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  • Jorge Vieira
  • 16/nov/2011

Planalto já discute com PDT saída de Lupi

Novas suspeitas levam integrantes do governo a cogitar para os próximos dias substituição antes prevista para janeiro
Até presidente da sigla de Lupi diz enxergar ‘fatos contraditórios’ em versão de ministro sobre carona em jato particular
Líderes do PDT, partido do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, já começaram a discutir com o Palácio do Planalto o rito para sua substituição na Esplanada.
 
Segundo a Folha apurou, novas suspeitas sobre o ministro levaram integrantes do Planalto a prever sua saída ainda nesta semana.
 
Emissários da presidente Dilma Rousseff avisaram a dirigentes da legenda, como o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SP), que o governo estuda fazer a troca de Lupi antes da reforma ministerial programada para janeiro de 2012.
 
Ontem Dilma tratou do assunto em jantar com o presidente do PT, Rui Falcão, e com os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais). E convocou para hoje cedo reunião de sua coordenação política.
 
A situação de Lupi se agravou após um site do Maranhão divulgar imagens que contrariam a versão de que ele não teria usado, em 2009, um avião providenciado por Adair Meira, dono de ONGs com convênios com a pasta, alguns sob suspeita.
 
O ministério havia dito que Lupi se deslocou em um avião modelo Seneca. A foto o mostra, entretanto, descendo de uma aeronave modelo King Air, a mesma que, segundo a “Veja”, teria sido providenciada por Meira.
 
Ontem o site da revista divulgou vídeo com imagens de Meira participando do evento com Lupi. O empresário também contradisse o pedetista, afirmando que o ministro o conhece bem.
 
O presidente interino do PDT, André Figueiredo, disse à Folha que existem “fatos contraditórios” na história do uso do avião e da relação com Meira. “Precisamos ouvir da boca do ministro e a versão do PDT do Maranhão. Precisamos fechar todas as explicações para que não paire nenhum tipo de dúvida”, disse.
 
Outro sinal de possível desembarque do PDT foi a desistência do ministro de realizar reunião da direção da legenda no sábado.
 
Líderes oposicionistas voltaram a cobrar ontem a demissão do pedetista.
(CÁTIA SEABRA, NATUZA NERY E ANDRÉIA SADI)

  • Jorge Vieira
  • 16/nov/2011

Receita deposita R$ 1,5 bi do penúltimo lote de restituição do IR

A Receita Federal depositou nesta quarta-feira (16) o penúltimo lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física 2011. Praticamente todas as pessoas que não tiveram pendências, mas deixaram a entrega para os últimos dois dias, estão incluídas nesse lote.
Ao todo, serão depositados R$ 1,5 bilhão para 1.219.136 contribuintes. Para o exercício de 2011, serão creditadas restituições para 1.155.493 contribuintes, totalizando R$ 1.397.532.413,25, com correção de 6,81 %. De acordo com a Receita, 9.031 contribuintes estão no lote conforme o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741).
De 2010, serão creditadas restituições para 36.711 contribuintes, totalizando R$ 64.396.948,07, com correção de 16,96 %, e de 2009, para 15.600 contribuintes, totalizando R$ 23.948.869,03, corrigidos em 25,42 %. Do lote residual de 2008, serão creditadas restituições para 11.332 contribuintes, totalizando R$14.121.769,65, com correção de 37,49 %.

Ainda não recebeu a restituição?

Se você tem direito à restituição e até agora não teve o dinheiro depositado, pode significar que sua declaração esteja com alguma inconsistência.
Para facilitar a vida do contribuinte, a Receita disponibiliza, em sua página na internet, a ferramenta de autorregularização, que permite à pessoa acompanhar o processamento da sua declaração de imposto de renda, verificar a existência de pendências e corrigir eventuais dados incorretos.
(Com informações de Infomoney e Agência Brasil)

  • Jorge Vieira
  • 15/nov/2011

Dono de ONG desmente Lupi e afirma que viajou com o ministro em avião particular durante compromisso oficial

‘Eu viajei com o ministro num trecho, isso eu confirmo’, diz Adair Meira, da Pró-Cerrado.

