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  • Jorge Vieira
  • 25/abr/2014

Prefeito Edivaldo reforça política de formação continuada para magistério municipal

Prefeito Edivaldo realiza avanços na educação
Educadores da rede municipal de ensino participaram, durante esta semana, do I Encontro de Formação Continuada de Coordenadores Pedagógicos, que acontece no auditório da Unidade de Educação Básica Luís Viana, no bairro da Alemanha. O encontro, desenvolvido pela Prefeitura de São Luís junto aos profissionais do magistério, reforça a política do prefeito Edivaldo Holanda Júnior de valorização dos profissionais da educação.
A qualificação abrange professores, gestores e coordenadores e é gerida pela Secretaria de Educação.  “Ao promover capacitações e formações, oferecemos aos professores a oportunidade de qualificar ainda mais o seu exercício profissional. Além dos professores, nossos estudantes também ganham, porque têm suas aulas ministradas por professores atualizados e que estão constantemente se aprimorando”, destacou Geraldo Castro, secretário de Educação.
Um calendário de formação será apresentado aos coordenadores pedagógicos e, a partir daí, será construído um planejamento para encontros posteriores dos grupos de qualificação de gestores. As atividades envolvem profissionais de toda a rede de ensino, englobando ensino fundamental, educação infantil e do Programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA), durante os turnos matutino, vespertino e noturno.
GUIA
“Nosso principal objetivo é refletir sobre as etapas de formação nas escolas da rede municipal. O encontro será convertido em um guia de orientações para as escolas, e vai compreender diretrizes do trabalho do coordenador pedagógico e suas atribuições no ambiente escolar”, explica a secretária adjunta de ensino da Semed, Áurea Prazeres.
As atividades foram conduzidas com a apresentação de questionários aos educadores, que podem contribuir diretamente com o guia, segundo o coordenador da formação, Ronald Corrêa. “O documento está em fase prévia, de elaboração. As discussões serão levadas ainda para professores e outros gestores. O momento agora é de levantamento das ações da escola na formação continuada, respondendo o questionário”, completa.
 A formação continuada de coordenadores é uma ação estratégica permanente de redimensionamento das políticas de Educação Básica, no município de São Luís, tendo como propósito a ampliação e desenvolvimento de ações e competências para mediar o processo de gestão democrático-participativa na rede de ensino. A principal meta do programa continuado é compreender as questões fundamentais e os novos desafios relacionados à gestão escolar em face das novas demandas enfrentadas, além de atender aos preceitos legais a serem observados pelos profissionais do magistério.

  • Jorge Vieira
  • 24/abr/2014

Lideranças de diversas regiões do estado reafirmam apoio a Flávio Dino

A pré-candidatura de Flávio Dino (PCdoB) tem recebido apoio de
diversas regiões do Maranhão. Esta semana, ele esteve reunido com lideranças de
São João do Caru, Formosa da Serra Negra, Nina Rodrigues, Araioses e
Carutapera. Nos encontros, o debate sobre a realidade dos municípios e o apoio
ao projeto da mudança.

Ex-prefeito de São João do Caru, Alison

Camporez, o Bidu (PMDB),
esteve em São Luís onde demonstrou apoio à pré-candidatura de Flávio Dino.
Durante o encontro, ele citou ainda as principais demandas da cidade. “Quero
fazer parte dessa mudança, pois acredito no trabalho e na pessoa do Flávio
Dino. Em São João do Caru, o principal problema é de estrada, o que impede o
crescimento da nossa cidade. Apesar do Governo dizer na televisão que a obra
está em andamento, não colocaram uma pá de terra. Vai começar período chuvoso,
período eleitoral, talvez nem comecem”, disse Bidu.

Cláudio Arruda (PRB), ex-prefeito de Formosa da Serra Negra,
também veio a São Luís para reunir-se com o pré-candidato a Governo pela
oposição. Ele reforçou que a decisão por apoiar Flávio Dino é reflexo da
expectativa da população do Maranhão por melhorias para o estado. “No nosso
município estamos praticamente isolados por falta de estrada, por falta de
atenção por conta do Estado. Esse grupo que está aí só dá valor aos políticos
que estão no poder e, mediante a vontade do povo, decidi apoiar quem quer bem
ao povo do Maranhão. Vamos fazer o possível para melhorar o Maranhão e a nossa
cidade”, defendeu.

