Em
Macapá, uma frente partidária, que uniu PSOL, DEM e PSDB, derrotou o
atual prefeito, Roberto Góes (PDT), que tinha o apoio de Sarney. Góes
perdeu para Clécio Luís (PSOL), que tinha o apoio do senador Randolfe
Rodrigues (PSOL), por uma diferença de apenas 1% dos votos.
Góes
foi preso durante a Operação Mãos Limpas da Polícia Federal, em 2010, e
passou dois meses na Penitenciária da Papuda, em Brasília. Ele fazia
campanha sob uma restrição judicial que o impedia de frequentar bares e
restaurantes à noite e sair do Estado sem autorização de um juiz –
notícia que levou à censura deste blog.
Na capital do Maranhão,
São Luís, o candidato da governadora Roseana Sarney (PMDB) – seu
vice-governador, Washington Oliveira (PT) – acabou em quarto lugar,
ficando de fora do segundo turno.
Além disso,
Sarney foi
derrotado em três, das quatro maiores cidades maranhenses: Imperatriz,
Caxias e Timon. Venceu apenas em São José de Ribamar, onde reelegeu o
prefeito Gil Cutrim (PMDB).
O resultado da eleição no Maranhão
mostra que o domínio político da oligarquia foi mantido basicamente nos
pequenos municípios, os chamados grotões. Das 38 cidades com menos de 10
mil habitantes, os sarneyzistas comandam 31.
Principal adversário
político do clã Sarney no Maranhão, o presidente da Embratur, Flávio
Dino (PCdoB), foi um dos articuladores da campanha que levou o deputado
federal Edivaldo Hollanda Júnior (PTC) a vencer o grupo Sarney em São
Luís. Hollanda desbancou o prefeito João Castelo (PSDB), que obteve o
apoio informal dos Sarney no segundo turno.
Para Flávio Dino, o quadro eleitoral mostra que o clã Sarney vivencia uma perda de poder.
“Há,
de fato, um declínio de um estilo de política, de um modelo oligárquico
e concentrador de poder. Temos agora um jogo menos previsível, várias
forças políticas emergentes, e isso é bastante saudavel”, afirma.
Para
ele, dois fatores levaram à derrota dos Sarney na capital e nas
principais cidades do Estado: um anseio do eleitorado pela renovação do
quadro político e o desgaste de um grupo que se perpetua no poder.
“Há
um movimento nacional de pluralização do jogo político, de maior
horizontalidade, que chegou ao Maranhão para ficar. O Sarney conseguiu
durante algum tempo um domínio absoluto e isso implicava a exclusão de
outras possibilidades. A batalha política era programada a partir da
perspectiva deles. Quem será o candidato que vai enfrentar o grupo
Sarney? Era um jogo em que havia uma previsibilidade muito alta, você
sabia mais ou menos o que ia acontecer: o candidato do grupo ia ser a
Roseana ou o (Edison) Lobão (ministro de Minas e Energia), e alguém da
oposição ia tentar enfrentá-los. Durante duas ou três décadas foi
assim”, avalia.
Outra consequência da eleição em São Luís foi a
divisão do PT: a maioria dos militantes ficou com Hollanda, enquanto uma
minoria apoiou o candidato da sigla, o vice-governador de Roseana. Com
isso, o PT deverá seguir dividido no Estado: representantes do grupo que
fechou com Hollanda deverão ter espaço na Prefeitura, enquanto uma
minoria ficará com o grupo Sarney, controlando cargos no governo
estadual.
Com esse resultado eleitoral, o grupo de Sarney
atravessa um vácuo político para a disputa ao governo em 2014.
Governando o Estado pela quarta vez, Roseana – que se reelegeu em 2010 –
não poderá concorrer novamente. O nome tido como natural, do ministro
de Minas e Energia, Edison Lobão, começa a ser questionado e Roseana
estuda lançar Luís Fernando Silva, seu secretário da Casa Civil.
Flávio
Dino, que perdeu para Roseana no último pleito, é apontado como
pré-candidato ao governo como o nome de oposição ao clã. “Não tenho
receio de negar isso. Há um movimento de renovação no Estado e de
tentativa de superar o mando absoluto do grupo Sarney”.
Por ora,
Dino se movimenta com o apoio de uma ampla frente política, cuja coluna
vertebral é a aliança que levou Hollanda ao poder: PCdoB, PDT, PSB e a
dissidência do PT.
João Bosco Rabello, Estadão.com
A Caema mais uma vez dá prova de que quem for contar com a saúde pública vai entrar pelo cano.
A Companhia, que é vinculada a secretaria de saúde, assinou mais um contrato com a Unihosp – Serviços de Saúde Ltda. garantindo assistência médica a seus funcionários e dependentes, desta vez com validade de doze meses, ao sintomático preço de R$ 23.508.000,00.
O primeiro contrato assinado em março foi por seis meses e por R$ 10.234.800,00.
E mais uma vez o extrato publicado no Diário Oficial não deixa claro se houve algum tipo de licitação.
O certo é que pagar R$ 23 milhões por um plano de saúde é caso de internação, talvez penitenciária.
Mesmo levando-se em conta o direito a esse privilégio pelo funcionário da Caema, esse valor parece-me absurdo, pois quanto maior o número de funcionários menos se paga, quando esse contrato é assinado pela iniciativa privada.
Enquanto falta água nas casas em São Luís, o que não falta na Caema é ralo…
Veja mais esse contrato com a Unihosp
EXTRATO DE CONTRATO. CONTRATANTE: Companhia de Sa- neamento Ambiental do Maranhão – CAEMA; CONTRATADA: Unihosp Serviços de Saúde Ltda.; CONTRATO – 059/2012-PRJ; OBJETO: Serviços de assistência médica, hospitalar, ambulatorial, exames complementares, serviços auxiliares de diagnóstico e terapia, aos servidores e seus dependentes diretos e indiretos, envolvendo todos os meios de diagnóstico e tratamento, com cobertura no Estado do Maranhão; VIGÊNCIA: 12 (doze) meses a contar da data de recebimento da ordem de serviço; VALOR: R$ 23.508.000,00 (vinte e três mil e quinhentos e oito reais); RECURSOS: Plano Interno MANUTCAEMA, Fonte de Recursos 0218 – Natureza de Despesa 33.90.08 – PROGRAMA – 17.122.0552.4450.0001; ASSINATURA: 03/09/2012; BASE LEGAL: art. 22,I, §1o, art. 23, II, c, §3o e art.38 da Lei 8.666/93; Processo n° 499/2012 – CAEMA. São Luís, 26 de setembro de 2012. CATARINA BOUCINHAS LEAL – Procuradoria Jurídica
A dona e ex-presidente do banco, Kátia Rabello, que é ré no mensalão,
admitiu que teve contatos com Valério e Dirceu sobre a situação do
Mercantil de Pernambuco.
O banqueiro disse, segundo a PF, que em todos os encontros e contatos
telefônicos com Valério “o único assunto discutido era a situação do
Econômico junto ao Banco Central, mas que nunca esteve no órgão na
companhia do empresário mineiro”.
Ainda informou que “as audiências foram concedidas de acordo com o
tratamento usual dispensado a qualquer interessado em reunir-se com
autoridades do BC, tendo sido observada a legislação de regência para
concessão de audiências a particulares”.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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