LEANDRO COLON / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo
O dono da entidade Pró-Cerrado, Adair Meira, disse em entrevista ao Estado na noite de ontem que viajou com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, num avião particular durante visita oficial a cidades maranhenses em dezembro de 2009. “Eu viajei com o ministro num trecho, isso eu confirmo”, afirmou.
Carlos Lupi desembarca de King Air usado na viagem ao Maranhão em dezembro de 2009 - grajaudefato.com.br
grajaudefato.com.br
Carlos Lupi desembarca de King Air usado na viagem ao Maranhão em dezembro de 2009
A confirmação desmente a declaração dada pelo ministro à Câmara dos Deputados na semana passada de que não conhecia o dono da Pró-Cerrado nem voara com ele. “Nunca andei em jatinho de Adair, não o conheço. Não tenho nenhum tipo de relação com ele”, afirmou Lupi. Ao Estado, Adair Meira foi categórico: “O ministro está confuso em dar esta declaração”.
O voo compartilhado por Lupi com Adair, um empresário-ongueiro que mantém contratos suspeitos justamente com a pasta comandada pelo presidente licenciado do PDT, coloca o ministro em rota de colisão com o Congresso e com o Planalto.
O dono da Pró-Cerrado afirmou ao Estado que indicou a aeronave a ser alugada para a viagem, mas negou que tenha arcado com os custos. “Eu não paguei. Eu indiquei a companhia”, disse. O avião King Air usado na viagem foi alugado numa empresa de táxi aéreo de Goiânia, sede da entidade Pró-Cerrado.
Adair disse que atendeu a um convite do ex-secretário de Políticas Públicas de Emprego Ezequiel Nascimento para ir de Brasília a Grajaú, no Maranhão, em dezembro de 2009. O tour que reuniu ministro, assessores e o empresário foi para promover um programa do ministério de qualificação profissional. Segundo o empresário, o ministro Carlos Lupi não estava no voo desde de Brasília. “Eu viajei com o ministro, acredito, no trecho entre Imperatriz e Timon”, disse o dono da Pró-Cerrado, entidade que já recebeu R$ 13,9 milhões do Ministério do Trabalho e é suspeita de desvio de recursos.
Adair confirmou que, além de Lupi, estavam na aeronave o ex-governador do Maranhão Jackson Lago (já falecido), Ezequiel Nascimento e Weverton Rocha, ex-assessor de Lupi.

  • Jorge Vieira
  • 15/nov/2011

Weverton Rocha diz que empresa emprestou avião para Lupi

Segundo ex-assessor, aeronave foi cedida em ‘gesto político’, não como favor
Casa Civil já pediu explicação a ministro sobre o caso; em meio à crise política, Lupi passa feriado recluso
ANDRÉIA SADI
CATIA SEABRA
  
Ex-assessor do Ministério do Trabalho, o deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA) disse que seu partido “arrumou” um avião “cedido” por uma empresa do município de Imperatriz para deslocamento de Carlos Lupi durante viagem em 2009.
 
“A logística montada no Maranhão foi de responsabilidade de políticos regionais. Em momento algum eu dei valores e disse que foi pago pelo PDT.”
 
De acordo com a revista “Veja”, Lupi fez uma viagem oficial no Maranhão em dezembro de 2009 a bordo de um avião do empresário Adair Meira, que controla duas ONGs beneficiárias de convênios com o ministério no valor de R$ 10,4 milhões.
 
A revista diz que o voo custou R$ 70 mil, o que o deputado nega. O Ministério do Trabalho divulgou nota atribuindo ao PDT a responsabilidade pelo avião usado na viagem. Disse ainda que Lupi cumpriu “agendas oficiais e partidárias”.
 