Vice-prefeito de Nina Rodrigues, Ivaldo Rodrigues Cruz (PDT), foi
outra liderança que mostrou apoio e a disposição por trabalhar pela candidatura
de Flávio Dino. Ele estava acompanhado de vereadores, vice-prefeitos e
secretários de governo do município. “Estamos dispostos a apoiar Flávio e fazer
um grande trabalho. Existe uma tendência em todo o estado das pessoas em
quererem uma mudança em nome de Flávio”, considerou.

Liderança petista de Nina Rodrigues, Anildo de Moraes, defendeu o
nome de Flávio Dino como mudança na forma de governar que o estado precisa. “Em
primeiro lugar, o Maranhão precisa dessa mudança. Hoje é desejo do povo
maranhense o nome do Flávio em todo lugar que você vai. O próprio PT de Nina
Rodrigues, o diretório do partido, tomou essa decisão de contribuir com a
vitória do povo do Maranhão”, falou.

Acompanhado por Bira do Pindaré (PSB), Dino se reuniu com
lideranças de Araioses e Carutapera. Na oportunidade, as lideranças reafirmaram
apoio ao projeto da mudança e fizeram sugestões para contemplar as regiões do
Alto Turi e Baixo Parnaíba.

O comunista agradeceu a atenção das lideranças de Carutapera na
organização do movimento Diálogos pelo Maranhão, realizado em junho de 2013, e
agradeceu a visita feita por eles e pelos militantes de Araioses. Destacou
ainda a importância das duas regiões para o desenvolvimento do Maranhão e,
também, o papel que os dois grupos tem para o projeto de um Maranhão justo e
para todos. Nas palavras de Flávio, “um Maranhão de todos nós”.

  • Jorge Vieira
  • 24/abr/2014

PT realiza nesta sexta-feira encontro que vai definir os rumo nas eleições 2014

O PT realiza sexta-feira (25) e sábado (26) o
Encontro de Tática Eleitoral. O evento faz parte do calendário nacional do
Partido a cada ano eleitoral e definirá, aqui no Maranhão, os rumos que o PT tomará
nas eleições estaduais de 2014.
Serão 260 delegados aptos a votar, escolhidos,
proporcionalmente, entre as sete chapas que concorreram no PED 2013.
“Além destes delegados, cada chapa escolheu
suplentes, que podem ser usados ao longo do processo de votação; o número
destes suplentes é de 30% do número de delegados. Porém, este quantitativo não
é mesmo para todas as chapas, depende da votação proporcional”, explicou
Francimar Melo, secretário de organização do PT-MA.
Os delegados e suplentes precisam estar em dia com
suas contribuições partidárias para terem direito de voz e voto. Já, os
observadores presentes no encontro terão direito a voz, mas não poderão votar.
É necessário para a validade do encontro o quórum mínimo de 131 delegados (50%
mais 1).
O Encontro de Tática Eleitoral possui uma
programação pré-definida que inicia com a votação do regimento interno do
Encontro, perpassa o debate sobre as conjunturas políticas e é finalizado com a
votação dos delegados que irão escolher a tática eleitoral que será adotada
pelo partido nas eleições de 2014, no Maranhão.

  • Jorge Vieira
  • 24/abr/2014

Deputados consideram muito grave envolvimento de doleiro em pagamento de dívidas do governo do MA

