acolhimento legal nos Estados Unidos.
A avaliação do Supremo considera o passado de Bolsonaro, que indica uma tentativa de escapar de processos judiciais. Em dezembro de 2022, antes mesmo do fim de seu mandato, o ex-presidente viajou para os Estados Unidos, alegando um “pressentimento” de que poderia enfrentar problemas no Brasil — como ele próprio admitiu posteriormente.
A relação com o governo da Hungria, liderado pelo ultradireitista Viktor Orbán, também foi lembrada pelos ministros. Após ter o passaporte retido pela Polícia Federal, Bolsonaro passou duas noites hospedado na embaixada húngara em Brasília, o que também foi visto como um possível ensaio de fuga.
Réu por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro está sujeito à adoção de medidas cautelares para garantir o cumprimento de eventual pena. Estas medidas estão previstas no ordenamento jurídico brasileiro e têm como objetivo garantir a efetividade do processo penal e a aplicação da lei. As medidas cauterales incluem: prisão preventiva, proibição de ausentar-se da comarca ou do país, recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana, cancelamento ou apreensão de passaporte e inserção do nome em listas de controle migratório.
A decisão do presidente do Estados Unidos Donald Trump impor tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, anunciado nesta quarta-feira (9) e que passará a vigorar a partir de primeiro de agosto, foi prontamente repudiada pela senadora Eliziane Gama (PSD).
A senadora maranhense seguiu a linha de pensamento do presidente Lula ao afirmar que o Brasil não aceita tutela de ninguém, que tem lei e pede respeito ao povo brasileiro.
“A taxação imposta por Trump é uma agressão sem precedentes a nossa soberania. Temos leis, Constituição, instituições. Temos o povo brasileiro, altivo, independente e que näo aceita tutela de quem quer seja. Respeite o Brasil. Respeite nossa democracia e nossa soberania’ disse Eliziane em sua rede social.
O anúncio de Trump, que pegou o país de salpresa, veio acompanhado de uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicada horas após a cúpula dos BRICS no Rio de Janeiro, que revelou as intenções do líder americano. Nela, Trump acusa o Brasil de práticas comerciais “injustas” e critica o Supremo Tribunal Federal (STF) por ações contra Jair Bolsonaro, chamando-as de “caça às bruxas”.
A tarifa de 50%, segundo ele, é uma resposta a supostos ataques à liberdade de expressão e à soberania comercial americana, além de uma punição à postura brasileira no cenário mundial.
No documento, o político da extrema-direita norte-americana também resolveu sair em defesa de Jair Bolsonaro (PL), réu no inquérito da trama golpista, conduzido pelo Supremo Tribunal Federal no Brasil.
Na prática, a iniciativa de Trump está sendo vista como uma tentativa de interferência no processo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro responde por comandar a tentativa fracassada de golpe após perder as eleições de 2022.
Os dois principais nomes do Congresso Nacional enfrentam forte desgaste perante a opinião pública, segundo a mais recente rodada do relatório Latam Pulse, parceria entre AtlasIntel e Bloomberg. O levantamento revela que Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, e Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, são os líderes com as piores avaliações entre os 16 nomes analisados.
A pesquisa, realizada entre os dias 27 e 30 de junho de 2025 com 2.621 brasileiros adultos, mostra que apenas 3% dos entrevistados têm uma imagem positiva de Alcolumbre, enquanto 75% manifestam percepção negativa, resultando em um saldo de imagem de -72 pontos percentuais (p.p.) — o pior entre todos os avaliados. Já Hugo Motta registra 4% de imagem positiva e 74% de negativa, com um saldo de -70 %.
Outros líderes com desempenho frágil, embora não tão dramático quanto o de Alcolumbre e Motta, foram Ciro Gomes (24% positivo, 62% negativo, saldo de -38 p.p.) e Ronaldo Caiado (25% positivo, 53% negativo,

A pesquisa seguiu metodologia de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR), com margem de erro de ±2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Na manhã desta quarta-feira (9), o presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Paulo Victor (PSB), concedeu entrevista ao quadro Bastidores, do Bom Dia Mirante, da TV Mirante. Durante a conversa, o parlamentar confirmou sua pré-candidatura a deputado estadual e fez um balanço do momento vivido pela Casa, destacando a relação com o Executivo e a importância da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Ao comentar sobre a LDO, Paulo Victor ressaltou que a Câmara está cumprindo rigorosamente todos os prazos constitucionais, demonstrando responsabilidade e compromisso com a cidade. “A LDO é o instrumento que define critérios e metas para a elaboração do orçamento anual da cidade. Tivemos o cuidado de realizar audiências públicas com todos os atores envolvidos: a Prefeitura, a Câmara e, principalmente, o povo. A expectativa é aprovar hoje, com responsabilidade, esse importante instrumento de planejamento”, afirmou.
Segundo o presidente, há uma previsão de superávit de cerca de R$ 600 milhões, o que aumenta ainda mais a necessidade de planejamento criterioso e técnico, sempre com foco nas prioridades da população.
Harmonia entre os Poderes
Questionado sobre a relação entre Executivo e Legislativo, Paulo Victor fez questão de destacar a melhoria no diálogo entre os poderes e defendeu uma atuação conjunta em favor da cidade.
“A harmonia nasce do povo. Quando a gente escuta a população e compreende as necessidades reais, é natural que Câmara e Prefeitura atuem como auxiliares uma da outra. O papel da Câmara é colaborar com o Executivo para garantir políticas públicas de qualidade. Nunca seremos um obstáculo ao desenvolvimento da cidade”, afirmou.
Ele destacou ainda que tem exercido a presidência com presença e organização, focado na coletividade e na construção de consensos dentro da Casa.