“O partido arrumou [o avião] com os aliados locais. Eles [empresa] cederam o avião, isso não é favor, é gesto político de aliado”, afirmou Rocha. Ele diz que espera conseguir o plano de voo da viagem até amanhã.
 
O presidente do PDT no Maranhão, Igor Lago, afirmou que vai levantar a prestação de contas de 2009 e 2010 do diretório.
 
Em meio à crise política, o ministro convocou o Diretório Nacional do PDT para uma reunião no sábado.
 
Segundo um integrante da cúpula do PT, a influência de Lupi sobre o partido é um de seus poucos trunfos.
 
O presidente da sigla, André Figueiredo, disse que o ministro quer dar explicações e compartilhar com as direções do partido o “desgaste”.
 
Na avaliação de petistas, porém, a situação de Lupi é tão delicada que ele não deverá sobreviver à reforma ministerial do começo do ano, caso resista até lá.
 
Ontem, Lupi conversou com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que pediu a ele explicações sobre o caso do avião.
RECLUSÃO
 
Após uma semana de declarações polêmicas, Lupi também resolveu submergir. Desde sexta-feira, ele está recluso no Rio de Janeiro.
 
A estratégia foi adotada por toda a equipe de assessores do ministério, que se recusou a atender as ligações da Folha nos últimos dias.
 
Lupi disse na semana passada que só sairia do ministério “abatido a bala”. Repreendido pelo Planalto, pediu desculpas públicas. Ele deve voltar a Brasília amanhã.

  • Jorge Vieira
  • 15/nov/2011

Ministro ajudou aliado a criar sindicatos-fantasmas

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, concedeu registro a sete sindicatos patronais no Amapá para representar setores da indústria que, segundo o próprio governo local, não existem no Estado, informa reportagem de Andreza Matais e José Ernesto Credendio, publicada na Folha desta terça-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Os certificados saíram a pedido do deputado Bala Rocha (PDT-AP), dirigente do partido de Lupi, que afirma ter se valido da proximidade partidária com o ministro.
As certidões foram dadas pelo ministério em abril e agosto de 2009 e levam a assinatura de Lupi, ao lado da inscrição “certifico e dou fé”, e do então secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio de Medeiros.
O ministério diz que não atendeu a interesses políticos para conceder o registro aos sete sindicatos do Amapá e que seguiu os “procedimentos previstos nos normativos legais que tratam da matéria”. 
Editoria de Arte/Folhapress

  • Jorge Vieira
  • 14/nov/2011

Sarney não larga o saco de Lula nem no hospital

Após ter sido salvo por Lula do ostracismo político lhe imposto por Fernando Henrique Cardoso, no segundo mandato, Sarney virou devoto do ex-presidente petista.
Desde que Lula se internou para o tratamento do câncer na laringe, “Madre Superiora” tem ligado religiosamente todos os dias para saber com vai a saúde do homem que o fez ressurgiu  das cinzas e o transformou num político “incomum”.
Selecionei duas notas publicadas hoje pela coluna “Painel”, da Folha. Uma falando da assiduidade de Sarney notelefone com Lula e outra sobre a incursão do ministro Lupi e sua tropa pelo interior do Maranhão num avião pago por dono de ONG.      
“Assíduo Lula conta aos que o visitam que, desde o anúncio de sua doença, recebe telefonemas diários de José Sarney. Na sexta-feira passada, o presidente do Senado foi a São Bernardo do Campo.
tiroteio
“De tanto peso, tanta bala perdida e tanto esforço para permanecer no cargo, apesar das contradições, acho que a memória do ministro do Trabalho foi embora.”
DO SENADOR AGRIPINO MAIA (DEM-RN), sobre Carlos Lupi haver negado em audiência no Congresso qualquer relação com Adir Meira, dono de rede de ONGs, com quem viajou pelo interior do Maranhão.