Doleiro Alberto Youssef e suas relações perigosas com o governo Roseana

O deputado federal Simplício
Araújo (Solidariedade) e os estaduais Marcelo Tavares (PSB), Othelino
Neto (PSB) e Bira Pindaré (PSB) consideram muito grave a denúncia feita pela
revista Época desta semana que apontou o envolvimento do doleiro Alberto
Youssef (foto) em pagamento de dívidas do governo do Maranhão. Segundo adiantou
Tavares, em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa, “a oposição vai se
reunir, vai buscar melhores informações e vai adotar uma linha de investigação
para que mais essa falta de vergonha com os interesses do Maranhão não fique
impune”.
Os quatro parlamentares, na Câmara Federal e no Poder Legislativo do
Maranhão, repercutiram o fato da Polícia Federal ter descoberto, na Operação
Lava Jato, que o doleiro aparece em meio a conversas telefônicas tratando da
negociação do pagamento de precatórios do governo do Maranhão à empresa
Constran. A dívida, que supera R$ 110 milhões, refere-se a serviços de
terraplanagem e pavimentação da BR-230 contratados na metade da década de 1980.
Simplício Araújo lamenta que mais uma vez o Maranhão esteja envolvido em
escândalos. “A revista traz uma denúncia, da maior gravidade, apontando que o
doleiro estava no Maranhão negociando precatórios com o governo do estado e
auferindo lucros por meio destas negociações. Lamentavelmente isso demonstra
que o grupo Sarney não está raspando o fundo do tacho. Está querendo levar o
tacho e deixar o estado quebrado”, apontou.
No início das investigações que culminaram na Operação Lava Jato,
deflagrada há um mês, a PF imaginava que o doleiro estaria envolvido apenas com
lavagem de dinheiro e evasão de divisas, práticas pelas quais já havia sido
acusado. À medida que a investigação avançava, a PF descobriu a atuação do
doleiro em outras frentes de negócios. Uma delas surpreendeu os agentes federais:
Youssef aparece em meio a conversas telefônicas tratando da negociação do
pagamento de precatórios (dívidas antigas) do governo do Maranhão à empresa
Constran.
Marcelo Tavares, afirmou que o doleiro estava aqui negociando o acordo de
uma empreiteira com o Governo do Estado, acordo esse que lesa o Maranhão em
mais de cem milhões de reais, conforme denunciou a Revista Época, apresentando
como prova e-mail trocados entre o doleiro e a empresa beneficiária da
transação. Segundo Tavares “nós precisamos apurar mais esta imoralidade feita
com o dinheiro público no Maranhão. O governo de Roseana Sarney acertou um
acordo com esta CONSTRAN de mais de cem milhões de reais para o próximo
governador pagar”, denunciou.
“Basta!
Fazer um acordo judicial, até é legal, agora, fazer acordo judicial
intermediado por doleiro preso pela Polícia Federal só o governo do Maranhão. Qual
seria essa conta que ele ia depositar o dinheiro lá no exterior? Se a Polícia
Federal quiser investigar, vai descobrir. Vai demorar um pouco para saber com
quem falava aqui no Maranhão, porque pelo noticiário nacional só telefone celular
ele tinha 21, mas eles vão chegar. Se quiserem apurar vão achar quem era esse
prodigioso membro do governo no Maranhão que tratou com Alberto Yousseff o
acordo com a construtora Constran, mais de cem milhões de reais.
Para o deputado Bira do Pindaré,
o governo do Maranhão deve esclarecimento e diz que o povo do Maranhão não pode
mais ficar alheio ao que acontece com o dinheiro público, envolvendo situações
como essa, escandalosas e que repercutem no Brasil. “E certamente vai acabar na
CPI lá no Senado, porque as coisas estão relacionadas umas com as outras. Então
não duvido muito que esta CPI tenha que fazer uma itinerância no Maranhão. Uma
itinerância para analisar o percurso desses operadores aqui. Então é muito
importante que a gente atente para os acontecimentos na forma que se dão”,
observou Pindaré.
Outro
lado –
Embora os líderes do governo estivessem presentes em
plenário, nenhum deles contestou a denúncia da Revista Época e muito menos
defendeu o governo da acusação de envolvimento com o doleiro preso na Operação
Lava Jato da Polícia Federal.
César Pires (DEM), Roberto Costa
(PMDB), Edilázio Júnior (PV), Jota Pinto (PEN) até que usaram a tribuna, mas se
limitaram a repercutir a festa em que o senador Edinho Lobão (PMDB) foi
apresentado como candidato do grupo Sarney à sucessão de Roseana. Simplesmente
igonararam as acusações contra o governo.