Pré-candidatura a deputado estadual
Na entrevista, Paulo Victor confirmou publicamente sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa do Maranhão. Ele destacou que vai aguardar a movimentação do presidente estadual do PSB, o governador Carlos Brandão, para definir diretrizes partidárias visando as eleições de 2026. Ele lembrou que, no pleito do ano passado, a sigla saiu como a maior bancada da Câmara Municipal.
“Então, de fato, eu aguardo este movimento, essa diretriz do PSB, pra que a gente coloque o nosso nome para a pré-candidatura a deputado estadual”, finalizou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com margem confortável os cenários de primeiro turno e vence todos os possíveis adversários em simulações de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026, segundo a pesquisa Latin America Pulse – Junho 2025, realizada pelo instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg Línea.
O levantamento foi feito entre os dias 27 e 30 de junho, com 2.621 entrevistados em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Os números indicam ampla vantagem de Lula frente a nomes da direita como Tarcísio de Freitas (Republicanos), Michelle Bolsonaro, Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União), Ratinho Jr. (PSD) e Eduardo Leite (PSDB).
Lula vence com vantagem no 2º turno – A pesquisa também simulou cenários de segundo turno, sempre com Lula como candidato do campo progressista. Em todos eles, o presidente sairia vitorioso:
Mesmo nos cenários mais apertados — contra Tarcísio e Michelle — Lula aparece na frente. A vantagem cresce de forma expressiva diante de nomes menos consolidados no cenário nacional, como Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e Ratinho Jr.
Bolsonaro fora da disputa – Embora o nome de Jair Bolsonaro ainda apareça em alguns recortes da pesquisa, o ex-presidente deve ser desconsiderado como candidato viável em 2026. Ele foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030 e está prestes a ser preso por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. (247)
Uma pesquisa realizada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (8), revelou que o presidente Lula recuperou sua popularidade, atingindo o maior patamar do ano de 2025.
A aprovação do presidente subiu 2% em relação a maio, batendo 47,3%, enquanto a desaprovação caiu na mesma proporção, chegando a 51,8%.
O estudo foi realizado entre 27 e 30 de junho, logo após a votação do IOF na Câmara dos Deputados, estopim da mobilização “Congresso Inimigo do Povo”, que ganhou ainda mais tração nas redes sociais na primeira semana de julho, período fora do escopo do levantamento.
A pesquisa se alinha com a informação dos trackings internos do governo, que verificaram aumento da popularidade após a campanha nas redes.
Além disso, a imagem negativa do ministro Fernando Haddad caiu 5%, e sua avaliação positiva aumentou 3%, alcançando 45% de aprovação e 51% de rejeição.
Enquanto o governo federal é apontado como a instituição mais confiável entre as pesquisadas (52%), o Congresso Nacional possui a confinaça de apenas 8% da população e rejeição de 90% dos brasileiros.
Enquanto Lula tem 47% de aprovação e 53% de rejeição, Hugo Motta tem apenas 4% de aprovação (com 74% de rejeição) e Davi Alcolumbre tem apenas 3% (com 75% de rejeição), reforçando o desprezo da população brasileira pelos líderes do Congresso Nacional.
Em cenários eleitorais para 2026, Lula lidera com folga em primeiro turno contra Tarcísio de Freitas (44,6% contra 34%) e Michele Bolsonaro (45% contra 30,4%).
No segundo turno, Lula venceria todos os candidatos, exceto Jair Bolsonaro (PL), que lidera por 0.6%, em um empate técnico.
A pesquisa ouviu 2.621 adultos entre 27 e 30 de junho, com margem de erro de 2%.;
São cada vez mais evidentes os sinais de que o governador Carlos Brandão (PSB) está decidido a permanecer no comando do estado até o final do mandato para tentar fazer seu sucessor. Fontes parlamentares ligadas ao governo já dão como certa a candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB) e não veem qualquer possiblidade do vice Felipe Camarão (PT) ser candidato ao Governo do Estado com o apoio do Palácio dos Leões.
Sem a máquina do governo ou apoio total do PT, onde uma banda não quer ouvir falar em se afastar do governo e perder seus empregos, a pré-candidatura do ex-secretário de Educação começa subir no telhado, a não ser que haja uma reviravolta e o diretório nacional do PT, agora comandado por Edinho Silva, eleito no final de semana com o voto de Camarão, decida intervir a seu favor.
Ao optar pela permanência no mandato, Carlos Brandão abre mão de disputar uma das duas cadeiras que estarão em disputa no Senado para apostar todas as fichas na candidatura do sobrinho Orleans, que aparece em terceiro lugar em todas as pesquisas realizadas pelos mais diversos institutos, apesar do volume da pré-campanha e dos anúncios de adesões da classe política, sendo a última do presidente do partido Republicanos, deputado federal Aluísio Mendes.
Camarão está sozinho, seu líder, o ex-governador Flávio Dino, hoje é ministro do Supremo Tribunal Federal, em nada pode lhe ajudar politicamente, a constituição não permite, o grupo considerado dinista não tem lastro suficiente para lhe garantir competitividade e dos três partidos que integram a Federação Brasil da Esperança, apernas o PCdoB poderia lhe servir de abrigo para disputar a eleição.
Para complicar ainda mais a crise que abala a estrutura da aliança governista, Brandão in iniciou a “caça as bruxas”, demitindo uma série de representantes do PCdoB, as secretarias que ainda estão sob o comando do partido estão completamente esvaziadas e no plenário da Assembleia Legislativa os apelos da base governista é para que os comunistas entreguem os cargos que ocupam.
O problema é que o PCdoB deseja que Brandão demita os secretários indicados pelo partido e coloque em sua testa o carimbo de traidor, algo que o governador não estaria disposto.