  • Jorge Vieira
  • 14/nov/2011

O ato de aprender e ensinar, questão de ética

Malvina Tuttman
O Enem já se mostrou exitoso; o que está hoje em discussão, portanto, é o comportamento que fere a ética de profissionais que se intitulam educadores
Pensar o significado da educação implica ir além de uma observação simplista, fragmentada, que se ocupa, apenas, em analisar partes do processo educacional.
 
É necessário reeducar o modo de olhar e perceber os princípios e os valores que estão subjacentes às práticas em exercício nas instituições de ensino. Refiro-me, especialmente, à questão da ética.
 
Paulo Freire, em suas obras “Pedagogia da Autonomia” e “Pedagogia da Indignação”, de modo incisivo, aborda essa temática denominada por ele de ética universal.
 
Freire aponta que os educadores devem exercitar uma “ética inseparável da prática educativa”. Esse exercício deve se concretizar no cotidiano, na prática diária.
Ainda, segundo o autor, é preciso que o educador possa “testemunhá-la (a ética), vivaz, aos educandos”. Fortalecida por suas palavras, indago-me: o que estará pautando o ato de ensinar e aprender em nossas escolas?
 
O fato isolado da apropriação indevida de questões sigilosas de um exame nacional me faz, enquanto educadora, refletir sobre a atualidade dos pensamentos de Paulo Freire em relação a essa atitude.
 
Onde estão os princípios da solidariedade? O fortalecimento do espírito público? Será que a ética do mercado, já denunciada por Freire, que se atrela a interesses pessoais de uma pequena parcela da sociedade brasileira, está se sobrepondo à dignidade que deve pautar a ética universal defendida por ele?
 
Tão importante quanto avaliar todo o processo de elaboração ou aplicação de um exame ou algo similar é rever as atitudes, as formas de agir de educadores. Isso também deve ser pautado pela sociedade.
 
Que cidadãos estamos formando quando expomos centenas de estudantes ao constrangimento de receber e ocultar informações privilegiadas? Queremos que valores como a mentira e a fraude façam parte dos ensinamentos às futuras lideranças do nosso país?
 
É gratificante saber, entretanto, que, apesar de possíveis influências negativas, jovens de 16, 17 anos já têm presentes em sua formação a preocupação com o outro, com o respeito à verdade. Pude perceber isso quando alunos, indignados, procuraram o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) sem receio de expor livremente a verdade.
 
Nesse momento, senti a força de outro tipo de educação, que vai além da escolar: a educação familiar. É preciso, mais do que nunca, fortalecer a eticidade. O currículo de nossas escolas deve considerar mais que conteúdos acadêmicos.
 
O nosso compromisso como educadores é o de agir coerentemente com princípios éticos. Paulo Freire nos ensina que a conduta do professor educa mais do que a simples abordagem conteudista.
 
Como diz Freire, “a força do educador democrata está na sua coerência exemplar: ela que sustenta sua autoridade. O educador que diz uma coisa e faz outra, eticamente irresponsável, não é só ineficaz: é prejudicial”.
 
Como professora há mais de 40 anos, posso afirmar que o que ocorreu em Fortaleza é um caso isolado. Porém, precisamos ficar atentos ao que está acontecendo. Todos somos responsáveis. Não deixemos que mudem o foco do real significado dessa lamentável realidade.
 
O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que ocorreu nos dias 22 e 23 de outubro, acompanhado por toda a sociedade, já se mostrou exitoso, tanto do ponto de vista pedagógico como operacional.
 
O que está em questão não é o Enem, e sim o comportamento que fere a ética de profissionais que se intitulam educadores.
 
O Inep tem a clareza de que é preciso, cada vez mais, aprimorar todo o processo. Ainda há muitas questões a serem aprofundadas, e esse instituto está pronto para a tarefa.
MALVINA TUTTMAN é presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Foi reitora da Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro).
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.debates@uol.com.br

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