  • Jorge Vieira
  • 24/abr/2014

Mais um gesto

*Domingos Dutra

Considero importante iniciar dizendo que não tenho
antecessor  nem patrono político. Parido no quilombo Saco das Almas, filho
de lavrador e mãe quebradeira de coco babaçu.  Chequei onde estou abrindo
aceiros e picadas com unhas e dentes nesta selva maluca que é a política. Graça
à proteção de Deus e da vovó de Jesus, Nossa Senhora de Santana, minha madrinha
de batismo e padroeira de Buriti de Inácia Vaz, onde nasci, posso dizer que
escapei!

Sou uma das poucas lideranças políticas que nunca
fui e nem vim da Casa Grande. Nunca trastejei no combate à oligarquia. 
Nos 36 anos de militância política fiz diversos gestos de sacrifícios e
humildade para unir a oposição maranhense.
Em 1996, renunciei a um exitoso
mandato de deputado federal para ajudar Jackson Lago a ser prefeito de São
Luís, sendo seu vice. De quebra, entreguei o mandato de deputado federal para
Neiva Moreira. Naquela eleição todas as lideranças nacionais do PT, de Lula a
Benedita da Silva pousaram em São Luís. Se ao invés de vice de Jackson eu
tivesse sido candidato a prefeito pelo PT, talvez, o eleito teria sido João
Castelo, com Juarez Medeiros de Vice. Hoje a historia poderia ser outra, Já que
a eleição de Jackson para prefeito de São Luís naquele ano o manteve no cenário
político do estado, sendo decisiva para sua eleição de Governador em 2006.
Em 2000, rompi com Jackson em face da
aliança que fez com o PFL da então Governadora Roseana Sarney para a sua
reeleição a prefeito de São Luís. Fui candidato a vereador, combatendo e
enfrentando a popularidade dos dois. Não me elegi. Jackson brindou com
champanhe a minha derrota.  Apesar disto, dez anos depois, em 2006,
no segundo turno, eleito deputado federal na chapa de Vidigal, e como
presidente estadual do PT, apoiei Jackson Lago Governador, enfrentando o
Presidente Lula, que em Timon declarou apoio a Roseana Sarney.
Se não estivéssemos na presidência do PT,
juntamente com Lobato, Franklin Douglas, Márcio Jardim, Sílvio Bembem, Jomar
Fernandes, Teresinha Fernandes, Valdinar Barros, Nonato de Alcântara, Salvador
Fernandes, Chico Gonçalves, Pereira, Manoel da Conceição, Dada, Dutra e Dalva
de Caxias e centenas de outras petistas, LULA por certo teria pousado em São
Luís e em Imperatriz, colégios eleitorais que decidiram a vitória de Jackson e
ai, por certo, hoje a história seria outra.
Em 2010, eu, Manoel da Conceição e Teresinha
Fernandes fizemos  greve de fome durante 10 dias no Plenário da Câmara
Federal em defesa da candidatura de Flávio Dino e em protesto à intervenção
violenta e ilegal que entregou o PT para Oligarquia. Enfrentei a República e a
máquina dos governos federal e estadual. Reelegi-me deputado federal andando a
pé 482 quilômetros, em 82 municípios, cantando a musica vamos vencer o Futi.
Venci!
Em 2013, com o coração partido e a alma
dilacerada, interrompi 33 anos e 08 meses de história no PT,
partido que dedique a minha juventude e corri risco de vida para em liberdade
ajudar na eleição de Flávio Dino.
Agora em 2014, apesar de bem posicionado nas
pesquisas e com amplas possibilidades de vitória, retirei a minha
pré-candidatura ao Senado em favor de Roberto Rocha. Fiz mais este gesto para
consolidar a unidade dos partidos e movimentos de oposição, condição
indispensável à vitória de Flavio Dino, Governador.
O Maranhão chegou ao fundo do Poço. Somos o único
estado controlado por uma ditadura civil e familiar. O Chefe da oligarquia que
só não disputou o cargo de Papa porque o Vaticano não é no Brasil, exerceu os
postos mais importantes da politica brasileira, usando o poder que acumulou
para transformar o Maranhão no Estado mais pobre do Brasil. A oligarquia
internacionalizou o Maranhão pelas mazelas e tragédias das casas de palha, de pessoas
bebendo água de cacimba, carregando sua produção nas costas de jegue, pescando
com jequi e enterrando os entes queridos em cova rasa.
É questão de responsabilidade política e de amor
aos milhões de maranhenses que ainda vivem na luz da lamparina não repetir os
erros do passado como em 2002 e  2010, em que deixamos de eleger o
governador e o senador por birra dos líderes da oposição.
No pleito de 2014 não há espaço para aventuras,
vaidades e muito menos para projetos e fuxicos de natureza pessoal.
Flavio Dino não é um salvador da pátria, porém é a
opção que temos. A sua história pessoal  e política revela que não fará
igual à oligarquia. A eleição de Flávio Dino completará a transição política
que não pode ser concluída por Jackson Lago, em face da cassação injusta. Esta
transição é fundamental para recolocar o Maranhão no mapa do Brasil, oxigenando
os espaços de poder e abrindo oportunidades para novas gerações.
Com meu gesto de desprendimento, criaram-se as
condições políticas para transformar as eleições de 2014 em um plebiscito,
em que de um lado haverá as forças do atraso lideradas pelo Futi e de outro,
partidos, movimentos e cidadãos que querem libertar o Maranhão da besta fera.
A bola agora está com os camaradas Flávio Dino e
Roberto Rocha. Que sejam humildes, transparentes e capazes de unir partidos e
sociedade, pois somente a mais ampla unidade será capaz de garantir a
alternância de poder que o povo maranhense precisa.

Amém!

*Deputado Federal Domingos Dutra, advogado e
deputado federal.

  • Jorge Vieira
  • 24/abr/2014

Flávio Dino tem 62,5% das intenções de voto no MA, revela pesquisa DataM


Jornal Pequeno

No cenário mais provável para as eleições de
outubro, o candidato oposicionista Flávio Dino (PCdoB) alcança 62,5% das
intenções de votos, seguido pelo pré-candidato Edinho Lobão (PMDB), lançado
pelo grupo Sarney, que aparece com 12,2%. Marcos Silva (PSTU) tem 3,3% e
Pedrosa (PSol) 2,3%.

De acordo com a pesquisa, 11,6% responderam que não
votariam em nenhum, branco ou nulo; e 8,2% disseram não saber ou não quiseram
responder. A pesquisa Data M está registrada no TRE/MA sob protocolo 6/2014 e
foi realizada entre os dias 19 e 22 deste mês.
Esta é a primeira pesquisa que avalia o novo
cenário da eleição após a desistência de Luís Fernando Silva. Com a
pré-candidatura de Edinho Lobão, o novo cenário mostra que o pré-candidato da
oposição, Flávio Dino, ampliou a vantagem que vem mantendo nas intenções de
voto.
Na pesquisa espontânea, aquela em que o nome dos
candidatos não é mostrado aos entrevistados, Flávio Dino lidera com 33,2%. Em
segundo aparece o nome da governadora Roseana Sarney, que não será candidata,
com 4,1%, e em seguida Edinho Lobão com 3,3%. 48,8% disse não saber em quem
votar.
Rejeição – A pesquisa DataM verificou, também, a rejeição
dos pré-candidatos a governador. Quando os entrevistados eram perguntados em
quem não votariam de jeito nenhum, 35,5% responderam que não votariam em Edison
Lobão Filho, seguido de João Alberto (17,2%), Luís Pedrosa (14,5%), Flávio Dino
(10,5%) e Marcos Silva (7,7%). Não votaria em nenhum reúne 6,8% dos
entrevistados e não sabe/não respondeu, 7,6%.
O instituto DataM ouviu 1500 eleitores em todas as
regiões do Maranhão e possui margem de erro de 3 pontos percentuais para mais
ou para menos.
Senado – O Instituto também fez pesquisa sobre a disputa
pelo Senado. Os dados estarão na edição do JP de amanhã.

  • Jorge Vieira
  • 24/abr/2014

PF aponta envolvimento de doleiro em pagamento e dívidas do governo do MA

MARCELO ROCHA E MURILO RAMOS (Revista Época)
 
No início das investigações que culminaram na
Operação Lava Jato, deflagrada há um mês, a Polícia Federal imaginava que o
doleiro Alberto Youssef estaria envolvido apenas com lavagem de dinheiro e
evasão de divisas, práticas pelas quais já havia sido acusado. À medida que a
investigação avançava, a PF descobriu a atuação do doleiro em outras frentes de
negócios. Uma delas surpreendeu os agentes federais: Youssef aparece em meio a
conversas telefônicas tratando da negociação do pagamento de precatórios
(dívidas antigas) do governo do Maranhão à empresa Constran. A dívida, que
supera R$ 110 milhões, refere-se a serviços de terraplanagem e pavimentação da
BR-230 contratados na metade da década de 1980.
ÉPOCA teve acesso a um email (leia documento acima)
interceptado pela Polícia Federal que mostra envolvimento de Alberto Youssef na
negociação. No dia 10 de dezembro do ano passado, o diretor financeiro da UTC,
empresa que controla a Constran, Walmir Pinheiro, encaminha uma mensagem para
Youssef e para o diretor financeiro da Constran, Augusto César Ribeiro
Pinheiro, cujo título era “Precatório MA”. Walmir Pinheiro parabeniza os dois
pela “concretização do acordo com o gov. MA”. E ainda enaltece a conquista em
razão da dificuldade em alcançá-la: “sei perfeitamente o quanto foi duro fechar
esta operação, foram quase 6 meses de ida e vinda”, afirma Pinheiro. A dívida
do Maranhão com a construtora estava na Justiça há mais de 20 anos. No e-mail,
Walmir refere-se a Youssef como “Primo”, apelido amplamente utilizado por
pessoas próximas ao doleiro. Na mensagem, foram copiados ainda o presidente da
UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, e o diretor da Constran e ex-ministro de
Infraestrutura do governo Fernando Collor de Mello, João Santana, apelidado de
João Bafo-de-Onça, personagem de Walt Disney.
Walmir comemora o recebimento da primeira parcela e
aguarda a liberação de outras 23 prestações. No dia 26 de dezembro de 2013,
duas semanas após a mensagem enviada a Youssef, o governo do Maranhão depositou
R$ 4,7 milhões na conta da Constran. Segundo o portal da transparência do
governo maranhense, o depósito está relacionado a um acordo judicial
“devidamente aprovado pela governadora do Estado do MA (leia documento
abaixo)”. Em 4 de fevereiro e 18 de março, o governo fez outros dois depósitos,
que somaram R$ 9,4 milhões.
No dia da Operação Lava Jato, Youssef foi preso
pela Polícia Federal em São Luís. Procurado pela reportagem de ÉPOCA, o
advogado do doleiro, Antônio Augusto Figueiredo Bastos, afirma que Youssef não
tem relação com os dirigentes da Constran nem com as negociações da dívida
maranhense. Afirma, ainda, que seu cliente fazia viagens ao Maranhão para
prospectar negócios no ramo da hotelaria. Por meio de nota, o governo do
Maranhão afirma que o acordo para pagar os precatórios da Constran gerou
economia de R$ 29 milhões ao estado e está respaldado juridicamente. Afirmou,
ainda, “não ter conhecimento de contato de seus membros com dirigentes da
Constran ou UTC”. ÉPOCA conseguiu localizar Augusto Cesar Ribeiro Pinheiro, um
dos que receberam email junto com Youssef. Perguntado sobre detalhes do email e
se conhece o doleiro, Augusto César disse: “me manda um email. Estou em viagem
e o custo de deslocamento (ligação) é alto”. A reportagem insistiu nas
perguntas, mas Augusto César não quis responder. Procurada há uma semana, a
Constran não respondeu aos pedidos de informação.
De acordo com a Polícia Federal, o elo entre Walmir
Pinheiro e Youssef extrapola a questão dos precatórios maranhenses. No dia 08
de agosto do ano passado, Walmir encaminhara um email para Youssef pedindo que
mandasse cerca de US$ 5 mil para sua mulher, Luciana de Almeida, nos Estados
Unidos. No email, Walmir afirma que Luciana estava num hotel de Miami próximo
ao banco para o qual Youssef deveria remeter os recursos. Walmir encaminha,
inclusive, uma cópia do passaporte de sua mulher para Youssef a fim de
facilitar a remessa do dinheiro para os Estados Unidos.

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